O quadro de candidatos na conjuntura confusa, por Aldo Fornazieri

O quadro de candidatos na conjuntura confusa

por Aldo Fornazieri

O quadro de candidaturas à sucessão presidencial se fechou no final de semana imerso numa densa neblina de incertezas acerca de seu desfecho. Grosso modo, pode-se dizer que existem três vértices: 1) à direita, Bolsonaro e Alckmin; 2) ao centro, Marina Silva, Álvaro Dias e Henrique Meirelles, mais Amoedo; 3) à esquerda, Lula, Ciro Gomes e Guilherme Boulos. Claro, existem mais alguns candidatos. Dentre os citados aqui, os que parecem estar no jogo são Lula, Alckmin, Bolsonaro, Marina e Ciro. Álvaro Dias tem alguma chance remota de surgir como azarão. Meirelles é o candidato do governo Temer. Alckmin é o candidato do sistema, do establishment, do mercado, dos bancos, das elites e da estrutura de poder que articulou o golpe contra Dilma.  Bolsonaro é o candidato do grupos neofascistas e de uma massa desencantada, disforme e dispersa, portadora de uma mentalidade radicalizada que julga ser necessário o uso da força para resolver os problemas do Brasil.

O principal adversário de Alckmin, no primeiro turno, será Bolsonaro. O tucano age para esvaziar a sua candidatura. Por isso, capturou a senadora direitista e fascistóide do Rio Grande do Sul como candidata a vice. Ana Amélia (PP) fazia parte de uma coligação pró Bolsonaro no estado. Alckmin e Bolsonaro não irão juntos para o segundo turno. O mais provável é que o capitão seja desidratado e destruído pela mídia engajada na candidatura do sistema. Nos demais itens que contam em campanhas eleitorais, o tucano leva uma vantagem enorme: estrutura de campanha, apoio nos estados, tempo de TV e rádio, apoio econômico etc. Na área da segurança pública, tema caro a Bolsonaro, Alckmin tem números invejáveis para se contrapor às veleidades do ex-militar. Assim, mesmo com o risco de indicar uma tendência, no campo da direita, esta aponta para uma passagem de Alckmin para o segundo turno.

No campo da esquerda, se Lula estiver na urna, a fatura estará decidida. Ao contrário do que dizem várias análises, é improvável que vença no primeiro turno. O jogo será brutal. Mas, tudo indica que a candidatura Lula será ceifada pelo TSE ou pelo STF. É preciso entender que hoje o centro operacional do golpe está no Judiciário, que vem indicando sinalizações ferozes de que agirá para proteger o sistema e seu candidato. A jurisprudência indica que Lula tem o direito de ser candidato, mesmo com a inconstitucional lei da Ficha Limpa, sancionada pelo ex-presidente e estimulada pelo PT. Mas o Judiciário já rasgou a Constituição, pisoteou as leis e jogou a jurisprudência no lodo.

Sem Lula, o jogo ficaria mais complicado. Provavelmente, Lula seria substituído por Haddad, indicado a vice, que é pouco conhecido nacionalmente. O período da campanha é curto e o tempo de TV do PT não é elástico. Na estratégia do PT conta-se muito com a tese de transferência de voto de Lula para o seu substituto. Não é simples. Mais do que grandes eleitores, o que mais define a chamada transferência de voto são as condições conjunturais. Ela funciona melhor quando um governante bem avaliado está saindo do governo e apóia um apadrinhado. Foi assim que funcionou com Dilma em 2010.

Já, Haddad, em 2012, na eleição para a prefeitura de São Paulo, não foi um poste eleito por Lula. Grosso modo, existem dois tipos de conjunturas eleitorais: a conjuntura da conservação e a conjuntura de mudança. Como regra, nas conjunturas de conservação o governante se reelege ou elege o sucessor ungido por ele. O eleitorado quer continuidade. Nas conjunturas de mudança, o eleitorado tende a escolher aquele candidato que melhor encarna a ideia de mudança. Haddad, fundamentalmente, se elegeu prefeito porque expressou melhor a aspiração de mudança do eleitorado paulistano.

A conjuntura atual é confusa. O atual quadro de intenções de voto é frágil, com grande número de indecisos. Se a campanha, que será acompanhada por alto grau de descrença, não for capaz de produzir forte polarização entre dois candidatos, poderá ocorrer uma situação de empate técnico entre três ou quatro candidatos na reta final do primeiro turno.

