A pandemia e a decadência do individualismo ocidental, por Vitor Souza

Nós, no Ocidente, reivindicamos sempre nosso direito de ir e vir, nossa liberdade de expressão, enfim, direitos individuais, pouco nos preocupando com a coletividade, o bem comum.

A pandemia e a decadência do individualismo ocidental

por Vitor Souza

Uma das coisas que podemos observar nessa pandemia, é a superioridade das culturas que dão mais importância ao bem comum sobre aquelas individualistas, típicas do mundo ocidental.

Não só a China, de onde veio o vírus, mas o Japão, o Vietnam (país sem nenhuma morte pelo vírus), etc. estão se saindo muito bem no controle do vírus.

Essas culturas, chamadas de “orientais” (lembrando que os termos “Oriente” e “Ocidente” são invenções dos europeus), todas influenciadas pela civilização milenar chinesa, em que sempre se valorizou o bem comum, o bem coletivo sobre o individual, que sempre tiveram grande disciplina, estão mostrando enorme superioridade ao lidar com uma pandemia.

A China praticamente já resolveu seu problema, assim como o Vietnam. No Japão, a situação está sob controle, com extrema disciplina de sua população.

No ocidente, marcado pelo individualismo, que se fortalece desde a Idade Moderna, foi construindo sociedades cada vez mais individualistas. Até chegar ao ponto de idosos morrerem sozinhos em seus apartamentos e só serem descobertos dias ou semanas depois, como ocorre bastante na Europa.

Nós, no Ocidente, reivindicamos sempre nosso direito de ir e vir, nossa liberdade de expressão, enfim, direitos individuais, pouco nos preocupando com a coletividade, o bem comum.

Chegamos ao absurdo, nessa pandemia ao reivindicar o direito de ir e vir (mesmo sem necessidade), durante uma pandemia, praticamente reivindicando o direito de contaminar outros. Chegamos a dizer “eu não ligo de me contaminar. É minha vida. Ninguém tem nada a ver com isso”.

Leia também:  O lançamento de Em Busca de Kardec – um documentário de que fiz parte, por Dora Incontri

Só que esse indivíduo não vive em sociedade e se se contaminar, vai inevitavelmente, contaminar outros. Mas pensamos nos outros? Pensamos na coletividade? Naquele que nem conhecemos?

Fora a disciplina, que os “extremo-orientais” não dão um show. Já assistiram aos vídeos das escolas na China pós-pandemia? Assistam.

Para resolver um problema coletivo como uma pandemia, só com pensamento coletivo, só colocando o bem comum acima dos interesses individuais. O individualismo burguês jamais dará conta das nossas graves questões sociais.

Precisamos de valorizar o coletivo! Precisamos aprender com os chineses, japoneses, vietnamitas. Nosso individualismo é cada vez mais decadente!

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora