5 de junho de 2026

Acordo das Forças Armadas coloca Braga Neto como “presidente operacional”

A deliberação dos militares já teria sido comunicada, “com os devidos cuidados”, aos ministros e às principais autoridades dos Três Poderes, diz o site. “Pelo menos enquanto a grave situação de crise perdurar, o general será o “presidente operacional” do Brasil.

O óbvio aconteceu. Oficialmente o general de Exército Braga Neto assumiu o comando do governo Bolsonaro em um cargo que os meios militares estão chamando de Estado-Maior do Planalto.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o site DefesaNet, porta-voz oficioso do meio militar, não foi uma simples indicação de Bolsonaro, mas resultado de reuniões complexas, um acordo “por cima”, envolvendo ministros e comandantes militares e o próprio Bolsonaro.

Segundo o site, ”sua “missão” busca reduzir a exposição do presidente, deixando-o “democraticamente” (Apud Paulo Guedes) se comportar como se não pertencesse ao seu próprio governo. O general passa a enfeixar as ações do Executivo na crise. Pode, inclusive, contrariar as declarações de Bolsonaro”.

Não apenas isso.
“Ocorre após uma semana em que proliferavam ataques e notícias falsas, incluindo de setoristas que cobrem as Forças Armadas, em Brasília, com notícias delirantes sobre crítica dos militares ao governo.
A imprensa ansiosa por uma crise institucional, junto às oligarquias estaduais, mais a oligarquia do Congresso, não é apoiada pelos empresários e especialmente pelo sistema financeiro.
Este brincou no início da crise especulando contra o Real e na Bolsa, porém agora percebe que o risco de um possível crash bancário, pela TOTAL insolvência dos clientes, não pode ser descartado”.

Segundo o site, a frase do Comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, de que “talvez seja a missão mais importante da nossa geração”, foi traduzida como a luta contra o COVID-19. “Para os mais atinados, a mensagem foi clara”. Outro sinal, segundo o site, foi a Ordem do Dia alusiva a 31 de março, assinada pelos Ministros da Defesa, Fernando Azevedo, e os três comandantes militares.

A deliberação dos militares já teria sido comunicada, “com os devidos cuidados”, aos ministros e às principais autoridades dos Três Poderes, diz o site. “Pelo menos enquanto a grave situação de crise perdurar, o general será o “presidente operacional” do Brasil.

A reação de Carlos Bolsonaro, em um twitter, foi definida como “estertor de uma situação passada contaminada por trotskistas de direita”.

Ainda segundo o site, Braga Neto tem como seu livro de cabeceira a obra clássica de estratégia militar, “Da Guerra”, de Carl Von Clausewitz.

Este dizia que “a guerra é a continuação da política”. Para Braga Neto, “a política é a continuação da guerra por outros meios” e se aplica à guerra informacional e econômica atual.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

52 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Joaquina

    2 de abril de 2020 10:59 am

    Ou seja, toda a porcaria que acontecer neste país é de responsabilidade das forças armadas.

  2. Herearesomething

    2 de abril de 2020 11:14 am

    Então os militares brasileiros decidiram jogar as aparências fora, já que o palhaço que eles colocaram no palco para distrair as atenções fez palhaçada demais.

  3. Herearesomething

    2 de abril de 2020 11:18 am

    Ou pensando com mais cuidado… Talvez a intenção tenha sido exatamente botar fogo no país para os militares poderem aparecer como… surpresa! “salvadores da pátria” e não ter muito questionamento quando eles decidirem ficar “provisoriamente no poder” e esse provisoriamente se extender por mais 21 anos.

    E para os que sobreviverem, aprendam: Não se faz “acordos” com o escorpião.

    1. Caio de Gusmão

      2 de abril de 2020 5:19 pm

      O Brasil é República do Absurdo.
      Quantos votos o militar obteve nas eleições “democráticas” de 2018?

    2. Carlos Henrique

      2 de abril de 2020 7:35 pm

      Mas quem colocou o capitão na presidência, não foram os militares, foram os brasileiros imbecis, aí está o resultado!! Se os militares estão tomando a frente da crise, é porque o palhaço bozo, não dá conta de nada, e só faz merda!!

      1. frederico

        6 de abril de 2020 9:30 pm

        Foram os brasileiros imbecis, empurraos por outros brasileiros mais imbecis ainda que apoiaram um grupo de ladrões que dilapidaram a pátria amada.

    3. Edmilson

      5 de abril de 2020 10:47 am

      …Que seja por mais 21, 31, 41…

  4. Vera Venturini

    2 de abril de 2020 11:22 am

    E as gordas e pantagruélicas instituições brasileiras não foram capaz de se mexer para derrubar Bolsonaro e o inominável caiu pra dentro. Mas continuamos nas mãos “competentes” de Paulo Guedes, Moro, Heleno e caterva. Pensa num país de covardes e vagabundos…

    1. José Antonio Ramalho Forni

      2 de abril de 2020 8:33 pm

      Vera Venturini. Por que insistes em ofender a todo brasileiro e brasileira chamando-os de covardes e vagabundos? São mais de duzentos milhões de pessoas ofendidas com tua afirmação que, por mais justificada que seja tua indignação, não combina com grande parte da população. Talvez, com todo o respeito, diga mais à tua imagem refletida.

  5. Rui Ribeiro

    2 de abril de 2020 11:23 am

    Bolsonaro, então, é o presidente inoperacional do Brasil.

    Braga Neto é o novo testa de ferro do capital. É o ventríloquo do capital.

    E o Mourinho?

    1. Marina Soares Ferreira

      2 de abril de 2020 2:33 pm

      Inoperacional, inoperante, incompetente, ineficiente, inútil… e por aí vai ?. Mas não posso crer que este Bozo/Bobo da Corte tenha sido implantado na presidência, só pra facilitar um novo Golpe Militar no país ???

      1. Bebeto

        3 de abril de 2020 10:19 pm

        Se é verdade tudo isso , vou abrir minha champanhe e comemorar , melhor época de minha vida , eu era muito feliz e sabia.

    2. Renato

      16 de abril de 2020 2:25 pm

      Logo verá quem é o Mourinho. A hora que o exército botar ordem nessa merda de STF, CONGRESSO e SENADO, essa merda que só serve para gastar e encher o saco de quem ta bem intencionado….bora BRASIL……Exército já.

  6. Fabrício

    2 de abril de 2020 11:27 am

    Nassif, só um adendo, a está altura menos importante: a frase final é de Foucault, e não do general.

  7. Ivan Pedro

    2 de abril de 2020 11:28 am

    Finalmente aconteceu: Bolsonaro se tornou um Bordaberry.

    Não acredito que, após a crise, ele voltará a apitar.

    Veremos o que poderá acontecer ou não no futuro.

    1. HAROLDO FILHO

      3 de abril de 2020 12:57 pm

      O modo insano do Bolsonaro de governar já marcou negativamente as forças armadas.

  8. Silvio Nobre

    2 de abril de 2020 11:30 am

    O golpe aprofundando oficialmente.

  9. jcordeiro

    2 de abril de 2020 11:32 am

    Nassif: dê esse recado aos generais, inclusive os partícipes da QuerênciaDeCruzAlta, que recentemente fizeram declarações abonadoras às medidas do plano “cloroquina”, inventado pelo dono do Quintal onde moramos. Também ao AltoComando dos VerdeSauvas, que, de Capitão pra cima, pariram e embalam isso que chamam de governo. Mostre-lhes (mesmo que estão pouco se importando) o sentimento popular, pela voz de CastroAlves —

    Auriverde pendão de minha terra,
    Que a brisa do Brasil beija e balança,
    Estandarte que a luz do sol encerra
    E as promessas divinas da esperança…
    Tu que, da liberdade após a guerra,
    Foste hasteado dos heróis na lança
    Antes te houvessem roto na batalha,
    Que servires a um povo de mortalha!…

  10. Carlos Elisio

    2 de abril de 2020 11:33 am

    Ou seja: bozo assumiu o cargo de rainha.

  11. CARLOS AUGUSTO

    2 de abril de 2020 11:36 am

    Será que vai ser só enquanto durar a crise?

