24 de julho de 2026

China critica novas tarifas dos EUA e alerta para efeitos das guerras comerciais

Pequim rejeitou taxas impostas por Washington sobre produtos de 60 economias sob alegação de combate ao trabalho forçado
Imagem: Pixabay

EUA impõem novas tarifas de 10% a 12,5% a importações de 60 países, incluindo China, Japão e UE.
China critica tarifas unilaterais e defende diálogo para resolver disputas comerciais com os EUA.
Apesar das tensões, comércio China-EUA cresce 13,7% no 2º trimestre, após queda no 1º trimestre.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo da China criticou as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra dezenas de parceiros comerciais e afirmou que guerras comerciais “não servem aos interesses de nenhum país”.

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A medida americana impõe novas sobretaxas a produtos importados de 60 economias, incluindo a China, sob a justificativa de combater práticas relacionadas ao trabalho forçado. A informação foi publicada pelo Global Times, que destacou a reação do Ministério das Relações Exteriores chinês e as críticas de outros países afetados pelas medidas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que Pequim mantém uma posição “clara e consistente” contra tarifas unilaterais e defendeu que disputas comerciais sejam resolvidas por meio de diálogo.

Especialistas afirmaram que as novas tarifas aumentam a incerteza para empresas e consumidores, representam uma tentativa de impor padrões unilaterais e prejudicam a previsibilidade das relações comerciais.

A decisão ocorre enquanto Washington e Pequim negociam um possível acordo de redução tarifária recíproca – autoridades chinesas afirmaram que os dois países discutem um modelo de redução de tarifas no valor de aproximadamente US$ 30 bilhões para cada lado.

Apesar das novas tensões, dados apresentados pelo jornal indicam recuperação parcial do comércio entre China e Estados Unidos no segundo trimestre, com crescimento anual de 13,7% nas trocas de bens após uma queda registrada no primeiro trimestre.

EUA ampliam tarifas após mudança de base jurídica

As novas tarifas foram anunciadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e atingem a maior parte das importações provenientes de 60 parceiros comerciais.

A medida estabelece tarifas de 10% e 12,5%, dependendo do país, com a China submetida à alíquota mais elevada. Japão, Coreia do Sul, Suíça e União Europeia também foram incluídos no pacote, com taxas entre 10% e 12,5%.

As novas cobranças entram em vigor após o encerramento de uma tarifa temporária de 10% aplicada anteriormente pelo governo Trump. O novo mecanismo utiliza a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após a Suprema Corte americana considerar ilegais grande parte das tarifas anteriores adotadas pela administração.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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