Luís Roberto Barroso foi um aluno anódino da Faculdade de Direito da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Como professor, teve seus méritos, mas foi mais um de um corpo docente brilhante. Espelho, espelho meu mostraria um arquipélago de estrelas, sem nenhum rei-sol se destacando.
Indicado Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, nosso bravo Barroso ganhou a força. Como um menino com brinquedo novo, sua palavra passou a chegar ao público leigo e não bastava mais exarar conceitos de constitucionalista reputado ou do penalista sofrível. Ele passou a exercitar a opinião em todas as instâncias, em palestras, entrevistas, declarações, com uma falta de senso de ridículo própria dos grandes vaidosos vazios, valendo-se de um recurso dos palestrantes espertos: falar mal do país, deblaterar contra este país do jeitinho, da desonestidade, da malandragem, da falsa intimidade.
Com o apoio da mídia, soltava um arroto sociológico e o eco devolvia um trovão, na forma de manchetes de uma imprensa vazia.
Suas verrinas em favor do punitivismo resultaram em um “liberou geral”, que foi o principal estimulador, na ponta, dos abusos cometidos por policiais, procuradores e juízes, prendendo e humilhando reitores de universidade, professores e quem mais simbolizasse o “inimigo”, igualando-os a malfeitores contumazes.
E eis que a velha senhora resolve voltar para casa UERJ e valer-se do status conquistado para a vitória final: tirar a Faculdade de Direito da universidade, de um campus multidisciplinar, e entrega-la ao Partido do Judiciário, abrigando-a em um prédio do Tribunal de Justiça e colocando-a a serviço do punitivismo.
Pensador plano, não conseguiu entender as virtudes da interdisciplinaridade, a função essencial da Universidade, de permitir a interação de intelectuais de diversas áreas, a relevância do livre pensar.
E o caso foi a votação, com participação de estudantes e professores, desrespeitando a meritocracia do voto qualificado de quem mudou de status e se tornou Ministro do STF.
Ontem, a votação foi maciçamente contra a posição desse avesso de Joaquim Nabuco.
A votação manteve o Direito na UERJ.

José B
13 de maio de 2018 2:43 amBarroso foi parar no STF pela
Barroso foi parar no STF pela defesa – equivocada – contra a extradição daquele italiano acusado de terrorismo. Certamente teve o carimbo do zé cardoso, perspicaz conselheiro e advogado da ex presidente Dilma.
Pois é.
Lucio Vieira
13 de maio de 2018 3:06 amPobres destas figuras que ainda dependem da mídia decadente
para construirem suas falsas imagens. Personagens de barro fino: ocos e vazios.
Gersier
13 de maio de 2018 3:04 pmPygmy
Eles acreditam que aparecer no PIG os torna estrelas e suprasumos da ética, da verdade, da honestidade. Mal sabem eles que a maioria silenciosa, aquela que tem estômago para “assistir” globo e afins, os conhece muito bem e que, nem todo brasileiro é um otário.
MAureli
13 de maio de 2018 3:29 amEi, UERJ significa
Ei, UERJ significa Universidade do Estado do Rio de Janeiro e não Universidade Federal.
A imagem mostrada é do Largo do CACO (Centro Acaêmico da UFRJ) junto a Praça da República.
MAureli
13 de maio de 2018 3:36 amer… correção, a imagem não
er… correção, a imagem não é do largo do Caco mas efetivamente UERJ significa Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
AugustoCesar
15 de maio de 2018 10:05 pmNão é o largo do Caco
É o prédio do Museu da Justiça, ao lado da EMERJ, na rua D. Manuel.
Joao M S Pimentel
13 de maio de 2018 4:00 amUERJ,,,,,
U. Estado Rio…..
aluno anódino da Faculdade de Direito da UERJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Corrige lá…..
