A conjuntura inverossímil e as esquerdas, por Aldo Fornazieri

As esquerdas não conseguem perceber a estratégia de Bolsonaro. É equivocada a ideia de que ele estaria preparando o terreno para um golpe de tipo tradicional.

A conjuntura inverossímil e as esquerdas

por Aldo Fornazieri

A política brasileira não pode ser e geralmente não é compreendida pelas categorias conceituais normais da análise e da ciência política, sejam elas quais forem. Talvez seja também por isso que as esquerdas têm uma enorme dificuldade de captar as tendências dos rumos dos acontecimentos quando procuram enquadrá-la em categorias marxistas de análise.

A política brasileira se move por outras chaves. As chaves da esperteza, do ludibrio, da hipocrisia, da farsa, do ardil, do engodo e por aí vai. No Brasil, os revolucionários se aliam aos antirrevolucionários, os progressistas aos piores conservadores, os representantes do povo às elites historicamente predatórias… A incoerência, a corrupção pecuniária, a corrupção dos princípios, o pragmatismo mais rasteiro são práticas que unem quase todos os políticos e quase todos os partidos no mesmo baile de máscaras onde o disfarce e a manipulação se traduzem no modo de ser permanente dos espertos que, em última instância, só querem satisfazer os seus interesses e abocanhar nacos de poder.

É por esses e por outros motivos que a conjuntura política se apresenta sem lógica, mostra uma verdade inverossímil na qual a farsa se legitima e se consolida. Veja-se, por exemplo, que mesmo com todos os desatinos do governo Bolsonaro, com o desmonte da educação, da saúde, da cultura, da ciência e tecnologia, dos programas sociais, Bolsonaro vai se consolidando em um terço do eleitorado e passa a liderar as intenções de voto para 2022.

Todos sabem que a máquina do governo está parada. As filas do INSS são a evidência crua da paralisação do governo. Todos sabem que a economia se arrasta e não consegue sair do atoleiro do baixo crescimento. A desigualdade, a pobreza, o desemprego e a informalidade são realidades brutais que massacram a maior parte dos brasileiros. Isto não impede a consolidação de figuras como Bolsonaro, Moro, Guedes e Damares Alves.

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Bolsonaro governa através do exercício diário da grosseria, da violência verbal, da falta de decoro, da ofensa, da bravata, da mentira, da propaganda enganosa e das promessas irrealizáveis. Mesmo assim, ele se consolida e vai ganhando o jogo. Boa parte dos analistas de esquerda está tão alienada do jogo político real que vem especulando desde os primeiros meses de governo acerca de uma possível queda de Bolsonaro. Essa queda não está no horizonte e é improvável que se apresente. O mais provável é que Bolsonaro chegue competitivo em 2022.

Existem várias razões que determinam a inverossimilhança da conjuntura na qual Bolsonaro ganha o jogo com bravatas. Uma delas consiste no fato de que o governo não tem uma oposição efetiva. Na oposição, o PT é um PSDB. O PSol não consegue ser o PT combativo, virtuoso, do seu oposicionismo do passado. Enquanto os líderes do PT estão em declínio, o PSol não consegue projetar novas lideranças nacionais. Haddad e Boulos, por exemplo, que ganharam projeção nacional em 2018, se recolheram, desmobilizaram suas tropas. Haddad, inclusive, emite sinais ambíguos e desestimuladores, de que estaria abandonando a perspectiva de disputar cargos relevantes no cenário nacional.

Enquanto Ciro Gomes vive se autoimolando pelo descontrole verbal e emocional, os governadores do PT não conseguem projetar liderança nacional. Flávio Dino, por seu turno, vem dando mostras sistemáticas de falta de prudência ao afirmar a possibilidade de apoiar Luciano Huck num hipotético segundo turno contra Bolsonaro. Ao afirmar tais hipóteses, Dino despotencializa a sua liderança. Os políticos sábios e prudentes, em regra, evitam falar em termos hipotéticos, principalmente quando as hipóteses não expressam projeção de seu poder. Toda afirmação de um líder é entendida pelos liderados como uma orientação. Por isso é preciso ser sábio e prudente nas declarações.

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Ora, quando Dino fala em hipotético apoio a Huck promove a potência deste em detrimento da sua. Fala antecipa e desnecessariamente de uma possível derrota. Se ele faz isto como tática para atrair o apoio do centro, trata-se de uma tática errada. Ele deveria declarar a viabilidade de sua candidatura ou da candidatura de um candidato progressista e deveria dizer que contará com o apoio do centro para enfrentar Bolsonaro num segundo turno.

