colapso, por arkx

por arkx

nos escombros do colapso institucional brasileiro, a maior das catástrofes é a do lulismo e de quase toda a Esquerda. obrigados pela realidade a encarar o espelho, se negam a identificarem-se com a imagem refletida. apanhados numa crise de representação, agarram-se aos escombros de sua auto imagem desmascarada, como se assim fosse possível sobreviver ao desastre da queda da Democracia no Brasil.

ao vagar em círculos no labirinto que construiu ao seu próprio redor, a Esquerda não se propõe ao único movimento capaz de construir uma nova identidade: mergulhar no abismo e atravessar a superfície do espelho.

num jogo sujo com cartas marcadas, a banca sempre vence. sem a participação popular não há como ganhar.

pautado pelo calendário eleitoral e submisso à lógica das instituições, o PT reduziu-se de partido de massas a partido de quadros. ex militantes metamorfoseados em comissionados incrustados nos cargos da máquina pública. (link) de defensores dos interesses de amplas camadas da população, a representantes de si mesmos. de instrumento de luta dos trabalhadores, a mais um partido de sustentação da ordem. (link)

uma  estúpida borboleta, que abandonou o vôo pelos céus e se enfiou novamente no casulo, para decompor-se como lagarta.

“Pois aqui, como vê, você tem de  correr o mais que pode para continuar no mesmo lugar. Se quiser ir a alguma outra parte, tem de correr no mínimo duas vezes mais rápido!”

se o lulismo sempre foi uma sedutora esfinge sem enigmas, nos encontramos todos na maior de todas as encruzilhadas de nossa História.

ao negar-se a decifrar o enigma do auto-engano em que se imobilizou, para hipotecar apoio incondicional ao lulismo, a maior parte da Esquerda acabou por se converter em sua própria esfinge, sem se dar conta que nada mais fez do que devorar a si mesma.

não é apenas a conciliação de classes do lulismo que expirou sua data de validade. a falência institucional deixa exposta a fratura entre o poder instituinte e os poderes constituídos.

no país das maravilhas da plutocracia não há lugar para os demais, a não ser como peões descartáveis, sob uma precarização estrutural do trabalho.

Leia também:  Política, dissabor, esperança e bom humor. Reflexões do pós-golpe, por Luís Fernando Praga

com a brutal queda no deserto do real, talvez o maior dos colapsos em curso seja o colapso das subjetividades. uma devastação das almas, perambulando pela planície desolada do cinismo e da impotência. 

após os 13 anos de Alzheimer político, os afetados pela Síndrome do Crepúsculo anseiam voltar para uma casa que já não existe. Édipo já não pode esconder seu desejo mais secreto: arrastar-se de volta para o protetor e aconchegante útero materno. mas como retornar de uma viagem definitiva?

“É uma mísera memória, essa sua, que só funciona para trás”, a Rainha observou.”

privados da moldura institucional para configurar suas ações, os sujeitos políticos não mais sabem como movimentar suas peças. seguem automaticamente obedecendo a regras que já não fazem sentido algum.

nas ruínas do Estado Democrático de Direito, a Esquerda permanece hipnotizada com as eleições municipais. e o lulismo acredita piamente numa redenção prometida para um ano que se anuncia como longe demais: 2018.

em plena consumação do impeachment, as campanhas eleitorais são como corridas numa espécie de círculo, sendo que a forma exata não tem importância. basta repetir o mesmo jingle, o mesmo marketing, o mesmo financiamento, o mesmo discurso, o mesmo palanque, a mesma formatação…  no final, todos ganham seus prêmios. e o único perdedor continua sendo o eleitor.

“Eu não a reconheceria se nós nos encontrássemos”, Humpty Dumpty respondeu num tom desgostoso, dando-lhe um de seus dedos para apertar: “você é tão exatamente igual às outras pessoas.”

a trágica farsa brasileira já não mais consegue se impedir de vir à luz.

pela Lava Jato eclode o retorno do reprimido com a Satiagraha, enterrada pela santa aliança entre Lula, Gilmar Mendes, Daniel Dantas e a Editora Abril (link). a estrutura de poder entra em colapso.

Leia também:  “Um regime impopular, antidemocrático e ditatorial”, apoiado pelos EUA, por César Locatelli

ao pretenderem purificar a política com seus 10 Mandamentos anti corrupção, os Cruzados de Curitiba conduzem ao poder um condomínio de gangues patrimonialistas. enfim, se descobrem usados como meros marionetes de um jogo fora de sua jurisdição.

o limite da investigação em curso na Lava Jato são as contradições intrínsecas do capital ismo: financeirização e oligopolização. a contradição interna da Lava Jato é que sua investigação desemboca na constatação que a corrupção sistêmica é endógena ao capitalismo. e não pode ser corrigida, portanto, pela via policial ou judicial. requer uma solução política.