Fora, Barroso
Eduardo Outro
13 de maio de 2018 11:46 amExistia corrente filosófica
Existia corrente filosófica na Grecia antiga que afirmava o inatismo do conhecimento (Platão). Bastaria desenvolver aquilo que se traz desde o nascimento. Com toda a diferença desse enfoque nos dias de hoje, parece haver alguma verdade no conceito. Mas o que realmente importa é o resultado do CONHECIMENTO e do NÃO CONHECIMENTO. Dependendo da aplicação que se faz ambos podem ser bons, um ser bom outro ruim, ou AMBOS RUINS. Por exemplo, o NÃO CONHECIMENTO de um penalista sofrível pode fazê-lo um punitivista que até arrota sociologia mas não faz Justiça. E o CONHECIMENTO de um reputado constitucionalista pode ser usado para desobedecer a Lei Máxima, dando interpretações dúbias dependendo de quão dúbio é o momento político.
jose adailton v ribeiro
13 de maio de 2018 12:42 pmO que é e o que você ver
Este é muitos vários outros artigos de Nassif nos joga no cesto de papel do conhecimento . Nós leitores comuns das trivialidades dos fatos vivemos num mundo diferente.
A propósito de fatos e versões, veja o disse presidente do Clube Militar:
militares:
“A Globo odeia os militares…”
http://ultradicas.com.br/general-diz-que-globo-odeia-militares/
Juliano Santos
13 de maio de 2018 2:25 pmTalvez Nassif, essa jogada do
Talvez Nassif, essa jogada do Barroso seja para compensar as declarações dele de apoio ao sucateamento da UERJ. Um “cuspir no prato que comeu” dos mais canalhas já feitos.
O negóio é então separar o “joio do trigo”. O trigo é a faculdade de direito, onde ele, Fux e Barbosa formaram suas excelências, em todos os sentidos. O joio é todo resto, escória, como Letras e Artes por exemplo.
Estive essa semana no instituto de Artes da UERJ conversar com uma amiga minha professora de lá. Estava abalada pelo assassinato de um(a) aluno(a), a Matheusa, chamada trans não-binária.
Gostaria de saber se o minisitro iluminista modernoso tomou conhecimento e se tem algo a dizer. Assassinato de um aluno na universidade que o formou, motivado por intolerância. Sim porque ele dá declarações sobre como o Supremo consegue “corrigir” o atraso da sociedade inculta e seus políticos igualmente incultos e corruptos.
Daí a enche a boca para dizer “nós aprovamos o aborto de anencéfalos e pesquisa em célula-tronco”. E também são favoráveis ao casamento gay. Mas vai ficar nisso? Esse ativismo iluminista poderia tratar dos assassinatos de minorias. Ou vai esperar sair no Fantástico?
C.Poivre
13 de maio de 2018 3:25 pm“Vaidade”, meu pecado preferido…
Diz o capeta no filme “O Advogado do Diabo”. Qualquer semelhança com o personagem é mera coincidência.
Eduardo Ramos
13 de maio de 2018 3:42 pmNada mais triste e patético
Nada mais triste e patético do que a pessoa tentar desesperadamente “ser o que não é”….. Barroso me lembra, por semelhança absoluta, Fernando Henrique Cardoso….. Ambos tiveram oportunidade singulares de ajudarem o Brasil a progredir, a crescer no processo civilizatório em que estamos tão atrasados e agora num mergulho caótico e abissal rumo a retrocessos inimagináveis.
Ambos apoiaram o golpe, a prisão de Lula, e os horrores da Lava Jato com todas as consequências nefastas daí oriundas.
Dois medíocres, exaltados por uma mídia e uma sociedade idem.
Mefistófeles deve sadicamente rir muito dos dois pavões parvos parvos, fingindo diante do espelho e do rebanho raso que os aplaude, serem duas águias, felizes, pelos tapinhas nas costas dos amigos e a exaltação da mídia.
Quando forem citados no futuro como referência, será como aquilo que pior tivemos entre nossos homens públicos.
André Oliveira
13 de maio de 2018 4:42 pmUniversidade do ESTADO do Rio
Universidade do ESTADO do Rio de Janeiro
Gilson AS
13 de maio de 2018 5:32 pmMeu filho estudou direto na
Meu filho estudou direto na UERJ.