    1. Renato Lazzari

      6 de abril de 2020 1:09 am

      A “crise” só passará a partir do momento em que o dólar retomar a supremacia OU de quando perdê-la definitivamente para o pluralismo. Ou vencem o yuan, o euro, o rublo, a rúpia, o riad etc. aliados ou o dólar. Enquanto isso nós, no nosso país, sofreremos as penúrias de colônia…

      Ah, e o coronavírus, que é realmente uma ameaça, continuará sendo usado como arma midiática que, afinal das contas, conseguiu o que a ditadura do capital, de ’64, tentou: manter o terror entre nós, manter-nos isolados, egoístas, amedrontados.

  12. Marcos Videira

    2 de abril de 2020 11:44 am

    O governo militar de Bolsonaro transformou-se numa Ditadura Militar ?
    Existe na Constituição a figura do “Presidente Operacional” ?

    1. C.Poivre

      2 de abril de 2020 4:45 pm

      Na Venezuela já, é o testa de ferro dos EUA Guaidó, o “presidente provisório” (ou coisa que o valha).

  13. Vladimir

    2 de abril de 2020 12:11 pm

    Há dias,contra a posição majoritária no blog,venho dizendo que o governo fará tudo oque tiver que fazer segundo as recomendações da OMS e que ao sujeito que ocupa a cadeira da presidência da república caberá,como desde o início do governo,o papel de diversionismo e de aglutinação dos enfeitiçados.
    Em confirmando-se essa notícia,o atual ocupante da presidência não deixará o poder. Se os milicos,sempre ávidos por um poder,se sentissem à vontade,colocariam o sujeito para correr como sempre fizeram mas terão de subordinar-se a ele.

  14. Joel lima

    2 de abril de 2020 12:11 pm

    Alta cúpula das forças armadas não querem que Bolsonaro seja o nosso galtieri caboclo.

  15. peregrino

    2 de abril de 2020 12:13 pm

    Para não dizer “dos males o menor” digo apenas “não se animem muito não”…
    mas poderia ter dito que Bolsonaro foi colocado na prateleira por ter exigido pouco de si mesmo ou por não ter dado a mínima importância para o cargo. Governou apenas para os seus iguais, doidos varridos

    desenhando: quando duas imperfeições se juntam, se lutamos por uma, temos que sacrificar a outra

  16. José Robson Fernandes

    2 de abril de 2020 12:14 pm

    Esse site “defesanet” é confiável? Tem um outro site que também se diz de militares desancando o desancador: https://www.sociedademilitar.com.br/wp/

  17. Hildermes José Medeiros

    2 de abril de 2020 12:15 pm

    Onde, na Constituição, estão as Forças Armadas autorizadas a usurpar os poderes do Presidente da República, o Supremo Chefe da corporação, mesmo sendo este, como acontece desde de 2018, o ridículo e extremista de direita, Jair Messias Bolsonaro? No que se baseia o general Braga Neto para adotar semelhante maluquice, ser presidente operacional, afastar seu chefe em dose dupla, na condição de ministro e das Forças Armadas? Ou estariam as Forças Armadas deixando claro que na realidade comandam no país um golpe de estado, isto desde 2016, ao qual no momento está subordinado o Bolsonaro, que, sabe-se, não era bem a opção dos militares, já que também muitos especulam que os serviços de informação ajudaram a eleger o Bozo, com técnica militares de contrainformação. Existem remédios constitucionais a aplicar, casa existam razões, como parece ser o entendimento da cúpula castrense, todos delinquindo ao afastar o Presidente de direito. E mais: a Constituição indica os substitutos imediatos do Presidente, o primeiro do quais é o general Hamilton Mourão. Generais da cúpula militar, general Braga Neto, isso que está dito sem desmentido é crime.

  18. Flavio Nascimento

    2 de abril de 2020 12:51 pm

    A crise não é localizada, é sistêmica.

    Militares sempre foram parte do problema, não da solução.

    Faltava pagar sua parte da fatura.

    Vejamos em quanto tempo a crise vai carregar os fardados pro ralo… 10, 9, 8…

  19. Anônimo

    2 de abril de 2020 1:10 pm

    * F.D.U”!!!
    Um governo de sonho dos irmãos do norte para nós. Agora só falta a Venezuela.
    Não foi só o bozo que bateu continência para o pano de prato branco e vermelho, foi o nosso exército.