Há que se acrescentar ainda o seguinte: se Lula for retirado da disputa pela consumação do golpe, o mais provável é que permaneça preso. Assim, não estará junto com o substituto nas ruas para imantá-lo com seu poder magnético, fator que enfraquece a transferência. É improvável também que o deixem gravar propaganda de rádio e TV. O candidato do PT teria pouco tempo para afirmar a sua liderança e para construir-se como personalidade política nacional durante a campanha. Isto teria que ter sido feito com antecedência e este foi o ponto falho na acertada estratégia do PT de manter a candidatura Lula.

Se a candidatura Lula for imolada no altar de Adikia, Deusa da Injustiça, o Brasil será recoberto com as trevas de um temor terrificante de acontecimentos sombrios. O voto de Lula tenderá a se dispersar, distribuindo-se, principalmente, entre o candidato do PT, Ciro e Marina. O fato é que a esquerda está pulverizada e enfrentará um bloco forte da direita aglutinado em torno de Alckmin. Ciro terá alguma chance de passar para o segundo turno se o substituto de Lula não decolar e, Marina, se Alckmin não se viabilizar.

A tática adotada pelo PT, de isolar Ciro Gomes, poderá trazer importantes prejuízos ao campo progressista e ao próprio partido. A militância de base e a máquina do PSB não ficarão neutros na campanha: se distribuirão em apoio ao PT, a Ciro e a Alckmin. O PT não ganhou praticamente nada além do que já tinha do PSB e cortou a cabeça de Marília Arraes em Pernambuco, desmotivando a militância e a juventude, num momento em que o Brasil e o próprio PT precisam desesperadamente de lideranças jovens. A retirada da candidatura do PSB em Minas Gerais, se ocorrer, nada acrescenta ao PT e poderá até abrir brechas para que os tucanos vençam no primeiro turno.

Se o PT quiser ter alguma chance, remota, de ver o nome de Lula na urna eletrônica precisa agir depressa e não só com uma equipe de advogados. Precisa agir nas ruas, nos mercados públicos, nos estádios de futebol, onde houver aglomerações populares. Só haverá alguma chance de Lula permanecer candidato se os juízes dos tribunais superiores forem intimidados pelo clamor popular. Sim, intimidados, porque este é o único jogo que eles entendem na sua sanha persecutória, no seu papel de pretorianos do sistema injusto e cruel, instalado no Brasil. Em política, mesmo no regime democrático, quem não se fizer respeitado e temido, terá que agir intimidado.

E se a direção do PT não agir para fazer o Brasil tremer por um clamor popular pela candidatura Lula, confirmará que é uma direção de pusilânimes, de carpideiras que lamentam a tragédia de Lula, mas sempre pronta a agir com realismo oportunista para preservar os seus interesses e o seu poder. Mostrará que o discurso de defesa de Lula não passa de um faz de conta, assim como foi com outros líderes petistas queimados na fogueira da história.

Quanto aos juízes dos tribunais superiores, eles parecem ter se tornado amantes da Disnomia, pois, além da desordem social, querem que o Brasil se afunde no abismo da discórdia política, cuja consequência é só uma: a violência política generalizada. Os juízes serão responsáveis por agravar a ilegitimidade das instituições e do futuro governo se impedirem a candidatura Lula. Neste caso estarão agindo para dar uma vitória a candidatos da direita, mas cobrirão o futuro governo de ilegitimidade.

Um governo ilegítimo não trará prosperidade econômica, pois governará sob a espada da exasperação dos conflitos e da contestação. Um governo ilegítimo não trará a paz social que nunca houve. Um governo ilegítimo será a fagulha da grande fogueira de ódios e desavenças nos próximos anos. O povo está emitindo sinais de exaustão, de impaciência, acerca de sua condição trágica. Uma nova geração de líderes está nascendo. Líderes pouco dispostos a aceitar a brutalidade que as elites, o Judiciário, o Estado e o sistema perpetram contra o povo. A situação está chegando num ponto em que a indignação está deixando de ser calada e passiva. A crueldade contra o povo e suas misérias exigem que a indignação se transforme em fúria da mudança.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP)

 

37 comentários

  1. na falta de TU, vai tu mesmo.

    na falta de TU, vai tu mesmo. A esta altura do jogo, menos mal ter que escolher o “menos mal” ..se deixarem

    FATO – O BRASIL, sempre PARVO e adormecido, ensaia permitir a CAÇADA ao seu MAIOR líder

    A OUSADIA dos golpistas impera e a COVARDIA dos aliados surpreende.

    Que de todos colocados, HADDAD é o mais ponderado e pacífico, disso não tenham duvidas (ele que já se apresentou ao COMANDO MILITAR tb).

    Agora, pra mim, este pacifismo em NADA indica que o BRASIL, a partir de 2019, estará perto do armistício.