Teve aula com os três ministros do STF.
Fux, Barroso e Joaquim Barbosa.
É unânime entre os ex aluno, a surpresa e decepção com a mudança de postura dos ex mestre.
Em nada lebram o que eram como mestre.
Em nada lebram os seus ensinamentos em sala de aula.
Eram pessoas simpáticas e acessíveis. Diziam que Fux sempre foi meio fanfarrão.
Como esses homens mudaram suas personalidades.
Nesse caso vale a máxima. Dê dinheiro ao homem, mas nunca lhe dê poder.
WG
13 de maio de 2018 6:13 pmO mal maior está no fato de
O mal maior está no fato de que há milhares de candidatos a Barrosos e Moros.
Lucinei
13 de maio de 2018 8:56 pmNem tanto ao mar nem tanto à
Nem tanto ao mar nem tanto à terra. O curso de direito da UERJ continuará positivista, concurseiro, coxinha, totalmente apartado do resto da vida da Universidade.
Só se revelaram um pouco mais.
Nada mudou. Alias, foi mais um pouquinho pra lá, pra irracionalidade antissocial; a identidade ficou mais demarcada.
Rodrigo Costa
16 de maio de 2018 2:56 pmExato. Os futuros doutores
Exato. Os futuros doutores sem doutorado já tinham o hábito de não se misturar com a plebe, principalmente os seus colegas de áreas de ciências humanas que muito tem a contribuir e dialogar com o Direito, como os cursos de Ciências Sociais e História. Do mesmo modo que a Faculdade de Direito não se abre para o resto da universidade ao se negar a oferecer disciplinas eletivas universais para que os alunos dos outros cursos possam assistir no sétimo andar do prédio.
AMANDA CAMARGO DE SOUZA
13 de maio de 2018 9:56 pmInformação errada!
UERJ (Universidade estadual do Rio de Janeiro) E não Universidade Federal do Rio de Janeiro que por sua vez é a (UFRJ)
Helena Santos Maia Leal
14 de maio de 2018 2:37 amFazendo correção
O nome da universidade do estado do RJ ,na qual o Ministro Barroso fez seu Curso de Direito, é
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
No estado existe outra universidade estadual : a de Campos. Apenas uma retificação.
Helena Leal
j.marcelo
14 de maio de 2018 12:27 amO filho ingrato da educação
O filho ingrato da educação pública Barroso,deveria ser alvo de campanha desmoralizante por parte do povo brasileiro e principalmente por parte dos acadêmicos de universidades públicas.
Waldomiro Pereira da Silva
14 de maio de 2018 7:36 pmO BARROSO quando não barrosa
O BARROSO quando não barrosa na entrada, barrosa na saida.
Paulo Henrique Netto de Alcântara
15 de maio de 2018 2:12 amUERJ & Barroso…
A UERJ mostrou a sua dignidade!
Cafezá
15 de maio de 2018 5:05 pmO post me fez lembrar daquele
O post me fez lembrar daquele antiga propaganda televisiva do papel higiênico neves. O sujeito estava a dar um barro e começa a gritar para a empregada doméstica:
– Maria, me traz o neves. Aqui não tem!
– Acabou doutor! Não sobrou nenhum.
– Então me traz a CF88!
Nícia Adan Bonatti
15 de maio de 2018 7:04 pmSobrou, sim! Tem ainda o
Sobrou, sim! Tem ainda o Aócio neves, serve este, ou nem para isso?!?
Cafezá
16 de maio de 2018 1:40 amAcho que serve sim, mas pode
Acho que serve sim, mas pode ficar entalado lá. se ficar, só com laxante fórte, tipo oleo de ricino, que é uma droga super potente
Antonio Victor
16 de maio de 2018 12:49 amTalvez um Joaquim Trabuco
Barroso é um exemplo avassalador da nossa carência de grandes homens.