  20. Vinícius Schmidt Santos

    2 de abril de 2020 1:32 pm

    Boa tarde Nassif.. Compartilhei o artigo com um grupo de amigos e eles disseram que isso é fake News. E me passaram esse texto https://www.sociedademilitar.com.br/wp/2020/04/braga-neto-e-sua-nova-funcao-de-presidente-operacional-interpretacoes-grotescas.html

    Não sei se procede, mas pode contribuir com o debate! Grande abraço!

  21. Anônimo

    2 de abril de 2020 1:37 pm

    Na origem de tudo, muito antes do interesse nacional, a insuportável continência dos generais a um rola-bosta de um capitão, na verdade segundo tenente.

    1. 321 321

      2 de abril de 2020 1:53 pm

      Correção:
      Na verdade, primeiro tenente. A patente superior veio pela transferência – forçada – para a reserva remunerada, um mimo que o pessoal da caserna carrega desde tempos imemoriais.

  22. Rafael

    2 de abril de 2020 1:38 pm

    O mundo militar trabalha numa lógica binária: amigo X inimigo.

    A partir dessa compreensão é possível destrinchar seu pensamento.

    “A imprensa ansiosa por uma crise institucional…”

    INIMIGA – porque critica o golpe militar de 64 e é liberal nos costumes. Segundo o pensamento militar: Em 64 as FA lutaram contra o comunismo e salvaram o Brasil. Além disso, as FA defendem a família e os bons costumes, que são o esteio da Pátria. As ideias liberais – liberdade sexual, uso de drogas, casamento gay, etc. – defendidas pela grande imprensa liberal querem destruir a família e os bons costumes. Logo, querem destruir a Pátria.

    Continuando com o texto do Defesanet.

    “[a imprensa] junto às oligarquias estaduais, mais a oligarquia do Congresso…”

    INIMIGOS – esses dois atores (oligarquias estaduais e do Congresso) representam o mundo político que é criticado pela imprensa, por serem corruptos. Logo, roubam do Brasil e do seu povo.

    Obs.: a imprensa rebaixa o poder político por uma disputa de poder. Essa disputa envolve domínio sobre a narrativa, verba publicitária, legislação favorável ou leniência para cumprir a lei contra as grandes empresas de mídia, etc. Essa disputa (imprensa X poder político) está inserida numa lógica de equilíbrio democrático de forças – freios e contrapesos. PORÉM, há um quase monopólio no Brasil que desequilibra o jogo a favor da imprensa – vide o resultado do poder da: Globo/Lava Jato/Moro/Mercado Financeiro/Impeachment. Por isso, para a maioria da população que se informa pela grande imprensa, o poder político no Brasil é corrupto, Moro é um herói, o mercado financeiro é “moderno, eficiente, inteligente e quer o bem do Brasil” e a Dilma/PT é corrupta (enquanto o Temer/Bolsonaro e cia. são honestos).

    Dessa maneira, as Forças Armadas, sem perceber, embora sejam contra a “a grande imprensa liberal” compram sua narrativa, que se impõe ao senso comum da sociedade brasileira por conta de seu quase monopólio “empresarial/familiar/ideológico”.

    Continuando com o pensamento militar, reparem.

    “…[a oligarquia empresarial e do Congresso] não é apoiada pelos empresários e especialmente pelo sistema financeiro.”

    AMIGOS – empresário e sistema financeiro.

    Perceberam? Existe uma “oligarquia empresarial” (inimiga) e “os empresários” (amigos). Na cabeça militar são duas coisas distintas. Essa confusão é fruto da narrativa dominante da grande imprensa brasileira (que os militares são contra, mas, compram a sua narrativa sem se darem conta disso).

    Continuando a dissecar o pensamento militar.

    “Este [o sistema financeiro] brincou no início da crise especulando contra o Real e na Bolsa, porém agora percebe que o risco de um possível crash bancário, pela TOTAL insolvência dos clientes, não pode ser descartado”.

    Repararam como o sistema financeiro é bonzinho. Leia-se, nosso amigo. Afinal, no início eles “brincaram”, ou seja, eles não especulam, eles não se alavancam irresponsavelmente e não levaram grande parte da classe média a entrar numa evidente bolha da bolsa (os estrangeiros saindo da bolsa, o dólar subindo, o PIB sem crescer e a “bolsa iria a 140 mil pontos até o final do ano”).

    Retomando. No início o mercado financeiro “brincou” e “agora percebem o risco”. Viu como ele é responsável, sensato. Ele é nosso amigo.

