
Acabei de assistir o filme “Mãe é uma só”, de Anna Muylaert, sobre o caso de Pedrinho – o menino sequestrado por uma senhora em Goiania e devolvido aos pais biológicos aos 15 anos.
Filme sensível, com uma cena final antológica: o irmão biológico silenciosamente indo à cama do irmão que voltou para casa e não aceitava a nova família, e recostando a cabeça em seu ombro e sendo correspondido.
Filme sensível, com extraordinária direção de atores.
Mas faltou explorar o ponto mais inescrupuloso da história: o papel da mídia. Um autêntico “Montanha dos Sete Abutres” foi montado em torno do caso. Da noite para o dia duas crianças foram tiradas da casa da mãe adotiva – que, sim, as tinha roubado, mas que era sua referência de lar e de família.
Rapidamente, graças ao Jornal Nacional, Vilma tornou-se a vilã número 1 do país. A ponto de uma equipe de TV invadir sua casa, ela se esconder debaixo de um sofá, e a câmara inclemente ir atrás, para filmar seu pânico.
Na época, pouco importava a situação das duas crianças. Foram execradas pela turba, por defenderem a mãe adotiva. Residiu nesse linchamento indiscriminado – à mãe que roubou as crianças e às crianças alvo de dois roubos (do berço e da mãe que os criaram, conforme o desabafo de Pedrinho no filme) a parte mais cruel da história que, infelizmente, Anna Muylaert passou ao pargo..
Para sorte do menino, ele foi parar em um lar equilibrado, com pais excepcionais que o defenderam da turba linchadora insuflada pelo Jornal Nacional.
https://www.youtube.com/watch?v=mIBv85eBPKE
Confira coluna que escrevi na época na Folha
Vingança e justiça
21/05/2003
Anteontem a cobertura da mídia com o caso Vilma atingiu o seu ápice, um show de notícia! Três filhos da empresária foram visitá-la. No presídio, foram verbalmente agredidos pelos prisioneiros. Fora, seu carro foi esmurrado. Como ousaram -mesmo sendo filhos- prestar solidariedade ao inimigo público número 1 do país, sua mãe?
A agressão da malta foi contra os filhos. Será que não cai a ficha de que alguma coisa está profundamente errada nessa cobertura, quando as vítimas maiores do episódio são tratadas como cúmplices do crime de que foram vítimas?
Recebi inúmeros e-mails sobre a coluna de ontem -na qual questiono a cobertura jornalística do episódio e a decretação da prisão preventiva da empresária. Alguns deles de pessoas diretamente envolvidas no episódio, nas investigações legais e na cobertura jornalística. Reclamam da coluna e mostram indícios que comprovariam a culpa da empresária.
Nenhuma palavra sobre o ponto central da matéria: como é que ficam os filhos de Vilma? Como explicar que essa mulher imoral, delinquente, retratada pela cobertura, possa ter criado filhos que enfrentam a fúria popular para defendê-la? Como justificar uma prisão, por algo cometido 15 anos atrás, por uma pessoa que não representa nenhuma ameaça à ordem pública e que destrói o que resta de âncora familiar para seus filhos?
Mais do que técnica jornalística, a busca do enfoque de cada reportagem reflete muito mais valores individuais, como o maior ou o menor respeito por direitos individuais, um sentido mais sofisticado de justiça, que não o mero justiçamento do criminoso.
Se houvesse um pouco mais de discernimento, o enfoque central da cobertura deveria ser a preocupação com o destino e o bem-estar dos quase meninos quase rapazes filhos da Vilma, que perderam o pai e, depois, souberam das acusações contra a mãe.
Não seria necessário muito esforço editorial. Bastariam reportagens contando como Vilma se comportou como mãe nesse período, qual a formação que deu aos filhos, qual sua relação com eles, a ponto de a defenderem com unhas e dentes, enfrentando a turba e uma cobertura massacrante, que devassou sua privacidade. Ela poderia ser condenada, mas haveria atenuantes, buscando principalmente preservar os filhos.
Mas o show da mídia é implacável. Final feliz é piegas, respeito à privacidade, respeito aos direitos dos inocentes são bom-mocismo que não rende dividendos. Por isso o enfoque foi nos pais biológicos, vítimas de um crime inominável, é certo, mas a quem se ofereceu apenas a saída da vingança -porque é isso o que o show requer. De pouco adiantou o gesto de verdadeiro pai demonstrado pelo pai biológico de Pedrinho, de recusar a vingança oferecida em prato quente, para não machucar ainda mais o rapaz. A dignidade do episódio ficou restrita aos familiares, aos filhos que, acossados por repórteres sedentos de sangue, se calaram e responderam com altivez: “Isso é um problema de família!”.
Um dia ainda se vai entender que o exercício da generosidade e da tolerância pode produzir um jornalismo também eficaz e muito mais legitimador da profissão.
Emma
23 de outubro de 2016 3:42 pmNassif,
Isso aconteceu há 13 anos. Não posso deixar de imaginar que, se fosse hoje, os personagens seriam até apedrejados, fisicamente linchados, suas casas seriam incendiadas…pois, de lá pra cá, a onda “justiceira” tomou proporções gigantescas e a “Montanha dos 7 Abutres” seria quase um filme “água com açúcar”!
romulus
23 de outubro de 2016 4:17 pmE mais redes sociais!
Verdade!
Sem esquecer tambem da emergencia das redes sociais.
Surgiriam inumeras hashtags, perfis fake, paginas de parodia, memes “engraçados” no tumblr…
E claro:
A devassa dos perfis de todos os envolvidos nas redes sociais e muito cyber bullying.
Pedrinho “deu sorte” de ter acontecido nos anos 90.
romulus
23 de outubro de 2016 4:30 pmGlobofilmes: nao se morde (tanto) a mao q nos alimenta, Nassif
Nassif,
Da um desconto pra Muylaert.
Ela já teve (puta!) “cojones” de ir receber premio na Globo para “Que horas ela volta” e de dedicar, diante dos Marinho (!), o premio “ao Presidente Lula e à Presidente Dilma, que possibilitaram a ascensão social de todas as ‘Jessicas’ do Brasil”.
Os filmes dela são distribuídos pela Globo filmes.
Não teria como ela fazer um filme anti-Jornal Nacional, né?
*
Ademais, sera que a omissão foi intencional?
Não são todos que tem o seu olho para os linchamentos da imprensa, sem medo de ir contra a corrente, como no caso do “estupro coletivo” neste ano. Por ser do meio, vc já tem um olho clinico para identificar o estouro da manada e os seus abusos.
Quem mais na imprensa ousou tratar o “estupro coletivo” como hipotese?
francisco niterói
23 de outubro de 2016 4:20 pmTriste, mas a mais pura verdade.
Naquela época, por ex, podíamos usar vermelho!!! Rs
Resumo: nada é tão ruim que não possa piorar na bananalandia.
Antônio Uchoa Neto
23 de outubro de 2016 3:58 pmMinha esposa está, nesse
Minha esposa está, nesse instante, assistindo ao Esquenta, da Regina Casé – domingo, 23/10, 12:50 – em que a apresentadora acaba de declarar que agora é o tempo do “preto doutor”.
Na Globo, a emissora que apóia, de corpo e alma, a PEC 241.
Essa mídia golpista é realmente o câncer desse país.
Já em metástase.
