3 de julho de 2026

OCDE recomenda cortes para economizar 8% do PIB brasileiro

Organização propõe reduzir exigências de conteúdo local, independência de Banco Central e consolidação de base amplia para impostos de Estados e União
 
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(Foto Marcelo Camargo ABr)
 
Jornal GGN – A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) lançou nesta quarta-feira (28) o “Relatório Econômico de 2018 sobre o Brasil”, em um evento realizado em Brasília ao lado de autoridades brasileiras, dentre elas os ministros Dyogo Oliveira (Planejamento), Henrique Meirelles (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.
 
O trabalho, apresentado pelo secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, propõe uma economia de 7,9% do Produto Interno Brasileiro por meio intervenções no papel do Estado brasileiro na economia. Dentre as recomendações estão ajuste fiscal e redução de subsídios direcionados para a indústria e reformas na Previdência (aumento gradual de idade e indexar os benefícios do sistema aos preços ao consumidor e não ao salário mínimo).
 
Com as dicas, OCDE espera colaborar com o Brasil para resolver a “deterioração substancial” do orçamento em vigor desde 2014. Para tanto, a organização calcula que seria necessário “um excedente primário de cerca de 2% do PIB” para estabilizar a dívida pública no médio prazo. 
 
Banco Central independente
 
A OCDE também propõe a formalização da autonomia da o Banco Central, apenas restringindo a exoneração do presidente da instituição se comprovada grave improbidade, orientando ainda a restrição de indicações políticas em empresas estatais, além da revisão das leis de contratação pública para evitar corrupção.
 
BNDES
 
O órgão internacional elogiou a recente decisão do governo Temer de descontinuar gradativamente os subsídios nas operações de empréstimos do BNDES e defende a redefinição do papel do Banco Nacional de Desenvolvimento em áreas onde o setor privado tem dificuldades de operar.
 
Nos anos anteriores, a instituição deu apoio a setores considerados estratégicos para a economia brasileira, em muitos casos para empresas que já eram fortes no mercado internacional.
 
Retirar apoio dos planos de Saúde 
 
Dentre as recomendações, está incluída o que chamou de “aumento de eficiência dos gastos no setor de saúde”, integrando assistências básica e avançada  com a retirada da dedutibilidade fiscal federal das contribuições aos planos de saúde privados. 
 
Conteúdo Nacional 
 
Para a OCDE o Brasil deveria reduzir as exigências de conteúdo nacional, defendendo a integração do país a economia global que “realocará alguns empregos entre empresas e setores”. 
 
Quanto a massa de trabalhadores que tenderá a perder estabilidade no mercado de trabalho com a globalização, a entidade pondera o governo deve reforçar programas de capacitação e assitência para quem procura emprego.
 
Investimento e Bolsa Família
 
A Organização que representa 35 países, não incluído o Brasil, fez também sugestões quanto ao sistema fiscal brasileiro como a consolidação dos impostos estaduais e federais sobre uma base amplia, com reembolsos via Imposto sobre Valor Agregado (IVA) pago nos insumos e taxa zero para as exportações.dessa forma acredita que o país irá melhorar o ambiente de negócios.
 
A OCDE propõe, ainda, reforma das transferências sociais. Chega a elogiar o Bolsa Família e sugere o aumento de recursos e população atendida no programa via transferência de recursos de outros programas sociais, porém a partir do desvio de recursos de outros programas sociais. 
 
“[O Bolsa família é] um programa altamente eficaz mas responde por apenas 0,5% do PIB, do total de 15% do PIB direcionado para os gastos sociais”. “Alocar mais recursos para este programa e simultaneamente reformar outros programas de transferência ajudaria a diminuir a desigualdade e pobreza”, conclui.
 
 
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Com Agência Brasil 
 

Redação

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15 Comentários
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  1. jruiz

    28 de fevereiro de 2018 10:08 pm

    mesmo com a pec 55 eles

    mesmo com a pec 55 eles querem “extrair” mais dinheiro do povo brasileiro para pagar juros..

    1. Jaide

      1 de março de 2018 12:35 am

      OCDE????

      Eles, da banca, querem mais, muito mais. São insaciáveis. 

      Mas pra que serve OCDE? 

      Sei que neste infeliz momento de nossa história, tudo quanto há de porcaria no mundo comparece pra dar pitaco e parecer relevante. 

  2. emerson57

    28 de fevereiro de 2018 10:28 pm

    falta

    Vai faltar dinheiro até para pagar salário de general.

  3. Márcio Valentim

    28 de fevereiro de 2018 11:57 pm

    O mais uma proposta de

    O mais uma proposta de aprofundamento mesmo receituário estúpido de sempre

  4. andre rs t

    1 de março de 2018 12:09 am

    Vai recomendar isso aos

    Vai recomendar isso aos americanos, fdp

  5. André Oliveira

    1 de março de 2018 1:53 am

    Muuuuui amigos, amigos da
    Muuuuui amigos, amigos da onça. Poderíamos sugerir algumas medidas a serem aplicadas as mães desses senhores para melhorar a eficiência das senhoras.
    O Itamaraty deveria dar ordem a todas as embaixadas proibindo que fossem dados vistos de entrada para todos eles caras de pau.

  6. Não é o Keynes

    1 de março de 2018 2:07 am

    As recomendações da OCDE são

    As recomendações da OCDE são como recomendar suicídio a quem tem gripe. 