    Esse é o resumo do pensamento militar brasileiro.

    Como não devemos ser binários. Cabem duas observações.

    A instituição nacional que garante a coesão (povo e território) do Brasil desde o império, passando pela República até hoje, são as Forças Armadas Brasileiras. Por causa da sua capilaridade territorial, composição étnica e popular (através de suas escolas militares e carreira burocrática) e coesão interna – além das armas, evidentemente.

    Dito isso, é preciso colocar uma variável geopolítica nesse jogo. Dentro dessa variável há a máxima: dividir para reinar. E no grande jogo das nações, nossa maior ameaça (mais imediata) é quem está mais perto é o mais forte. Leia-se: EUA.

    E qual é a ação estratégica mais inteligente que esse adversário deveria ter?

    Convencer seus adversários a se subjugarem a seu poder.

    Para isso é preciso convencer a maior e mais poderosa institucionalidade brasileira que seu maior inimigo não está fora do país, ao norte, mas dentro do próprio Brasil.

    E isso foi feito com muito êxito, diga-se de passagem.

    Assim, as FA brasileiras se convenceram que os maiores adversários da Pátria estão dentro do país. E dá-lhe a procurar inimigos internos. Imprensa, oligarquias estaduais e do Congresso, esquerdistas, etc.

    Elas fazem isso sem se darem conta que estão sendo manipulados pelo soft power americano em aliança com a própria grande imprensa que eles acreditam combater. Daí também seu apoio ao mercado financeiro globalizado e intrinsecamente vinculado aos EUA. Observem que a XP lançou suas ações na bolsa dos EUA e não do Brasil.

    Enfim, atualmente, as FA não conseguem pensar fora da caixa que lhes foi dada pelo seu maior adversário (e seu suposto inimigo – a imprensa).

  23. Anônimo

    2 de abril de 2020 2:03 pm

    “A guerra nada mais é que a continuação da política por outros meios.”
    von Clausewitz .

    Agora vai (?).

  24. Flavio Farias

    2 de abril de 2020 3:26 pm

    Como pode um chefe de estado, eleito pelo povo, ficar em segundo plano? Ou estou equivicado com minha colocação?

  25. jucemir r. da silva

    2 de abril de 2020 3:51 pm

    Golpista histórico, o Exército de Pindorama tenta remendar, em meio ao caos do desgoverno frente à pandemia, a imensa cagada que fez ao possibilitar a entronização do presidente miliciano.

  26. Rui Ribeiro

    2 de abril de 2020 3:52 pm

    E eles já estão tratando o povo como cavalo, isto é, já estão contratando veterinários para cuidar da saúde da população.

    Duveski Daes, me acompanhe até em casa, como sempre tens feito, Mãezinha

  27. Anônimo

    2 de abril de 2020 4:07 pm

    Crea cuervos e te sacarán los ojos!!!…kkkkk

  28. Mark

    2 de abril de 2020 4:36 pm

    A pergunta que não quer calar: o “presidente operacional” das forças armadas vai permitir que Bostanaro continue seu desfile de sandices, mentiras e fake news?
    P.S.: Não acredito e nunca acreditei na capacidade de militares administrarem qualquer coisa, são um zero à esquerda, sempre precisaram de civis mais ou menos competentes para o trabalho administrativo.

  29. João Carlos Gomes

    2 de abril de 2020 4:41 pm

    Por isso acho que Bolsonaro está provocando seu próprio impeachment. Seu ego jamais permitiria renúncia, e duvido que aceite receber ordens. É a mesma situação de quando foi expulso do exército. Sai com aposentadoria de presidente (colocou isso na mesa de negociações), preserva os filhos de investigações nos casos da Marielle e das rachadinhas, mantendo-os na zona de conforto do baixo clero, onde ele nadou de braçada, e vai curtir a vida com todo conforto e luxúria, podendo até se candidatar novamente em pouco tempo. Terá para o resto da vida o pretexto de se dizer injustiçado e perseguido, como no caso da expulsão do exército, estorinha que contará orgulhoso para os netos e seu gado de fanáticos. Para o mercado e os generais a seu serviço, seu papel de garoto propaganda já foi exercido, agora ele sai devidamente recompensado, sem se desgastar com cobranças e críticas que nunca tolerou na vida. Quanto ao país, segue o golpe. Com ou sem corona.

