
Jornal GGN – Num país em que direitos humanos são contestados por integrantes da direita, direitos trabalhistas são retirados sem pena, cultura e educação sendo massacrados diuturnamente, saúde sendo sucateada, políticas sociais que se perdem como por encanto e que agora se prepara para uma reforma previdenciária das mais agressivas, a ministra dos Direitos Humanos Luislinda Valois se destaca.
A ministra em questão não se destacou por ter defendido minorias, manutenção de direitos trabalhistas, retomada da democracia ou por ter gritado contra fim do Bolsa Família, tão importante para milhões de brasileiros, ou mesmo ter se posicionado contra a nova formatação do que é trabalho escravo no país, mas sim que ela pediu ao governo salário de R$ 61 mil, pois que o teto constitucional lhe condena a uma vida de escravidão, pois só ganha R$ 30,9 mil.
Luislinda afirmou que a situação em que vive, com tão pouco, se assemelha ao trabalho escravo, abolido em 1888. E essa condição lhe deixa quase nada sobrando.
A ministra ganhou as redes, os jornais, os portais, o disse-me-disse. E nenhuma delas elogiou uma posição sua relacionada ao momento trágico dos Direitos Humanos no Brasil. Alguns veículos apontaram, no documento apresentado por ela, um erro histórico: Luislinda disse que a norma advinda com a Lei Áurea recebeu o número 3533, mas, na realidade, a lei sancionada por Isabel, a princesa, em 13 de maio de 1888, é a 3353. Errinho bobo dentro do maior erro cometido.
Filiada ao PSDB, Luislinda, diante de tanta comoção causada por seu pedido, disse que não iria se pronunciar a respeito. Na pasta desde fevereiro deste ano, ela declarou em seu documento que “ao criar o teto remuneratório, não se pretendeu, obviamente, desmerecer ou apequenar o trabalho daquele que, por direito adquirido, já percebia, legalmente, os proventos como sói acontecer na minha situação”. Reconhece, mas não se sente feliz pois que faz analogia a trabalho escravo sua jornada e sua remuneração.
No Código Penal, o trabalho análogo ao de escravo é aquele que submete a pessoa a condições degradantes, jornada exaustiva, trabalho forçado, cerceamento de locomoção e servidão por dívida. No caso de Luislinda, ela apela para um vencimento maior pois precisa se vestir melhor, comprar calçados, se alimentar, e pouco sobra depois disso. A ministra esqueceu que tem imóvel funcional, carro com motorista, jatinhos da FAB, cartão corporativo e salário de R$ 30,9 mil.
Diante da comoção, a ministra voltou atrás. Não quer mais receber salário acima do teto constitucional. Em nota, Luislinda informou que enviou um comunicado ao governo desistindo de acumular o salário de ministra com aposentadoria de desembargadora aposentada pela Bahia.
A Casa Civil, diante da balbúrdia, deu parecer negando o pedido da ministra, enviando o caso ao Ministério do Planejamento, que ainda não se pronunciou.


Ernesto GMV
3 de novembro de 2017 1:38 pmNão deu pra acreditar
Ontem li esse singelo pedido da ministra em 3 ou 4 sites pra acreditar que era verdade mesmo.
Como é que alguém pode ser tão sem noção assim?
Comparar com quem? Maria antonieta “se não tem pão comam brioches”.
O Temer vai manter essa mulher no cargo? Só se for pra desviar atenção e parar de apanhar um pouco.
Lucinei
3 de novembro de 2017 1:40 pmO uso do cachimbo entorta a
O uso do cachimbo entorta a boca. Ela é desembaragadora. Está cansada, portanto, de ver interesses mesquinhos revestidos por racionalizações “juridicas”. Não é necessário chegar muito perto desses Tribunais Brasil adentro para ter uma ideia acerca dos privilégios dessas corporações e dos seus aliados. Não se trata de “falta de noção”: é cinismo puro e simples; cinismo e arrogância.
jossimar
3 de novembro de 2017 3:40 pmVou criar um termo para
Vou criar um termo para descrição desta sem noção.
“filhadaputismo”. É disto que se trata e todo o judiciário está infectado por este vírus.
Ivan de Union
3 de novembro de 2017 1:45 pm9.500 DOLARES por mes??????
