5 de junho de 2026

O revolucionário Louis Jordan

Enviado por jns

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Por Preston Lauterbach

“Eu gostaria de dizer uma coisa: O Rock ‘n’ Roll não é um casamento de Rhythm and Blues com o Country e o Western. Isso é publicidade branca. O Rock ‘n’ Roll é apenas uma imitação branca – uma adaptação branca – de ritmos negros e Blues”, disse Louis Jordan, pouco antes de sua morte, em 1975, ao historiador Arnold Shaw.

Louis Jordan é um dos artistas mais grosseiramente incompreendido na música americana. 

Não que ele esteja esquecido; ele está no Rock ‘n’ Roll Hall of Fame. 

Jordan foi a figura chave na transformação do Pop Americano, de balanço das Big Bands, no Rock ‘n’ Roll das pequenas bandas.

Isso não quer afirmar que ele foi o primeiro artista de Rock ‘n’ Roll, mas foi mais que um líder de uma big bang no universo da música negra. 

Em um tempo, uando as pessoas vinham para ouvir os solistas instrumentais em destaque das grandes bandas, Jordan and his Tympany Five fez as coisas de uma maneira nova e simplificada, produzindo gravações de sucesso a partir de 1941.

O performer veterano  ‘Gatemouth’ Moore explicou o efeito revolucionário de Jordan: “Ele tocava tão bem e tão elevado com cinco [componentes] como [outras bandas ] com 17… e era mais barato.”

Os promotores, proprietários e patronos de clubes noturnos amavam esta última parte.

Durante a Segunda Guerra Mundial, houve um boom de boates que executavam música negra na América que, alicerçado pelo elevado índice de empregos, proporcionou quantidades sem precedentes de lazer e circulação de dinheiro.

Depois da guerra, no entanto, a economia paralela, que estva em expansão, ficou paralisada.

Os proprietários das novas casas noturnas necessitavam do funcionamento dos seus empreendimentos e, felizmente, para eles, a moda Jordan pegou. 

Ele, não apenas, tocava com uma pegada forte e corajosa, como era o vocalista, ele mesmo – a atração principal – substituindo uma orquestra completa.

Como ‘Gatemouth‘ Moore observou, esta configuração de pequena banda de Jordan foi uma adaptação revolucionária.

“Com as bandas nos anos 30, o cantor era o condutor (porter) e Jordan criou o coral. Ele não era a principal atração, nesta fase, mas isto mudou.”

Após vinte anos ouvindo as Big Bands, o público abraçou o novo som Jordan e, para os empresários da música negra, os números foram um sucesso. 

O cachê de Louis Jordan, pelo menos em sua primeira turnê, foi de US $ 350, enquanto o de Louis Armstrong situava-se em US $ 1.500. 

Em 1946, ao longo dos anos de guerra, Jordan tinha seis hits em primeiro lugar nas paradas. 

Nenhum dos seus 1.946 lançamentos atingiu o pico abaixo do terceiro posto nas paradas de músicas negras.

A revolução estava começando.

Para manter o status, pequenas bandas como Joe Liggins and the Honeydrippers e Johnny Moore and the Three Blazes seguiram a tendência iniciada pela banda de blues pesado de Jordan.

Fats Domino, BB King, Little Richard, James Brown e outros disseram que Louis Jordan foi a sua inspiração.

Ao final da década de 40, vários grandes, os Faixas Pretas, tinham morrido e o swing jordaniano foi relegado a nostalgia.

Um novo som tinha assumido o mercado da música negra e uma nova geração invadiu a cena.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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