10 de junho de 2026

TV Cultura, retrate-se por ataques a Manuela

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Jornal GGN – Manuela D’Ávila foi a vítima do programa Roda Viva, não a entrevistada. O comportamento dos inquisidores da pré-candidata à presidência pelo PCdoB foi um festival de bordões conservadores e anticomunistas. E machistas. O programa foi exibido no dia 25 último, e foi acompanhado de centenas de repúdios contra a situação ali exibida.

Manuela foi atacada sem pena, foi interrompida 62 vezes, foi inquirida de forma a não conseguir passar seu recado como pré-candidata por uma malta de entrevistadores que se alinham com a direita. Isso sem contar na representante feminina ali presente, que se defende com inúmeras postagens no twitter tentando defender o indefensável.

Depois do ataque, um grupo de mulheres partiu para a ação criando um abaixo-assinado pedindo a retratação da emissora pelo que fizeram com Manuela D’Ávila. Até o fechamento desta nota o documento contava com mais de 35 mil assinaturas.

O abaixo assinado pode ser endossado clicando aqui.

Leia a seguir o texto do documento.

Roda Viva, TV Cultura: retratação para Manuela D’Ávila

Repudiamos a postura desrespeitosa e machista com que a pré-candidata Manuela D’Ávila foi tratada no programa Roda Viva na TV Cultura. 

Exigimos que a emissora cumpra seu papel de veículo público de comunicação dando espaço para que a pré-candidata exponha de fato suas propostas, marcando uma nova data para um debate real e qualificado, já que ficou impossível no programa exibido na segunda-feira 25, dado o número de interrupções feitas pelos entrevistadores convidados pelo canal e pelo mediador.

A emissora deve também se retratar, pois a reprodução do machismo e do desrespeito à mulher foi propagada em rede nacional pública em uma sociedade com altíssimos índices de violência contra a mulher.

 

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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11 Comentários
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  1. Didico

    27 de junho de 2018 2:39 pm

    Assinado.
    35.714 assinaturas
    Assinado.

    35.714 assinaturas às 11:35 hs.

    1. Didico

      27 de junho de 2018 2:44 pm

      Para falar com a tv
      Para falar com a tv cultura:

      http://fpa.com.br/centralderelacionamento/

  2. Edsonmarcon

    27 de junho de 2018 2:55 pm

    TVCoxinha

  3. Vladimir

    27 de junho de 2018 2:58 pm

    TV o quê ? 
    Vamos parar de

    TV o quê ? 

    Vamos parar de brincadeira. Discutir a TV traço?

    Além do mais,essa gente que destruiu o país começou pelo estado de São Paulo e começou justamente pela hoje TV traço.

    Poucos foram os que se levantaram contra este aparelhamento dos bicudos.O dono do blog está entre eles.

    Levaram esta expertise para o governo federal e,se bem nos lembramos,também foi uma das primeiras iniciativas dos golpistas:Aparelhar a EBC.

    É uma escória sem-vergonha,gente de última,como dizia minha avó,golpistas até a medula.

    Estamos condenados ao atraso.

    Somente uma revolução será capaz de devolver o Brasil aos bradsileiros.

  4. L.Morais

    27 de junho de 2018 3:25 pm

    Manuela agiu com enorme

    Manuela agiu com enorme elegância e inteligência aos ataques do programa. Expõe suas idéias com  muita clareza.

    A escolha dos entrevistadores foi sofrível mas até aí tudo bem, não seria possível prever a tentativa de linchamento por parte deles,  à exceção do partidário de Bolsonaro. Mas, francamente, a TV Cultura escolher um atirador profissional, um membro da campanha do extrema-direita Bolsonaro para a bancada de entrevistadores é inaceitável do ponto de vista jornalístico. Por isso deve mesmo desculpas à Manuela.

    O sujeito, que por acaso também tem o sobrenome “D´Ávila” como Manuela,  teve a ousadia de perguntar a ela se não achava que o termo “socialista” vinculado ao partido nazista significava o mesmo socialismo que ela defende.  E ela, com muita elegância e rapidez, disse que não, dando o exemplo dos dois (entrevistador e entrevistada) que apesar de terem sobrenome igual militam em campos ideologicamente opostos.

  5. Renato Lazzari

    27 de junho de 2018 3:35 pm

    Oportunismo sionista safado

    Uma que de nada adiantará essa exigência: a TV Cultura e a Fundação Padre Anchieta não vai acatar um pedido tão vago quanto que “cumpra seu papel de veículo público de comunicação”, menos ainda vai se retratar. Retratar-se sem trocar o mediador, por exemplo, seria inócuo; trocá-lo com certeza seria trocar seis por meia-dúzia. Ou alguém acredita que a Fundação Padre Anchieta, aparelhada pelas mais conservadoras forças do Brasil, vai oferecer o cargo a, sei lá… Leandro Fortes? E mesmo que oferecesse o cargo de mediador, e a produção. Geralmente o que não se vê é mais determinante do que o que é mostrado.

    E a petição se torna absurda quando “exige” nova entrevista: imagina os outros candidatos todos reclamando por um repeteco…

    Mas a principal razão pela qual não assino petição alguma – mesmo a mais justa e realizável – é que essa Avaaz é uma organização ligado ao sionismo. E se aproveita oportunísticamente do “status” de ONG para enriquecer tanto Israel quanto seus donos. Duvido mas talvez haja até alguma petição anti-sionismo e até pró- defesa dos direitos humanos na Palestina colocada na Avaaz, como há anti-golpistas escrevendo em jornais como a Folha. Oportunismo safado tem em todo lugar.

    Apenas uma das muitas matérias sobre a Avaaz que se pode encontrar praticamente em todos os idiomas, em todos os países:

    https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/avaaz-golpe-ou-verdade

    http://barcelona.indymedia.org/newswire/display/418173/index.php

  6. Fernando J.

    27 de junho de 2018 3:37 pm

    Paulo Caruso é cúmplice

    Nenhum texto alternativo automático disponível.

  7. Fábio de Oliveira Ribeiro

    27 de junho de 2018 3:44 pm

    Acho mais fácil a TV tucana

    Acho mais fácil a TV tucana mudar de nome.

    Minha sugestão de novo nome é TV Barbária.

    O simbolo pode ser um porrete.   

    1. Andre Luiz RRR

      27 de junho de 2018 5:33 pm

      TV Canalha

      TV Canalha

  8. alfeu

    27 de junho de 2018 4:43 pm

    *

    Roda Viva com Manuela D’Ávila

     

     

  9. Luiz Antonio Antunes Machado

    27 de junho de 2018 4:54 pm

    Obvio

    É claro que foi um festival de cretinice, cafajestice e uma brutal violência verbal machista e carregada de todos os tipos de preconceito, que reafirma a extrema falta de educação da nossa classe dominante. Porém, não é nenhuma surpresa, apenas a constatação do que é esse império colonial escravista que se chamou Brasil. Ficaria surpreso se tivessem debatido ideias, mostrassem algum sinal, ainda que ínfimo, de civilidade e espírito democrático. Aquela “bancada” não estava interessada em ideias ou programas de governo. Sabemos muito bem os métodos que utilizam e o que representam.

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