E
9.500 DOLARES por mes??????
E AINDA QUER MAIS PRA NAO SER TRABALHO ESCRAVO??????
alfeu
3 de novembro de 2017 1:57 pm*
Isso aí é um cacoete de quem vem do judiciário.
Juliano Santos
3 de novembro de 2017 1:58 pmO PSDB precisava de uma
O PSDB precisava de uma mulher negra para preencher a cota, algo estabelecido pela direção para tentar melhorar a imagem do partido, tido como de homens brancos heterosexuais. Uma média com o politicamente correto para se diferenciar da direita chucra, como gosta de falar o Reinaldo Azevedo.
Como podia se esperar diante de poucas mulheres negras dispostas a se prestar a esse papel, apareceu essa senhora sem noção como unica opção. E como o governo MT precisava também de uma mulher negra pelos mesmos motivos, lá foi ela.
Era para ser apenas decorativa, termo que MT gosta muito. Um símbolo e pronto. Mas aí ela como boa tucana foi defender os direitos humanos, os dela, claro. Qual seja, o de furar-teto como fazem os homens brancos na maior cara-de-pau.
E no fundo tem razão, se branquinhos decentes de europeus como Moro, Dallagnol e muitos outros podem, porque ela, afro-descendente não pode. É sim racismo!
Alberto M Nasiasene
3 de novembro de 2017 2:06 pmCor da pele só não significa ser progressista automaticamente
Esta senhora só repete o padrão encontrado no próprio mundo escravista até 1888. A maioria dos escravizados não era necessariamente contra a escravidão. Eles eram contra a escravidão de si mesmos, mas não contra a escravidão em sia mesma. Ou seja, é necessário algo mais do que pensar em si mesmo para ser contra a própria escravidão. Tanto era assim que muitos ex escravos, ao receberem a alforria de seus senhores, assim que podiam, compravam outros escravos para eles mesmos. Portanto, não eram contra a escravidão em si, mas a escravidão de si mesmos apenas.
Só está faltando a esta senhora, pela lógica egoista que lhe segue (afinal, é filiada ao PSDB e faz parte de um governo golpista e ladrão), reivindicar o direito sagrado de propriedade e também possuir escravos (o fato dela ser negra não quer dizer nada). Os direitos humanos que ela defende são aqueles: “direitos humanos para humanos direitos” como prega a velha cartilha malufista seguida por Bolsonaro agora…
Maria Luisa
3 de novembro de 2017 2:34 pmMerecia ser demetida
Eh uma vergonha um ministra comparar seu trabalho com trabalho escravo. O problema dos altos salarios no Brasil é que como tudo é privado no Pais, pois os liberais, como o PSDB, não defendem educação e saude publicas de qualidade, transporte, etc. Ao contrario, pedem “menos estado”, logo tudo é privado. Por isso vive a classe média com a faca no pescoço e uma certa casta que cada vez mais exige salarios altos e que se matenha privilégios existentes desde o Brasil império.
Franbeze
3 de novembro de 2017 3:14 pmÉ outro capitão do mato
Como a maioria do povo não entende o que significa “o capitão do mato”, essa senhora vai ajudar muito os golpistas. Será que agora o PT e o Lulinha paz e amor entendem como a direita fascista governa?
Andre Araujo
3 de novembro de 2017 3:24 pmVarios problemas:
1. A
Varios problemas:
1. A existencia de Ministerios-ativismo de minorias como esse de Direitos Humanos em duplicata pois já existe uma Secretaria de Direitos HUmanos no Ministerio da Justiça, até então ocupada pela recem demitida Flavia Piovesan, outro Ministerio para mulheres, outro para Igualdade Racial, burocracias absolutamente inuteis, cabides de empregos do nada, todos com Chefe de Gabinete, Secretario Executivo, direito a uso de jatinho da FAB, carro com motorista, TODOS poderiam ser eliminados sem
que os cidadãos brasiliros notassem a falta. Quando se fala em AJUSTE FISCAL porque ninguem pensa nisso?
O “ajuste” se volta pata cortar esparadrapo em posto de saude, porque não enxugar a máquina?
2.Qual o valor dessa indicação do PSDB da Bahia para esse cargo? O PSDB-Bahia tem 3 Deputados Federais, 2 votaram contra o Presidente Temer, só votou a favor o Deputado Antonio Imbassahy, que é Ministro do proprio governo.