“Gostaria de não ter chorado tanto!” disse Alice, enquanto nadava de um lado para outro, tentando encontrar uma saída.“Parece que vou ser castigada por isso agora, afogando-me nas minhas próprias lágrimas! Vai ser uma coisa esquisita, lá isso vai! Mas está tudo esquisito hoje.”

no xadrez do Brasil do golpe do impeachment, como fazer o peão branco vencer em onze lances? com certeza, não será repetindo obsessivamente os mesmos erros das partidas anteriores.

enquanto caímos, caímos, caímos, a queda no abismo parece não terminar nunca

talvez seja o tempo necessário para nos indagarmos onde estávamos no outono de 2007. quando, em abril, a New Century Financial vai a falência, intoxicada pelas hipotecas subprimes que emitira, marcando o primeiro evento da grande crise de 2008. logo depois, em maio, é deflagrada pela PF a Operação Navalha para desbaratar esquema de superfaturamento de obras do PAC, num presságio daquilo que seria a Lava Jato.

que admirável novo mundo veríamos do outro lado do espelho?

a Esquerda ainda confunde o neoliberalismo como a renovação de uma doutrina econômica, enquanto se trata da implantação de uma nova razão no mundo. uma reconfiguração completa das relações sociais, resultando na produção de um neo sujeito. uma subjetividade sob o modelo do mercado e da concorrência empresarial. (link)

Leia também:  O risco de um Brasil sem a Eletrobras, por Roberto D’Araujo

a Crise de 2008 ainda pulsa e ainda é pouco. USA Incorporation já não consegue estabilizar a economia mundial: a Europa se desintegra, a provincial Germânia mantém o Euro disfuncional, o Japão segue estagnado e o dragão Chinês já não cospe fogo como antes.

tanto aqui como em toda parte o sistema está em colapso. o que é agravado por uma inédita e reveladora crise climática: o capitalismo cruzou um limite perigoso, ameaçando a sobrevivência da própria sociedade.

“Agora está sonhando”, observou Tweedledee. “Com que acha que ele sonha?” Alice disse: “Isso ninguém pode saber.” “Ora, com você!” Tweedledee exclamou, batendo palmas, triunfante. “Se o Rei acordasse”, acrescentou Tweedledum, “você sumiria… puf!… exatamente como uma vela!””

nas próximas eleições norte-americanas uma vitória da ultra neoliberal Killary, a Senhora da Guerra, abre o mapa do caminho para um confronto nuclear.

mas se os Republicanos decidiram informar aos eleitores que o candidato deles à presidência dos EUA não pode chegar à Casa Branca, Trump pode acenar com um surpreendente projeto de renascimento industrial, repatriação dos empregos e taxação dos lucros especulativos.

ao mesmo tempo, a estratégia do eixo Rússia-Pequim-Teerã muda as regras do jogo na geopolítica mundial.

com seu alinhamento automático a um EUA imperial numa globalização unipolar fadada ao desaparecimento, os golpistas brasileiros inauguram seu regime a serviço de uma geopolítica em ocaso.

tanto no Brasil quanto no mundo vivemos o fim de uma era.  “Aonde fica a saída?”, Perguntou Alice ao gato que ria. ”Depende”, respondeu o gato. ”De quê?”, replicou Alice; ”Depende de para onde você quer ir…”

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31 comentários

  1. GGN Oscila entre oa direita e

    GGN Oscila entre oa direita e a esquerda como sempre.

    Seria GGN governista?  Não vão querer me bloquear novamente pela crítica ou os direi  ditadores novamente.

  2. Seria esse ARKX o XPTO de

    Seria esse ARKX o XPTO de Superman que lia na infância?Assim sendo é só faze-lo pronunciar esse nik ao contrário que vira fumaça.

    • colapso

      quase acertou! funciona assim: qualquer que seja a ordem que vc pronunicar o nick, eu me materializo atrás de vc! aviso: qualquer tentativa será por sua conta e risco.

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  3. Pobre diabo.

    Quero ver o que esse figura vai “explicar” se a esquerda sair vitoriosa nas eleições municipais. O que esse cidadão deveria dizer é que a crise de parte da esquerda foi ser pega em flagrante agindo como direita nesse país, e frequentando páginas policiais.

  4. “tanto no Brasil quanto no mundo vivemos o fim de uma era.”

    Concordo, mas o fim das eras  pode demorar muito mais do que o tempo de nossas vidas e este é nosso grande problema atual: vamos ter que viver a barbárie típica da decadência final.

    • colapso

      sem dúvida. vamos ter que conviver com a barbárie – a barbárie que já está aqui. mas tá tudo tão rápido que até mesmo o “fim das eras” se acelerou. note como em poucos meses o apoio a Temer se dissipou. as mudanças se sucedem cada vez mais rápido, porque as instituições – aqui e no mundo todo – estão disfuncionais…

       

  5. arkx, genial
    O arkx,

    ai é que estão os problemas.

