Na semana passada, analistas de mercado consultados pela pesquisa Focus, do Banco Central, previam um crescimento do PIB de 1,99% para 2014. Uma semana antes, a previsão era de 1,95%. Qual a relevância dessa variação? Nenhuma.
O Índice de Confiança da Indústria subiu 1,1% em relação a novembro, enquanto o Índice de Confiança do Empresário Industrial caiu 0,2%. Otimismo ou pessimismo? Lá sei eu. A indústria está otimista mas o industrial pessimista?
Em contrapartida, o PMI da indústria subiu 0,8 ponto em relação a novembro, mas a produção de veículos caiu 5%, enquanto as vendas de veículos subiram 4%.
Já o fluxo de veículos pesados nas estradas caiu 4% em dezembro, em relação a novembro, o que não quer dizer nada pois é em novembro que os caminhões transportam os estoques das lojas para as vendas de Natal. Já o Índice de Confiança do Consumidor caiu 1,2%, menos que o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, que caiu 0,5%. E vai-se saber a diferença entre confiança e expectativa.
***
A análise de conjuntura brasileira transformou-se em uma procissão de indicadores, cada qual gerando discussões apaixonadas e sendo utilizados ao bel prazer do analista. Se quer espalhar pessimismo, força a manchete em cima de qualquer índice com sinal menos – mesmo que, estatisticamente falando, não tenha ocorrido mudanças significativas em relação ao índice anterior. E vice-versa, explorar o crescimento, mesmo que tímido e restrito ao mês em curso.
***
É evidente que os departamentos econômicos mais refinados montam painéis juntando todos os indicadores, definindo linhas de longo prazo e relativizando variações inexpressivas.
Mas a discussão midiática se aferra a cada número como se ele fosse suficiente por si, tirando conclusões taxativas a partir de variações mínimas das partes. Lembra, em muito, a fábula do elefante e dos sete cegos – cada cego entendendo o elefante de acordo com a parte do bicho que é apalpada.
***
Nada contra a proliferação de indicadores. Mas a discussão sobre cenários econômicos e sobre futuro de país é muito mais complexa e intuitiva do que a mera acumulação de indicadores conjunturais.
Mais relevantes são o indicadores de desempenho estrutural da economia, aqueles que indicam o nível de competitividade do produto brasileiro vis-à-vis os importados, os indicadores de vulnerabilidade externa, os indicadores fiscais, e, mais que isso, os indicadores sociais – o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), os indicadores de mortalidade infantil, de desempenho escolar, de desenvolvimento regional, de eficiência do serviço público, de qualidade das concessões públicas.
O avanço da Lei de Transparência permitirá cada vez mais um controle inédito sobre as ações públicas. É chegada a hora dos economistas que ousem além do curto prazismo do mercado, que entendam o país de forma ampla e sistêmica, que formulem diagnósticos setoriais, que saibam medir os avanços em inovação.
***
Antes da crise de 2008, os cabeças de planilha julgavam decifrar a economia nacional e internacional meramente estabelecendo correlações mecânicas entre câmbio, preços de commodities, taxas de juros.
Precisou uma crise global para entender que a economia é muito mais complexa do que os modelitos que cabem em uma planilha.
rafael andrade da cruz
14 de janeiro de 2014 9:55 amEstatísticas
De fato há muitas estatísticas e muita opinião sendo produzida. Mas de forma em geral não é ruim a proliferação de pequenas estatísticas, elas permitem mais tentativas de interpretação sobre o grande desafio da economia: o curto prazo. No longo prazo um monte de teorias existe e dá conta de maneira até razoável do desenvolvimento e explica certos desdobramentos econômicos dos países – embora não seja capaz de prever com exatidão todos os desdobramentos.
Embora não haja muito consenso em economia e algumas vezes um mesmo momento tenha múltiplas explicações – pense na crise de 1929 por exemplo – e de vez em quando mais de uma teoria possua alguma coerência – de novo, 1929 é bom exemplo – o longo prazo é em geral pouco interessante para a projeção, embora fundamental para análise. Em alguns anos, muita coisa pode mudar. Embora não seja justo, essa tese aí de cima se comprova com uma pesquisa mínima, basta olhar algum fato histórico e fazer uma análise do que se produziu de conteúdo sobre os cenários de curto prazo possíveis nos momentos que o antecedem e ver que dificilmente se advinhou o que aconteceu no longo prazo. O exemplo mais batido: olhando o país no começo dos anos 60, dificilmente alguém poderia dizer que 20 depois o Brasil estaria afundando em uma crise da dívida, do crédito e política. Talvez a política sim, mas suas implicações diretas na década perdida dificilmente. Não vale olhar hoje e dizer que era previsível. É só injusto.
