Os Brasis: nós, por Arkx

fotos: Jornalistas Livres

Os Brasis: nós, por Arkx

aquela era uma estranha contagem regressiva. quanto mais chegava ao seu término, mais distante ficava de seu destino. 2018 é para sempre um ano longe demais.

não haverá retorno ao paraíso perdido do big-bang das commodities. nenhum regresso à ilusão dos anos dourados do “político mais popular da Terra”. adeus à qualquer reedição da estratégia de conciliação permanente para viabilizar um projeto de hegemonia às avessas.

já não pode existir uma coexistência pacífica na qual a minoria mantém seus privilégios ultrajantes e seus lucros exorbitantes, enquanto se tenta mitigar a vergonhosa miséria da maioria através de políticas sociais compensatórias.

numa economia mundial mais uma vez à beira de um novo colapso, desta vez provocado pela crise da dívida privada na China, desapareceram as mínimas condições para num país acorrentado ao modelo liberal-periférico, como mero exportador de matéria-prima, se implementar programas sociais redistributivos.

com a mudança climática se agravando em todo o planeta, no Brasil a ponta deste iceberg é a crise hídrica, enquanto em sua profundidade submersa se propaga uma epidemia de distúrbios do sono.

por toda parte as chamas crepitam. mesmo abafadas  pelo lockout da MídiaGlobal. mesmo repudiadas por uma proposta não de superação do golpe, e sim do congelamento da oposição a ele. como se fosse possível reduzir o brilhante calor da luta ao desolador inverno de uma resignada pax social fundada na capitulação e no fatalismo.

o verão chegou. as grandes labaredas do incêndio nacional se alastram, sem que ninguém mais possa reservar para si tanto o desejo quanto a capacidade de ateá-las. queremos incendiar o país, somos nós, o Povo sem Medo, os únicos que podem fazê-lo. Dracarys.

a representação política faliu. as instituições estão em coma. a economia se desintegra. o tecido social se decompõe. com o véu constituinte em farrapos,  Executivo, Legislativo, Judiciário e MP estão despidos de qualquer poder emanado do povo, e se alinham a serviço de um único poder: o econômico. o poder do grande capital financeirizado e internacionalizado.

por um lado, uma Direita sem qualquer pudor em exibir a brutalidade de sua face colonial e escravagista. não lhe basta condenar o Brasil à pena perpétua como produtor de commodities, com seu povo submetido à precarização estrutural do trabalho e completa extirpação da cidadania. é preciso ir além: a alienação do próprio território nacional.

do outro lado uma Ex-querda pelega e perdida. sempre pautada pelo calendário eleitoral, orientada à pesquisas de intenção de voto e movida pelo sonho impossível de através da conciliação de classes promover a redenção dos trabalhadores.

e nós no meio desse nó. um nó que nenhum dos gestores de BrazilPar conseguirá desatar. nós que nenhuma facção da guerra de famiglias poderá cooptar. nós que não estão presos a nenhum limite, pois se há limites insuperáveis, não deve haver limite no desejo de superá-los.

se o tigre parar, as presas possantes do elefante irão transpassar. mas o tigre jamais vai parar e o elefante de hemorragia e exaustão morrerá.

a lumpenburguesia brasileira forjou as condições inéditas para o impensável. tudo sob o céu está mergulhado no caos. já não haverá nenhuma retomada da economia, muito menos reconstrução do Brasil, a não ser pela aplicações das duras, necessárias e inadiáveis medidas populares”. o grande capital pagará a conta de uma crise gerada por ele e só a ele beneficiando.

o setor dominante nunca será capaz de solucionar a crise. ele é a crise. se a crise da luta contra o golpeachment é a crise de nossas velhas e moribundas lideranças, diversas novas lideranças nascem em cada ato e manifestação. há inúmeras outras lideranças pululando nas lutas das ruas e das ocupações, rompendo as couraças da repressão e do conformismo.

tanto no mundo quanto no Brasil precisamos de um novo Breton Woods. estamos todos entre Roosevelt ou Hitler x Stálin.

