4 de junho de 2026

Sem fazer alarde, Polícia Federal pediu quebra de sigilos de Temer

Foto: Marcos Corrêa/PR

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Jornal GGN – A equipe da Polícia Federal que investiga se Michel Temer favoreceu empresas do setor portuário com um decreto de 2017 sugeriu, em relatório, que a quebra dos sigilos, fiscal e telefônico do presidente da República é condição necessária para elucidar os fatos apurados no inquérito.

O documento é de dezembro passado, mas a notícia de sua existência só foi divulgada pelo jornal O Globo nesta quarta (31). Segundo o jornal, a PF, para não fazer alarde, não cita o nome de Temer no pedido. Diz apenas que “para uma completa elucidação” das suspeitas, todos as “pessoas jurícias e físicas mencionadas” no inquérito devem ter os sigilos quebrados.

De acordo com a reportagem, não se sabe se o delegado do caso, Cleyber Lopes, aceitou a recomendação e enviou o pedido contra Temer ao Supremo Tribunal Federal. O inquérito tramita em segredo de Justiça.

A recomendação da equipe da PF também atinge os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, investigados por denúncias decorrentes da delação da JBS.

Procurada pelo jornal, a PF informou que não pode se manifestar sobre o caso.

“Para embasar a recomendação das quebras de sigilo, os analistas citam fatos que precisam ‘de aprofundamento’, como transações imobiliárias do coronel João Baptista Lima com offshores ligadas a envolvidos em fraudes e inconsistências nos depoimentos de Rocha] Loures e [Rodrigo] Mesquita [da empresa Rodrimar]. Lima é acusado de ter recebido propina em nome de Temer.”

O relatório também aponta para indícios de “repasses indiretos de companhias do setor [portuário] a políticos”, apesar das negativas dos envolvidos. “A análise da PF ainda trouxe novas informações sobre a relação entre os personagens investigados. Na agenda do celular do coronel Lima há o telefone de José Yunes, ex-assessor e amigo de Temer. Também há a suspeita de que Lima mantinha relação com Loures.”
 
O inquérito é o único em andamento contra Temer, que teve outras denúncias apresentadas pela Procuradoria Geral da República rejeitadas pela Câmara.
 
Temer é suspeito de ter editado um decreto presidencial que favorece empresas do setor portuário, em troca de vantagens indevidas. Rodrigo Rocha Loures teria feito interloculação com as empresas interessadas na medida. A imprensa divulgou trechos de ligações telefônicos que sugerem que o presidente tinha conhecimento do papel de Loures. A ideia da quebra de sigilo seria apurar também outros registros de telefonemas.
 
O delegado do caso já solicitou ao STF o compartilhamento de um inquérito antigo contra Temer, que também envolvia empresas do Porto de Santos.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. Frederico69

    31 de janeiro de 2018 1:54 pm

    é bom que fique bem claro!

    para que já possam apagar as evidencias. 

     

    ooops, siligo?

     

  2. Avelino de Oliveira

    31 de janeiro de 2018 1:58 pm

    Caro Nassif
     
    Se a PF fez

    Caro Nassif

     

    Se a PF fez desaparecer um helicóptero, não consegue decifrar um HD, também não achará nada do pequeno chefe golpista temer.

    Mais uma grande mentira.

    Seja um PF, seja um herói, seja um combatente das justiças e da casa grande.

    Saudações

     

    1. Alexandro Souza

      31 de janeiro de 2018 2:16 pm

      Em resposta a Avelino de Oliveira

      Para completar, a PF também não consegue decifrar as chaves de acesso de um sistema mequetrefe q os próprios técnicos da Odebrecht desenvolveram.

      Nossa PF só nos envergonha.

  3. Bobbyrock

    31 de janeiro de 2018 2:01 pm

    Como assim “SE” ele favoreceu

    Como assim “SE” ele favoreceu empresas do setor portuário?

    Como assim “suspeito de ter editado um decreto”?

    É preciso deixar claro: Temer editou um decreto que prorrogou, SEM LICITAÇÃO, a concessão de serviços portuários. ORA, obviamente isto causou prejuízos ao Estado! Isto é um absurdo! Inaceitável!

    Se voce tem um serviço público e o concede a alguem SEM LICITÁ-LO voce lesou o Estado. Ponto! 

    Não tem sequer UM PROMOTOR, UM JUIZ, UM PARTIDO POLÍTICO para denunciá-lo?

    Parece  a DUFRY, lojas francas operadas pela empresa do senador Bornhausen. Nunca foi licitada! Nunca participou de nenhuma licitação para ver quem ofereceria um melhor serviço ou remuneraria melhor o Estado. E, piior, acreditem, ainda por cima vendeu a concessão!

    País da piada pronta. 

     

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