    Os movimentos não se dão de cima para baixo.

    Os líderes surgem impulsionados por uma massa, e não por geração espontânea.

    Péricles surgiu quando assim desejou uma determinada sociedade, o mesmo ocorreu para o surgimento de Ciro ou Alexandre. Até mesmo Hitler foi gestado pela sociedade. Não foi o modelo deles que seduziram a sociedade; ao contrário, eles surgem por imposição das sociedades.

    Não são às esquerdas que se restabeleceram.

    As sociedades se esfacelaram.

    Debates longos aqui no blog demonstrando a falência da política representativa, portanto das esquerdas, da direita, do centro.

    As sociedades estão perdidas, então, sem rumo e sem líderes. Bauman estudou isso, e seus livros explicam detalhamente a sociedade líquida, sem prumo e sem rumo.

    Pelo mundo, sem líderes, repito, as populações cegas, inebriadas por um modelo de eterno autoengano, nai sabem para onde querem ir.

    Governos de esquerda são trocados por representantes da direita, da mesma forma que governos da direita têm sido trocados por partidos esquerda, como ocorreu no Canada recentemente.

    Os movimentos de 2013 espalhados pelo mundo não eram contra as políticas tradicionais, conta partidos e políticos de todas as matizes. Eles estão apenas em latência.

    O mundo, e terenos consequência graves, já não distingue esquerda e direita.

    Isso não é propriamente uma vitória da direita.

    Trata-se de uma derrota das populações, que, por isso, perderá muito espaço para o chamado sistema.

    Estamos exatamente como preconizou Orwell em seu majestoso e profético livro “1984”.

    Sobre o livro:

    https://assisprocura.blogspot.com.br/p/orwell-estava-certo-huxley-tambem.html?m=0

    • Esta alternância

      Esta alternância esquerda-direita por parte do eleitorado parece indicar que as pessoas não estão satisfeitas com o estado de coisas atual e vai atrás daquilo que parece diferente. Esquerda e direita estão submetidas a uma espécie de modelo político, economico, não sei. O sistema financeiro internacional, os interesses das corporações gigantes. A própria trajetória da candidatura Sanders, nos EUA, também parece fruto desta insatisfação com “tudo isso que está aí”.

    • colapso

      -> Os movimentos de 2013 espalhados pelo mundo não eram contra as políticas tradicionais, conta partidos e políticos de todas as matizes. Eles estão apenas em latência.

      estas insurreições jamais foram entendidas pela Esquerda tradicional, que viu apenas uma de suas facetas: como foram capitalizadas para desestabilizar regimes e implantar outros até ainda mais totalitários.

      o que a Esquerda tradicional não entendeu ainda é que estas insurreições tem sido uma fértil oportunidade de alteração radical da correlação de forças, fazendo-o pender para transformações que beneficiem a maioria.

      como foi também em Junho de 2013 no Brasil, um momento perdido para levantar e defender a reforma política.

      sobre as insurreições contemporâneas, uma citação abaixo (esclareço: não é o meu ponto de vista, e sim o de muitos dos participantes das lutas nas ruas, ocupas, etc…):

      “[…] essa juventude que cresceu já dentro da era Lula não trazem consigo mais nenhum resquício de esperança ou fé na esquerda, nos movimentos sociais tradicionais, no terceiro setor, nem muito menos em alguma melhoria proposta por qualquer esfera do poder estatal ou da iniciativa privada. Não confia na justiça ou na polícia, de quem são principal alvo desde o berço. A descrença absoluta levou a um, mesmo que involuntário e espontâneo, niilismo político. Essa total descrença nas instituições e na política institucional em si culminou em um tudo ou nada, ou melhor, em um nada a perder. Se nos foi tirada qualquer esperança de mudar o mundo, então sobrou apenas a esperança de destruí-lo.”

      um chamado à guerra nômade, Facção Fictícia (link)

      ->Orwell estava certo. Huxley também

      -> Huxley entendeu o processo pelo qual seríamos cúmplices de nossa própria escravidão. Orwell entendeu a escravidão. 

      foram livros que marcaram minha adolescência. e também um outro, de Huxley, mais uma distopia: “O Macaco e a Essência” (este sobre uma sociedade em desintegração após a guerra nuclear).

      sem dúvida, a Democracia Ltda. nada mais é do que a máscara escondendo o rosto do totalitarismo. como agora todos podemos ver acontecendo no Brasil.

      enquanto isto, a Esquerda tradicional continua pensando e agindo encaixotada dentro de um paradigma do início do século passado…

      grande abraço

      “Nunca mais você será capaz de ter um sentimento humano”, o torturador de Winston Smith diz a ele em “1984”. Tudo estará morto dentro de você. Nunca mais você será capaz de amar, de ter amigos, do prazer de viver, do riso, da curiosidade, da coragem ou integridade. Você será raso. Vamos te apertar até esvaziá-lo e vamos encher você de nós”.

      https://assisprocura.blogspot.com.br/p/orwell-estava-certo-huxley-tambem.html

      .