O que parece o pior quando se fala deste tipo de estatística é que mesmo com muita técnica descartar o viés ideológico sobre a análise estatística é mais difícil no curto prazo. Como interpretar uma queda de 5% na produção de carros em um mês em que as vendas sobem 4% sem estar embutida aí uma visão de mundo? Ok, se a produção de carros cai e venda sobe, e você sabe que o imposto sobre automóveis aumentará em breve, dificilmente você escapa de pensar que os agentes econômicos estão reagindo às mudanças que se aproximam no cenário de curto prazo – se o preço do carro aumentará, quem tem dinheiro tenta antecipar ganhos comprando carros com preços ainda baixos e a indústria produz menos sabendo que a venda deve diminuir ao subirem os preços. Ok, mas nessa análise aparentemente sem nenhum viés ideológico há muito da teoria neoclássica econômica onde há informação perfeita e os agentes econômicos estão sempre tentando maximizar seus ganhos. Novamente, ok, mas dezembro é mês de comprar carros no Brasil desde de sempre e a análise anualizada – ou seja, comparar a venda de carros de um ano com outro tendo cenários de curto prazo diferentes – é desprezar o óbvio: estímulos semelhantes produzem momentos diferentes e expectativas e comportamentos diferentes . A possibilidade de várias explicações não esgota a possibilidade de uma explicação mais coerente. Mas o contrário também é verdadeiro.
Uma última coisa, de fato, o maior problema dessa produção cada vez maior de estatísticas talvez esteja no imediatismo da imprensa – ou na necessidade deste. Dificilmente é possível se análisar muito bem na velocidade das rotativas. E talvez não faça diferença errar uma projeção em um meio que no dia seguinte embrulha o peixe, vira fundo de gaiola de passarinho – embora hoje em dia tudo que se escreve num jornal esteja aparentemente eternizado na Internet. E na sala do Obama.
helio carlos ilha
14 de janeiro de 2014 10:13 amindicadores
Eco (local-casa)+nomos (lei), mas de que casa? Tenho 75 anos e sempre soube que todos os Estados brasileiros
guardam grandes diferenças. Alguns são a casa da mãe Joana. Outros a casa dos “sarneys”.
Denis Ferreira
14 de janeiro de 2014 10:19 amAonde estão eles?
Que existem comentaristas com diversas conclusões sobre o mesmo índice e não é difícil notar preferências ou tendências pessoais nos comentários, isto me parece um fato. Mas a questão é: como fazer os economistas com a visão conjuntural e intuitiva mais apurada prevalecer sobre os interesses dos mercados, que contratam profissionais com o perfil que lhes interessam com pareceres tendenciosos, ou ainda, ditam as agendas dos meios?.
Fernandão
14 de janeiro de 2014 10:28 amAí piora!
“…Mais relevantes são o indicadores de desempenho estrutural da economia, aqueles que indicam o nível de competitividade do produto brasileiro vis-à-vis os importados, os indicadores de vulnerabilidade externa, os indicadores fiscais, e, mais que isso, os indicadores sociais – o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), os indicadores de mortalidade infantil, de desempenho escolar, de desenvolvimento regional, de eficiência do serviço público, de qualidade das concessões públicas….”
Perfeito, só que se começarem a analisar estes indicadores e índices a coisa piora, e muito. Este festival de ridículas variações numéricas inúteis e contraditórias sequer é percebido pela população comum, já os que você citou…
drigoeira
14 de janeiro de 2014 10:52 amMercado saturado
Isto aí é porque o mercado de trabalho está saturado de economistas recém formados. Cada um defendendo o seu emprego no noticiário diário.
Virou a dança dos números … parece que os profissionais estão sendo formados para produzir estatística inútel.
rafael andrade da cruz
14 de janeiro de 2014 3:02 pmMonica de Bolle e a turma da
Monica de Bolle e a turma da Casa das Garças, e outros representantes da atual teoria econômica hegemônica não são não são recém formados precisando defender seus empregos no noticiário diário. E são os mais consultados pelos cadernos de economia dos jornais por exemplo. Quem tem mais necessidade são os jornais que precisam todos os dias encher páginas com notícias pagas por classificados. E que por trabalharem num eterno curto prazo dificilmente produzem conteúdo mais aprofundado. Há exceções é claro. Mas a imprensa escrita recorre muito mais à Casa da Garças – cheia de economistas de viés mais liberal – do que à turma mais nova no mercado.
