Nota Pública Movimento Favelas na Luta

Esta estratégia da morte não deve ser mais tolerada por nenhum morador ou moradora de favela, e que a sociedade de forma geral que também habita espaços de privilégio deve-se levantar contra o estado racista que nos viola cotidianamente.

Foto Oxfam

Enviado por Josias Pires Neto

Nota Pública Movimento Favelas na Luta

A frente de militantes e moradores de favelas e periferias composta por integrantes de coletivos e movimentos que atuam na promoção de direitos, comunicação e acesso a políticas públicas nas favelas do estado do Rio vem a público para DENUNCIAR as contínuas operações policiais que sistematicamente tiram vidas de pessoas negras e faveladas em nossos territórios, que nos violam física e psicologicamente, que impedem que o trabalho social que realizamos seja efetuado e colocam nossa vida em risco.

Historicamente nossos territórios, favelas e periferias do estado, convivem com o projeto da ausência de políticas públicas como saúde, saneamento básico, moradia e educação. A lacuna da ausência de direitos, nestes espaços majoritariamente negros e não-brancos, se intensifica quando o único braço de amparo que o estado promove é o da militarização. Através de seus aparatos de controle, seus instrumentos bélicos, suas táticas militares de tortura e produção do medo (derivadas do passado histórico brasileiro) utilizam o discurso de “guerra às drogas” para eliminar seus alvos preferidos, moradores jovens de favelas e periferias.

Viemos por meio desta nota, mesmo ao limite de nosso esgotamento e forças, dizer que esta estratégia da morte não deve ser mais tolerada por nenhum morador ou moradora de favela, e que a sociedade de forma geral que também habita espaços de privilégio deve-se levantar contra o estado racista que nos viola cotidianamente.

Desde o início da pandemia de Covid-19, são os coletivos de favela e periferia que vem produzindo saídas para a garantia da segurança alimentar de milhares de moradores de favela do estado do Rio de Janeiro e a redução da curva de contaminação nesses espaços com a distribuição de kits de higiene e orientações de saúde. Tentamos produzir a política pública que não interessa ao estado fazer, porque enquanto nós tentamos matar a fome, o estado tenta nos matar. As operações policiais constantemente vem ocorrendo nos horários em que distribuímos cestas básicas e fazemos nossas ações de saúde pública.

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Não toleraremos mais nenhuma morte.
A política de segurança do estado do Rio é um risco a vida física e a saúde, física e mental, de milhares de moradores e moradoras de favelas e periferias.

Witzel, a culpa é sua!

Frente Favelas Na Luta

Nota na página do MARÉ 0800:

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NOTA PÚBLICA MOVIMENTO FAVELAS NA LUTA A frente de militantes e moradores de favelas e periferias composta por integrantes de coletivos e movimentos que atuam na promoção de direitos, comunicação e acesso a políticas públicas nas favelas do estado do Rio vem a público para DENUNCIAR as contínuas operações policiais que sistematicamente tiram vidas de pessoas negras e faveladas em nossos territórios, que nos violam física e psicologicamente, que impedem que o trabalho social que realizamos seja efetuado e colocam nossa vida em risco. Historicamente nossos territórios, favelas e periferias do estado, convivem com o projeto da ausência de políticas públicas como saúde, saneamento básico, moradia e educação. A lacuna da ausência de direitos, nestes espaços majoritariamente negros e não-brancos, se intensifica quando o único braço de amparo que o estado promove é o da militarização. Através de seus aparatos de controle, seus instrumentos bélicos, suas táticas militares de tortura e produção do medo (derivadas do passado histórico brasileiro) utilizam o discurso de “guerra às drogas” para eliminar seus alvos preferidos, moradores jovens de favelas e periferias. Viemos por meio desta nota, mesmo ao limite de nosso esgotamento e forças, dizer que esta estratégia da morte não deve ser mais tolerada por nenhum morador ou moradora de favela, e que a sociedade de forma geral que também habita espaços de privilégio deve-se levantar contra o estado racista que nos viola cotidianamente. Desde o início da pandemia de Covid-19, são os coletivos de favela e periferia que vem produzindo saídas para a garantia da segurança alimentar de milhares de moradores de favela do estado do Rio de Janeiro e a redução da curva de contaminação nesses espaços com a distribuição de kits de higiene e orientações de saúde. Tentamos produzir a política pública que não interessa ao estado fazer, porque enquanto nós tentamos matar a fome, o estado tenta nos matar. As operações policiais constantemente vem ocorrendo nos horários em que distribuímos cestas básicas e fazemos nossas ações de saúde pública. Não toleraremos mais nenhuma morte. A política de segurança do estado do Rio é um risco (…

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