
Foto: Marcos Corrêa/PR
Jornal GGN – Após a greve dos caminhoneiros, a preocupação do governo de Michel Temer, agora, é com a dos petroleiros, já marcada para ter início amanhã (30). A categoria anunciou que também entrará em greve nacional por 72 horas e o governo corre para impedir.
Os petroleiros chamaram a mobilização de “greve de advertência” e é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelos sindicatos da categoria, que pedem, entre outras coisas, a redução dos preços do gás de cozinha e combustíveis e a saída imediata do atual presidente da estatal, envolvido em diversas polêmicas, Pedro Parente.
Para a FUP, Parente “mergulhou o país numa crise sem precedentes”. São mais de 100 entidades que reinvidicam, ainda, o fim das importações de derivados do petróleo e a manutenção dos empregos. Além dos sindicatos da categoria ligados à FUP, apoiam a luta a CUT, CTB, Intersindical, a Central de Movimentos Populares (CMP), MST, MTST e a UNE.
“Temos o petróleo, o refino e a distribuição. É tudo com custo nacional. Antes os preços eram pensados e voltados para o país, mas Parente, a mando de Temer, aumentou no último período em 59,32% o preço do diesel, entre outros aumentos promovidos. Não tem porque continuarmos aceitando essa política de preço voltada ao lucro das grandes empresas estrangeiras e não para as necessidades do povo brasileiro”, afirmou a Secretária de Administração e Finanças da FUP, Cibele Vieira.
“Nossa luta se une à paralisação dos caminhoneiros e é contra esta política de preço que a Petrobras vem aplicando, que leva à alta dos preços dos derivados como, por exemplo, da gasolina e do gás de cozinha”, disse a dirigente, durante um ato na avenida Paulista, nesta segunda-feira (28) à noite, em frente ao prédio da Petrobras.
A categoria também critica o uso das Forças Armadas pelo governo federal para interferir nas manifestações, “intimidando as paralisações”, descreveu a Federação. A greve já estava prevista para abril deste ano, faltando ainda uma data que seria definida. A paralisação da categoria terá início à meia noite do dia 20 e se estenderá até as 23h59 do dia 1º de junho, sexta-feira.
E, ao contrário do que fez o governo com a greve dos caminhoneiros, tentando tirar o crédito da mobilização ao questionar quem estaria a frente dos atos, a FUP alertou que “a greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”.
Além disso, os manifestantes se organizam para atrasar as trocas de turno em refinarias do país que estão sendo negociadas para venda: a Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.
Tentando se adiantar frente a essa nova paralisação anunciada, o governo ativou a Advocacia-Geral da União (AGU), juntamente com a Petrobras, sob a gestão de Parente, para entrar com uma ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta terça, buscando uma liminar que evite a greve.
Tanto a AGU de Temer quanto a Petrobras de Parente pedem que 100% dos trabalhadores da estatal mantenham as atividades e solicitam, ainda, uma multa de R$ 10 milhões por dia aos sindicatos que descrumprirem a eventual decisão na Justiça.
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