Em geral ainda, economista lida com dados, números e estatísticas, mas dificilmente os produz. Eles podem consolidar dados, modelar, mas quem gera estatística normalmente é o IBGE, IPEA, IETS. E esses também não são economistas recém formados.
Pedro A.
14 de janeiro de 2014 11:09 amOpinião x realização
Boa tarde, Nassif.
Fiz uma coleta de dados, que eu acho são os mais aparecem na imprensa, do Boletim Focus do Banco Central e comparei com os resultados que se realizaram um ano depois. Achei interessante esse exercício por causa do enorme número de comentaristas que reclamam do caráter misterioso das previsões do mercado financeiro.
Os dados para o PIB Total e o IPCA são as médias previstas no dia 2 de janeiro para o ano seguinte da série Focus disponível no site do BC. Para o dólar e a SELIC, é o quanto é esperado em 02 de janeiro para o final do mesmo ano.
Os dados do PIB Total são os dados para aquele ano. O IPCA é o acumulado dos últimos 12 meses em dezembro daquele ano. O Dólar PTAX é a cotação para o último dia útil do ano. E a Selic é para dezembro daquele ano.
Os gráficos são para melhor visualização os dados. Desculpe se houver algum erro, mas os dados podem ser conferidos através das fontes.
Abraço,
Hamilton
14 de janeiro de 2014 12:09 pmComo faz para descadastrar do blog?
Não consegui na aba “membros”, enviei e-mail para GGN (o que significa a sigla?), mas não responderam.
Maria Luisa
14 de janeiro de 2014 5:25 pmIndo la no seu cadastro….
GGN, segundo o Nassif, quer dizer Grupo Gente Nova, segundo uma filha de seu Luis, quer dizer Gente Garradinha na Noticia e segundo Maria Luisa, moi, Gente Doida de Jogar Pedra. Não corresponde ? Eh que o Nassif precisa disfarçar…
Paz & amor!
Alexandre Weber - Santos -SP
14 de janeiro de 2014 12:33 pmVix e Dollar index
Dois índices que na minha opinião valem a pena serem acompanhados.
aliancaliberal
14 de janeiro de 2014 1:26 pm“Dois índices que na minha
“Dois índices que na minha opinião valem a pena serem acompanhados.”
Faltou a argumentação do pq valem serem acompanhados.
Alexandre Weber - Santos -SP
14 de janeiro de 2014 6:08 pmPela quantidade de dinheiro que gira no Forex
Quantidade muito grande, dificulta a manipulação.
Maria Luisa
14 de janeiro de 2014 5:32 pmVolatilidadix
Alexandre,
vc que parece gostar tanto do Mercadix, ja viu o filme “O Lobo de Wall Street” ? Não ‘perquix!’ Madoff não chega aos pés de Jordan Belfort.
Alexandre Weber - Santos -SP
14 de janeiro de 2014 6:05 pmCinemix
Ainda não, mas vou ver se está passando em um cinemix aqui perto.
Alexandre Weber - Santos -SP
14 de janeiro de 2014 7:23 pmIndício
Olha ai um indício que vale a pena levar em conta, afinal, Coca-cola todo mundo bebe e se o consumo cai ….
Chuvas e menor poder de compra desaceleraram vendas, diz Coca-Cola
Balanço sai em fevereiro, mas porta-voz adiantou desaceleração.
‘Não podemos nos deixar influenciar por situações em curto prazo’, disse,
Lilian QuainoDo G1, no Rio
Comente agora
A Coca-Cola no Brasil anunciará seu balanço de 2013 em fevereiro deste ano, mas o vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade, Marco Simões, adiantou nesta terça-feira (14) que houve uma desaceleração das vendas no segundo trimestre, confirmando queda no terceiro.
“O mercado de consumo imediato como bares, restaurantes e até praia diminui com o frio e chuva. No ano passado choveu e fez frio durante dez meses no Brasil inteiro. Este ano está sendo muito bom, com o clima típico do Brasil. Outro fator foi a disponibilidade de renda. Houve uma redução na disponibilidade de renda no ano passado. São fatores conjunturais de 2013 para explicar essa desaceleração. Mas a gente entende que são movimentos cíclicos na economia, o que vemos sempre é o trabalho de longo prazo”, explicou.
