5 de junho de 2026

DPF Mauat quer fechar o blog e conhecer nossas fontes, por Marcelo Auler

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DPF Mauat quer fechar o blog e conhecer nossas fontes

por Marcelo Auler

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O verdadeiro – e inacreditável – propósito do delegado federal Eduardo Mauat Silva ao processar este Blog no Juizado Especial Cível de Santa Cruz do Sul (RS) – como noticiamos em Questionado, DPF Mauat, ex-Lava Jato, processa o Blog– ao que parece, não é tanto a indenização por danos morais de 40 salários mínimos (R$ 37.480), como solicitou na inicial da ação.

Bem mais pretensioso, ele reivindica o fechamento deste Blog e a identificação das fontes que nos alimentam com informações – verídicas, ressalte-se – sobre os bastidores da Operação Lava Jato. Isto foi verbalizado pelo próprio, no início da noite de terça-feira, no Juizado de Santa Cruz do Sul, cidade distante 150 quilômetros de Porto Alegre. Tal como fizemos constar da Ata de Audiência, cujo trecho reproduzimos ao lado (a íntegra apresentamos abaixo).

Com isso, ele não apenas quer calar as vozes que criticam os métodos pouco ortodoxos utilizados pela Força Tarefa da República de Curitiba. Afinal, a eles só interessam os elogios. A prepotência e o absurdo estão no fato de o fechamento do Blog significar o fim do instrumento-legítimo e legal – com o qual se ganha o pão de cada dia. Apenas e tão somente por terem sido feitos questionamentos, jornalisticamente cabíveis, Independentemente de o próprio delegado ter incentivado o público a fazê-los. Mas, o que ele desejava, é se incensado. Não criticado.

Curiosamente, embora alegue que a nossa reportagem contenha injurias, calúnias e difamações, o delegado, ao prestar seu depoimento – assim como na própria inicial da ação – não contestou nada do que ali está. O que o surpreendeu foi termos apresentado um e-mail, que lhe foi enviado três meses antes da publicação da matéria, questionando-o sobre o assunto abordado. Na ação ele alegou não ter sido procurado. Falou, inclusive, que descumprimos a ética.

Tese rebatida com veemência na contestação apresentada pelo advogado Antonio Carlos Porto Jr., do escritório Defesa Social, de Porto Alegre. Na nossa defesa por ele ajuizada, está destacado:

“Não é verdadeira a afirmação que a matéria foi feita descuidadamente; que não se buscou ouvir todos os lados. Não! O autor foi diretamente questionado por correio eletrônico pelo jornalista antes da publicação da matéria e preferiu se omitir, não responder. E, para piorar, na ação, sonega tal informação ao juízo! A ata notarial anexa prova essa afirmação. O autor poderia ter dado sua versão e explicado os fatos tal como ele os vê. Não quis fazê-lo. Calou-se. Agora acusa o jornalista de falta de ética”. (grifo do original).

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Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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6 Comentários
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  1. Zé Silva

    20 de junho de 2018 10:16 pm

    Marcelo Auler, garantia

    Marcelo Auler, garantia constitucional do livre empreendimento e do sigilo das fontes não podem ser derrubados, pelo menos em uma Democracia. Continue firme e forte!

  2. lenita

    20 de junho de 2018 11:44 pm

    Marcelo Auler

    Siga em frente, não deixa que eles o intimidem.

    Toda a solidariedde.

  3. Marcos Videira

    21 de junho de 2018 12:59 am

    Solidariedade Total

    Além do apoio moral, necessário e fundamental, o jornalista Marcelo Auler também precisa de nossa solidariedade material. Sabemos que os jornalistas independentes são perseguidos com processos judiciais com o objetivo de quebrá-los financeiramente.

    Não conheço pessoalmente o jornalista Auler e ele não pediu que eu fizesse isto. Esta iniciativa é exclusivamente minha.

    M. Auler Comunicação – CNPJ 05.217.326/0001-99

    Banco do Brasil – Agência 0288-7 – Conta Corrente 119025-3

     

  4. Cafu

    21 de junho de 2018 11:34 am

    Resistir! Resistir! Resistir!

    Desde o golpe, os ataques aos pilares do Estado de Direiro e da Democracia parecem intermináveis. Imprensa livre é essencial. A liberdade de um é a liberdade de todos. 

    1. ze sergio

      21 de junho de 2018 3:13 pm

      O BRASIL É DE MUITO FÁCIL EXPLICAÇÃO

      Pilares do Estado de Direito? Juiz, Justiça, Promotores, Advogado aceitam tais práticas fascistas? Aceitam, pois concebidos sob alicerce fascista que perdurou até o alvorecer do dia de hoje. Código Civil Ditatorial e Fascista também Progenitor de OAB. O “Octagenário” transpassou uma tal Constituição Cidadã. A Censura e Patrulhas Políticas na busca em silenciar a Imprensa e Opinião Livre e Soberana são um dos seus tentáculos. Inacreditável é o Poder Judiciário, associações e sindicatos de Advogados e Jornalistas se submeterem á prática medieval.  

  5. God Talker

    21 de junho de 2018 1:52 pm

    Em tempos de Justiça isso se chamaria litigância de má fé

    Já hoje…

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