      • As boas citações servem só para contextualizar uma época

         

        Arkx (sexta-feira, 26/08/2016 às 16:11),

        As citações em geral são muito vinculadas a uma época ou circunstâncias. Então é bom atentar bem para quando e onde elas surgiram. Há as citações que tratam da condição humana que são mais perenes e permanecem válidas em situações diversas. De todo modo é sempre bom ter muito cuidado com elas. Um link bom para verificar a origem das citações é o Quote Investigator que pode ser visto no seguinte endereço:

        http://quoteinvestigator.com/

        Na aba com os nomes eu não vi referência a Aldous Huxley e não deu para eu confirmar a autoria dessa que você trouxe. Procurando, entretanto, acabei encontrando o link a seguir:

        https://www.metabunk.org/a-false-quote-attributed-to-aldous-huxley.t6761/

        Pelo link a frase é falsamente atribuída a Aldous Huxley. E o interessante é que ela fica próxima do que disse Mario Vargas Llosa, um excelente escritor, mas um péssimo analista político. Há mais no link, entretanto, que mostra que a frase é uma bem urdida construção que vai além da vã filosofia do peruano.

        Clever Mendes de Oliveira

        BH, 26/08/2016

        • colapso

          exemplo: citação do “Huxley”.

          um texto, ou no caso uma citação, deve ser considerada em si e por si. ou seja, independente do autor. até mesmo porque, e aqui note como trabalhamos com paradigmas bastante diferentes, o que é um autor? ou, dito de outra forma, quem é o autor?

          veja bem, não estou afirmando que o “autor” não tenha importância. apenas que é bastante secundário. o foco deve ser no texto. em sua coerência interna. em como se relaciona com os demais textos e com as ações que propõe.

          no caso desta citação, mesmo que ela não seja do Huxley, está perfeitamente coerente com seu livro “Admirável Mundo Novo”.

          vi esta imagem na página do Mídia Ninja, ou dos Jornalistas Livres, ou página similar. com a referência do Assis Ribeiro no comentário que desencadeou estas réplicas, achei que seria um nodo de mostrar a ele que não apenas compreendia o que ele Assis escrevera, como concordava.

          então, este é o foco.

          é importante saber se foi, ou não, o Huxley quem de fato escreveu aquelas palavras. é! mas qual a relevância disto para o tema especificamente em questão, desde que a citação é coerente tanto com o tema quanto com o próprio Huxley? muito pouca…

          abraços

          .

  6. Penso que não se pode desanimar

     

    Arkx,

    No que diz respeito à sua crítica ao Estado Democrático de Direito eu vejo três alternativas. Deixar a bola e ir para o mato como se o jogo não fosse de campeonato, seria a primeira alternativa. A segunda seria ir para as ruas para fazer uma revolução, mas não como a de Street Fighting Man ou como terceira alternativa procurar aperfeiçoar a nossa democracia que como todas as democracias do mundo tem suas falhas e que dado da má distribuição de renda no Brasil essas falhas são agravadas.

    O que eu gostaria de saber qual é a sua proposta e se ela está entre as três que eu apresentei ou você é favorável a uma quarta via? A minha é pelo aperfeiçoamento da democracia.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 26/08/2016

    • colapso

      ->O que eu gostaria de saber qual é a sua proposta e se ela está entre as três que eu apresentei

      e por que não um amálgama das três?

      “ir para o mato” é inevitável. as megalópolis são Babilônias condenadas a caírem, ou organizadamente ou num definitivo estrondo. qualquer proposta para o Brasil passa por um ciclo de desenvolvimento rural e a formação de uma classe média vivendo fora das cidades.

      a única palavra de ordem que ainda cabe à Esquerda seria: “colocar a Terra no centro”.

      quanto ao street fighting, parece que ficou patente agora com o golpe que sem a pessoas nas ruas nenhuma mudança se viabiliza.

      por isto, para “aperfeiçoar a Democracia” é inescapável considerar as duas opções anteriores!

      grande abraço

      • Seus argumentos são conflitantes entre si ou com a realidade

         

        Arkx (sexta-feira, 26/08/2016 às 19:32),

        Nada é puro, ou dito de outro modo, está tudo contaminado. É tudo uma mistura em que não conseguimos mais distinguir todas as formas e todos os conteúdos. Ainda assim, é preciso ater-se à lógica, pois foi ela que transformou o mundo. E é dela que precisamos se o nosso ideário é transformação. É claro que se desejamos apenas o encantamento e não a transformação a lógica é prescindível.

        Assim, por mais confuso que o mundo nos pareça um passo importante consiste em o procurar entender. E a compreensão dessa realidade confusa não prescinde da lógica. Precisamos levar a lógica onde ela não se faz presente e não a podemos afastar quando ela é necessária.

        Você faz um texto que intitula “Colapso” e em que há um parágrafo que se inicia assim: “Nas ruínas do Estado Democrático de Direito”. Se há lógica no que você diz então é de se supor que o modelo atual em ruinas precisa ser substituído. Eu pergunto qual o modelo que você propõe entre fugir da confusão indo para o mato, aprofundar a confusão fazendo a revolução nas ruas ou aperfeiçoar o Estado Democrático de Direito ou uma quarta alternativa você opta pela quarta alternativa que consistiria de um amálgama das três, mas que é de certo modo o modelo que temos agora.

        Assim há um conflito entre o que você diz no texto afirmando a ruina do Estado Democrático de Direito e a sua resposta a minha indagação. E o conflito também existe quando se compara o que você defende com a realidade. O mundo desenvolvido está umas cinco vezes mais desenvolvido do que o Brasil. Provavelmente para um mundo desenvolvido o espaço para o crescimento é reduzido e por isso se fala tanto em “estagnação secular”. Para países como o Brasil, entretanto, há espaço para multiplicar por cinco o crescimento.

        Ora isso significa que países como o Brasil devem priorizar aquilo que produz crescimento. Um dos fatores inquestionáveis para o crescimento econômico é a aglomeração urbana. Recentemente Paul Romer fez um artigo que exatamente falava sobre isso.

        Enviei um comentário domingo, 14/02/2016 às 11:22 para junto ao post de Rui Daher “”Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho”, por Rui Daher” de domingo, 14/02/2016 às 08:29, em que eu deixo o link para o artigo de Paul Romer “Let them come and they will build it” de quinta-feira, 17/09/2015. O endereço do post “”Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho” é:

        http://jornalggn.com.br/blog/rui-daher/alguem-me-avisou-pra-pisar-nesse-chao-devagarinho-por-rui-daher

        É bem verdade que Paul Romer tem algumas posições que poderiam ser chamadas de neocolonialistas, se é que elas possam ser tratadas como neo, mas o dado concreto do crescimento induzido pelas aglomerações urbanas é inquestionável. Então na sua opção conciliadora a ênfase maior em relação à saída para o mato na atual situação de atraso do Brasil, é uma opção retrógrada.

        Tenho misturado crescimento com desenvolvimento, embora reconheça que se tratam de aspectos distintos, porque também se constata que para alcançar o desenvolvimento é preciso crescer. Houve muitos posts aqui no blog de Luis Nassif abordando especificamente a necessidade do crescimento para que se tenha desenvolvimento.

        Há um post que é bem interessante e que reproduz uma crítica feroz de José Carlos de Assis a uma proposta de André Lara Resende. No artigo “Os novos limites do possível” Andre Lara Rezende defende que se deveria contentar com o crescimento zero. É preciso estar ciente que mesmo para países já desenvolvidos essa proposta só tem sustentação se se acabar com o capitalismo.

        A crítica de José Carlos de Assis apareceu aqui no blog de Luis Nassif como o post “O manifesto de André Lara Resende, por J. Carlos de Assis” de segunda-feira, 30/01/2012às 10:36. Nele se reproduz o artigo de José Carlos de Assis “O manifesto revolucionário de André Lara Resende”. O post “O manifesto de André Lara Resende, por J. Carlos de Assis” pode ser visto no seguinte endereço:

        http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-manifesto-de-andre-lara-resende-por-j-carlos-de-assis

        Assim avalio que pelos avanços que as aglomerações urbanas proporcionaram é improvável que o caminho da humanidade seja voltar-se para a roça. E o nosso atual modelo de democracia deve ser aperfeiçoado não só de per si como também no próprio sistema capitalista em que ele se insere. E o sistema capitalista deve ser superado e não destruído. A superação do sistema capitalista pressupõe o seu aperfeiçoamento e ele deve ser preservado porque é o sistema econômico em um regime democrático que mais aumenta a produção e em consequência é o que mais proporciona condições para o desenvolvimento.

        O capitalismo é conflituoso com a democracia na medida que a democracia pressupõe igualdade e o capitalismo é essencialmente um sistema que exacerba a desigualdade. Então o aperfeiçoamento da democracia tem duas frentes: uma voltada para tornar todo o processo democrático o mais funcional possível, reforçando a sua natureza igualitária e outra voltada para reduzir a desigualdade inerente no ser humano e a desigualdade fruto do próprio sistema capitalista.

        É claro que se pode reduzir a desigualdade se se fizer todos ir para o mato. Será um processo autoritário que não é, portanto, bem democrático e no longo prazo só traria fome e doenças para a humanidade.

        Clever Mendes de Oliveira

        BH, 26/08/2016

        • colapso

          Clever,

          -> você opta pela quarta alternativa que consistiria de um amálgama das três, mas que é de certo modo o modelo que temos agora.

          não. não é nem de longe o que temos agora.

          muito mais do que discordar de minhas análises, você não as compreende. isto acontece não porque lhe falte qualificação. ao contrário. qualificação você tem. ocorre que penso e argumento a partir de um outro paradigma – que não o seu. vamos a um exemplo ( e o outro exemplo ficará para a citação do Huxley, no outro comentário).

          exemplo “ir para o mato”:

          não se trata de “crescimento zero”. nada  também quanto a “capitalismo verde”. nenhuma desras besteiras.

          1. as megalópoles são Babilônias condenadas a caírem. o exemplo brasileiro de SP deveria ser o suficientemente esclarecedor. a crise hídrica de SP vai se tornar permanente e cada vez pior. alimentação, energia, moradia, saneamento também entrarão em crise. é um modelo inviável. daí a necessidade de um refluxo migratório para as cidades menores e as zonas rurais. ou isto ocorre de forma planejada e organizada ou caótica. daí “ir para o mato” não ser uma opção: trata-se de uma imposição das condições objetivas;

          2. o “desenvolvimento das forças produtivas” é um dogma do jargão marxista. até mesmo a análise genial de Marx sobre o Capital não poderia deixar de estar determinada pelas circunstâncias de sua época. este “crescimento” a que você se refere tem um limite muito preciso: não há recursos naturais inesgotáveis para atender a fome insaciável de “crescimento” do capitalismo. e mais ainda: não há nenhum desenvolvimento trazido pelas “aglomerações urbanas”, apenas todos os tipos de disfuncionalidades. o capitalismo não nos trouxe nenhum “avanço”, “conquistas’, “progresso”. muito pelo contrário. é este paradigma que precisa ser quebrado. apenas para ficar num exemplo clássico muito utilizado pela Direita, a penicilina não é nenhum “progresso”. muito antes dela, Hahnemann curou epidemias com os nosódios da homeopatia. a penicilina gera em médio prazo maior resistência dos agentes patogênicos e menos capacidade de defesa nos organismos. por isto é sim um bom exemplo, não do “progresso” trazido pelo capitalismo, e sim de como ele apenas produz desequilíbrios. por toda parte, em tudo e em todos.

          nenhum problema com suas discordâncias. mas você bem que poderia compreender que utilizamos paradigmas bem diferentes. e no caso da citação do Huxley isto novamente vai ficar claro.

          abraços

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  7. A culpa do estupro é da vítima. Salve ESQUERDA-COXINHA…

    Boa parte do pensamento que legitima a violência contra hipossuficientes, nesse caso, o machismo, é, como todo fenômeno cultural brasileiro, transclassista.

    Fiel a essa (i)lógica, temos em setores da esquerda-brasileira que diante do maior massacre conservador que se tem noticia, capitulam a Síndrome de Estocolmo, se afeiçoam ao torquemada e bradam:

    “Sim, o problema é moral, o problema é o PT ter se lambuzado”, ou seja, “Sim, Senhor, matem a Democracia e o PT e coloquem culpa na vítima”.

    Sim setores que não se agarram a escombros de nada, porque nunca ousaram construir nada, e muito menos tem qualquer imagem refletida no espelho, porque parasitas0vampiros que são não refletem nada. Memória então, nem se fale…Desde 64 marcam a hora certa duas vezes no dia, com um relógio quebrado.

    E quando a hora chega, dizem: “Viu, avisamos”…

    Caro amigo, o ataque e imobilização das esquerdas no mundo todo não é um caso estanque brasileiro.

    Obama nem botou a cabeça de fora.

    A esquerda europeia nem merece esse nome.

    Na Grécia, depois de trazer o povo as ruas, o governo roeu a corda.

    Até bem pouco tempo, a Itália tinha Berlusconi…

    Os golpes, desde 64, são populares nesse país…assim com culpar a vítima…

    Slavoj Zizeck, David Harvey e até Carlos Nelson Coutinho já tinha declarado há tempos: O capitalismo é incompatível com a Democracia, e olha que nem sabemos ao certo de que tipo de Democracia estamos falando…

     Eu acho engraçado…

    A culpa é do Lulismo por ter nos seduzido, logo nós, esquerda-moça-honesta-para-casar…

    Culpa, culpa, culpa, é sempre esse enclave conceitual cristão que inunda nossa percepção…

    Então se o PT voltar a ser de “massas” tudo se resolve, se conseguirmos imolar nossos komissarios nas masmorras da ação 470 e lava-jato, desencrustando o PT da máquina pública…

    Meus zeus, isso parece discurso do Aloysio Teixeira ou do Serra.