A liberdade de Lula, por outro lado, não o tornou capaz de retirar a oposição de sua apatia. Lula se deu conta do caráter performático e meramente retórico da oposição a Bolsonaro. No festival PT 40 anos afirmou que não adianta ficar xingando Bolsonaro. Conclamou a juventude a tomar as ruas. “Estão destruindo tudo o que nós montamos… Se ficarmos com medo, não formos pra rua, não protestarmos, nós estaremos perdidos”, disse, numa clara manifestação de consciência do atoleiro em que as oposições se encontram.

As esquerdas não conseguem perceber a estratégia de Bolsonaro. É equivocada a ideia de que ele estaria preparando o terreno para um golpe de tipo tradicional. A estratégia dessa direita que opera no Brasil e em outros países consiste em tensionar os limites da democracia e do Estado de Direito de forma permanente, impondo recuos às conquistas e em mecanismos democráticos. Se não encontrarem resistências, as perdas serão paulatinas e crescentes.

O fato é que no Brasil as esquerdas e os setores democráticos da sociedade não têm uma estratégia de resistência e de mobilização capaz de barrar a desconstrução das parcas conquistas democráticas. Não basta apenas criticar. É preciso estabelecer uma linha divisória a qual o bolsonarismo não pode ultrapassar. A forma cordata, protocolar e institucional com que a oposição vem tratando os ataques autoritários de figuras do governo não só permitem que a linha divisória seja ultrapassada, mas facilitam a imposição de recuos democráticos na institucionalidade e na vida social. Na verdade, a conduta da oposição normaliza o autoritarismo de figuras do governo.

Bolsonaro está lançando mão de um freio de arrumação em sua estratégia. Percebeu  que o governo não pode ser tocado na base da marcha forçada da ideologia de extrema-direita. Por isso, sem abrir mão de seus arroubos e rompantes ideológicos e grotescos, está entregando a gestão do governo nas mãos dos militares, fortalecendo uma perspectiva mais pragmática e racional e, possivelmente, com uma revisão parcial da política econômica, mas sem que signifique um rompimento com o modelo liberal de Paulo Guedes. Até porque a política econômica é a ponte que liga o governo ao centrão.

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Por outro lado, Bolsonaro aposta muitas fichas na viabilização de seu projeto político para 2022 com a formação da Aliança pelo Brasil. É neste terreno que ele visa consolidar sua liderança de extrema-direita organizando e mobilizando as forças conservadoras e extremistas, com lastro forte nos evangélicos e nas polícias militares.

Bolsonaro se deu conta de que sem uma força política própria, organizada, disciplinada e mobilizada não conseguirá avançar com seu projeto ideológico. Assim, consolidou uma aliança pragmática com os militares para salvar pragmaticamente o seu governo. Como Bolsonaro não compõe com outros partidos, sabe que os militares são a única força que pode viabilizar o seu governo neste momento. Com isso, visa ganhar tempo para implantar seu projeto político-ideológico com a formação de um partido neofascista, já que o uso da violência política e social para se impor está no arcabouço originário desse partido.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP)./

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20 comentários

    • Pequeno complemento: O sistema do capital é totalitário. Tem uma regra básica: acumula na ponta da pirâmide e deixa um grande rastro de homens mortos. Nós, das esquerdas unidas futebol clube, em suas diversas frações, não temos, repito, não temos nenhuma proposta para contrapor ao capital e sua dinâmica destruidora…..(Shumpeter). O capital, com seus símbolos continua inabalável, o apartamento, o carro, a loira,..a viagem……

    • Aldo nåo disse como chegamos ao fundo do poço
      Aldo não disse como eh possivel combater o regime miliciano que esta reduzindo o Brasil com stf e tudo junto

      A Cristina disse:

      Continua acreditando que isso que estamos vivendo no Brasil,hoje e,no RJ, há muito tempo, não tem nada a ver com política ou partidos, é justamente, a eliminação da representação política para colocar em seu lugar, a representação religiosa e seu braço armado, as milícias. Para chegarmos até aqui, começamos por ELIMINAR a legislação e criar alternativas midiáticas para impor procedimentos e penalidades ilegais. Isso tudo por iniciativa e com respaldo do Ministério público e Judiciário com narrativa midiática. Começamos lá no mensalão, passamos por lava-jato, impeachment de Dima, prisão de Lula e, finalmente, “eleição” das milícias com todo suporte e vista grossa do TSE nos níveis minicipal, estadual e federal, onde o Judiciário,mp e mídia não conseguiam levantar a votação dos milicianos, tirava da disputa os favoritos. Se tem um grupo que está fora dessa patifaria é o político, aliás o alvo dos grupos de mídia para poder emplacar seus não-políticos: juízes, promotores, apresentadores de tv…. Sempre a política era demonizada, como, no artigo do prof. Aldo.
      Agora, vemos, na BA, como age a milícia. Execuções, destruição de provas ( telefones celulares) e, tb, como funcionam ( não funcionam) as instituições com relação à ela.

      O Breno Altman,cobra algum tipo de ação do governadora da Bahia pq sabe que, por ser do PT vai ser satanizado pelo crime dos milícias. O que ele pode fazer? Denunciar? A quem? MPF? STF? Globo? Os grupos que pavimentaram o caminho pra milícia chegar ao poder? Fala sério… Esse é justamente o problema, que temos. E, agora? Como parar isso? Hoje, tem uma presepada da PF de que o STF corre o risco de ataque terrorista…. Aham! Que palhaçada de ataque terrorista, é essa? A milícia está ameaçando ministros do STF, um dos 2,5 pq o resto tá fechado com eles e, se bobear até ajuda. E, agora?

      Milícia é isso! PM, ex-pm;militar,reformado, pessoal de segurança… Não tem essa de “subordinado” a governador,não… Isso é patifaria que a turma usa em campanha política pra arrumar votos pra si e tirar dos adversários. Tava meio na cara que a PM tava agindo “por conta própria”. logo de cara, eu fui uma que cobrou explicações do governo da Bahia mas, logo, depois, informaram que Adriano estava lá para organizar milícias, aí só pra quem não quer entender,mesmo. Pq o chefe da maior milícia do RJ, procurado no mundo inteiro, se despenca pra Bahia, hospeda-se em residência de luxo ( parece bobagem mas o que deslumbra mercenário é luxo, poder do$$$ pra convencer que tem como bancar a “compra”) e, do NADA, esse cara, destacado pela cúpula da milícia pra aumentar poder nos estados, aparece morto,num sítio de um vereado do partido ligado às milicias,logo, após um dos chefes,filho do presidente e irmão de um deputado,noriamente,milicianos ter chegado a Bahia. Focar no fato do governador ser petista é pra tentar manter a queima de arquivo miliciana dentro da narrativa política. Na verdade, é o que a milícia faz, vão ter vereadores, deputados, senadores,presidente,juízes, promotores,militares… pra cometer crimes, detonar a nação e alardear que as ” instituições estão funcionando normalmente. As milícias estão no Poder junto com as igrejas. São o braço armado dos fundamentalistas.

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      • Caro André, nenhum valor tem a nota 1000 que dei ao Aldo “desta vez”, é apenas um contraponto a inúmeros artigos anteriores onde eu daria uma nota bem fracionária do 1000. Também não achei que era o caso de cobrar dele o que ele não faz, num pequeno post: aprofundar a análise dos enormes problemas que enfrentamos diante desse governo. Me ative ao que ele escreveu, e considerei, certo ou não, incontestável. Tentando maior explicação: Nota 1000 para o Aldo; nota 10000 para a Cristina.

  1. Se bem entendi, bozo não procura um golpe tradicional… mas vai institucionalmente solapando a democracia… a la hitler, para se tornar um autocrata neonazifascista à brasileira, com apoio de milícias, polícias e do exército de ocupação… é isso?!?

  2. Para mim o país caminha fortemente para a autodestruição.
    Isto deve acontecer nos próximos 15 anos.
    A desgraça promovida por este governo não emergirá em curto prazo, mas em médio e longo.
    É uma pena que o próprio povo tenha sido protagonista deste suicídio.
    E acho que a oposição está correta em não opor resistência ao caminho para o abismo.
    Tudo que este desgoverno quer a algum bode expiatório para culpar pela sua incompetência. Se a oposição fizesse muito barulho eles iam dizer que a culpa era da oposição que não os deixa governar.
    Já tentam fazer isso, imagine se houvesse resistência de fato.
    Os brasileiros escolheram a desgraça. Mais de trinta por cento a apoiam cegamente e outros tantos dissimuladamente, inclusive pobres, gays, pretos, etc etc
    Então, que se fodam mesmo.

