4 de junho de 2026

Sobre a prisão do proprietário do Novo Jornal

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Do Minas Sem Censura

PRISÃO DE JORNALISTA EM MG: A FACE CRUEL DO ESTADO DE EXCEÇÃO

A prisão do jornalista Marco Aurélio Carone, diretor proprietário do NOVO JORNAL, ocorrida hoje revela a face mais cruel do “Estado de Exceção” implantado em Minas Gerais desde 2003.

A prisão realizada estaria “amparada no requisito da conveniência da instrução criminal, já que em liberdade poderá forjar provas, ameaçar e intimidar testemunhas, além de continuar a utilizar o seu jornal virtual para lançar informações inverídicas”, segundo trecho do despacho da juíza Maria Isabel Fleck.

Ora, afirma-se que um dos motivos da prisão seria evitar que ele utilizasse de seu jornal virtual para veicular supostas informações inverídicas. Se isso não for censura prévia, o que mais será? E o que é pior: a arma para se efetivar essa ação preventiva seria a prisão do acusado? Logo, todo e qualquer profissional de imprensa que ousar veicular informações previamente consideradas inverídicas pela Justiça ou pelo Ministério Público estão sob ameaça concreta em Minas Gerais. 

Não há trânsito em julgado de qualquer ação incriminando o diretor proprietário do referido jornal virtual ou mesmo daquele que seria seu suposto aliado nas ditas “acusações inverídicas”: Nilton Monteiro, conhecido por divulgar a Lista de Furnas, que – por sua vez – já foi considerada autêntica pela PF e, inclusive, já instruiu processos sobre o rumoroso caso envolvendo lideranças do alto tucanato.

O bloco parlamentar Minas Sem Censura registra aqui duas preocupações essenciais: uma é a prática de cerceamento da liberdade de imprensa, agora – de forma inédita – corroborada pelo MP e pelo Judiciário; outra é o claro foco político envolvendo personagens que criticam, denunciam e envolvem agentes políticos diversos.

O Minas Sem Censura apresentará requerimento à Comissão de Direitos Humanos da ALMG para a discussão e apuração, nesta Casa Legislativa, do grave fato que representa essa prisão. Serão convocados os representantes do MP, da autoridade policial que efetivou as prisões, do Novo Jornal e  Sindicato dos Jornalistas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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23 Comentários
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  1. Chico Pedro

    22 de janeiro de 2014 11:11 am

    Denunciem as falcatruas,

    Denunciem as falcatruas, comentem sobre a posse de veículos de comunicação do Aécio e sua irmã.

    Falem sobre uma política de segurança equivocada que se concentra no encarceramento em massa.

    Enfim, a melhor contribuição é elevar o debate de modo civilizado.

    Me ajuda aí.

    1. BRAGA-BH

      22 de janeiro de 2014 11:28 am

      Não entendi

      Não entendi amigo Chico. Aqui no Blog temos feito exatamente isso que você menciona. O Post apenas repete que uma voz que, notamente, incomoda bastante em Minas está sendo calada de forma arbitrária. Os dois deputados estaduais que assinam o manifesto são de história comprovada a favor dos direitos individuais. Se quisermos saber alguma notícia de Minas veiculada de forma ‘diferente’, temos que procurar na mídias de outros estado porque na nossa, estão todas viciadas e corrompidas.

      1. nilccemar

        22 de janeiro de 2014 1:46 pm

        Tem razão

        Não conhecia o amigo Chico, peço-lhe desculpas, pensei que estava defendendo a tese de que o método utilizado pelo jornalista era mesmo objeto de tal arbitrariedade. Me desculpe, amigo Chico, também estou muito indignada com esse absurdo.

    2. nilccemar

      22 de janeiro de 2014 12:44 pm

      Enfim, a melhor contribuição é elevar o debate de modo civilizad

      O tema que se debate neste artigo refere-se à importantíssima questão: LIBERDADE DE IMPRENSA. A melhor contribuição para o debate civilizado é focar-se no tema em pauta. Houve ou não infração a esse direito na prisão do jornalista ? Se sim, isso prejudica a quem ?

  2. Gardenal

    22 de janeiro de 2014 11:35 am

    O Marco Aurélio Carone não é

    O Marco Aurélio Carone não é menos bandido do que o pessoal que desviou meio bilhão de reais para o caixa dois da primeira irmã, através do esquema montado pelo tal de IMDC na FIEMG. Aliás, o assunto tomou doril.

  3. Alessandre de Argolo

    22 de janeiro de 2014 11:45 am

    Oh, Minas Gerais…

    E tem gente que pensa que “coronelismo” só existe no Nordeste.

    Oh, Minas Gerais…

  4. Chico Pedro

    22 de janeiro de 2014 11:52 am

    A voz que calam incomodaria

    A voz que calam incomodaria qualquer um através dos métodos que utiliza.

    Se é essa aí a proposta que vocês tem para o estado, que continue do jeito que está.

    (E bom… não há proposta mesmo não)

    Porque não é através da raiva que vão chegar a algum lugar.

    Ou seja, a opção não é a crítica séria, justa e inteligente.

    Que poderia até fazer uso da contundência…

    Não veria problema nisso. Seria desejável.

    Mas a questão aí é de outra ordem…

    Tão querendo jogar merda no ventilador, abaixaram o nível até o mais vulgar.

    1. nilccemar

      22 de janeiro de 2014 1:02 pm

      “métodos que utiliza”

      1. Método utilisado para expor a Lista de Furnas, principal objeto de divulgação contestado: vários meios de comunicação, inclusive um periódico bem respeitavel e de credibilidade incontestável, e até obras literárias mencionam a tal lista, portanto, a informação não é originária desse jornalista. Houve controvérsias sobre a autenticidade do documento, mas, a própria PF connfirmou-lhe a autênticidade, por perícia, pela análise grafológica do texto. Portanto, o jornalista limita-se a propagar informação de interesse geral.  2. Método utilisado para divulgar a questão do pó: incorporação, em seu site, do fartamente veiculado pela internet Baile do Pó Royal. Mais uma vez, o jornalista preso não faz mais que sua obrigação de divulgar a voz e opinião popular sobre o fato. Em que teria o jornalista infringido os métodos e ética jornalistica ? Não entendi. O que justifica sua prisão ?

  5. RONALD

    22 de janeiro de 2014 12:42 pm

    Alguém aí tem a coleção das

    Alguém aí tem a coleção das ridículas capas da veja com o LULA/PT prá mostrar a imparcialidade do judiciário?????

    Se o tratamento da justiça fosse igual o civita, o cachoeira, o demostenes e o policarpo já estavam atraz das grades.

    Alias o cachoeira deve estar passeando por aí em algum hotel 5 estrelas, livre, leve e solto e rindo da nossa cara de otário que ainda acredita que nossa justiça é imparcial.

  6. Atento

    22 de janeiro de 2014 1:22 pm

    De certa forma é até bom que

    De certa forma é até bom que isso aconteça antes das eleições, pois essa detenção do jornalista, apenas reforça o modus operandus do alteroso.  Se o senhor alteroso vier a ganhar as eleições, é claro que isso não vai acontecer, esse caso arbitrário da prisão do contraditório só mostra as reais más intenções do moço e seu desgoverno que não aceita críticas abertas e escancaradas.  Cabe ao acusador o ônus da prova, então porque o alteroso não pede judicialmente que o contraponto apresente as provas de que o acusa, precisa prendê-lo, encarcerá-lo para silenciá-lo? Dê quê o alteroso tem tanto medo? 

  7. evandro condé de lima

    22 de janeiro de 2014 1:24 pm

    Não defendendo o nosso

    Não defendendo o nosso querido ex governador baladeiro, mas tem gente parecendo a ministra que denunciou um homicídio homofóbico sem ter meia prova. e temoque, como ela, nem meia descuspas apareçam.

  8. Felipe Michel

    22 de janeiro de 2014 1:37 pm

    O Novo Jornal não faz denúncia, faz difamação mascarada
    Nossa mídia não é um “quarto poder”, pelo contrário, é subordinada aos demais, especialmente o executivo. Mas isso não justifica o que e como o Novo Jornal tratava os fatos. Em resumo, o primeiro comentário fala bem da situação. A voz que calam incomodaria qualquer um a quem se dirigisse, pela forma e pelo meio. Um erro não justifica o outro. Se o Novo Jornal não fizesse propaganda difamatória, não concordaria com essa prisão. Como faz, concordo, mas lamento que os caras da VEJA também não sejam presos pelos mesmos motivos!

    1. nilccemar

      22 de janeiro de 2014 3:05 pm

      Seja mais específico

      Exponha qual(ais) é(são) a(s) difamação(ões) que o jornal faz, arrole-as, pelo menos.

  9. Cristiana Castro

    22 de janeiro de 2014 2:23 pm

    A coisa tá feia aí em MG,

    A coisa tá feia aí em MG, hein! Acabaram com a liberdade de imprensa ( dos outros ) e estabeleceram a nova pena para tráfico intenracional de drogas… A partir de agora, traficante é inelegível e… só! O judiciário, desempenhando suas funções já era sofrível mas “politicando”, conseguiu ficar pior ainda… Ou outubro chega logo ou o Judiciário vai jogar o país na treva. 

    1. Dudu Cartucho

      22 de janeiro de 2014 3:00 pm

      ‘continuar a lançar

      ‘continuar a lançar informações inverídicas’…P*rra meu!  E a Folha, e o Jornal Nacional da Globo? A ficha falsa da Dilma e a bolinha de papel é mais do que motivo pra cadeia.