neste cenário, corremos o alto risco de entrar em cena um Trump tupiniquim. mas nenhum grotesco Capitão Bolsonaro se encaixa no perfil. menos ainda o multi-show paulistano de João Dória. tampouco Mouros, Jobims e assemelhados. nem mesmo alguém saído do fundamentalismo neo-pentecostal.

mas pode até ser um general preparado, ponderado, inteligente, bem assessorado, carismático e articulado internacionalmente às demais lideranças do BRICS. um novo Geisel, mas além da bandeira nacional-desenvolvimentista, com um forte apelo popular.

uma guerra de mundos. nesta guerra mundial híbrida em curso, a batalha do Brasil ganhou dimensões épicas. o Brasil é um dos pilares fundamentais, para num mundo multipolar se evitar o armagedon nuclear e reerguer a economia global do abismo da crise de 2008.

de um jeito ou de outro, por bem ou por mal, mais cedo ou um pouco mais tarde, assim como nos EUA o pântano precisa ser drenado, no Brasil não sairemos do mesmo lugar sem dragar este atoleiro. nós precisamos cortar estes nós. se não o fizermos, ninguém mais será capaz de fazê-lo. pois a construção da Nação é concomitante ao parto de seu Povo.

1. anular o impeachment;

2. punir os responsáveis pelo golpe;

3. revogar todos os atos e contratos do governo usurpador.

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67 comentários

  1. Prá piorar, o Poeta ainda me culpa pelas auroras irruptas

    Sou responsável pela lepra do leproso e pela órbita vazia do cego
    Pelos gritos isolados que não entraram no coro.
    Sou responsável pelas auroras que não se levantam
    E pela angústia que cresce dia a dia

     

    Você não acha que esse Poeta está sendo injusto comigo, não, Arkx?

  2. Arkx, o comandante do

    Arkx, o comandante do exército, Eduardo Dias, se não me engano esse é o nome dele, fêz um pronunciamento ontem, em que manifesta duas preocupações: a previdência dos militares ( não é para mexer) e a indisciplina social ( acho que ele deve estar se referindo à senzala). Como bem se expressou um comentarista de outro blog, nossos militares constituem um exército de ocupação. Eles são tudo, menos patriotas. Parece que esse general idealizado no texto ainda não nasceu. Esse atalho já foi dinamitado pelos falcões. A única certeza, no momento, é que entramos numa era sombria. Tudo pode acontecer. 

    • os Brasis: nós

      -> nossos militares constituem um exército de ocupação. Eles são tudo, menos patriotas. Parece que esse general idealizado no texto ainda não nasceu. Esse atalho já foi dinamitado pelos falcões.

      o “general” é apenas uma referência, por exclusão, ao perfil de um possível Trump aqui no Brasil. já que nenhum dos demais candidatos se encaixa.

      não estou idealizando o “general”, como não idealizo Trump. ambos são uma solução pela Direita, para um impasse que o setor dominante gerou, mas não consegue superar.

      sem dúvida as FFAA da FCH (Federação das Capitanias Hereditárias do Brasil) são um exército de ocupação. visto nas favelas do Rio.

      a partir de 1964, as FFAA sofreram diversos expurgos, para delas extirpar também o caráter popular e nacional.

      um governo de Esquerda tem como uma de suas prioridades reconstruir as FFAA sob o compromisso de defesa da Nação e do seu Povo. e não ser força auxiliar de interesses geopolíticos internacionais e atuar como milícia privada da plutocracia.

      abraços

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  3. Mas porque um General?

    A libertação dos trabalhadores é tarefa não de um general, mas dos próprios trabalhadores.

    Não entendi, Arkx. Enquanto houver sol, ainda há de haver uma saída. Mas não tem sol já há vários dias. Só essa trevas gélidas permeando a alma, Enquanto isso, o sol, com todos aqueles planetas que o orbitam e dele dependem, ainda pode amadurecer um cacho de uvas como se nada mais existisse a fazer no Universo. É do Galileu, não tem empolga. E dos Titãs.

    O que você acha do fato de o Big Bang das commodities não ser mais reversível?