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    • Podemos até dizer que sua colocaçao é muito dura, mas concordo totalmente com ela. É como diz o bom ditado: quem pariu mateus que balance. Quem votou nessa merda que aí está, que se preocupe com ela e assuma seu erro.

  3. O Professor que me perdoe, mais continua equivocado. Pelo que diz, a política no Brasil é uma farsa, porque os políticos (uma pérola que seja só no Brasil). “A política brasileira se move por outras chaves. As chaves da esperteza, do ludibrio, da hipocrisia, da farsa, do ardil, do engodo” e por aí vai. Ou seja, não praticamos a política limpinha, mesmo assim a política se move. Os avanços que aponta do Bolsonaro, o apoio que recebe (mesma dimensão de extrema-direita, desde 1985, não chega a 30%, as viúvas da ditadura) não demonstram a fragilidade da esquerda. A direita estaria se consolidando num entulho, num charco ao que vejo virtual, acreditam nas próprias mentiras, não é correto dizer, que não caiba oposição popular, quando Paulo Guedes/Bolsonaro não consegue crescimento, emprego, retira direitos, vende o país, lambe as botas de Trump, não? Ou seja, a realidade é o discurso. Que a esquerda estaria esperando um golpe, quando estamos sofrendo as mazelas de um golpe, sim, iniciado em 2013 e desfechado, em 2016? A partir de quando Bolsonaro deixou de ser apenas o portador da Bic para assinar as decisões do poder de fato, vindo dos golpistas, tendo à frente as Forças Armadas? Não, Bolsonaro não decidiu mexer na Presidência, se autolimitando ainda mais, foram as Forças Armadas, que agora o mantém com rédeas curtas, sem esconder. A apatia popular que descreve, não se deve à inação das esquerdas, claro que em sua visão ao PT, majoritariamente, nada mais é, do que o sucesso da máquina de propaganda que levou Bolsonaro ao poder e o está mantendo no posto por falta de opção, no momento, mas agora manietado. Os pobres e miseráveis, mais frágeis encontram-se enfrentando o forte desemprego, matando um leão por dia para prover seu sustendo e de sua família; a classe média, que ainda come três vezes por dia, até mesmo os desempregados, está ainda sob o efeito anestésico da mídia que levou grande parte ao ódio ao PT, ao Presidente Lula e quejandos, parece que esteja percebendo a fria em que se meteram, basta ver as greves em empresas ligados ao Estado, mas não só, como Casa da Moeda, DATAPREV, SERPRO e Petrobras, esta que está paralisada em todo o país, há mais de 15 dias. A questão é tão séria, que a máquina de propaganda que circunscreve o governo nada divulga. Não se sabe, mas este é o mundo real, que parece começar a se alevantar. Mais crença na política Professor, mais crédito às esquerdas e reconhecimento ao difícil trabalho para encontrar o melhor caminho e a oportunidade que não leve o povo a derrotas, nessa imensa armadilha onde caíram os brasileiros.

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    • Concordo plenamente na essencia de seu ponto de vista. A mecânica para atuar contra essa situação nenhum desses comentaristas disse até agora. Há uma artilharia composta pela midia, redes, sistema financeiro, Congresso, Justiça, atuando diariamente contra qualquer voz contra isso que está ai. É uma barreira que tem se mostrado intransponível e ninguem sabe dizer como romper. Tudo o que a esquerda fala não vai além deles próprios.
      Desafio qualquer um desses comentaristas, inclusive o sr. Aldo Fornazieri, a dizer o COMO FAZER.