      ***

      A situação de Minas tá muito pior que o Maranhão, se precisa intervenção federal no MA, em MG já passou da hora.

  10. Daytona

    22 de janeiro de 2014 3:01 pm

    A situação no AÉCIOQUISTÃO é

    A situação no AÉCIOQUISTÃO é temerária, nada será conseguido no Brasil, com seu Judiciário podre, faz-se necessário denunciar e divulgar internacionalmente essa ditadura.

    Aliás, The Economist, que sempre se preocupou com as “tendências autoritárias” do governo Lula não divulga por quê?(pergunta inocente)

  11. nilccemar

    22 de janeiro de 2014 3:03 pm

    FORA DE PAUTA: ARRECADAÇÃO PARA DELÚBIO SOARES

    Já se encontra no site que se segue as instruções http://solidariedadeadelubio.com/.

  12. Jair Fonseca

    22 de janeiro de 2014 3:16 pm

    Entrevista sobre o caso

    O deputado do PT de Minas, Rogério Correia, fala sobre o caso da prisão do jornalista, em entrevista ao Viomundo.

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/rogerio-correia.html

    1. nilccemar

      22 de janeiro de 2014 3:53 pm

      Mesmo para quem acompanhou as

      Mesmo para quem acompanhou as agruras da ditadura empresarial-militar, isso de agora parece inusitado e supreeendente. Nunca se poderia imaginar que a vileza humana pusesse chegar a tais requintes de perversidade. Por mais que estejam desesperados, pela perspectiva de inacesso ao poder, não justifica a barbáridade que vêm cometendo, e, amparados, justamente, por membros da área jurídica. Toda podridão do Brasil se escancara e recicla diariamente. A banda podre se supera a cada dia. E essa agora ? Uma armadilha para tentar tampar o sol com a peneira, tentando passar para a opinião pública que todos deslizes tucanos arrolados há anos e anos se devem à difamação, e desta por um único jornalista local. É inacreditável o que se atrevem a fazer, até onde vão _ mandar prender o jornalista, para intimidar os outros, e o verdadeiro jornalismo investigativo. Tentar fazer passar que ele não é ninguém, quando é mebro de conhecida família de políticos de BH, que lutaram contra a ditadura e foram por ela cassados. Assistimos bestializados a tudo isso.

  13. MarFig

    22 de janeiro de 2014 3:31 pm

    Acreditou no mensalão, porque

    Acreditou no mensalão, porque não acredita na Lista de Furnas? Roberto Jeferson confirmou ter recebido o valor informado na Lista, 75 mil. O Deputado Antônio Júlio, que recebeu 150 mil, também. Só isso era pra gerar 50 capas da Oia, 5 mil reportagens no PIG e 500 horas no jornal da goebbels.

    Mas os hipócritas agora ficam cheio de dedos nos seus comentários, como se fôssemos um bando de idiotas de cair nessa conversa fiada de que o dono do Novojornal persegue o coitadinho do Aecim e não o contrário. Tenha dó, né.

  14. Raymond Good Venture

    22 de janeiro de 2014 4:27 pm

    Prisão de editor do NOVOJORNAL

    Quando se afirma que o judiciário é  o poder mais afeito à ingerências econômicas e, nem sempre lícitas, não se fala uma mentira. 

    Fosse o judiciário mais célere e ético, não haveria mensalões de múltiplas origens. O caixa dois sempre andou, e anda, cooptando mentes e corações de todos os naipes. Todas as lentes são direcionadas a superestimar o caixa dois do PT, e dando-lhe uma conotação de corrupção nunca vista neste país. Pura mistificação, com intuito de frear, ou até mesmo extirpar, um “modus” diferente de governar, onde o cidadão é personagem maior e não mero coadjuvante.

    É como se mandassem o seguinte recado: ou vocês se enquadram em nosso mundinho ideal, ou serão perseguidos como pestilentos por toda sua existência. Reveladora a prisão de grandes nomes da política brasileira em especial os fundadores e ideólogos do PT. Enquanto isso… Escândalos infinitamente maiores e, com farta documentação comprobatória, adormecem em uma gaveta qualquer a espera da prescrição.

    Triste Brasil, que não reconhece seus verdadiros grandes heróis…

     

  15. Osvaldo Ferreira

    22 de janeiro de 2014 4:33 pm

    Valhamedeusnossasenhora se

    Valhamedeusnossasenhora se este Aécio Neves se eleger. São  tantos os desmandos, os negócios escusos,  as nebulosidades variadas que me dá medo…

  16. Cunha

    22 de janeiro de 2014 5:23 pm

    Segundo a Polícia Federal, a

    Segundo a Polícia Federal, a lista de Furnas é autêntica.

    Se essa informação é verdadeira, estão nos fazendo de palhaços.

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