Toffoli faz duras críticas à Lava-Jato e questiona a honestidade da força-tarefa

Diz Toffolli, para embasar sua crítica, que eles devolvem R$ 700 milhões para o Estado e ficam R$ 2,5 bilhões para gerir uma fundação.

Jornal GGN – As críticas aconteceram em palestra online no 1º. Congresso Internacional de Direito Negocial, que tratou de delação premiada e leniência. O ministro Dias Toffolli, do Supremo Tribunal Federal colocou em dúvida a honestidade da força-tarefa da operação Lava-Jato e questionou a tentativa dos procuradores de Curitiba de criar um fundo privado para receber R$ 2,5 bilhões de um acordo firmado entre a Petrobras e as autoridades americanas.

As informações são da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.

Diz Toffolli, para embasar sua crítica, que eles devolvem R$ 700 milhões para o Estado e ficam R$ 2,5 bilhões para gerir uma fundação. ‘E tem um dos caras que até se aposenta para depois ser o presidente da fundação. Quem é o honesto aí?’, questionou o ministro sem citar nomes. Mas bom lembrar que o procurador Carlos Fernando se aposentou no ano passado e foi apontado para presidir a presidência da fundação que administraria o dinheiro.

Mas o fundo não vingou. As reações foram tantas que a força-tarefa desistiu e logo depois, atendendo a pedido da PGR, o STF suspendeu o projeto.

Toffolli também fez comparação entre órgãos de controle que negociam acordos de leniência entre as empresas e o Estado. Sem citar nomes falou de uma tal empreiteira que fez acordo de  R$ 700 milhões com uma força-tarefa. A CGU constatou que ela tinha que devolver R$ 3 bilhões. “E a imprensa diz o quê? Que a Controladoria vai ser leniente, porque não é independente como o Ministério Público. Bacana o Ministério Público, que faz um acordo por R$ 700 milhões quando o apurado pela Controladoria foi de R$ 2,5 bilhões, e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) R$ 3 bilhões – disse Toffoli, questionando: – Quem é o órgão independente? Se for por valores, quem é o órgão honesto?”, continua Toffolli.

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Toffolli soltou essas críticas tentando explicar seu esforço em criar termo de cooperação entre Advocacia-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Ministério Público e CGU para centralizar a negociação de acordos de leniência e acabar com disputas entre esses órgãos. O documento foi assinado, mas o MP acabou não aderindo.

O ministro exaltou o papel do Supremo Tribunal Federal no combate à corrupção no país e disse que ‘não existiria Lava-Jato se não fosse o STF’ e exaltou o diálogo como de suma importância entre Congresso, governo e judiciário na criação de leis sobre o tema.

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9 comentários

  1. tá bom mas a suspeição cafajeste nada né….e enquanto o stf não toma vergonha na cara e decide logo essa questão, Lula vai ficando sem seus direitos políticos para, quem sabe candidatar-se na próxima eleição. Ou seja, já que Tofolli falou em honestidade, que pelos lados curitibanos é coisa estranha, com o bando de um ex´juiz pilantra e a quadrilha do ministério público, a questão mais honesta mesmo, neste momento, é questionar o tal Fachin por não deferir o pedido da defesa de Lula quanto ao acordo entre Petrobras e americanos…..mas o indecente ministro nega de novo……ou seja é um perseguidor que ele também merece cadeia…….bandidos…

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  2. Não seria um pouco tarde para essas afirmações,ô cuzão.Falam que o Solo Consolidado Pátrio tornou-se um pária internacional.Quanta felonia.Isto aqui nada mais é que um Bordel a céu aberto.

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    • O comentário acima foi incompleto.Tornou-se um Bordel a céu aberto,chancelado por um Supremo Tribunal Federal avacalhado,amedontrado e dengado.

  3. Esquecendo o escandaloso acordo dos 2 e tal bilhões, se somarmos o que os advogados parças (“indicados”) ganharam (compartilharam?), mais os acordos com os réus físicos e jurídicos, talvez o P.R.Costa e outros fiquem com inveja dos valores.
    Estamos falando por dentro.
    Por fora, quem sabe?
    Mas deve ser maior.
    E ficam falando de apês MCMVida, palestras.
    Gente maldosa…

  4. Força-tarefa desistiu nada. Eles lutaram enquanto puderam para manter essa aberração. Mas foram, isso sim, torpedeados pelo stf que puxou o doce da boca de Deltan e sua turma exatamente quando eles iam cravar os dentes na bolada.

  5. Me parece algo ridículo essa história de acabar com a corrupção. É o mesmo que dizer que vão acabar com a ambição humana, seja ele qual for. E muito picareta tá surfando forte nessa onda!! Já em criar meios e métodos para impedir a corrupção ninguém fala ou se fala é para inglês ver. Moro por exemplo, enquanto julgava o ex presidente Lula, negociava a ida dele para o governo num cargo de ministro, com expectativa de uma vaga no STF. Se deu mal porque é burro. Muuito ambicioso. Mas muito burro também

  6. Agora posa de valentão. Devia ter feito isso quando era presidente do stf. Agora?? Não jacaré. Isso é bravata. Jogo para a torcida. Confissão de covardia. Tome tento sujeito. Já diria o filósofo contemporâneo: “Quem muito abaixa, a bunda aparece”.

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