3 de junho de 2026

Serra herda multa de campanha perdida e contas do PSDB de São Paulo são bloqueadas


Foto: Reprodução dos resultados da campanha de 2012 à Prefeitura de São Paulo
 
Jornal GGN – As contas do diretório de campanha estadual e municipal do PSDB de São Paulo entraram para a mira da Justiça paulista depois que uma empresa de marketing cobrou R$ 21,5 milhões por dívidas da campanha de José Serra (PSDB-SP) à prefeito no ano de 2012.
 
A empresa Campanhas Comunicação Ltda, do publicitário Luiz Gonzalez, denunciou em ação que o partido não pagou R$ 8,4 milhões por serviços prestados naquele ano a Serra. Com juros, correção monetária e honorários, a empresa precisaria receber mais de R$ 20 milhões do diretório estadual e municipal do PSDB.
 
Mas o caso avançou. Pela falta do pagamento, a Justiça determinou que uma administradora-depositária tome conta dos cofres do partido, podendo intervir nas contas e questões financeiras, inclusive acessar informações sigilosas e contratos de propaganda, além dos dados de prestadores de serviço e funcionários que atuam nas campanhas do PSDB.
 
Como, até agora, mais de R$ 40 mil já foram apreendidos a título de penhora e o partido não paga a dívida, a administradora foi indicada pela própria empresa de marketing, que alega ser vítima do caso. 
 
Ainda, na busca por congelar os recursos do PSDB de São Paulo, a Justiça de São Paulo simplesmente não conseguiu encontrar nada, nenhum bem ou valores em contas bancárias para ser confiscado. Mas o publicitário Luiz Gonzalez chegou a verificar que os diretórios estadual e municipal tucanos receberam, pelo menos, R$ 2,89 milhões em 2016, de acordo com documentos apresentados pela própria empresa de marketing.
 
Do outro lado, o PSDB afirma que esse número é “absurdo” e alega não ter verba própria e não ter como pagar a dívida. Enquanto isso, as verbas do fundo partidário foram bloqueadas pela Justiça e a sigla não pode realizar nenhuma movimentação financeira.
 
No ano em que Serra criou a dívida, o tucano disputava a eleição municipal de São Paulo com Fernando Haddad, do PT, e perdeu em segundo turno. 
 
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. twoprong

    3 de março de 2018 3:54 am

    Robôs vão ficar sem receber.

    Robôs vão ficar sem receber.

  2. Antonio A. B. Neto

    3 de março de 2018 1:24 pm

    Corruptos, elitistas,

    Corruptos, elitistas, arrogantes, incompetentes, mafiosos, obtusos, distantes do povo e endividados, são golpistas na política, nas ideias e agora nas finanças, caloteiros carimbados pela justiça que sempre foi deles.

     

    Se esse partido acabar amanhã será ótimo, não serve para nada mesmo.

    .

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