    Só mais uma perguntinha. Porque você não usa letras maiúsculas? Mas não me pergunte porque eu as uso. Combinado?

    • os Brasis: nós

      -> Mas porque um General?

      apenas porque nenhum dos demais se encaixa num perfil do Trump brasileiro. e não que eu esteja propondo um “general” como o Salvador da Pátria. assim como Trump, o “general” seria uma opção do próprio setor dominante para o impasse que ele mesmo gerou. só que isto sempre implica em rupturas. como previsto, Trump enfrenta sérias resistências do Deep State dos EUA. e o mesmo aconteceria aqui.

      -> O que você acha do fato de o Big Bang das commodities não ser mais reversível?

      mas o problema central nem é este. é que o Brasil não se desenvolve apenas exportando matéria prima sem valor agregado. sem falar no enorme passivo sócio-ambiental provocado pelas monoculturas extensivas e extrativismo mineral. pecuária devastando o cerrado e a Amazônia. um modelo altamente nocivo, sob todos os aspectos.

      abraços

      p.s.:

      -> Porque você não usa letras maiúsculas? Mas não me pergunte porque eu as uso. 

      presumo que vc escreve com maiúsculas pq aprendeu assim e se acostumou. quando eu aprendi, aprendi sem maiúsculas.

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  4. o resto é resto

    1-2-3 somente isto resolve.

    Uma constituinte “ad hoc” com um atigo a definir que apenas com plebiscito poderá ser modificado qualquer artigo da “nova” cosntituição e nunca mais PEC(aminosas).

    • os Brasis: nós

      -> apenas com plebiscito poderá ser modificado qualquer artigo da “nova” cosntituição e nunca mais PEC(aminosas).

      e também as indicações para o STF devem passar por referendo popular.

      abraços

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    • puxa vida…………………..que lindo

      desde que passei a me entender como gente continuei desejando que o sangue que já correu de cada um desses brasileiro de verdade secasse………………

      hoje, com o golpe, vejo que nada mudou, nunca secou, e ninguém faz nada

      O Brasil sangra. E que ninguém mais venha me dizer que é por nós

      • Estou tentando, em vão, sugar o seio da impossibilidade

        O Doce e o Amargo
        (Secos & Molhados)

        O sol que veste o dia
        O dia de vermelho
        O homem de preguiça
        O verde de poeira
        Seca os rios, os sonhos
        Seca o corpo a sede na indolência

        Beber o suco de muitas frutas
        O doce e o amargo
        Indistintamente
        Beber o possível
        Sugar o seio
        Da impossibilidade

        Até que brote o sangue
        Até que surja a alma
        Dessa terra morta
        Desse povo triste

    • os Brasis: nós

      neste exato momento desta réplica, a temperatura atingiu 35ºC e a umidade do ar desceu para 25%. dentro de casa, protegido por árvores e com água correndo pela grota. em 12 anos por aqui, nunca foi tão brabo. ferrou…

      abraços

      .

  5. O que é e como superar um

    O que é e como superar um dilema? Assim respondiam os gregos: um sujeito é encurralado num canto da arena por um leão. Se tentar fugir pela esquerda ele será percebido pelo olho direito do leão que o comerá. Se tentar a direita srá percebido pelo olho esquerdo do leão. Eis a definição de dilema. Como sair? o sujeito se abaixa cautelosamente, apanha um punhado de areia e joga nos olhos do leão. Cego momentâneamente ele escapa. Esta soluçaõ por aqui tem nome: guerra civil. Nada de esquerda, direita, economia, religião, partidos políticos, lideranças antigas e consagradas ou militares. Revolta, violência que tipicamente se tratando de guerra civil é, no início, confusa, intermitente e caótica. Mas é preciso manter o foco: o deslocamento do poder das elites, dos ricos, dos empresários para devolvê-lo aos seus legímos donos, o povo, os trabalhadores. Eles saberão o que fazer.

