Buenos Aires recebe a terceira grande manifestação contra as medidas econômicas do presidente argentino Javier Milei, em somente 16 dias de governo, nesta quarta-feira (27).
O ato foi organizado pela principal organização sindical do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), ligada ao peronismo, junto a outras centrais sindicais e movimentos sociais. A principal reivindicação é contra o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), imposto por Milei, com o pacote de desregulação econômica no país.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), que lidera os protestos hoje, encaminhou ainda pela manhã um pedido de medida cautelar à Justiça contra a reforma trabalhista incluída no decreto de Milei, mas a Justiça Nacional do Trabalho rejeitou a liminar, alegando que a reforma ainda não estava vigente.
A concentração de manifestantes teve início na Plaza Lavalle, na região Tribunales, aonde está localizado o monumento Obelisco na capital argentina, e também a Corte Suprema de Justiça.
São dezenas de entidades sociais e sindicatos que confirmaram presença e prometeram levar milhares de manifestantes às ruas nesta quarta, sob gritos “A Pátria não se vende” – um pedido diretamente à Justiça para que considere inconstitucional o pacote de Milei.
Logo no início da concentração, policiais e o serviço de segurança do país estavam mobilizados para atuar. Um líder sindical, Carlos “Perro” Santillán, foi impedido por policiais de chegar ao protesto quando ainda se dirigia ao local em um ônibus, junto com outros 45 manifestantes.
A Polícia Municipal também reagiu contra os manifestantes, bloquearam ruas e levaram um ativista preso.
Ainda com a grande manifestação, o presidente não indicou nenhum recuo e, ao contrário, encaminhou ainda hoje ao Congresso um projeto de lei para o pacote de ajustes econômicos.
Em coletiva de imprensa na manhã de hoje, o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, disse que o projeto intitulado “lei de bases e pontos de partida para a liberdade dos argentinos” inclui “reformas profundas, necessárias, urgentes em matéria tributária, laboral, penal, energética e eleitoral”.
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