Reprodução Youtube

Bate cabeça, filho de branco!, por Matê da Luz
Numa semana, dois questionamentos à respeito do Candomblé, e eu deveria mesmo responder com “isso não é problema seu”, mas gosto tanto de escrever e falar e, especialmente, de deixar informações disponíveis porque, né, quem sabe, assim, as pessoas conseguem construir opiniões com embasamento mais fundamentado.
A primeira delas veio direcionada às minhas semelhanças com o Xamanismo, muito mais do que com a religião dos Orixás. Achei engraçado porque, claro, quando respondi que não me animava com os processo alucinógenos do chá e da forma como as plantas eram utilizadas nestes rituais, escutei o tradicional “eu também não estava pronta, um dia você CHEGA LÁ”. Tem coisa que mais me irrita nesse mundo do que esse “você chega lá”? Não, não tem. Então, pessoal, eis que cada um tem a cara que quiser e, ainda assim, pode escolher sua própria religião – pode, inclusive, não escolher religião nenhuma, sabe? Pois é…
O outro apontamento foi sobre o bater cabeça no Candomblé, que é um ato de reverência aos mais velhos, aos ancestrais, aos orixás. “Bater cabeça me parece tão submisso!” – então eu acho que você deveria experimentar. Porque não há nada de submisso em louvar os que vieram antes de nós e trouxeram o que, além de dar uma perspectiva mais humilde sobre a vida, acaba aterrando literalmente os pensamentos, que vez ou outra nos elevam pra um lugar de prepotência que, olha, não é bom não.
Daí que normalmente quem vem criticar o Candomblé deve ser ou porque não teve boas experiências com a religião – tá cheio de filho de santo por aí que quebra preceito e culpa a casa – ou é gente que não conhece mesmo. Usa o Google, povo. Leia, se informe, converse com pessoas que praticam a religião, especialmente aquelas que trazem o amor e não o medo do Orixá como carga. Essa gente, nós, temos histórias e mais histórias de compaixão, de aprendizado, de alegria, um tanto que pode dar um outro panorama sobre o Candomblé ser uma religião difícil.
Difícil mesmo é olhar pra si ao invés de apontar pro outro, né não?
Ivan de Union
2 de março de 2018 10:07 pmQue barato, eu tava pensando
Que barato, eu tava pensando no seu post previo nao tem 10 minutos e ate disse em voz alta “that’s a hell of an Orixa!”, mais oh menos “um Orixa muito forte”!
Nao sei o que eh “bater cabeca”, nem imagino.
Quanto aa questao dos halucinogenos, eh simples o bastante: parece ser um sacrificio, mesmo que simbolico. E nao eh. O uso ininiatico eh literalmente uma abertura de portas. O Orixa nao basta, no entanto. Voce tem que estar cercada de mediums de primeira… Nao eh um Joao das Couves Benzidas quem faz uma iniciacao dessas, voce TEM que ter uma equipe completa de suporte. Nao, eles nao tem que estar do seu lado de maneira nenhuma, voce pode ate tomar seu cha/vinho e ir pra sua casa dormir –a equipe mental, mediunica, TEM que estar la. Tudo no plano mental E mediunico. Nada que sequer voce tenha que entender. Iniciacao, alias, nao “se entende”, ponto final. Entender eh incompativel.
ANA MARIA DE JESUS SILVA ANINHA
3 de março de 2018 11:02 amBate a cabeça dura, pra vê se amolece!
O interessante é que as pessoas tem cabeça dura, e não percebe que o Candomblé faz part de nossos antepassados são raízes e que deveríamos deixar de sermos preconceituosos, e moderninhos achando que só as religioes cátolica e evangelicas principalmente faz parte do cristianismo. pois desde os tempos remotos existiam as reverencias aos primitivos em uma educação difusa que aos poucos foram perdendo suas caracteistica com o egoísmo do prório homem.