3.Uma pessoa que tem essa visão de mundo e focada em seus interesses pessoais e materiais é o que há de mais ditante de qualquer noção de direitos humanos, vai continuar Ministra?
ze sergio
3 de novembro de 2017 4:07 pmvários….
A Esquerdopatia Tupiniquim se desmancha na sua própria mediocxridade. Elite que não é Elite.Mas o pior não é nem isto. Figura do alto escalão do Judiciário Brasileiro. Casa Grande das Capitanias Hereditárias. O que pode gerar um Poder Judiciário como este? O que pode produzir sentenças e decisões de cabeças e pensamentos talhados em absurda mediocridade? O Brasil de 2017. 40 anos de Redemocracia. 30 anos de ConstituiçãoEscárniocaricaturaCidadã explicam. Abjetos.
Hugo Glitz
3 de novembro de 2017 4:13 pmMINISTRA de CONTRAMÃO, 200 PÁGINAS DE LIXO
MINISTRA de CONTRAMÃO – O que é INTRAGÁVEL como brasileiro é saber que o cérebro da EX-desembargadora aposentada , ora Ministra dos Direitos Humanos, por livre-arbítrio, correlaciona suas atividades com trabalho escravo com a naturalidade dos ignorantes de lápis.O assombroso, é pensar, que esse desplante de peticionar sua “pseudo alforria” com argumentos insanos, desenha um perfil de magistrado que já julgou nossos processos sob sua ótica obtusa das leis.Definitivamente, não basta ser detentor de “títulos”, há de se ter algo mais apurado e intangível como matéria-prima da elementar lógica moral, que definitivamente não vem arraigado a celulose.
Doug_SP
3 de novembro de 2017 6:37 pmHoje eu não estou ganhando
Hoje eu não estou ganhando nem 10% desses 30 mil. Precisa ser negro para ser escravo? Sou caucasiano, devo ser apenas besta então?
peregrino
3 de novembro de 2017 6:49 pmdesejar tal coisa…
nada mais mais é que uma agressão à própria noção particular dos direitos humanos dos outros
peregrino
3 de novembro de 2017 6:53 pmsem reforma interior…
agonia sem fim com qualquer governo
Eugenio Arima
3 de novembro de 2017 6:57 pmconduzidos a baraço e pregão
Porque tanto escândalo diante das estripulias dos juizes? Não sabem os senhores e senhoras que aqui reclamam, que não há contrapesos a atuação desses e que recusam a prestar contas dos seus juízos a outrem que não sejam de igual laia? Que adianta ladrar daqui enquanto tal caravana passa? O ministro do supremo se diz submetido ao trabalho escravo, assim como a desembargadora ministra que ao contrário do primeiro não sente a felix culpa pois se sente injustiçada por ser negra e assim, mais escrava que o primeiro. Mas não seríamos todos escravos? de um sistema, de um estado de coisas, do consumo, da ignorância, da hipocrisia e medo? Um funcionário público que ganha muito, mas muito acima da média do que ganha o público a quem despreza e finge servir. Há juizes sérios, mas parece que precisamos procurá-los de lanterna acesa durante o dia. Mas se esses que se pensam a elite são assim, por quem os substituiriamos? pelo populacho apressado que apedreja bruxas? que atira pedra nos avioes? que abandonam aqueles que lutam por seus direitos? que veem pedofilia em tudo? feminicidas? covardes? interesseiros? nepotistas? oras meus amigos, os juizes são tão somente nossos espelhos. São nossos medos e ignorancias que os mantém lá. Quem será digno de ocupar tal posição? que se apresentem.
Orlando Soares Varêda
3 de novembro de 2017 8:03 pmComo desembargadora esta
Como desembargadora esta senhora tucana, assim como a maioria desse marajanato inútil,
não faria falta nenhuma se fossem simplesmente enxotados da vida pública. A quem
serve essa gente?
No mais, a Dona Valois nada pede que não seja o habitual entre os colegas, parceiros,
ou, a merda que forem. O carnaval que estão fazendo com as asneiras ditas por esta
senhora, é mais, por decorrência da desembargadora em apreço, ter suas raízes fincadas
lá nos socavões da Senzala, ao invés de, se adequar ao padrão, aquele originário que é o
“normal” assentado nos assoalhos atapetados da Casa-Grande. Mesmo sendo uma tucana. Ainda assim, neguinho, digo, branquinho, não perdoa.
