5 de junho de 2026

A delinquência do colarinho branco em ‘O Lobo de Wall Street’

Por Maria Luisa

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O Lobo de Wall Street

De Martin Scorsese

Eh possivel passar três horas cativo, assistindo a um bufão que menospreza a tudo e todos ao seu redor, a não ser o dinheiro ? Ou a vertigem que o excesso dele pode provocar ? O novo filme de Scorsese nos ensina que sim. Eh a deliquência do colarinho branco.

Em « O Lobo de Wall Street » nos deparamos com a ascensão ao poder (politico-econômico) dos financistas da bolsa, os traders, das décadas yuppies de 80-90, e nos relembra como chegamos então a 2008…  Eh um ponto de vista sobre a crise recente e as ignominias que essa crise nos revelou; as catastrofes econômicas e humanas que ela provocou. Para Scorsese, os especuladores e banqueiros são a pior parte da corrupção social; não têm o mesmo carisma ou charme de gansgters d’antão. São tão somente frios, secos, alienados, viciados, superficiais, ultra-modernos.

O universo dos grandes financistas, completamente corrompido, joga o mundo numa pantomima aterrorizante. O filme é a adaptação do livro de memórias de Jordan Belfort “The Wolf Wall Street”, e é o personagem central da trama, vivido por Di Caprio (assustador no papel de Belfort).

“O Lobo de Wall Street” tem estréia prevista no Brasil para 24 de janeiro.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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5 Comentários
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  1. Frederico69

    21 de dezembro de 2013 12:18 pm

    é bem assim

    enquanto eles acumulam dinheiro, o resto do mundo que se dane. tipo justo verissimo.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      21 de dezembro de 2013 12:49 pm

      A natureza do dinheiro

      Faz parte da natureza do dinheiro em si mesmo.

  2. ed. não logado

    21 de dezembro de 2013 5:11 pm

    Den of Thieves

    Antro de Larápios, Covil de Ladrões (ou qualquer outra tradução melhor) é livro (não ficção) recomendado (mais uma vez aqui) para entender a realidade (e o poder) destes “lobos” .

    Embora tenha dado um Pulitzer ao seu autor, o jornalista James B. Stewart, acho que ainda não editaram (um best-seller de 1992) em português. Curioso, não?.

    O livro é um documentário investigativo que envolve figuras de instituições como o Lehman Brothers e outros conhecidos, assim como o depois prefeito “tolerância zero” de NY, Rudolph Giulinai. À época, Giuliani era do “MP” americano (se tivéssemos algo parecido por aqui…). Jornalistas já temos vários, mas são escondidos até em listas de mais vendidos. Por enquanto ainda estamos f#did… (oops, melhor não dar de poeta…).

    Uma frase de orelha para explicar o livro dizia algo como: “como um simples telefonema podia amealhar o terror no board de empresas como IBM, Philip Morris e quaisquer outras, de qualquer porte ou setor”.

    Algumas delas foram submetidas de fato, num arranjo de operações em horário extendido, entre os fusos de LA e NY (sim, eventualmente também Tokio e Londres para operações “night & day”).

    Apesar de processos e até prisões, o que aconteceu de lá pra cá, surprendentemente (?), não foi mais moralização, mas mais DESregulamentação para os bandidos.

    Algo como: se a lei viabiliza investigações, processos e punições … mude-se a lei!

    Assim, tudo continua simplesmente “legal” (estritamente ou na gíria).

    Isso lá na terra de Marlboro. Imagine-se aqui na terra das jabuticabas!

    São entendimentos como esses que nos ajudam a entender o mundo que vivemos.

    E como é difícil (mas não impossível) melhorá-lo para todos.

    Vamos ver o que Scorsese nos brindará.

     

  3. Daytona

    21 de dezembro de 2013 7:38 pm

    Tem também o livro

    Tem também o livro “Fiasco”.

    Esse campeonato de arremesso de anões lembra um conto do Rubem Fonseca.

  4. evandro condé de lima

    21 de dezembro de 2013 11:49 pm

    Interessante, acho que é o

    Interessante, acho que é o quinto filme que fazem juntos, e, tal como o scorcese, acho o di caprio um grande ator.

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