  30. Astolfo Nirva

    2 de abril de 2020 4:52 pm

    Qualquer estratégia que mantenha a família miliciana no poder está fadada ao fracasso, quando o caldo engrossar, e vai engrossar, será impossível controlar o bolso pai e os bolso filhos, qualquer acordo costurado terá o valor de uma cédula de três Reais.

  31. Marcelo Giordan

    2 de abril de 2020 5:17 pm

    Se for fato, é hora de ver como se comporta o parlamento e os tribunais diante de mais um golpe militar, agora em nome do “maior desafio da nossa geração”, cravejando a desimportancia da democracia nestes tristes trópicos.

  32. Arthemisia

    2 de abril de 2020 7:19 pm

    Lula que se cuide. Durante a intervenção do Rio, da qual Braga Neto foi coordenador, Marielle foi assassinada. Agora ele é interventor do Brasil.

  33. Terezinha Dulce+Santos+Silva

    2 de abril de 2020 8:35 pm

    Caramba! E eu vivi pra ver esse golpe! Que triste sina tem meu país! Homens frouxos, capeta-listas!!!!
    E vamos reviver a história tudo de novo! Estou desanimada! Nem o Corona vírus faz o “serviço” com essa trupe?

  34. Sérgio Ricardo

    2 de abril de 2020 9:47 pm

    Eles apenas cumpriram o que aquele nobre haitiano determinou há algumas semanas.

  35. J.Berlange

    3 de abril de 2020 12:51 am

    José Robson Fernandes, no post commentario de 12:14, levantou uma dúvida fundada.
    a julgar pelo conteúdo contraditório de dois sites que assumem-se falar pelos militares, trata-se de mais um lance da guerra de comunicação, visando desarmar um falange e imobilizar o outro polo introduzindo um ânimo de convicção e conquista na turma inflamada pela ideia de intervenção militar e, sinalizando para a turma do panelaço, do impeachment, da interdição e da renúncia a ideia de que também obtiveram uma conquista. Só que, arribando esses blocos, há os entraves institucionais e os obstáculos constitucionais. Bolsonaro está investido de um mandato popular haurido nas urnas, legitimado pela vontade do povo. Não se pode despregá-lo das responsabilidades que recairam sobre suas costas, nem aqui e nem na china, nem com choro e nem com vela. Qualquer afastamento há de combinar e ajustar, necessariamente, o fato e o direito. Além do mais, qualquer arranjo costurado por acordo das elites interessadas, não poderia ignorar o fato de que o vice carrega o título de general e, por direito, é o primeiro na linha de sucessão… E tem os outros sucessores legitimados pela ordem jurídica que todos, principalmente os militares, estão obrigados a respeitar e cumprir. Tem solução simples não, Nassif.

  36. Silvia Fleury

    3 de abril de 2020 12:51 am

    Enfim o Brasil chega no ponto que já deveria estar, recomeço no bom caminho, saindo do PT pra sempre! Viva, agora vamos pôr os pontos nos is, e tirar os governadores, ditadores !
    Agora vai! Ótimo suporte para Bolsonaro, nosso D.Pedro II da atualidade

  37. Delson gonzaga

    3 de abril de 2020 12:53 am

    É o povo com tanta informação sem cérebro para interpretação e os sinais submissão de um fantoche travestido de presidente

  38. J.Marcelo

    3 de abril de 2020 5:46 am

    Demorô forças armadas,vem pra cima,mas sem sacanagem, hipocrisia,mentiras, o “de vcs tá na reta”,senão pode acabar a mamata(chup,chup,chup, huuum q gostoso!)

  39. Beto

    3 de abril de 2020 12:02 pm

    É que, passada a crise faltarão poucos meses para o Bozo completar dois anos de mandato. E aí, vai somente ele e o Morão assume o pedaço. Braga Neto assume um informal mandato tampão.

  40. PAULO

    14 de abril de 2020 9:37 pm

    DEVE SER MELHOR CONTINUAR NAS MÃOS DOS POLÍTICOS DEMOCRATICAMENTE CORRUPTOS.
    O POCO E MUITO FUNDO OU NÃO TEM FIM.
    BY ANPDM

Recomendados para você

Recomendados