Evo Morales denuncia que há um golpe em andamento e apela à defesa da democracia

Foram dois dias de convulsão social devido aos resultados das últimas eleições nacionais. O presidente Evo Morales declarou-se vencedor das eleições e denunciou o andamento de um golpe de estado incentivado pelas frentes de direita e suporte internacional.

Foto Sputnik Brasil

Jornal GGN – Após derrota nas urnas, a oposição liderada por Carlos Mesa contesta a validade do processo eleitoral. Ao mesmo tempo, colocam obstáculos ao processo de recontagem eleitoral convulsionando o país. Evo Morales condenou tais ataques e disse que a ânsia de golpe é incentivada pela oposição, e tem o apoio internacional. Mas disse também que a democracia não termina no dia da votação.

Foram dois dias de convulsão social devido aos resultados das últimas eleições nacionais. O presidente Evo Morales declarou-se vencedor das eleições e denunciou o andamento de um golpe de estado incentivado pelas frentes de direita e suporte internacional.

Em entrevista coletiva na Casa Grande del Pueblo, Evo afirmou que avisa ao povo boliviano e ao mundo inteiro que um golpe está em andamento, embora já bem conhecido antes. Disse também que até agora sofreu ‘humildemente e pacientemente’ para evitar entrar em confronto, e declarou ‘um estado de emergência e mobilização pacífica para defender a democracia’.

Evo considerou que o golpe de estado se expressa nas mobilizações que impedem a contagem dos votos das eleições, destruindo dependências dos tribunais eleitorais departamentais (TED) bem como os ataques aos diretórios de seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS).

Durante esses dias, as dependências dos TEDs de Chuquisaca, Potosí, Pando, Santa Cruz e Beni foram incendiadas, bem como diretórios do partido no poder em Oruro, Santa Cruz, Chuquisaca, Tarija e Cochabamba.

‘Não estamos no tempo colonial, não estamos no tempo das monarquias para nomear presidentes’, questionou Evo ao desejo da oposição em nomear um presidente até o final da contagem e sem garantir o trabalho das autoridades eleitorais, reiterando seu apelo: ‘Diga aos meus colegas, o povo boliviano, que se organizem e se preparem para defender a democracia’.

Tal chamamento foi feito no momento em que uma greve cívica é convocada pelo Conselho Nacional de Defesa da Democracia (Conade) e líderes cívicos em protesto contra a forma como o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) tratou os dados do sistema de Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares (TREP) que, na opinião de Evo, gerou suspeitas justificadas de fraude eleitoral.

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‘Embora a contagem do TREP tenha dito que vencemos, respeitamos o relatório oficial que o Supremo Tribunal Eleitoral fornecerá’, acrescentou Evo Morales.

Em seguida, convocou organizações, instituições e personalidades internacionais para se unirem ao seu pedido de defesa da democracia. Ele disse que para ele ‘a democracia não é apenas o dia das eleições, a democracia são reuniões permanentes com os diferentes setores sociais, não apenas com os setores camponeses’.

Com informações do La Razón.

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2 comentários

  1. Era o que eu temia e comentei aqui ontem.
    Talvez tudo isso tivesse sido evitado se evo tivesse aceitado o resultado do referendo por ele convocado e perdido.
    Mas talvez a sanha golpista da oposição não tivesse também aceitado a derrota, mais uma, de uma outra candidatura do partido do presidente.
    Desde a derrota de Aécio para Dilma a nova lógica das oposições contra as esquerda tem sido a de contestar e não aceitar a derrota.
    Vamos esperar agora a vitória da oposição na Argentina, que deve se dar por larga margem, para ver se também será contestada pelos derrotados.
    De qualquer forma o que fica é a impressão de que se Evo não tivesse concorrido, sustentar a contestação seria mais difícil.

  2. Embora não duvide de tentativas não democráticas da direita querer assumir o poder, acredito que aceitar um VIGILANTE segundo turno eventual é mais eficaz para não deixar dúvidas e desculpas para o que aconteceu no BraZil quando Dilma não podia ganhar, se ganhasse não podia assumir, se assumisse não podia governar…
    E deu no que “demos”…

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