Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O Senado informou, nesta segunda (16), que vai debater em audência pública, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), a pedido da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), o caso de uma mulher da cidade de Mococa, no interior de São Paulo, que foi obrigada pela Justiça a fazer uma laqueadura.
A senadora, que também é Procuradora da Mulher no Senado, considerou a medida desumana e também já pediu ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público que se manifestem sobre o assunto.
A polêmica veio a pública graças a um artigo da Folha que indicava que a mulher, chamada Janaina, teria recebido uma ordem de um juiz para fazer o procedimento, após uma ação ter sido movida pelo Ministério Público. A operação teria sido realizada no parto do oitavo filho. Quando o assunto foi divulgado, ela estava presa sob alegação de que portava drogas. O MP afirma que ela e o companheiro, também detino pelo mesmo motivo, não têm condições de criar todos os filhos.
A audiência no Senado ainda não tem data marcada.
Com informações de Marcella Cunha, da Rádio Senado
Não é o Wilhelm Reich
16 de julho de 2018 8:46 pmSaindo do debate no Cenado
Saindo do debate no Cenado (assim mesmo, leitor), impressiona-me que médicos, enfermeiros e quem quer que tenha acompanhado a questão não tenha se negado a realizar o procedimento.
Estamos em tempos difíceis.
Guimarães Roberto
16 de julho de 2018 10:29 pmConhecimento.
Será que a Sra. Janaina sabe como evitar gravidez? Alguém, após os partos anteriores, perguntou ou sondou se ela tinha conhecimento sobre esse assunto? Por onde andou o serviço social da prefeitura que deveria tê-la instruido sobre controle da natalidade ou planejamento familiar? Será que ela fez algum pré-natal no serviço de saúde? O serviço social da prefeitura sabe com quem está a guarda dos filhos? Essas são algumas perguntas que as autoridades deveriam ter respondido ou mesmo exclarecido antes de determinar o procedimento de laqueadura. Mandar no corpo de outra pessoa é fácil, o difícil é saber toda a história da pessoa antes de tomar uma decisão.
Paulo Dantas
16 de julho de 2018 10:37 pmDebater o quê …
Debater o quê ?
Só a mulher pode consentir o procedimento , sendo incapaz um responsável , em último caso o Estado poderia definir isto , mas não uma só pessoa.
Jus Ad Rem
17 de julho de 2018 5:02 am#
Laqueadura sem consentimento é a mais pura aplicação da eugenia.
Em outras palavras: nazismo puro.
Só um país de FDPs aprovaria isso.