    Me ajudem a refletir sobre algumas duvidas e possibilidades:

    – assumindo em 2019, Haddad, como advogado e ciente dos vícios processuais, INDULTARIA Luiz Inacio ? e a ESCUMALHA juridicialista, permitiria ?

    – se não HADDAD, o STJ e STF inocentariam LULA ? Quando ? Não ? porque ? Se sim, como fazer com MORO, o TRF4, e os próprios MEMBROS do STJ e STF que de forma GOLPISTA, omissiva, obrigaram a população do BRASIL inteiro a se vergar diante das suas preferências ?

    Vdd é que, PRA MIM, o SISTEMA já tinha avisado LULA que ele não poderia mais voltar ao Poder, isso em 2014 – talvez em troca, permitiriam a reeleição improvável de DILMA. Como DILMA, milagrosamente, foi re-conduzida, IMAGINO, os DONOS do BRASIL romperam o trato e deram o golpe. Diante disso LUIZ INÁCIO agora, resolvera tentar dar o troco diante de inimigos poderosos (incluso EUA), e eis que chegamos aonde estamos. Será ? Quem sabe um dia LULA confirme ou desminta esta minha impressão ?!

    Até lá, talvez, continuarei, se deixarem, a votar no menos pior da vez.

     

    • Romanelli

      Pensando da mesma forma que você, também acho que se a chapa petista ganhar e se Fernando Haddad indultar a Lula e, mais, convocar novas eleições como muitos pedem, poderiamos sofrer esse golpe militar tanto temido. Essa possibilidade vai depender das circunstâncias, tais quais o judiciario, imprensa, demais poderes e, principalmente, da (não) reação popular. 

      • ..uma hora os golpistas terão

        ..uma hora os golpistas terão que ser encarados de frente  ..até quando temos que nos esconder dos nossos próprios medos e fantamas ? ..pra mim já deu (faz tempo)

        HADDAD só é cabível pra LIBERTAR e indutar LULA (e terá o PERDÂO do POVo lhe dando abrigo)  ..mais, pra pedir o BONÈ e convocar novas eleições

        ou isso, ou nem precisa fazer o BRASIL perder tempo

         

  2. Por que será?

    “Em política, mesmo no regime democrático, quem não se fizer respeitado e temido, terá que agir intimidado”. 

    Esta frase nos diz alguma coisa sobre o comportamento de Dilma Roussef, de Lula e do PT, que foram incapazes de fazer valer e honrar a soberania popular que lhes deu a vitória eleitoral em 2014? 

    Por que Dilma Roussef, Lula e o PT, apesar de eleitos para a presidência da República, foram mais fracos e impotentes que o notório bandido Eduardo Cunha e incapazes de garantir maioria no Congresso para evitar o golpe do impeachment? 

    Por que a presidente eleita, Lula e o PT não convocaram o povo em 2014 e 2015 para defendermos nas ruas os votos que demos para os eleger? 

    Por que o PT, com toda a legitimidade do voto popular, formou um STF de direita?

    Em política, o Príncipe faz tudo o que pode. O que ele não pode fazer é aquilo que a oposição impede que ele faça. Não é assim a política? 

    Quando Lula e o PT tentaram dar o impeachment em FHC a tese não prosperou porque o esquema de FHC era mais poderoso, não foi assim? 

    Por que o PT ajudou a aprovar leis inconstitucionais que se voltaram em seguida contra a soberania popular?

    Por que o PT joga toda a culpa do golpe do impeachment nos seus aliados traíras e na conspiração internacional e deixa de assumir a sua responsabilidade no golpe, a sua fraqueza, a sua pusilanimidade em defender a soberania popular? 

    Será que o caminho agora será considerar as próximas eleições uma fraude e, mais uma vez, jogar a soberania popular no lixo? 

  3. Quem cria corvos…

    Apesar do tom bastante ressentido, o leitor Josias Pires faz críticas muito pertinentes ao PT, que desde a virada do século deixou de ser um partido popular, de massa trabalhadora organizada e sindicalizada, de comunidades de base arregimentadas pela ala progressista da igreja católica, de pensadores, intelectuais, acadêmicos, jornalistas e analistas engajados com a restauração democrática, etc., para se transformar numa burocracia dominada pela ala jurídica/judicial.

    A partir de enclaves, células plantadas pela direita na estrutura do partido, o PT se deixou controlar pela burocracia do chamado “PT jurídico” ou “PT judicial” já no final da década de 1990, quando quinta-colunas do naipe de José Eduardo Cardozo foram infiltrados no partido. Mesmo sendo oriundo do movimento estudantil e guerrilheiro, José Dirceu, quando diirigiu e presidiu formalmente o partido, fortaleceu essa burocracia jurídica, que pouco a pouco desmontou o partido operário, transformando-o em mais um partido do “sistema”, mas que usava o apoio das classes trabalhadoras e excluídas (conquistado nas duas primeiras décadas, sob a liderança do grande líder operário Lula), para conseguir milhões de votos nas urnas e se tornar um partido social-democrata, burguês e moderado, mas praticamente imbatível em eleições disputadas numa arremedo de democracia (de baixíssima intensidade), que vigorou no Brasil entre 1989 e 2014.

