A Argentina consolidou nesta terça-feira (17) seu rompimento definitivo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A desfiliação ocorre exatamente um ano após a gestão de Javier Milei notificar formalmente o organismo internacional, cumprindo os prazos de transição estabelecidos pela Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados.
O anúncio da saída efetiva foi realizado pelo chanceler Pablo Quirno. Segundo o governo, a decisão é um passo estratégico para retomar a soberania sobre as políticas sanitárias nacionais, permitindo que Buenos Aires gerencie seus recursos e protocolos sem a tutela de órgãos multilaterais.
Soberania e críticas à gestão da pandemia
A movimentação de Milei espelha a postura adotada por seu principal aliado externo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Casa Rosada fundamenta a ruptura na insatisfação com a condução técnica da OMS nos últimos anos, especialmente durante a Covid-19.
No ano passado, ao dar início ao processo de saída, o Executivo argentino foi enfático ao afirmar que “as recomendações da OMS não funcionam porque se baseiam em interesses políticos, não na ciência”. Com a conclusão do rito diplomático, Quirno reforçou que o país manterá o intercâmbio de informações, mas sob novos termos.
A Argentina “continuará promovendo a cooperação internacional em saúde através de acordos bilaterais e fóruns regionais, preservando plenamente sua soberania e sua capacidade de tomar decisões sobre políticas sanitárias”, afirmou o chanceler em postagem na rede social X.
Riscos ao isolamento sanitário
Apesar do tom de independência adotado pelo governo, a medida enfrenta resistência interna e externa. Especialistas em saúde pública alertam que o afastamento da OMS pode isolar o país em cenários de novas emergências sanitárias globais, dificultando o acesso a dados estratégicos e a coordenação de campanhas de vacinação em massa.
Do ponto de vista diplomático, a saída é vista como uma mensagem clara da nova política externa argentina: a substituição do multilateralismo por alianças diretas. O Ministério das Relações Exteriores especificou que o processo respeitou todos os ritos das Nações Unidas, garantindo a legalidade da retirada.
Jicxjo
18 de março de 2026 2:30 pmA ascensão mundial da extrema-direita é o sintoma de que, com as redes, os idiotas perceberam que são a maioria.
Carlos
19 de março de 2026 2:44 amEste merdinha é só um escroto. Cai trump cai o resto.
Rui Ribeiro
19 de março de 2026 8:36 amOs puxa-sacos de lombrigas não aprendem com a História. Os Eua usaram Osni Mubarak, Saddam Hussein e muitos outros idiotas enquanto eles eram úteis para fazer o serviço sujo pelos EUA. Quando tais puxa-sacos não eram mais úteis, eram abandonados e mortos até pelos próprios EUA, como fizeram com o antigo aliado Bin Laden. O Adriano da Nóbrega e o Bebiano foram eliminados pelo Bolsonarismo, porque empenharam suas vidas. Agora o Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, renunciou na terça-feira por se opor à guerra contra o Irã. Já acharam um meio de cancelá-lo e provavelmente prendê-lo com a desculpa de que ele vazou informações. Toma, Otário. O Elon Musk já recebeu seu pagamento do Trump.