  7. André Oliveira

    1 de março de 2018 2:07 am

    O Brasil não cabe no
    O Brasil não cabe no orçamento desses pulhas.

  8. Renato Lazzari

    1 de março de 2018 2:56 am

    Tá difícil sair da posição de

    Tá difícil sair da posição de colônia, fornecedora de matéria prima e mão-de-obra baratos ao império, que venderá industrializados a estrangeiros, como quer esse clube, sem imposto para exportações. Para consumo interno haverá imposto e carestia.

    Peço desculpa aos que veem algum tipo de ganho para nosso povo nessa posição (de quatro para o capital do dólar) mas isso não deu certo em nenhum tempo, em nenhum lugar do mundo. Nenhuma colônia consegue prosperar, menos ainda independer… questão de tempo, coisa que a história nos revela.

    Ah! E podemos vender nossa água a estrangeiros para que eles a revendam a nós mesmos, como já faz a Sabesp. Água é matéria prima, não é? Se tiver um rótulo estrangeiro vira produto da indústria estrangeira. Mas na fonte é matéria prima, é isso?

    1. Renato Lazzari

      1 de março de 2018 3:12 am

      Pátria-mãe, tão distraída…

      Ainda ia se tivéssemos gente patriota dentre os golpistas, Congresso, judiciário, imprensa, diplomacia… gente que nos pusesse na posição de “Ah é? Você querem nossa companhia? Então as condições que impomos são as seguintes:” e, em seguida, um rol de itens de nosso interesse nacional…

      Muitos dos fundadores da OCDE teem, por exemplo, seu petróleo administrado por seus estados públicos e nacionais. Os próprios EUA, que a rigor nem membro-fundador é, protegem seu país. Ok, não atende às demandas sociais de seu próprio povo, apenas às da elite econômica de lá. Mas aqui a covardia é tanta que sujeitos como Moro ou Dallagnol são capazes de vender suas mães, se os estrangeiros dos dólar quisessem comprá-las.

  9. naldo

    1 de março de 2018 3:27 am

    Ou seja…….
     
    Querem matar

    Ou seja…….

     

    Querem matar o país para que seus ganhos continuem até virarmos terra arrasada…..

    E o povo preocupado com o neymarketing……

     

  10. alexis

    1 de março de 2018 10:33 am

    Economizar 8% do que não existe?

    Será que retirando 8% da economia irá gerar impacto positivo nesta? Acho que não. Por exemplo, o salário mínimo, o Bolsa Família e outros dinheiros injetados na economia popular giram dentro do Brasil e voltam como impostos e como crescimento. Acredito que há um equivoco conceitual ao imaginar que o gasto público é apenas uma despesa a ser economizada, pois no fundo isso gera um efeito contrário.

    Alguns economistas tentam mostrar economia onde não há, como por exemplo, a menina correndo trás um ônibus que ao chegar a casa diz para a mamãe que economizou quatro reais. A mãe reage indignada e reclama de que ela devia ter corrido atrás de um taxi e teria poupado cinquenta reais.

  11. ze sergio

    1 de março de 2018 11:50 am

    OCDE….

    Anão Diplomático com Síndrome de Vira-Latas. Voltou a baixar as calças para OCDE? FMI? Banco Mundial? Por que eles não vão dar palpite no que Putin deve fazer ou como est[á gastando o dinheiro do petróleo russo? Aliás, a Shell, BP, Exxon, são recebidos na hora que querem pelo STF russo? E pelo Chanceller ou Presidente? Ah! Bom. Uma coisa é uma coisa…Nem todos são acostumados a baixar tanto que revelam a bunda. OCDE exige também que mudemos para República Federativa do Brasil S/A. e elejamos Meirelles ou Picolé de Chuchu. 

  12. Andre Araujo

    1 de março de 2018 12:04 pm

    O Brasil se coloca em posição

    O Brasil se coloca em posição humilhante para entrar na OECD e recebe lições do ultraneoliberal mexicano Angel Gurria.

    A ideia de entrar na OECD foi do Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, apoiado pelo presidente do BC Ilan Goldfajn.

    O Brasil não tem absolutamente nada a ganhar e nem precisa entrar na OECD, nenhum BRIC está lá porque não precisa

    mas os ” de mercado” aqui do Brasil adoram ter mais um bedel a dar palpites nas finanças brasileiras.

    O pior de tudo é a humilhação que está sendo imposta ao Brasil : Os EUA VETAM a entrada do Brasil na OEDE

    e estão patrocinando a entrada da Argentina como representante da America do Sul.

    Estamos querendo entrar em um clube que não nos quer, logo o Brasil, um dos maiores paises do mundo.

    É UMA COMPLETA FALTA DE AUTOESTIMA E DE NOÇÃO DE PAIS, são sabujos viralatas lambendo o pé do dono.

    O Brasil só deveria entrar se vierem pedir para e nunca implorar para entrar nesse clube.

    Em 1942 Roosevelt veio ao Brasil para pedir a Getulio a aliança do Brasil contra a Alemanha, FOI EXIGENCIA DE GETULIO

    que Roosevelt viesse pessoalmente ao Brasil nos pedir e ainda Getulio impos condições para criação da siderurgia nacional..

     

  13. Miriam Lopes

    3 de março de 2018 8:46 pm

    A vanguarda do atraso
    Vão recomendar a volta da escravidão ao Brasil para o PIB voltar a crescer. Ahh, desculpa o engano, já foi recomendado é já foi acatado.

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