    O grande jurista Luiz Moreira tem mostrado de forma didádtica que o “PT jurídico” ou “PT judicial” induziu parlamentares presidentes eleitos pelo PT a aprovarem leis anti-democráticas e inconstitucionais (como essa famigerada “Lei da Ficha Limpa”,  “Lei Anti-Terrorismo” e “Lei das Delações Premiadas”), as quais têm sido usadas não só para efraquecer e destituir governos eleitos (como o da Presidenta Dilma Rousseff), mas também para criminalizar os movimentos sociais, cassar o direito de reunião e manifestação, cassar o direito de greve e criminalizar a ação política. A ORCRIM Fraude a Jato, além de instrumento do alto comando internacional (que cooptou/comprou o sistema judiciário brasieliro – PF, MP e PJ) para derrubar o governo, desmontar o projeto de desenvolvimento soberano e inclusivo e pilhar as riquezas e setores estratégicos brasileiros, é corolário de prolongada ação do “PT jurídico” ou “PT judicial”, pois sem a tomada do Partido dos Trabalhadores por essa ala de infiltrados, o golpe e o desmonte não se dariamde forma tão fácil e  sem resistência. 

    Figurões arrogantes e incompetentes Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo foram elevados ao statu de “grandes conselheiros” da Presidenta Dilma Rousseff, que mesmo após a destituição da presidência da república, continuou prestigiando-os como se os mais leais e competentes conselheiros, articuladores políticos, estrategistas e advogado (no caso de JEC). Esses dois citados, juntamente com Rui Falcão e outros da burocracia paulista-jurídica-uspiana, levaram o PT à ruína, corroendo por dentro as estruturas do partido, tal qual fazem os cupins numa árvore (para citar uma analogia sempre citada pela Presidenta Dilma Rousseff acerca do golpe de Esatdo que a destituiu.

    A forma teatral e pouquíssimo combativa com que os parlamentares do PT e a burocracia do partido trataram a destituição da Presidenta eleita gerram desconfianças desde o início. Ora, se os parlamentares do PT (e de outros partidos que se consideram de Esquerda) tinham/têm convicção de que a destituição da Presidenta era/foi um golpe de Estado, por que eles não usaram as tribunas do Congresso Nacional para denunciar esse golpe de forma veeemente? Se esses parlamentares consideram que o Brasil está sob um governo golpista, porque continuaram dando quorum e legitimando esse golpe em sessões de votação na Câmara e no Senado? Como os parlamentares do PT e da Esquerda, os advogados da Presidenta Dilma Rousseff explicam aquelas encontros risonhos, registrados pelas lentes dos fotógrafos em intervalos da sessão final do golpeachmente, em 31 de agosto de 2016, em que aparecem José Eduardo Cardozo, Ricardo Lewandowski, Aécio Cunha e Dilma Rousseff?

    Além do Duplo Expresso, muitos de nós, leitores e militantes da Esquerda Democrática, nos contivemos nas críticas e na exposição de fatos constrangedores como estes que narrei. Mas diante da capitulação e destruição do PT e d aEsquerda, temos o dever de fazer as denúncias.

    • Por que será?

      Ao invés de referir-se a um suposto “tom ressentido” por meio de “críticas muito pertinentes”, o leitor João de Paiva deveria ter lido no meu comentário apenas perguntas – fiz uma série de perguntas que inquietam a todos nós que sempre votamos em Lula e em Dilma. São perguntas que buscam levar os leitores a refletirem sobre a necessidade de por em questão a natureza da Cultura Política que a esquerda brasileira no poder empreendeu; perguntas que precisamos nos fazer para encontarmos saidas deste imbróglio em que a cultura política do nosso país, com a ajuda do PT, nos levou. Ao invés de ficarmos nessa choradeira de “golpe” precisamos levar em conta que o impeachment só se deu devido a completa incapacidade do PT, de Dilma e de Lula de reagirem à altura em defesa da soberania popular. Ao invés de mobilizarem seus aliados e o povo em favor dos intersses da nação, Lula, Dilma e o PT ficou pairando no ar das instituiçoes podres. O golpe foi, no fundo, uma capitulação. A prisão de Lula decorreu do ativismo de um STF de direita formado pelo PT. Me incomoda essa empulhação de jogar a culpa de todos os nossos problemas na conspiração internacional e perder de vista a necessidade de refletir sobre os erros para que esses sejam evitados. No fundo, boa parte de nós – e aqui me incluo – que lutamos contra a ditadura e ajudamos a eleger Lula, transferimos nossos desejos aos governantes e, de certo modo, confiamos excessivamente que eles nos representariam plenamente. Ledo engano. A Política se faz todos os dias e está longe de ser obra apenas dos representantes e das instituiçoes representativas. 