  6. O que é e como superar um

    O que é e como superar um dilema? Assim respondiam os gregos: um sujeito é encurralado num canto da arena por um leão. Se tentar fugir pela esquerda ele será percebido pelo olho direito do leão que o comerá. Se tentar a direita srá percebido pelo olho esquerdo do leão. Eis a definição de dilema. Como sair? o sujeito se abaixa cautelosamente, apanha um punhado de areia e joga nos olhos do leão. Cego momentâneamente ele escapa. Esta soluçaõ por aqui tem nome: guerra civil. Nada de esquerda, direita, economia, religião, partidos políticos, lideranças antigas e consagradas ou militares. Revolta, violência que tipicamente se tratando de guerra civil é, no início, confusa, intermitente e caótica. Mas é preciso manter o foco: o deslocamento do poder das elites, dos ricos, dos empresários para devolvê-lo aos seus legímos donos, o povo, os trabalhadores. Eles saberão o que fazer.

    • os Brasis: nós

      -> Esta soluçaõ por aqui tem nome: guerra civil.

      já estamos numa guerra civil de baixa intensidade. mas a guerra civil é como o golpe. o mais difícil não é dar o golpe, mas depois estabilizar o país. é o que os golpistas não irão conseguir fazer.

      e quanto a guerra civil aberta, ninguém pode prever seus desdobramentos.

      abraços

      .

  7. falou e disse bonito…

    quando o Estado passa a ser o principal inimigo, os cidadãos tem um dever a cumprir

    que cada um seja o seu próprio general, pois só assim o número de soldados de qualquer general nunca será superior ao número de cidadãos com deveres a cumprir

    o que aconteceu e segue acontecendo no Brasil tem que virar um livro……………………..

    único país em que seus cidadão precisaram se proteger da política, da justiça, da polícia ou de praticamente todas as suas instituições.

     

    • os Brasis: nós

      ->o que aconteceu e segue acontecendo no Brasil tem que virar um livro……………………..

      no Brasil de nossos dias, a realidade se tornou um tipo de ficção. tudo é inacreditável, de tão escancarado. é sinal de grave patologia institucional. o Brasil vai ter que ser reconstruído. de baixo para cima. de dentro para fora.

      abraços .

    • revolução….

      Esquerda burra. Esquerda que reescreveu a tal ConstituiçãoEscánioCaricaturaCidadã. Esquerda que agora são os outros. Assim como elite são sempre os outros. O país que não se assume. A democracia que nunca chega. Salvadores da Pátria, um para cada gosto. Eleições ditatorialmente obrigatórias. Mas retrógrado é um tal de Pelé que talvez tenha dito que brasileiro não sabe votar. Eleições obrigatórias para que mesmo? Cada elite, de qualquer cor, de qualquer ideologia, cada qual defendendo seu pedaço no latifúndio do Orçamento Público, negando que a saída seja a liberdade plena. Eleições livres e facultativas? E sobreviveremos de que no deserto? Sem o oásis das verbas públicas? O Brasil se explica. E se lamenta. 

      • revolução….

        E tem outra coisa a cada dia vejo que esquerdopatia fundamentalista tupiniquim congenita não tem cura mesmo. Mudança climática e Crise Hídrica? Estamos no país (poderia ser mais polido mas não serei) onde 200 milhões de pessoas CAGAM na água que bebem. E o cidadão relaciona falta de água às mudanças climáticas? Somos uma Terra de Lunáticos mesmo. Visitem Pirapora do Bom Jesus a meia hora das Marginais, principalmente depois de 2 semanas sem chuvas e verifiquem o que é morar com o nariz dentro do resultado de 20 milhões de privadas da grande São Paulo. Lugar onde a Fundação Mata Atlântica leva uma bolada gigantesca para dizer que o Governo Alckmin está melhorando consideravelmente a qualidade das águas do Rio Tiête. E vem outro gênio falar em mudança climática?! Parem o Mundo, que eu quero descer.   

