21 de maio de 2026

Milei oficializa saída da OMS e empurra Argentina para isolamento sanitário

Saída se torna efetiva após um ano e reforça guinada ideológica, sob alertas de risco à resposta a crises sanitárias globais
Javier Milei, presidente da Argentina. Foto: Flickr Gage Skidmore

▸ Argentina oficializa saída da OMS um ano após notificação, cumprindo prazos da Convenção de Viena.

▸ Chanceler Pablo Quirno destaca retomada da soberania em políticas sanitárias e gestão independente.

▸ Especialistas alertam para riscos de isolamento em emergências sanitárias e dificuldades em acesso a dados.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Argentina consolidou nesta terça-feira (17) seu rompimento definitivo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A desfiliação ocorre exatamente um ano após a gestão de Javier Milei notificar formalmente o organismo internacional, cumprindo os prazos de transição estabelecidos pela Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados.

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O anúncio da saída efetiva foi realizado pelo chanceler Pablo Quirno. Segundo o governo, a decisão é um passo estratégico para retomar a soberania sobre as políticas sanitárias nacionais, permitindo que Buenos Aires gerencie seus recursos e protocolos sem a tutela de órgãos multilaterais.

Soberania e críticas à gestão da pandemia

A movimentação de Milei espelha a postura adotada por seu principal aliado externo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Casa Rosada fundamenta a ruptura na insatisfação com a condução técnica da OMS nos últimos anos, especialmente durante a Covid-19.

No ano passado, ao dar início ao processo de saída, o Executivo argentino foi enfático ao afirmar que “as recomendações da OMS não funcionam porque se baseiam em interesses políticos, não na ciência”. Com a conclusão do rito diplomático, Quirno reforçou que o país manterá o intercâmbio de informações, mas sob novos termos.

A Argentina “continuará promovendo a cooperação internacional em saúde através de acordos bilaterais e fóruns regionais, preservando plenamente sua soberania e sua capacidade de tomar decisões sobre políticas sanitárias”, afirmou o chanceler em postagem na rede social X.

Riscos ao isolamento sanitário

Apesar do tom de independência adotado pelo governo, a medida enfrenta resistência interna e externa. Especialistas em saúde pública alertam que o afastamento da OMS pode isolar o país em cenários de novas emergências sanitárias globais, dificultando o acesso a dados estratégicos e a coordenação de campanhas de vacinação em massa.

Do ponto de vista diplomático, a saída é vista como uma mensagem clara da nova política externa argentina: a substituição do multilateralismo por alianças diretas. O Ministério das Relações Exteriores especificou que o processo respeitou todos os ritos das Nações Unidas, garantindo a legalidade da retirada.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Jicxjo

    18 de março de 2026 2:30 pm

    A ascensão mundial da extrema-direita é o sintoma de que, com as redes, os idiotas perceberam que são a maioria.

  2. Carlos

    19 de março de 2026 2:44 am

    Este merdinha é só um escroto. Cai trump cai o resto.

  3. Rui Ribeiro

    19 de março de 2026 8:36 am

    Os puxa-sacos de lombrigas não aprendem com a História. Os Eua usaram Osni Mubarak, Saddam Hussein e muitos outros idiotas enquanto eles eram úteis para fazer o serviço sujo pelos EUA. Quando tais puxa-sacos não eram mais úteis, eram abandonados e mortos até pelos próprios EUA, como fizeram com o antigo aliado Bin Laden. O Adriano da Nóbrega e o Bebiano foram eliminados pelo Bolsonarismo, porque empenharam suas vidas. Agora o Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, renunciou na terça-feira por se opor à guerra contra o Irã. Já acharam um meio de cancelá-lo e provavelmente prendê-lo com a desculpa de que ele vazou informações. Toma, Otário. O Elon Musk já recebeu seu pagamento do Trump.

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