14 de junho de 2026

Bolsonaro volta a erguer o circo dos horrores

Em pouco mais de sete minutos, presidente volta a distorcer declarações do presidente da OMS e insiste na produção da cloroquina
Foto: Reprodução/YouTube

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro foi à rede nacional nesta terça-feira (31/03) para falar novamente sobre a pandemia do coronavírus, mas com um viés completamente diferente daquele recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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“Se fecharmos ou limitarmos movimentações, o que acontecerá com essas pessoas que tem de ganhar o pão de todos os dias? Cada país baseado em sua situação deveria responder a essa questão”, disse Bolsonaro, distorcendo o pronunciamento do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, e se esquecendo da parte onde ele pede que os governos mantenham a população informada sobre as medidas tomadas e deem suporte a quem mais precisa nesse momento.

Depois de falar de medidas tomadas por outras pastas para o combate à pandemia – como o adiamento de dívidas e a entrada de 1,2 milhão de famílias no Bolsa-Família – , o presidente também usou seu pronunciamento para insistir no uso da cloroquina para tratamento da COVID-19, mesmo depois que foram registrados casos de envenenamento pela medicação em outros países.

E o presidente menosprezou as mortes já registradas pela pandemia: “O coronavírus veio e um dia irá embora, infelizmente teremos perdas neste caminho. Eu mesmo já perdi entes queridos e sei o quanto é doloroso”. Bolsonaro ainda usou a fala de Adhanom – “toda vida importa” – para insistir na questão de se “evitar a destruição de empregos, que já vem trazendo muito sofrimento para os trabalhadores brasileiros”.

“Repito: o efeito colateral das medidas de combate ao coronavírus não pode ser pior do que a própria doença”, disse Bolsonaro. Ou seja, o show de horrores do pronunciamento foi equivalente ao do discurso feito em 24 de março.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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10 Comentários
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  1. anna riso

    31 de março de 2020 8:57 pm

    não tenho mais adjetivos para essa pessoa e seus ministros

  2. Robson Santos

    31 de março de 2020 9:12 pm

    Quem sustenta esse bozo… ? quem respalda sua “loucura”… quem ganha com isso!!??

  3. Carlos Elisio

    31 de março de 2020 9:57 pm

    Já deram descarga neste sujeito, mas como vaso está entupido demora um pouco a descer. Mas desce, e leva junto tudo o que entope a latrina.

  4. Thiago Bronstein

    31 de março de 2020 10:27 pm

    Posso está errado mas acho que Jair recuou e moderou, a Imprensa corporativa amanhã deve atentar mudar o jogo à fator de Jair, a conferir.

  5. Schell

    31 de março de 2020 10:31 pm

    Só mesmo as ditas otoridades brasileiras conseguem conviver com a insanidade bolsonariana que, diga-se, estende-se pelos filhos, apaniguados, olivais-pijamosos et caterva. Não só sociopata, mas, psicopata.

  6. Oscar Filho

    31 de março de 2020 10:48 pm

    Penso que não devemos mais chamar o presidente de Bozo. Sua conduta não é circense mas de alguém com potencial de produzir uma convulsão no País. Suas atitudes não são de um palhaço mas de um terrorista.

  7. Marcos Videira

    1 de abril de 2020 1:41 am

    Bolsonaro é um zumbi na presidência.
    O fascismo miliciano, com apoio dos militares entreguistas, é um estrondoso fracasso. Por tudo isso, eu quero NOVAS ELEIÇÕES.

  8. Antonio Francisco das Neves

    1 de abril de 2020 6:22 am

    Notícias de hoje:
    1 – Ministro do STF manda PGR analisar pedido de afastamento de Bolsonaro
    2 – Deputados entregam petição com um milhão de assinaturas pedindo impeachment de Bolsonaro
    3 – Coronavírus: Bolsonaro chama Moro de egoísta e diz que não ajuda governo em crise

    Parece o refrão daquela bela música: eu falei com a morena que o trem tá feio.

    Essas notícias podem ser lidas no Yahoo

  9. claudio marcos

    1 de abril de 2020 8:47 am

    É a fala de um candidato a ditador, alguém que quer fazer valer o que pensa mesmo contrariando a ciência e o bom senso. Agora se entende porque mandou que se fizesse um estudo para a promulgação do estado de sítio, que por sorte do país, ainda há inteligência nas forças armadas.

  10. Marcio André Trintin

    1 de abril de 2020 3:27 pm

    Se Bolsonaro adora cloroquina, que tome bastante, até encher os tubos. Se sobreviver, então poderemos começar a pensar nisso. Mas, para provar a credulidade, tem que tomar em público, em Cadeia Nacional de Rádio e Televisão, com auditoria idônea presdente. Vamos lá, presidente! #tomecloroquina.

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