4 de junho de 2026

Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho, Dossiê V

Artigo relaciona o modelo de gestão das plataformas à intensificação da exploração laboral, comparável à lógica da Revolução Industrial

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Impactos das longas jornadas de trabalho dos entregadores de alimentos por plataformas digitais em sua saúde física e mental” – Laura Valle Gontijo

Resumo feito com auxílio do ChatGPT

O artigo, integrante do dossiê “Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, discute as consequências das extensas jornadas enfrentadas por entregadores de aplicativos no Brasil e a necessidade urgente de regulamentação do trabalho por plataformas digitais.

A autora contextualiza o debate atual sobre a redução da jornada de trabalho, impulsionado pela PEC 08/2025 (Érika Hilton) e pela mobilização popular contra a escala 6×1. Observa que, embora a Constituição limite a jornada a 44 horas semanais, muitos trabalhadores — especialmente os entregadores de aplicativos — ultrapassam em muito esse limite, chegando a 60–80 horas semanais.

Com base em 12 entrevistas semiestruturadas realizadas no Distrito Federal e em observações de campo, Gontijo identifica que esses trabalhadores enfrentam exaustão física e mental, acidentes de trabalho frequentes, adoecimento, conflitos familiares e instabilidade financeira. A remuneração por entrega e a ausência de direitos trabalhistas (como férias, 13º, descanso semanal e salário fixo) levam à autoexploração, já que o ganho depende do número de entregas e do tempo disponível para trabalhar.

O controle algorítmico, as avaliações negativas, o medo de bloqueios e a promessa de autonomia mascaram uma forma intensa de subordinação. Além disso, a autora relaciona o modelo de gestão das plataformas à intensificação da exploração laboral, comparável à lógica fabril da Revolução Industrial, com consequências graves para a saúde mental e física dos trabalhadores.

O estudo conclui que é essencial regulamentar o trabalho por plataformas digitais, assegurando:

  • Limitação da jornada de trabalho;
  • Salário-mínimo e piso salarial;
  • Férias e descanso semanal remunerados;
  • Proteção previdenciária e direito à negociação coletiva.

Por fim, Gontijo argumenta que, diante dos avanços tecnológicos, é possível e necessário reduzir a jornada semanal para 36 horas sem redução salarial, garantindo melhor qualidade de vida, mais tempo de lazer e menor incidência de doenças ocupacionais e acidentes.

Leia o artigo a seguir:

Leia também:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    24 de outubro de 2025 5:19 pm

    Essa luta é justa, mas num contexto em que se tornou irrelevante porque a esmagadora maioria da população brasileira trabalha em jornada diferente. Os apêndices biológicos das plataformas de internet não tem direitos prescritos na CLT e realizam jornadas de 12, 13 e até 14 horas por dia, sem intervalo para refeição ou descanso semanal. Esses escravos acreditam trabalhar para si mesmos e essa é a maior das tragédias contra a qual a esquerda prefere não lutar realmente.

Recomendados para você

Recomendados