Júnior Sertanrjo
23 de outubro de 2016 5:32 pmComo todo ciclo,seja de cunho
Como todo ciclo,seja de cunho raivoso ou bondoso,se me faço entender,tem seu prazo de validade,certo.O ciclo delenda PT e suas lideranças,engendrada em um determinado momento mais que propício pela velha mídia,e os atores secundários,vide setores do judiciário como um todo,legislativo apodrecido e outros tais quais,começa a dar sinais de esgotamento e declínio,que eu já não teria duvidas em afirmar,que o conglomerado midiático não sabe o que fazer com a seita fanática de Curitibana,chefiada pelo juiz Sérgio Moro e seus satélites.Quando o maior pensador do País,Prof Wanderley Guilherme dos Santos colocou O Que Fazer Com as Organizações Gllobo,ele mirou especialmente no fim deste ciclo.A velha mídia,por óbvio comandada pela Globo,jogou todas as suas fichas na hecatombe da destruição do País,aniquilando as suas maiores empresas,especialmente a Petrobras,através da Operação Lava a Jato.As lideranças políticas a serem destruídas vieram a reboque.Obviamente a cartola do Tio Sam,era parte integrante desse mecanismo diabolic,claramente observado pelo filósofo português Boaventura de Souza Santos,quando avaliou que a conta de trilhões de dólares gasta pelo imperialismo americano em semear guerras pelo mundo,especialmente as duas do Iraque,não seriam pagas pelos Estados Unidos,já combalidos pela crise de 2008.A velha mídia tem plena convicção que o governo que ajudou a criar,transformou-se rapidamente em um briga de facções criminosas,que se esgarçam para delimitar seus espaços,tão bem desenhada nas favelas dos morros cariocas.A anotar-se no meu entendimento,que a mídia não tinha pleno conhecimento que o Presidente Michael Temer era um germe que não tinha o menor controle sobre a facção criminosa chamada PMDB.O PMDB é a maior facção criminosa em atuação no País,sub-divididos por criminossos cada um ou uns com sua tribo.A situação fugiu do controle justamente pela qualidade beligerante e desqualificada dos seus atores,em verdade uma seita de fanaticos,sem compromisso com coisa alguma,a nao ser a pilhagem do País.A mídia encontra-se em uma encruzilhada que não imaginou fosse colocada.Como sair ou como ela vai tentar resolver o abacaxi,nem ela mesmo sabe,levando-me a imaginar que,pela primeira vez na sua história,as Organizações Globo não saiba o que fazer com ela mesmo.
Júnior Sertanejo
23 de outubro de 2016 8:06 pmPor escrever de improvIso
Por escrever de improvIso como aqui já anotado,cometi um equivoco,que ora reparo.Ao final do texto quando escrevi em verdade uma seita de fanáticos,quis dizer “em verdade uma organização criminosa”.Feita a correção,peço desculpas.
João de Paiva
23 de outubro de 2016 7:51 pmE 13 anos depois a coisa só piorou.
Caro Nassif,
É uma honra ser teu leitor e ouvinte há muito tempo. Triste é ver que depois de 13 anos o comportamento da míia só tenha piorado.
hugo1
23 de outubro de 2016 8:12 pmO filme é ótimo…
Quanto a
O filme é ótimo…
Quanto a essa senhora, independente da cobertura da imprensa não consigo sentir nenhuma simpatia.
As mães de quem ela rouou os filhos soderiam estar sofrendo até hoje. essa mulher é absolutamente egoísta e mesquinha.
Chris
24 de outubro de 2016 5:18 amNão sou favorável ao
Não sou favorável ao linchamento midiático, que inevitavelmente acirra cultura de linchamentos na sociedade – um trabalho de deseducação e incentivo ao ódio que os donos da mídia graciosamente oferecem em troca de audiência . Mas é imperdoável roubar os filhos dos outros. Com tanta criança abandonada disponível e precisando de um lar, uma atitude como está só é compreensível pelo viés do preconceito: conseguir uma criança branca e recém-nascida.
Henrique Torres
23 de outubro de 2016 10:39 pmótimo filme
Nassif, eu não posso comentar sobre a fidelidade à história real do Pedrinho, mesmo porque eu não consigo assistir à mistificação midiática quando se abordam assuntos polêmicos como esse – o que a mídia resolve, facilmente, como ela sabe fazer bem: tomando partido. Pra mim, independemente das questões ligadas à fidelidade aos fatos, o ponto alto do filme é o tratamento da identidade sexual do garoto (isso eu acho que é inventado, ou não?), a incrível naturalidade com que esse adolescente vive a sua sexualidade, entre homem e mulher.
Também o fato de as duas mães serem vividas pela mesma atriz – o desempenho dela (eu imperdoavelmente não guardei o seu nome) e a sua caracterização são tão bons que pouquíssimas pessoas percebem isso – contribui para quebrar o maniqueísmo entre a mãe de família burguesa e boa, e a “bandida” que conseguiu viver com os filhos sequestrados uma relação de amizade.
rita scaramuzzi
23 de outubro de 2016 11:21 pme quem lembra do caso Eloá
e quem lembra do caso Eloá Cristina, de Santo André, que ficou presa em um apartamento com o ex-namorado? e a menina acabou morrendo. quem lembra o circo que a midia fez para realizar a cobertura do glorioso fato? quando eu penso nisso me dá agonia! essa tragédia ocorreu em 13 de outubro de 2008 e ela ficou presa por cinco dias.
.
ana s.
23 de outubro de 2016 11:45 pmai, meu deus!
Primeiramente, o filme é apenas BASEADO no “caso Pedrinho”. O Pedrinho real não tem nada a ver com o Pierre/Felipe do filme de Muylaert. Pelo contrário: formou-se em Direito, casou, teve filho… Enfm, um “normalzinho” que, como personagem, não renderia muito.
Segundo: achei uma boa o filme não focar no crime e na criminosa, já muito debatidos, e voltar-se para o terremoto na vida do adolescete que, como ele mesmo diz, foi roubado duas vezes – da família biológica e da família em que foi criado.
Terceiro: o fato das crianças que sequestrou gostarem da tal Vilma não é prova da “bondade” dela. A frieza e convicção com que ela mentiu mesmo depois de pilhada, a ausência total de qualquer sentimento de culpa, de qualquer traço e compaixão, me parecem indícios de psicopatia. E, pelo pouco que sei, psicopatas, mesmo sendo incapazes de amar e ter compaixão, têm muita habilidade para se fazerem amados. Essas crianças foram mais vítimas dela que do Jornal Nacional, essa praga da vida brasileira. Vilma me dá é arrepios! Só faltava agora ela ser promovida a mãe do ano. Valei-me, minha Nossa Senhora!
ana s.
23 de outubro de 2016 11:45 pmai, meu deus!
Primeiramente, o filme é apenas BASEADO no “caso Pedrinho”. O Pedrinho real não tem nada a ver com o Pierre/Felipe do filme de Muylaert. Pelo contrário: formou-se em Direito, casou, teve filho… Enfm, um “normalzinho” que, como personagem, não renderia muito.
Segundo: achei uma boa o filme não focar no crime e na criminosa, já muito debatidos, e voltar-se para o terremoto na vida do adolescete que, como ele mesmo diz, foi roubado duas vezes – da família biológica e da família em que foi criado.
Terceiro: o fato das crianças que sequestrou gostarem da tal Vilma não é prova da “bondade” dela. A frieza e convicção com que ela mentiu mesmo depois de pilhada, a ausência total de qualquer sentimento de culpa, de qualquer traço e compaixão, me parecem indícios de psicopatia. E, pelo pouco que sei, psicopatas, mesmo sendo incapazes de amar e ter compaixão, têm muita habilidade para se fazerem amados. Essas crianças foram mais vítimas dela que do Jornal Nacional, essa praga da vida brasileira. Vilma me dá é arrepios! Só faltava agora ela ser promovida a mãe do ano. Valei-me, minha Nossa Senhora!
Vinicius Carioca
24 de outubro de 2016 8:06 amColoquem um alerta de
Coloquem um alerta de spoiler!!!
Kd o admin?
Conejo 10
24 de outubro de 2016 1:53 pmE OS 15 ANOS DE SOFRIMENTO DA MÃE VERDADEIRA?