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  4. “…A política brasileira se move por outras chaves. As chaves da esperteza, do ludibrio, da hipocrisia, da farsa, do ardil, do engodo e por aí vai. No Brasil, os revolucionários se aliam aos antirrevolucionários, os progressistas aos piores conservadores, os representantes do povo às elites historicamente predatórias… A incoerência, a corrupção pecuniária, a corrupção dos princípios, o pragmatismo mais rasteiro são práticas que unem quase todos os políticos e quase todos os partidos no mesmo baile de máscaras onde o disfarce e a manipulação se traduzem no modo de ser permanente dos espertos que, em última instância, só querem satisfazer os seus interesses e abocanhar nacos de poder…” PERFEITO !!!! O Professor expõe 90 anos de Estado Caudilhista Ditatorial Absolutista Assassino Esquerdopata Fascista, replicado por 40 anos de farsante Redemocracia. Durante este século, quem era Bolsonaro? Quem era Bolsonaro há 2 anos atrás? Daqui a 10 anos, quem será Bolsonaro? Projeto do que, fora deste Estado Caudilhista Ditatorial? Continuaremos a viver de tropeços? É este o Projeto de Nação? O Projeto de Nação, do Poder pelo Poder está explicado em Dino já acenar para Hulk. Seria inacreditável, mesmo sem Bolsonaro. Está explicado no desespero de Lula pela aceitação de Haddad, mesmo tendo que aceitar a exigência do pretenso candidato em ressuscitar Marta Suplicy, dentro do PT. Ressuscitar os “ensinamentos” de Armínio Fraga. Quem sabe, um futuro Ministro da Economia? ESTADO ABSOLUTISTA E DITATORIAL. Projeto de enorme sucesso de 9 décadas. Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação (P.S. Quando querem realmente explicar)

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  5. Vejo muitas opiniões na linha do Fornazieri, dizendo temos que tomar as ruas, etc, mas ainda não vi alguém dizer qual a “mecanica” para tornar isto viável. Vejam a greve dos petroleiros. Teria tudo para tomar conta do País inteiro, visto que o preço absurdo da gasolina afeta a todos. Mas….

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  6. Triste, mas a verdade é que o PT perdeu a capacidade de liderar a saída do atoleiro chamado Bolsonaro. Há, injustamente a meu ver, um bloqueio ideológico ao partido. É preciso uma frente ampla com a direita “democrática” incluída, como defende Nassif. Entretanto, sinto que é preciso entregar o protagonismo do processo para viabilizá-lo. É triste, mas sem jogar luz a um Armínio Fraga ou a um Huck não haverá pacto com as forças capazes neste momento de tirar esses malucos do poder. Lula vai ter que “aceitar uma Fernanda Montenegro” (usando sua própria metáfora) pra o PT e pra si. A roda viva da política tritura mesmo os sonhos não mesquinhos..

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  7. Continua acreditando que isso que estamos vivendo no Brasil,hoje e,no RJ, há muito tempo, não tem nada a ver com política ou partidos, é justamente, a eliminação da representação política para colocar em seu lugar, a representação religiosa e seu braço armado, as milícias. Para chegarmos até aqui, começamos por ELIMINAR a legislação e criar alternativas midiáticas para impor procedimentos e penalidades ilegais. Isso tudo por iniciativa e com respaldo do Ministério público e Judiciário com narrativa midiática. Começamos lá no mensalão, passamos por lava-jato, impeachment de Dima, prisão de Lula e, finalmente, “eleição” das milícias com todo suporte e vista grossa do TSE nos níveis minicipal, estadual e federal, onde o Judiciário,mp e mídia não conseguiam levantar a votação dos milicianos, tirava da disputa os favoritos. Se tem um grupo que está fora dessa patifaria é o político, aliás o alvo dos grupos de mídia para poder emplacar seus não-políticos: juízes, promotores, apresentadores de tv…. Sempre a política era demonizada, como, no artigo do prof. Aldo.
    Agora, vemos, na BA, como age a milícia. Execuções, destruição de provas ( telefones celulares) e, tb, como funcionam ( não funcionam) as instituições com relação à ela.

    O Breno Altman,cobra algum tipo de ação do governadora da Bahia pq sabe que, por ser do PT vai ser satanizado pelo crime dos milícias. O que ele pode fazer? Denunciar? A quem? MPF? STF? Globo? Os grupos que pavimentaram o caminho pra milícia chegar ao poder? Fala sério… Esse é justamente o problema, que temos. E, agora? Como parar isso? Hoje, tem uma presepada da PF de que o STF corre o risco de ataque terrorista…. Aham! Que palhaçada de ataque terrorista, é essa? A milícia está ameaçando ministros do STF, um dos 2,5 pq o resto tá fechado com eles e, se bobear até ajuda. E, agora?