    Ai meu saco, tenham paciência, descrever o arranjo sindical-eclesial de base, que somada a classe média urbana nos revelava como uma UDN de macacão (à benção Brizola) como base de uma partido de massas é de doer os olhos…

    O PT só experimentou algo como “massa” e algum calor popular quando Lula capitulou e assinou a rendição na Carta aos Brasileiros…Antes contávamos garrafinhas em reuniões, encontros e congressos onde masturbávamos noosas interpretações dos anseios popular…e o povo caía nos braços de Sarneys, collors, planos reais, e outras prestidigitaçõe…

    Eis aí nosso paradoxo, para chegramos mais perto do povo tivemos que ficar mais parecidos com ele: Desonesto, patrimonialista, corrupto, violento, preconceituoso, machista, etc…tivemos que lidar com coisas que escapavam nossos esqueminhas mentais, tivemos que deixar o conforto da Teologia da Libertação para lidarmos com esse monstrengo caleidoscópico de recalques que alimenta a base popular do neoevangelismo…

    Descobrimos que a ideia de sindicatos e organizações não ultrapassava 15% da massa trabalhadora, e que as coisas ficariam piores com a reconfiguração do capitalismo, a cada volta da História…

    Concordo, mas e daí?

    Se tem uma coisa que direita faz muito bem é rejeitar culpas…Quebraram o mundo e colocam a culpa do Estado (justamente quem lhes ceva com juros e favores fiscais), compram a política para fazer valer seus interesses e esculacham a corrupção em rede nacional…

    Dão o golpe e colocam a culpa na presidenta mais honesta que esse país já teve…

    Governamos esse país por 14 anos, e desde sempre já somos os culpados por tudo…Desde o estupro da primeira índia a invenção da corrupção brasileira…

    Caramba, será que ninguém enxergar que destroçado esse legado feito com sangue, luta e coragem (e também com caixa 2, é claro) pouco importa se Lula é na verdade um Inca Venusiano?

    Caro amigo, sua descrição dos soluços geopolíticos do mundo já trazem a solução para o enigma de Alice: Só entre em algum lugar se souber antes onde fica a saída…

    Alice, esperta que é, depois do chá alucínogeno das 5, repete sempre: “Se não souber onde ir, caminhe, se não houver saída, ótimo, volte pela entrada…, porque afinal, a diferença entre entrada e saída é o lado que você está da porta…”

     

    Eu gostaria de fazer um pedido de desculpas, e um a reparaçãõ: Na verdade, não se trata de esqeurda-carochina ou esqeurda-alice, mas sim de ESQUERDA-COXINHA…ou, como no Comic Book que li na minha adolescência, em quatro fascículos, desenhado por Frank Miller, chamado Batman: O Cavaleiro das Trevas (Dark Knight): São os Filhos do Batman…

    • as ‘massas’ do lulismo…

      A ‘massa’ que os dirigentes do PT experimentaram depois da carta aos banqueiros foi o fettutine  grano duro a molho de funghi poricine com Parmezzo Regio, acompanhado de vinho Romane Conty

    • colapso

      -> O PT só experimentou algo como “massa” e algum calor popular quando Lula capitulou e assinou a rendição na Carta aos Brasileiros…

      a princípio Lewis Carrol escolhera o título “As aventuras subterrâneas de Alice”. mas é claro que era inadequado! Alice mergulha no abismo apenas para ascender à superfície, numa desmistificação da falsa profundidade. para descobrir que o mais profundo é a pele. para que tudo fique exposto.

      ao crescer Alice fica simultaneamente menor. ao caminhar pela esquerda, acaba na direita. é punida antes de cometer o crime. de paradoxo em paradoxo, esquece o próprio nome. as aventuras de Alice são o colapso de sua identidade.

      foi preciso apenas uma década para que o único partido brasileiro nascido das bases, do movimento de massas na luta pela redemocratização, disputasse o segundo turno da primeira eleição direta desde 1964.

      após uma última semana de campanha no mínimo altamente controversa, o PT é derrotado por uma margem pequena. apesar da derrota eleitoral estavam dadas as condições para se forjar as vitórias subseqüentes.

      mas naquela fatídica encruzilhada tomou o rumo que o trouxe até o impeachment.

      Collor, assim como agora Temer, era um fracasso anunciado. durante aquele outro impeachment, a cúpula do partido não se poupou de comparecer ao beija mão de Roberto Marinho…

      um ano depois, em 1993, o escândalo dos anões do orçamento (link) é o gênesis do pacto de governabilidade agora demolido pela Lava Jato. Lula e o PT optaram então pelo conchavo de cúpula, por julgarem ser inevitável sua vitória nas eleições do ano seguinte. esqueceram de combinar com FHC e o Plano Real…

      não se trata de culpa. muito menos de moral. culpa e moral é assunto para padrecos. para todos os que sentem algum tipo de atração por batinas.

      o que nenhum de nós pode abrir mão é de uma ética e de nos responsabilizarmos por ela. somos responsáveis por nossos atos e por nossas escolhas, porque nossos atos e nossas escolhas são, em última instância, o que somos. somos o que escolhemos fazer.

      e agora, chegou o momento de fazermos outras escolhas e de fazermos outras coisas. e só podemos fazer isto juntos uns com os outros.

      como é sabido, Hércules matou a Hidra de Lerna. mas que estupidez! por que agir assim com uma criatura com tantas cabeças? afinal, que mente complexa ela deve ter, não?

