2 de julho de 2026

Criação de empregos nos EUA desacelera em junho e reforça sinais de arrefecimento do mercado de trabalho

Dados mostram criação abaixo do esperado e queda na participação da força de trabalho, apesar de estabilidade relativa da economia
Foto de Eric Prouzet na Unsplash

EUA criaram 57 mil vagas em junho, abaixo das expectativas, com revisão para baixo dos meses anteriores.
Taxa de desemprego caiu para 4,2%, mas participação na força de trabalho recuou para 61,5%, menor em cinco anos.
Setor de saúde liderou contratações; lazer eliminou vagas; inflação e envelhecimento afetam mercado e política monetária.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O mercado de trabalho dos Estados Unidos perdeu força em junho, com a criação de 57 mil vagas, abaixo das expectativas dos economistas, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Bureau of Labor Statistics (BLS). O resultado confirma uma tendência de desaceleração após o pico de contratações registrado na primavera.

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Os números representam uma queda em relação aos meses anteriores, que foram revisados para baixo em um total de 74 mil vagas. Abril e maio passaram a registrar, respectivamente, 148 mil e 129 mil novos empregos. Apesar disso, o nível de emprego ainda é superior ao observado em 2025, quando o ritmo de contratações era considerado fraco.

A taxa de desemprego caiu levemente para 4,2%, ante 4,3% no mês anterior, movimento associado à saída de trabalhadores da força de trabalho. A taxa de participação recuou para 61,5%, o menor nível em cinco anos.

Segundo economistas ouvidos pela CNN norte-americana, o mercado de trabalho norte-americano segue em um padrão de “baixas contratações e baixas demissões”, o que reduz oportunidades de entrada, mas mantém certa estabilidade no emprego. Para analistas do Indeed Hiring Lab, o resultado de junho não indica fortalecimento consistente da atividade econômica, mas sim uma “normalização” após meses de oscilações.

A perda de dinamismo também foi observada na composição setorial. O setor de lazer e hospitalidade eliminou 61 mil postos de trabalho, após ter registrado forte alta no mês anterior. Já a área de saúde e assistência social voltou a liderar a geração de empregos, com 46,6 mil novas vagas, refletindo a demanda associada ao envelhecimento da população.

Outros setores, como serviços profissionais e empresariais, construção e manufatura, apresentaram crescimento moderado. Em contrapartida, houve redução no comércio varejista e no setor de informação.

Apesar da desaceleração, especialistas destacam que o mercado de trabalho norte-americano continua sustentando o consumo das famílias, ainda que sob pressão. A inflação segue acima do crescimento dos salários, corroendo ganhos reais dos trabalhadores.

A combinação entre desaceleração do emprego, participação menor da força de trabalho e inflação persistente reforça a incerteza sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve. Para analistas, o cenário pode reduzir a pressão por novos aumentos de juros, embora o ambiente inflacionário ainda limite cortes mais agressivos.

Economistas também alertam que fatores estruturais, como envelhecimento populacional e mudanças no padrão de migração, continuam restringindo a oferta de trabalho nos Estados Unidos, o que pode manter o mercado em um equilíbrio instável nos próximos meses.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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