Investimentos
A empresa investirá R$ 14,1 bilhões no período de 2012 a 2016, 50% a mais do que o investido nos cinco anos anteriores. Em 2013, o investimento somou R$ 2,6 bilhões, informou Simões. Segundo disse, a empresa vai manter o ritmo dos investimentos para estar capacitada para “um novo patamar no mercado brasileiro, que há mais de dois anos continua crescendo e estará em 2020 significativamente superior”.
Para ele, a possibilidade de aceleração da inflação e a desaceleração da economia não deverão afetar o desempenho da companhia em 2014.
“Não podemos nos deixar influenciar por situações positivas ou negativas em curto prazo e um ano é curtíssimo prazo para nós. Para nós, o que interessa é o investimento de longo prazo”, disse
A Coca-Cola Brasil e a Fundação Coca-Cola anunciaram nesta terça investimentos de R$ 5 milhões em projetos de inclusão social e econômica voltatos para afro-brasileiros. O investimento tem foco em educação, cultura e comunidade.
Segundo o presidente da Coca-Cola Brasil, Xiemar Zarazúa, as ações vão impactar cerca de 100 mil pessoas nos próximos três anos.
A empresa vai destinar recursos a entidades como o Instituto Cultural Steve Biko, e o Instituto Mídia Étnica, em Salvador, na Bahia, o Instituto Feira preta, em São Paulo, a ONG Ser-Alzira de Aleluia, no Vidigal, no Rio de Janeiro. O projeto vai ainda ajudar na recuperação da sede do jornal “Voz da Comunidade”, no Conjunto de Favelas do Alemão, no Rio, alvo de um incêndio em 2013.
Marcus Lima
14 de janeiro de 2014 12:49 pmFalsificação econômica e a manipulação da conjuntura
Bom dia a todos que lêem o blog.
Afora a manipulação de situações reais boas, como exemplo, o quase prelo emprego ser tratado com catastrofismo ( desaceleração no mercado de emprego), me chama a atenção a desonestidade a respeito da inflação. A inflação ” imensa que nos assola”, tem nos analistas oficiais, está “ainda em viés de alta”, requer ” mais aumento da selic”, e tem várias causas para ainda não ceder este ano, segundo eles, a saber:
Os altos gastos governamentais,
A incapacidade de manter os preços administrados pelo governo sem aumentos ( luz, e principalente combustíveis),
A pressão exercida pelo mercado de trabalho aquecido ( ué, mas não está ruim o mercado de trabalho. Ah, mas a culpa é do trabalhador então? Mas o crescimento da demanda não foi decepcionamente e tal)?
Ok. Perfeito. Todas elas pinçadas como conjunturas internas, sobre a qual a governo possui controle e deveria agir. Beleza. Mas, e o câmbio? E o efeito da valorização do dólar, que foi em seu topo de R$ 1,99 a quase R$ 2,50? Oscilar dentro de um limte de quase 25% deveria ser algo ignorado?
Enfim, aí vemos como as análise tem, de um lado, o dever de defender os rentistas, e de outro, finalidade eleitoral: afinal, aceitando que não são estúpidos, que outra razão há para os analistas tradicionais ignorarem uma variação cambial de quase 25%, associada a volatidade do câmbio, e a expectativas sempre assustadoras com relação a retirada de dólares e aumento de taxa de juros dos EUA?
AlvaroTadeu
14 de janeiro de 2014 12:50 pmEssa Matemática…
Não confio num pão feito por açougueiro, nem num filet cortado por um padeiro. Cada qual tem sua competência, mas ninguém em nenhum momento sabe tudo sobre nada ou nada sabe sobre tudo. Os estatísticos são matemáticos altamente especializados que estudam as tendências em séries numéricas. Na Física, Estatística é fundamental. Idem na Geologia, Engenharia, Medicina, Administração Pública e claro, na Economia. A Matemática dos economistas é muito fraca. Eu era calouro e minha faculdade ficava nos fundos da FEA-USP, onde a gente lanchava nos intervalos de aula. Um dia entrei numa sala de aula da FEA, na lousa havia uns exercícios de Cálculo II. Eram tão elementares que dava para resolver de cabeça. Comentamos: “que moleza!”.