De resto, os marajás togados ou não, brancos ou amarelados, outros poucos fora do
padrão “normal’ como é o acaso em apreço, sempre estão pedindo mais. Aliás, está
passando de todos os limites, o que estes concurseiros de merda, andam aprontado.
Depois, não corram a se lamentar, com choromingados nervosos, como fazem os norte-americanos com o suposto “radicalismo Árabe.” E, se maldizendo da violência das ruas, sem entender porra alguma.
E, por fim, como dizia Dona Rosa: “AQUELES QUE PLANTAM VENTOS, VÃO
COLHER TEMPESTADE.”
Quem sabe, seja este um versículo recolhido de um texto das Antigas Escrituras.
Orlando
alfredo sternheim
3 de novembro de 2017 10:30 pmPisadas éticas
Coloquei pisadas em vez de outro, mais chulo e mais popular no Brasil para designar burradas. O mais espantoso nesse caso da ministra é constatar que ela atuou por muitos anos neste nosso dispendioso (bota dispendioso nisso)e lerdo Judiciário. Como alguém dessa área, agora ministro dos Direitos Humanos, pode ter cometido tamanha sandice. O PSDB não precisa de inimigos para se destruir. Gente como ela e Aécio com as suas “pisadas” estão ajudando muito para expor a falsa preocupação ética apregoada pelo partido. Principalmente considerndo que a cúpula e outros tucanos célebres (FHC, por exemplo) ficam em silêncio diante dessa vexatória situação. Com a defesa (em benefício próprio) da desigualdade salarial no Brasil, a dra. ministra conseguiu ofender o povo, Coisa feia.
J.Roberto Militão
3 de novembro de 2017 10:53 pmDireitos Humanos de Quem???
Não merece o meu respeito essa senhora de fato tem mentalidade de ´negra´ (escrava por natureza na concepção aristotélica) pois aos 75 anos, calada, feliz da vida com a honraria coonesta com sua cor de pele, expressão do sofrimento, violência e exclusão de 53% dos brasileiros mais pobres e serve silenciosamente a um governo golpista que retira direitos de trabalhadores, reduz as verbas de educação, saúde, ciencias e tecnlogia. Um governo que revê a legislação restritiba ao ´trabalho análogo a de escravos´; que praticamente acabou com o programa Minha Casa-Minha Vida cuja clientela 70% eram pretos e pardos, Um governo que está reduzindo o Bolsa Família o mais importante programa social dos últimos 20 anos, capaz de reduzir (e quase elimiar) a fome de brasileiros que amanhecem sem ter um prato de arroz e feijão em que 80% dos beneficiários são afrobrasileiros. Um governo que deseja entregar as terras indígenas e os territórios quilombolas aos insaciáveis latifundiários. Essa mulher, por sua subserviência política e ainda mais agora não merece a minha solidariedade está sendo massacrada por sua própria e formal estupidez. Um governo que trata a segurança pública da forma violenta que temos visto não merece o meu respeito.
A primeira vez que ouço uma ação administrativa ou de embate da tal Ministra de Direitos Humanos, é em causa própria.
J.Roberto Militão
4 de novembro de 2017 10:19 pmAlém disso é uma farsante!!!
Ela se promove como se a primeira Juíza ´negra´ do Brasil, mas, sendo da Bahia nem mesmo naquele estado naõ foi a primeira. Conforme noticiado ela foi a terceira Juiza e a segunda Desembargadora (promovida por antiguidade e não por mérito de jurista) cargo que permaneceu poucos meses até a aposentadoria.
Assim como Celso Pitta, safados de qualquer cor merecem a repulsa pública. Não tem a minha solidariedade!
Desmentindo a Ministra, AQUI: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/02/1857974-magistrada-aposentada-contesta-rotulo-de-primeira-juiza-negra-do-pais.shtml
AMORAIZA
7 de novembro de 2017 12:09 amTrabalho escravo
Não neguemos a escravidão da ministra em nenhum segundo, eis que estampada na sua genética.
Neguemos, entretanto a portentosa verba que pretende para si sob a alegação de precisar dela para os cuidados com a beleza, entre outros.
Das duas mulheres importantes que não precisam de verba para beleza temos Graça Foster e Luislinda, que já trazem a beleza no nome. E é só no nome. No mais, não verba que dê jeito.