    Milícia é isso! PM, ex-pm;militar,reformado, pessoal de segurança… Não tem essa de “subordinado” a governador,não… Isso é patifaria que a turma usa em campanha política pra arrumar votos pra si e tirar dos adversários. Tava meio na cara que a PM tava agindo “por conta própria”. logo de cara, eu fui uma que cobrou explicações do governo da Bahia mas, logo, depois, informaram que Adriano estava lá para organizar milícias, aí só pra quem não quer entender,mesmo. Pq o chefe da maior milícia do RJ, procurado no mundo inteiro, se despenca pra Bahia, hospeda-se em residência de luxo ( parece bobagem mas o que deslumbra mercenário é luxo, poder do$$$ pra convencer que tem como bancar a “compra”) e, do NADA, esse cara, destacado pela cúpula da milícia pra aumentar poder nos estados, aparece morto,num sítio de um vereado do partido ligado às milicias,logo, após um dos chefes,filho do presidente e irmão de um deputado,noriamente,milicianos ter chegado a Bahia. Focar no fato do governador ser petista é pra tentar manter a queima de arquivo miliciana dentro da narrativa política. Na verdade, é o que a milícia faz, vão ter vereadores, deputados, senadores,presidente,juízes, promotores,militares… pra cometer crimes, detonar a nação e alardear que as ” instituições estão funcionando normalmente. As milícias estão no Poder junto com as igrejas. São o braço armado dos fundamentalistas.

    • Perfeito. Aqui no NE os aiotolás faz tempo vem acusando em cultos, tvs, radios e jornais que a esquerda ateou fogo na Amazonia, jovou oleo no mar e, por último, matou o miliciano Adriano na BA. O TSE nada fez contra as fake news e as instituicoes hj fazem cara de paisagem. Disse Hitler: atribua ao seu adversario seus erros e fracassos e o povo vai acreditar

  8. E dentre os comentaristas que me antecedem aqui há um cafajeste de nome Zé Sérgio, metido a entendido das coisas, cafajeste este que continua misturando ESQUERDA COM FASCISMO,como se fosse tudo a mesma coisa. Esse filho da puta insiste em chamar de ESQUERDOPATA quem esteve no poder mas foi muito diferente do resto de governantes dessa merda de país. Esse filho da puta ZÉ SERGIO deveria ser recusado por quem faz a moderação aqui no GGN. ” Esquerdopata” é fala do cafajeste Magno da Malta, aliado do boçalnaro….. E esse imbecil Zé Sergio vem querer nos ofender a nós, esquerdistas sim e com muito orgulho. Merdas como essa escrevendo aqui só atrapalham….filho da puta. ponto.

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    • Pô, Valdir, deixa de ser carrasco, cara!
      O zé sérgio é a cereja do nosso bolo.
      Ninguém fala tanta abobrinha junta em tão pouco tempo e espaço.
      Sem contraponto isso aqui vira um clube fechado.

  9. Eu acho tão sexo dos anjos estas análises q poem todo peso da disputa em lideranças e lances políticos de lideranças. Temos um Zé povinho q merece tudo de ruim q possa lhe acontecer porque e ignorante, imediatista e egoísta. A maior parte os trabalhadores competem entre si pra agradar patrão e ter empregabilidade. A elite e terraplanista em economia e visao de mundo. Enquanto nao tivermos um povo melhor, nem Jesus Cristo escala de ser preso e crucificado como comunista!! Desprezo mais ainda os nefelibatas de esquerda q assam seus cookies opinativos nos fornos fornaziere a moda Wanderley dos santos. Mais um de boa vontade no inferno.

  10. O fornaziere tem nenhuma ideia de uma oposição ao bozo e cobra da oposição esta ideia. Fala, fala… como sempre.
    Vou dar meu palpite: cobrem do bozo e dos militares que eles “governem o país”, coisa que não sabem fazer. Cobrem isto todo dia. Sobre todos os aspectos, sabendo que o desastre bozo atinge todos os aspectos. Aponte-os todos, todos os dias.
    Governar é o que interessa, e eles não tem a mínima ideia do que é isso.
    Tem a imprensa que quanto mais apanha do bozo e é chamada de prostituta, como no caso concreto da patricia, se mostra indiganada, faz um editorialzinho bravo e ataca… o PT. O que mostra aonde ela chegou.

  11. Onde Aldo não vê Marx, eu vejo.
    A classe dominante sempre foi violenta. De outra forma nao conseguiria manter as disparidades sociais.
    As esquerdas dominantes, republicanas.
    Na atualidade, acabou o murismo.
    A hegemonia da violencia esta com a direita.
    A esquerda está dividida, descrente, desmoralizada, o paraíso para as direitas.
    A longo prazo e esquerdas com outra estrutura, sem republicanismo.

  12. + comentários

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