Por Maria Luisa
O Lobo de Wall Street
De Martin Scorsese
Eh possivel passar três horas cativo, assistindo a um bufão que menospreza a tudo e todos ao seu redor, a não ser o dinheiro ? Ou a vertigem que o excesso dele pode provocar ? O novo filme de Scorsese nos ensina que sim. Eh a deliquência do colarinho branco.
Em « O Lobo de Wall Street » nos deparamos com a ascensão ao poder (politico-econômico) dos financistas da bolsa, os traders, das décadas yuppies de 80-90, e nos relembra como chegamos então a 2008… Eh um ponto de vista sobre a crise recente e as ignominias que essa crise nos revelou; as catastrofes econômicas e humanas que ela provocou. Para Scorsese, os especuladores e banqueiros são a pior parte da corrupção social; não têm o mesmo carisma ou charme de gansgters d’antão. São tão somente frios, secos, alienados, viciados, superficiais, ultra-modernos.
O universo dos grandes financistas, completamente corrompido, joga o mundo numa pantomima aterrorizante. O filme é a adaptação do livro de memórias de Jordan Belfort “The Wolf Wall Street”, e é o personagem central da trama, vivido por Di Caprio (assustador no papel de Belfort).
“O Lobo de Wall Street” tem estréia prevista no Brasil para 24 de janeiro.
Frederico69
21 de dezembro de 2013 12:18 pmé bem assim
enquanto eles acumulam dinheiro, o resto do mundo que se dane. tipo justo verissimo.
Alexandre Weber - Santos -SP
21 de dezembro de 2013 12:49 pmA natureza do dinheiro
Faz parte da natureza do dinheiro em si mesmo.
ed. não logado
21 de dezembro de 2013 5:11 pmDen of Thieves
Antro de Larápios, Covil de Ladrões (ou qualquer outra tradução melhor) é livro (não ficção) recomendado (mais uma vez aqui) para entender a realidade (e o poder) destes “lobos” .
Embora tenha dado um Pulitzer ao seu autor, o jornalista James B. Stewart, acho que ainda não editaram (um best-seller de 1992) em português. Curioso, não?.
O livro é um documentário investigativo que envolve figuras de instituições como o Lehman Brothers e outros conhecidos, assim como o depois prefeito “tolerância zero” de NY, Rudolph Giulinai. À época, Giuliani era do “MP” americano (se tivéssemos algo parecido por aqui…). Jornalistas já temos vários, mas são escondidos até em listas de mais vendidos. Por enquanto ainda estamos f#did… (oops, melhor não dar de poeta…).
Uma frase de orelha para explicar o livro dizia algo como: “como um simples telefonema podia amealhar o terror no board de empresas como IBM, Philip Morris e quaisquer outras, de qualquer porte ou setor”.
Algumas delas foram submetidas de fato, num arranjo de operações em horário extendido, entre os fusos de LA e NY (sim, eventualmente também Tokio e Londres para operações “night & day”).
Apesar de processos e até prisões, o que aconteceu de lá pra cá, surprendentemente (?), não foi mais moralização, mas mais DESregulamentação para os bandidos.
Algo como: se a lei viabiliza investigações, processos e punições … mude-se a lei!
Assim, tudo continua simplesmente “legal” (estritamente ou na gíria).
Isso lá na terra de Marlboro. Imagine-se aqui na terra das jabuticabas!
São entendimentos como esses que nos ajudam a entender o mundo que vivemos.
E como é difícil (mas não impossível) melhorá-lo para todos.
Vamos ver o que Scorsese nos brindará.
Daytona
21 de dezembro de 2013 7:38 pmTem também o livro
Tem também o livro “Fiasco”.
Esse campeonato de arremesso de anões lembra um conto do Rubem Fonseca.
evandro condé de lima
21 de dezembro de 2013 11:49 pmInteressante, acho que é o
Interessante, acho que é o quinto filme que fazem juntos, e, tal como o scorcese, acho o di caprio um grande ator.