A história de Pedrinho é bem curta: ua mãe padeceu durante QUINZE ANOS porque lhe roubaram o filho recém nascido. Alguém aí de cima, que se considera juiz, tem ideia do que é passar 15 anos se culpando (não fui cuidadosa, fui negligente, como é que permiti isso, será que ele está vivo, será que ele é bem tratado)?
Vamos deixar de ser guiados pelo preconceito. Ao que me lembro Pedrinho nunca mais quis saber da mãe que o criou. Vá lá que ela o criou com carinho, pelo bom caminho, formou um bom moço. Portanto, Pedrinho não necessita da nossa solidariedade.
Mas a mãe de sangue, nenhuma solidariedade? Vocês todos estão se igualando ao grande “sociólogo” Agnaldo Timóteo que não viu nenhum crime em uma senhora roubar um bebê que tinha todo o amor e todos os cuidados na maternidade.
É verdade que as duas meninas que ela também roubou náo quiseram abandoná-la e nem se preocuparam em saber quais os verdadeiros pais.
Emma
24 de outubro de 2016 6:25 pmQué sé yo ??
Acho que ninguém aqui deu razão à mãe “adotiva” do Pedrinho. O gesto dela foi imperdoável criminal e moralmente. A discussão é de como a mídia tratou Pedrinho e, principalmente, as irmãs dele diante do caso. Não sabemos (graças a Deus) como é descobrir de repente que aquela mulher que te ama e que você ama acima de tudo não só não é sua mãe, como a roubou de sua família. Por mais horrendo que seja , como deixar de amar de um dia para o outro a sua “mãe”?! Centenas de casos parecidos se deram ( e ainda se dão) na Argentina com os filhos dos desaparecidos durante a ditadura.
Fabiot22
24 de outubro de 2016 3:07 pmqueria ver se fosse seu filho
queria ver se fosse seu filho roubado / sequestrado
Jus Ad Rem
25 de outubro de 2016 11:38 amSe fosse meu filho eu faria o
Se fosse meu filho eu faria o mesmo que o pai biológico fez: Entender que a dor maior, quem estava sofrendo ali era o menino! Para ele aquela era, sempre foi e sempre será sua mãe, que ‘agora’ estava sendo massacrada.
Se o garoto não tivesse recebido o amor de mãe, jamais estaria defendendo aquela mulher.
Não se trata de ignorar o crime cometido por ela, e sim, preservar as vítimas. Respeitar a dor das vítimas.
Ivan de Union
24 de outubro de 2016 11:42 pmNossinhora! Falando com
Nossinhora! Falando com minha filha agorinha, o unico drama que eu me lembrei de ter assistido no cinema foi “Ordinary People” em 81 e eu detestei! -aqueles playboys podres de ricos choramingando e resmungando o tempo todo, eh de doer…
O filme do post eh barbaro! Direcao, cenarios claustrofobicos aa la Woody Allen, atores, a fabulosa atriz “mae” e “mae” de novo, a falta dos chiliques mediaticos (o filme nao tem unzinho chilique), tudo eh bem pensado e bem escrito!
(nao vou comentar a historia real, eh igual mensalao pra mim: so mais uma coisa que eu nao vivi e nunca ouvi falar ate muitos anos depois)
Aleandro Chavez
25 de outubro de 2016 1:16 pmMãe adotiva???
Adotiva???
A
Mãe adotiva???
Adotiva???
A Vilma nunca foi mãe adotiva. Referir-se a ela como adotiva é uma tapa na cara de mulheres que estão há anos na fila esperando uma adoção.
Vilma foi uma sequestradora.
Plínio J. V. Lins
28 de outubro de 2016 1:25 amNão eu o artigo de 2003 do
Não eu o artigo de 2003 do Nassif?
O sequestrado a tratava de mãe, que é o que ela se tornou de fato. Foi um crime, mas há uma história que precisa ser compreendida antes do veredito de linchamento. E você se guia pela enredo da polícia.