A esperança vai vencer o ódio? Por Sandro Oliveira

Tem gente muito boa tecnicamente operando na exploração do sentimento para construir um mundo mais desigual, mais injusto, mais perverso. É preciso reverter esse quadro

A disputa pelo cidadão mediano (centro da disputa) é uma disputa de caráter emocional. O cidadão mediano em sociedades semelhantes a nossa, opera na frequência do sentimento “fígado”. A história é generosa em exemplos. Talvez o estômago no sentido biológico (estômago vazio) possa alterar em alguns momentos essa característica, por hora segue essa toada…

O campo progressista venceu em 2002 com a palavra de ordem “A Esperança Vai Vencer o Medo”. No após 2013 o ódio venceu a esperança. É preciso derrotar o ódio. A batalha pelo cidadão médio não é racional… Não adianta apresentar dados, gráficos, mapas… é como falar com um surdo. É preciso dar vida aos elementos da realidade, dar esperança.

Quantas vezes ao dia você sente raiva? Quantas vezes esperança? Qual o sentimento é mais intenso? Mais presente no cotidiano? A raiva ou a esperança?

Facebook  contabiliza isso, sentimentos em rede. Das variações no like à estados de sentimento que o usuário pode reportar em suas redes. Esse ambiente virou playground da nova direita que se apropriou da tecnologia. Nova na forma, antiga e arcaica no conteúdo.

Tem gente muito boa tecnicamente operando na exploração do sentimento para construir um mundo mais desigual, mais injusto, mais perverso. É preciso reverter esse quadro.

Todo o embate na história, na luta entre oprimidos e opressores, resguarda uma dimensão da técnica. Isso se fez presente em todos embates em que há registro. Precisamos operar nessa dimensão. É preciso encarar esse aspecto como um aspecto muito importante do embate. A esperança é uma aposta, a minha e de muitos.

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