      .

    • PS.:

      Eu queria deixar subentnedido, mas as pessoas hoje em dia não compreendem nem os argumentos mais claros, diretos e explícitos possíveis. Então voltei para dizer que “ouro de tolo”, no caso, é o ouro dos crentes em geral. Tanto os que creem acima de tudo no vil metal quanto os que creem piamente na estrelalalá. 

      Está claro que seu texto faz uma critica bastante ampla da situação geral do mundo atual. Mas os crentes só enxergam a blasfêmia contra seu mestre, ídolo, primeiro e único. Isso poderia valer para os qeu idolatram o vil metal, mas estes não estão lendo seu post. 

      • colapso

        Vânia,

        sem qualquer pompa e circunstância comigo. não se preocupe. lógico que compreendi seu comentário anterior. e concordo com ele.

        mas é isto aí. temos uma porção de coisas grandes prá conquistar e não podemos ficar aí parados. sentados, esperando a morte chegar. porque longe das cercas com as bandeiras que nos separam…

        grande abraço à galera de Ipanema e da Cinelândia

        .

  8. Excelente postagem

    Muito bom caro Arkx. Postagem extremamente lúcida.

    “após os 13 anos de Alzheimer político, os afetados pela Síndrome do Crepúsculo anseiam voltar para uma casa que já não existe.”

    “nas ruínas do Estado Democrático de Direito, a Esquerda permanece hipnotizada com as eleições municipais. e o lulismo acredita piamente numa redenção prometida para um ano que se anuncia como longe demais: 2018.”

     

    Lula teve sua chance e jogou fora, com seu republicanismo ingênuo e suas nomeações de inimigos para postos chave. Tolos são os que esperam a volta do Lula ou do PT em 2018, o PT não volta nunca mais a não ser que seja para apanhar mais. A esquerda precisa resurgir em novas vestes,talvez no PDT, com Ciro Gomes.

    • colapso

      -> Tolos são os que esperam a volta do Lula ou do PT em 2018, o PT não volta nunca mais a não ser que seja para apanhar mais. 

      tudo é incerto. o que parece bastante claro é que Temer não se estabilizará. até porque suas medidas na área econômica vão aprofundar a crise. e politicamente nem o golpe se consumou e ele já está queimado. o PT ainda pode ressurgir de si mesmo, mas isto jamais acontecerá se depender de seus atuais dirigentes. ainda tem muito jogo pela frente. um jogo que tende a ficar cada vez mais pesado.

      .

  9. Começou a Temporada Masturbatória: Contribuíndo.

    Que falta faz um Sérgio Motta na esquerda brasileira em transe.

    O problema da “esquerda” é escrever e falar muito e fazer pouco e quando alguém resolve fazer, apenas observar e aguardar a “direita” vir repor tudo, para “triunfalmente” poder gozar egolímpicamente escrevendo e falando muito, do pouco que pode se fazer, num eterno pedra abaixo, morro acima, de sí…si…fu…der.

    Coisas do Brasil, diria Jady Bolt.  

  10. Este nível de argumento sobre lulopetismo e culpa se parece…

    Assemelha-se, em muito, com a consciência política atual, de Marina Silva: nela e dela, Dilma deve cair. Ora, sabendo, ou melhor por ser Marina, e ainda por aspirar liderar uma nação ( secundada por um banco,  que lhe paga as contas ) tem a obrigação de saber o que fala e diz. Sabe de Temer e o que representa Temer. E o jogo que, caindo Dilma, Temer irá  realizar… Se, inacreditavelmente, nada souber disto tudo, e falando por falar, prá que afinal deseja governar? 

    • colapso

      quando o avião de Eduardo Campos despencou de nariz no chão e Marina disparou em direção aos céus das pesquisas, vi muita gente do PT literalmente chorando. julgavam que a fatura seria liquidada por Marina ainda no 1º turno.

      minha opinião para eles foi: deixem de ser bestas! se a campanha de Dilma souber operar, é Marina que não vai nem passar ao 2º turno.

      este golpe é para afastar “a Presidente mais honesta que este país já teve”! é uma vingança contra Dilma que jamais quis o acordo de pacificação das elites.. estão todos contra ela: até mesmo Lula e o PT.

      por isto vivemos um colapso do modelo representativo e do sistema político. por isto é Dilma, sim!, quem tem a proposta correta: reforma política seguida de novas eleições.

      .

  11. + comentários

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