Piadas à parte, Economia é uma ciência extremamente atrelada à ideologia. Estados Unidos e a antiga URSS desenvolveram-se durante todo século XX quase no mesmo nível e tocando teorias econômicas excludentes. Portanto, em Economia, vale mais o bom senso do que uma tonelada de teorias exdrúxulas e exógenas, como se diz em tucanês. Quando os “analistas” da GloboNews, Catenhêde y compris fazem um escarcéu a respeito do aumento da inflação entre 2012 e 2013(5,84% e 5,91%, respectivamente), estão apenas praticando terrorismo midiático, vis-à-vis sua ignorância matemática, de ter milhões de dados na internet e não saber o que fazer com eles. De 5,84% para 5,91% há uma variação de 0,07%. Em decimais, que Vovó Catanhêde e seus amigos ideológicos não entendem, são apenas 0,0007 ou sete décimos milésimos, um número tão pequeno que pode ter sido influenciado pelo preço de biscoitos para cachorros. No Brasil não há economistas que se metam a dar aulas de Cálculo Diferencial e Integral numa escola de Engenharia ou Física, Matemática não é seu forte, e sim, fofocas.
Na imprensa, são muito poucos os economistas sérios. Sobram palpiteiros, arrivistas, oportunistas, alpinistas sociais, demagogos e fascistas. Nossa inflaçãol é alta, mas está sob controle, sob estrito controle. O ideal seria chegarmos a 2% a.a. sem truques. Mas nossa economia está muito indexada, Os serviços e empresas públicas privatizadas estão totalmente indexados. Aumenta o tomate, sobem ass tarifa de luz, gás, telefone, pedágios e sabe-se lá mais o quê. Em outros países, a energia elétrica sobe de acordo com os custos da área (produção, transporte e distribuição), na telefonia, a mesma coisa, manutenção, equipamentos, investimentos. Cada área tem uma inflação particular. Se o biscoito para cachorro interferir no aumento da minha energia elétrica, estamos todos fo….. e mal pagos.
Gilson Raslan
14 de janeiro de 2014 12:53 pmTÉCNICOS ou ASTRÓLOGOS?
Pelo que se vê na realidade, os economistas, todos, sem exceção, estão mais para ASTRÓLOGOS do que para analistas.
Alguns fazem as previsões de um jeito; outros, de um jeito diferente; outros tantos, de jeito diferente dos anteriores. Assim fica fácil alguns deles acertarem.
A verdade é que os economistas ainda não se deram conta de que a economia não é uma ciência exata, mas uma ciência social, cujo comportamento dos consumidores é que vai determinar os rumos dela (economia). Exemplificando: se a procura por um determinado bem é menor do que a oferta, o preço desse bem vai cair; se a procura for maior do que a oferta, o preço vai subir.
OUTRA QUESTÃO. Por mais precisa que seja, a forma como é calculada a inflação não espelha a realidade para todas as faixas de renda.
A inflação para aqueles que têm uma renda de 1.000 reais repercute de forma diferente no bolso daqueles que têm uma renda de 5.000 reais.
O que uma pessoa que tem uma renda de um salário mínimo tem a ver com o aumento do preço de um automóvel?
O que uma pessoa que mora em casa própria tem a ver com o aumento do aluguel?
Assim, para que o cálculo da inflação seja real para os consumidores em geral, penso que ela deva ser calculada de forma a atender a probabilidade de consumo de cada classe de renda.
Como não sou economista, submeto meu raciocínio a críticas e xingamenos. Quem sabe, assim, não me meto a gato-mestre?
vera lucia venturini
14 de janeiro de 2014 1:18 pmEu sei porque a imprensa se
Eu sei porque a imprensa se apega a tantos índices(sabida eu,hem?). Preguiça intelectual e preguiça de fazer reportagens que espelhem a economia nacional. É muito mais fácil levar um especialista em coisa nenhuma e ocupar o tempo discorrendo sobre o índice do dia do que ir num supermercado e se perguntar, por exemplo, porque a China está exportando vassouras para o Brasil via África. A partir daí tem as grandes industrias nacionais de vassoura para fornecer informação, tem centros de produção de pequenos e médios produtores em Piracicaba para serem ouvidos e junto vem toda a cadeia de matéria prima para ser tratada. A questão ambiental com o uso do plástico reciclado e do desmatamento porque os cabos de madeira que abastecem o Brasil continuam a vir do Norte, especialmente de Rondônia. As profissões ligadas a área como a ferramentaria, as fábricas nacionais de injetoras que estão sendo engolidas pela China e por aí vai.
