30. Dezembro 2013 – 11:00
A controvérsia sobre o aborto renasce das cinzas na Suíça: uma iniciativa pede que a interrupção voluntária da gravidez não seja mais reembolsada pelo seguro obrigatório de saúde. Os eleitores vão se pronunciar no próximo dia nove de fevereiro.
A grande resposta popular, em junho de 2002, parecia ter colocado, definitivamente, a palavra “fim” em décadas de intensos debates sobre o aborto na Suíça. Com mais de 72% dos votos, o eleitorado tinha aprovado a chamada solução dos prazos, ou seja, a descriminalização do aborto nas primeiras doze semanas de gravidez. E com quase 82% de “não” a consulta popular tinha derrubado uma iniciativa que proibiria a maior parte das interrupções de gravidez.
Mas o curral eleitoral contrário ao aborto voltou com toda a força. Conseguiu reabilitar as discussões do financiamento às interrupções voluntárias de gravidez. Em 2009, os grupos contrários aos abortos decidiram, através de uma moção parlamentar, refazer o caminho da democracia direta depois da fracassada tentativa de excluir o aborto e a redução embrionária das prestações do seguro obrigatório de doenças.
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