    • Bom post

      Finalmente um bom post, João de Paiva. Corretamente crítico e colocando o dedo nas feridas do governo Dilma e do PT. Isto não significa anular os acertos dos governos petistas. Mas a crítica e a autocrítica são métodos fundamentais para não repetir erros.

  4. Tem cacos que não se colam

    O PT errou em dar um chega pra la no Ciro Gomes? Pois é… Dizem que Lula não é de rancores e vingativo, porém, Ciro durante muito tempo saiu pela imprensa dizendo que Lula se deixou corromper, que foi fraco no poder e conciliador com a corrupção, que seus filhos são corruptos etc. Imagine se dona Marisa, viva estivesse, aceitaria Ciro na chapa com Lula sem nunca este ter desdito todas as “boquirrotices” que andou dizendo ? Pouco provavel que Lula quisesse sinceramente, apos tudo isso, Ciro numa chapa petista, ainda mais como cabeça de chapa. Como confiar?

    • Lula é santo, coitado, nem
      Lula é santo, coitado, nem preciso citar a campanha de 2010. O filho do Lula é tão culpado quanto o Ronaldo fenômeno, Ciro não poderia dizer o contrário. O narcisismo Petista fica evidente, de Lula ainda mais por achar que em algum momento iria conseguir dobrar o judiciário, lançando uma chapa única à presidência. Ainda mais grave é o desgaste na imagem do PCdoB, que até então mantinha a extrema direita fora do espectro corrupto, por uma candidatura fraca trará a discussão para os costumes, deixando mais confortável pros setores conservadores.
      O mau dá esquerda é o mesmo da direita, não assumir os próprios erros.

      “Não adianta passar pano
      O pano rasga” – Sabotagem

    • Maria Luísa

      Poucos são os q acompanham o PT e Ciro desde muito tempo.A trajetória do PT é repleta de boicotes dentro do próprio PT, nem falo das expulsões,ou das saídas “espontâneas”.Procure saber como o imaculado lider(extremamente hábil e inteligente me diz quem privou com ele)entrou pra vida sindical.Procure saber os convites e a integridade de Ciro Gomes e sua capacidade (fora a língua solta,o temperamento)pra integrar governos Itamar,Lula e Dilma.E as rasteiras q levou(alguém já disse q os grandes homens cometem grandes erros).E como o genial conseguiu os maiores lucros pros Bancos e uma melhoria pros miseráveis – isso pode criar um curral eleitoral,cativo,mas não politizado,daí,esqueçamos números de estatísticas.

  5. Para mim a conjuntura atual é

    Para mim a conjuntura atual é muito clara e é de mudança. O governo Temer será avaliado nessa eleição. Não só ele é certo, mas ele principalmente. As pessoas querem mudança. Só isso aliás explica um Bolsonaro estar à frente de um Alckmin. Está certo que Alckmin ainda vai ter tempo para mudar isso, mas convenhamos já era para a esta altura do campeonato ele ser o grande nome da direita, dado o tamanho da máquina partidária que tem à sua disposição. Com relação aos candidatos da esquerda, penso que Haddad não empolgará o público em geral, apenas à militância mais fanática o acolherá. O risco dessa eleição é não termos nem Haddad e nem Ciro no segundo turno, e este ficar entre dois de três: Marina, Bolsonaro e Alckmin.

    • disse em outro espaço e

      disse em outro espaço e repito, Haddad é a folha de bananeira que temos pro momento

      Não só não empolga como SUBTRÁI em SP, por sua memória como alcaide ..fora que facilita o golpe coxinha, da democracia de aparências (ao contrário dum Celso Amorim que manteria aceso o confronto)

      Se LULA cair fora (for impedido de vez), o POVO INGRATO e ALIENADO do nordeste (ele que foi o mais agraciado por LUIZ INACIO,  e sequer colocou a CARA na rua em protesto) pula fora e bate recorde de abstinência

      O jogo é delicado, e esta em aberto. Não descarto nem a figura de Marina que s/TV nem internet pontua nas pesquisas 

      Assim, se ANA RELHO e o GENERAL Murão fizerem suas partes, os votos deles ficarão mais dividido, com a pangaré da fadinha podendo correr por fora

  6. Lula é pessoalmente responsável

    Não consigo ver um resultado positivo para o povo brasileiro na estratégia criada por Lula.

    Se der errado, os golpistas estarão legitimados pelo voto popular.

    Se der certo, Haddad será um “boneco” sem a autoridade e respeito necessários ao Presidente.

     

  7. Essa eleição é uma eleição de

    Essa eleição é uma eleição de mudança. Claro, o presidente tem quase 0% de aprovação! É como em 89, Ulisses o senhor diretas ficou na lanterninha porque era o candidato do Sarney.

    Como o golpe tenta resolver esse problema? Primeiro claro prendendo Lula, agora veterá sua canidaditura. Apesar disso não o soltará porque ele faria campanha pelo Brasil afora. Outro movimento foi monopolizar o tempo de Tv e fechar com a máquina do centrão,

    Ok, agora falta combinar com os russos, ou seja, os eleitores. Até agora quem tem sabido combinar com os russos tem sido o Lula. A ideia era manter sua força eleitoral, o que até agora acontece. Não creio que Lula queira combinar com os russos uma rebelião popular, isso ele sabe que não rola. A rebelião do povo é o voto.

    Então esse desejo do professor Aldo e de muitos outros de um levante popular, que é a unica forma de viabilzar a candidatura Lula, não passa disso, desejo.

    Lula sabe disso e se mantém sua candidatura é para não facilitar para o golpe, mantendo tudo indefinido, desnorteando o pig. Seu capital político e eleitoral está intacto e se não é certo que consiguirá transferir tudo, é a grande arma que assusta e intimida a direita.

    Certo que diante de um estado de exceção não resta muito espaço para otimismos. E o TSE é mais um “partido” que se coligou à frente ampla do golpe.

    Mas arrisco aqui um pouco de otimismo. Vejo que a esquerda de repente entrará na campanha bem mais coesa que a direita. A escolha do Haddad não deixa de ser um aceno para o Ciro. Eles dois se entendem muito bem. Já com a Gleise haveria bate-boca. Ela é mais identificada com a “burocracia” do PT alvo do Ciro. Não vejo Ciro e Haddad se agredidndo num debate, de forma alguma.

    Já do outro lado. Alkimin sabe que para ir para o segundo turna terá que recuperar os votos que perdeu para o Bolsonaro. Passar o primeiro turno batendo no PT não adainatará nada, o capitão é melhor nisso. Terá que atacar o Bolsonaro, que aí retrucará. Quero muito ver isso. Enfim acho que o começo dos debates será bom para nós. 

      • Corretíssima e Solidária
        O comentário – se não ficou claro, por certo por incapacidade minha de comunicação- em nenhum momento desqualifica a Sra Katia. Tenho enorme respeito e admiração por ela: fez por Dilma o que a “Nação Petista” não fez. Foi correta e solidária, uma mulher firme.

        De bônus, a crermos nas notícias, deu uma licaozinha no Serra.

        A questão é: candidato da esquerda. A Sra Katia não é de esquerda. Defende interesses que no mínimo obstaculam interesses fundamentais da esquerda.

        O comentário não desqualifica a Sra Katia. O comentário qualifica o Ciro.

        Que, se tiver um pouco de discernimento, considerando o resultado da Convenção do PT ontem, deve estar pensando: PUTZ, joguei minha última chance fora!

          • Não tergiversa.
            Não tergiversa. Não te conheço, mas este tsc tsc é forçado, já que a discussão não passa por composição de governo baseada em acordos e base, mesmo porque o pmdb à época era governo. Aliás, Temer ainda está lá certo?

            Você continua tirando da conversa quem realmente interessa.

            Dilma foi retirada do cenário para gaudio de uns e outras… E Katia nunca esteve no cerne do debate.

            Teu conhecimento que paira acima dos mortais seria mais útil se explicasse Ciro + DEM, ao invés de perder tempo com quem ” se deixou pegar…”. Kkkkk Ah, jura????!!!

            Ilumine-nos por favor!!!!!!

          • Você está mal informada ou está mendindo

            Você está mal informada ou está  Anna, pois o DEM está na coligação do Alckmin. Quem está tervigersando é você, pois quer negar a Ciro o direito de fazer o que o PT fez. O centrão, que agora apoia o Alckmin, de modo geral, apoiou a Dilma nas eleições de 2014 e esteve no governo dela. Tem que ter um mínimo de coerência e não bancar a moralista sem moral, como faz a direita.

          • “Moralista sem Moral!”
            Kkkk

            Nunca pensei que essa guinada do blog me proporcionaria momentos tão leves…

            Na boa, ou melhor, de boa… Estar mal informada, não ter moral ou o que mais queira o douto, bem informado: Ciro perdeu, por afoito, prepotente e soberbo, a oportunidade.

            É um homem de valor, sem duvida. Nem discuto isso. No entanto, está léguas à direita do aceitável nas circunstâncias atuais. Sabe morde e assopra? Isso não é comportamento de homem que consiga controlar a si mesmo. Boquirroto, bravateiro, atrevido. Pode ser bonitinho em tempos de paz. Mas não é o caso aqui, há pelo menos 4 anos. O golpe não aconteceu ontem. Sabe quem é o alvo: o ex-presidente. Que Ciro sempre que “elogiou”, incluiu um senão. Desvalorizou, desdenhou, fez pouco. Não basta ser inteligente, ter formação, não ter se vendido. É preciso antes de tudo deixar inequívocas suas escolhas, seu lado. Na Paz, podemos congraçar com todos, na guerra, convescotes e gracinhas com o adversário é um desrespeito aos aliados. Tantas vezes Lula foi acusado de “se render”, e Ciro pode fazer isso sem ser importunado?

            Não abraçou o DEM porque não deu… Alckmin foi mais rápido ou mais ladino. Talvez detenha melhores e maiores “meios”…

            O que mais lamento, além de gente inteligente querendo defender o indefensável, é ter que escolher depois do 07 de outubro, entre Bolsonaro e Alckmin. É ter que escolher quem quero derrotar – já sei – e ter que tapar o nariz para votar no outro. E em parte ser a assim por conta do destempero, afoitice e incomensurável ego do Sr. Ciro.

            Oscilou, titubeou, desdenhou. Com o reforço da vice certamente terá recursos para uma campanha expressiva.

            A propósito, saudações a quem te batizou. Oraculum é um nome bem bacana… Ops! Moralista sem Moral? Eu sou a Anna. Mesmo.

            PS.: Você está uma oitava acima do que considero razoável. Não voltaremos a debater. De toda forma, não sou “conversível.

  8. Por que os “Ciristas” encontram guarida no blog do Nassif?

    1 – Porque o blog não é partidário, nem personalista, ou não deve ser (por mais que muitas vezes pareça);

    2 – o sufixo “istas” já era rejeitado por Marx e alguns téoricos preferem se dizer marxianos (pois “ista” tá muito ligado a rótulos superficiais, a dogmas, oou pseudo-princípios que impedem o livre-pensar e a dúvida essencial ao conhecimento);

    3 – a baixíssima politização e senso de cidadania de nossa sociedade é um fator que leva à multiplicação de igrejas [num sentido amplo ], enfim, a panelas fechadas em si mesmas, e, por isso, não vêem a floresta).

    “The greatest threat to freedom is the absence of criticism” – W. Soyinka

  9. Ser ou não ser “de esquerda” ?

    Recurso muito vulgar é usar palavras ora difíceis,ora de uma complexidade q faria corar aqueles q discutem conceitos.Uma amostra é “ser de esquerda” ou não ser.Isso não quer dizer absolutamente nada,a não ser as pessoas se sentirem bem consigo mesmas, dominando ou aparentando dominar o jargão e conceitos.O que incomoda é Ciro Gomes, mas pode ser outra personagem (Mangabeira Unger tem um vídeo que discorre sobre isso).Esquerda é ampliar, no limite do ideal utópico marxiano,a ser perseguido, é conquistar as demais classes sociais,é juntar a partir dos que não são idênticos,mas são próximos,e não eliminá-las nem odiá-las como a família do Czar, outros tempos, outros métodos. Stalinismo não acabou,revive.

  10. O Golpe de 64 e o príncipe

    O que narrarei aqui são fatos históricos, colhidos de depoimentos e publicados em revistas. 

    Eram idos da década de 60. 

    Os militares haviam dado o Golpe Militar. A primeira coisa que fizeram foi irem de helicóptero à fazenda do Herdeiro da Família Real do Brasil, descendente de Dom Pedro II. Esta Família Real existe até hoje e ficam sempre de prontidão, caso alguém os chame de vota para ocuparem o cargo de executivo brasileiro. 

    Mas vamos aos fatos. Os militares ofereceram ao Herdeiro da Família real ( que era avô do atual principe da Orleans ) nada mais nada menos do que ocupar o cargo de Imperador do Brasil. A Monarquia seria assim reconstituida, e o Herdeiro iria dar continuidade ao Reinado que foi tirado de Dom Pedro II ( que aliás foi um dos melhores governantes que o Brasil já teve, e era abolicionista ). 

    Mas então, o Herdeiro do Trono Real recusou a oferta, desculpando-se sob a justificativa de que sem uma legitimação pelo povo ele não poderia aceitar. Bobagem. Na verdade esta legitimação poderia ser obtida por um Plebiscito, se ele assim o quisesse mesmo. 

    Os verdadeiros motivos da recusa, foram que o Herdeiro do Trono acreditou, dizem, que se aceitasse ser Imperador do Brasil, estaria legitimando o golpe militar. 

    Aí é que está. O golpe Militar não precisava ser legitimado por ninguém, pois a própria força bruta de si mesmo se legitimava. 

    Se o Herdeiro do Trono Real tivesse aceitado a oferta, teria poupado o Brasil de 20 anos de torturas, assassinatos, desaparecimentos, terror, e tudo o mais que é conhecido pelos livros de história. O Imperador do Brasil poderia ter dado ao seu Governo um ar de civilidade e respeito asos direitos humanos, que os militares soterraram sob a tortura. 

    ———————

    O que acontesse com a esquerda hoje é algo parecido. Uma grande parte dos petistas acredita que se não votar em Lula ( ou em branco ) vão estar legitimando o Golpe de 2016. Só que o golpe não precisa de legitimação de ninguém. O Golpe se legitimará por si mesmo, pelo uso da Força. 

    O que a esquerda acredita ser um voto de protesto votando em Lula, mantendo sua candidatura até o fim, mesmo sabendo que será barrada pela ” Lei da ficha Limpa “, ou votando em branco, nada mais é do que um protesto inútil, e que talvez tenha até um fim parecido com o protesto de 64 do Herdeiro do Trono do Brasil daquela época. 

     

  11. Amoedo centro? Ele tem a fala

    Amoedo centro? Ele tem a fala mansa mas é 10x mais direita que todos candidatos, principalmente na área econômica. O NOVO é cheio de conservadores, eles só não falam sem pensar igual o Bolsonaro.

  12. Fogo e fúria

    Fornazieri é um gtrande analista e um ideólogo que incendeia os corações mais gélidos… até minha mão trêmula de ancião desconsolado é movida pela exortação à ação desse bravo combatente. Depois não digam que não avisou…

  13. Existe direita e esquerda na política?

    Uma análise interessante para enriquecer o debate:

    Quatro blocos

    Um ligeiro exercício de análise de posicionamentos aponta quatro grupos de candidatos: o maior, reunindo o centro, que agrega os candidatos Geraldo Alckmin, Álvaro Dias, Henrique Meirelles, João Amoêdo e José Maria Eymael; o grupo de esquerda, com Guilherme Boulos, Lula (Fernando Haddad) e Vera Lúcia; o grupo de direita, abrigando Jair Bolsonaro e Cabo Daciolo; e o grupo de centro-esquerda, juntando Ciro Gomes, Marina Silva e João Goulart Filho. Mas há quem não aceite mais essa classificação.

    Duas posições

    O cientista político espanhol Manuel Castells, no Caderno Aliás, do Estadão, pontua que a grande questão “não é mais o embate entre direita e esquerda e sim de partidos democráticos (ainda que corruptos) contra uma coalizão neoautoritária apoiada por grupos de interesses ideológicos extremistas internacionais”. Tem certa lógica. A rigor, não se trata da versão clássica entre direita e esquerda.

    Leitura comparativa

    Após a queda do Muro de Berlim, ficou difícil sustentar o escopo do socialismo clássico ou do comunismo, ainda mais quando seu principal partido, PT, afundou-se na corrupção, flagrado com outros nos dois maiores escândalos da atualidade: mensalão e Lava Jato. Portanto, a divisão que estamos fazendo sobre os quatro grupos leva em consideração os escopos temáticos dos partidos – mesmo não se sabendo o que todos pensam sobre a densa agenda nacional -, estando sujeita a objeções. Para o leitor, a inserção dos candidatos no arco ideológico ajuda a entender as diferenças entre uns e outros.

  14. Quem da direita acredita que

    Quem da direita acredita que pode fazer o Brasil avançar?

    Bolsonaro?

    Meireles?

    Alckmin?

    Nenhum deles tem condições de levar o Brasil adiante…

    No que se transformará isso?

    Se não terá recursos para a Capes no ano que vem, terá recursos para hospitais, aposentados, educação, infra-estrutura, pagamento de funcionários públicos?

    Vão pagar funcionários em parcelas?

    Juízes aceitariam receber em parcelas?

    O que disso já está acontecendo com o Brasil?

    Alguém vê sinais de crise em algum jornalão?

    Na grande mídia?

    Hospitais, estradas, vai tudo bem?

    Nada que associe crise ao golpe…

    Vai tudo bem no pais do golpe!

    O povo é que chora de mais…

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