Nunca vi uma reportagem tratando da economia nacional indo na base produtiva. É sempre a macro economia que é tratada e sempre do ponto de vista dos bilionários brasileiros. E eu sempre tive uma dúvida: executivos assistem Tv para saber dos indices que ali passam sem parar? Ouvem rádio? Então porque esses veículos dão esse tipo de informação? O hommer simpson que o Bonner falou sabe o que é ibovespa? Taxa de mercado futuro? Taxa selic? Pib? Pmi?
aliancaliberal
14 de janeiro de 2014 1:22 pmO que interessa saber ninguém
O que interessa saber ninguém divulga.
Alavancagem do sistema financeiro.
Nivel de poupança nacional.
Divida publica bruta sem maquiagens.
Expansão monetária no periodo (m1, m2, ..)
Rendimento médio real do trabalho.
Desemprego “bruto”.
Lucratividade das empresas por setor.
PNB (Produto Nacional Bruto).
Raí
15 de janeiro de 2014 12:14 pmSó não sabe, quem não pesquisa, pois…
Prezado, vou tentar explicar, ponto a ponto.
Sobre o sistema financeiro: No Brasil, não há alavancagem, não no sentido literal, da palavra;
Sobre o nível da poupança interna: Acaba de ser divulgado, o maior índice de crescimento desta coordenada, e o maior valor histórico, da poupança, dos brasileiros;
Sobre rendimento médio, dos trabalhadores brasileiros: Jamais os salários estiveram tão reais e num viéz de crescimento que dá confiança a todos;
Sobre lucratividade das empresas: Nem sempre o lucro de uma empresa, é um balanço(às veses maquiado) e o maior e mais visível lucro da iniciativa privada, é a confiança do empresariado, que não está sofrendo nenhum arranhão.
jc.pompeu
14 de janeiro de 2014 2:08 pmcomentário irrelevante
é a velha história: banco bom confiável rentável é aquele aonde o gerente é amigo do peito do correntista…é meio caminho andado para sucesso financeiro ou, em último caso, aliviar o rombo no bolso furado.
indicadores econômicos relevantes são aqueles ventos a favor do fato econômico relevante de puxar a brasa fogo amigo para sua sardinha econométrica a gosto do freguês.
peregrino
14 de janeiro de 2014 2:28 pmíndices, da forma que são mostrados na tv…
são como luzinhas de máquinas de cassino piscando………….
e o diagnóstico é sempre o mesmo, a necessidade de se precaver com o aumento de juros
mas vai piorar, pois a ordem é idiotizar cada vez mais o telespectador contratando enrolões avulsos, um para cada produto e um para cada setor de produção , em horários diferentes
volta dos plantões nas feiras e livres com especialista em miúdos de frango, feijão, arroz, batata, tomate, frutas, pastéis, caldo de cana, tudo com fechamento no ponto alto da xepa que será dita do povo
peregrino
14 de janeiro de 2014 2:31 pmdo rolezinho no luxo…
para o rolezinho da xepa e os idiotas da intenet na maiior alegria
RONALD
14 de janeiro de 2014 2:37 pmLEI RICUPERO
O que e bom a gente mostra o que e ruim a gente esconde.
Ver gráfico da inflação da globonews .
Fábio de Oliveira Ribeiro
14 de janeiro de 2014 3:18 pmAcabei de ler uma notícia que
Acabei de ler uma notícia que deixará os “analistas econômicos” em crise. Produtos típicos brasileiros começarão a ser vendidos na Alemanha: http://www2.apexbrasil.com.br/atrair-investimentos/noticias/produtos-tpicos-brasileiros-sero-lanados-na-ism-na-alemanha
Márcio Martins
14 de janeiro de 2014 3:20 pmIncerteza
Nunca vi divulgados os valores das incertezas destes índices.
Fica parecendo que são calculados sem nenhuma margem de erro.
Jean Gregório
15 de janeiro de 2014 3:41 amEpidemia de indicadores
As enxurradas de notícias das editorias de economia de indicadores irrelevantessão, réplicas das produções oriundas, das agências de notícias vêm inundando os cadernos de economia e portais, mas não refletem nem a conjuntura econômica tampouco a economia real. O artigo de Nassif faz uma análise importante para a “economia nossa de cada dia” .
Jean Gregório
Raí
15 de janeiro de 2014 12:05 pmE o que significam mesmo, os índices ?
Embora tais índices sejam apenas sinais e quase nunca indiquem nada significativo, estas últimas duas projeções da Focus, ficaram abaixo da realidade, que como acaba de confirmar o IPEA, ficou em tôrno de 2,2%, contra um crescimento da economia mundial, de 2,4%, portanto, ficamos dentro da média.