        • os Brasis: nós

          -> Mudança climática e Crise Hídrica?

          desde 12 anos atrás, passo boa parte do tempo num sítio na Serra da Mantiqueira, região das águas minerais do Sul de Minas. um dos maiores potenciais hidrominerais do planeta, como a população aqui gosta de dizer.

          pois bem, nunca foi tão grande a falta d’água. não a mineral, pois é outro processo. mas as fontes, os córregos, os ribeirões e os rios estão secando, minguando.

          janeiro era um mês de chuvas praticamente ininterruptas. as pessoas tinham dificuldade em secar as roupas. de tão 

          chove pouco. esquentou demais. baixou assustadoramente a umidade do ar. ontem desceu aos 20% – numa época em deveria estar chovendo muito.

          o maior problema em negar a realidade, é que ela jamais vai se negar prá gente.

          ,

    • os Brasis: nós
      a referência ao “general” serve apenas para caracterizar um perfil do que seria o Trump brasileiro. do mesmo modo que o bilionário Trump representa um racha nos 1% e dentro do Deep State dos EUA, o “general” encarnaria o mesmo por aqui. e não que ele seria alguma solução.

      outro ponto: qualquer governo de Esquerda tem por obrigação de ter uma política para as FFAA, colocando-as a serviço de um projeto de país.

      -> a cabeça feita pela Globo.

      penso que o papel da mídia como instrumento de controle e dominação está muito mal compreendido pela Esquerda. a

      penas como um breve exemplo: suponhamos que a mídia fizesse jornalismo de fato, que informasse sem fake news. pois bem, o que mudaria? de posse da informação as pessoas iriam à luta?

      se a “verdade dos fatos” fosse propagada 24×7 aos quatro cantos, isto elevaria a consciência e a disposição de luta do povo? até que ponto?

      abraços
      .

      • Globo no Brasil de hoje = Igreja Católica na Europa, Idade Média

        Os netos dos nossos netos ainda irão se horrorizar com o monopólio da informação/opinião que a grande mídia exerce hoje, no Brasil e no mundo. O caso brasileiro deve ser um dos piores do mundo neste quesito.

        Há quem diga que a Globo acredita piamente nas posições ideológicas que difunde como se fossem “a Verdade”. Ciro Gomes deu o exemplo dos investimentos maciços que a Globo fez, em dólar, para vender TV a Cabo em reais, nas vésperas da desvalorização do Real por FHC. Na época, os comentaristas globais juravam de pés juntos que a paridade real-dólar seria mantida no segundo mandato de FHC. Na academia, nove entre dez economistas (de diferentes perspectivas teóricas) concordavam que a paridade real-dólar era insustentável, naquela época. A Globo apostou nas baboseiras que difundia, e perdeu um bocado de dinheiro.

        Hoje acho que o caso é um pouco diverso. A Globo investe no mercado financeiro e extrai o grosso de seus lucros da farra dos juros, como a grande maioria dos ricos e muito ricos. As posições ideológicas que ela difunde são totalmente coerentes com isso.

        Não sei se a esquerda superestima o poder da Globo, ou se você é que o subestima. Dou um exemplo pessoal. Há seis anos, fiz amizade com um grupo de pessoas num barzinho na esquina de casa. Eram todos conservadores, mas na época isso não impedia que curtíssemos juntos boa música ao vivo e conversássemos abobrinhas. Sabiam que eu era de esquerda, mas nossas divergências eram tratadas com leveza e bom humor.

        Pois bem, hoje a convivência com essas pessoas ficou totalmente impossível. Tornaram-se golpistas e reacionárias raivosas. O que todas elas têm em comum? O fato de terceirizarem para a Globo  o afazer de analisar a realidade e tomar posição diante dos ” fatos” . A Globo sequestrou completamente o entendimento deles. Fez o mesmo com meus irmãos, que repetem os mantras globais como se fossem dogmas religiosos: austeridade é must, governo Temer é corrupto “mas a equipe econômica é excelente”, político é tudo safado e tinha que botar empresários bem sucedidos no poder, o Livre Mercado irá resolver todos os problemas. Não aprenderam a desconfiar da Globo com o episódio da desvalorização do Real por FHC.

        Quanto à política para as FFAA, concordo com você em gênero, número e grau. A Venezuela ilustra isso muito bem. Se lá as Forças Armadas não estivessem apoiando o projeto bolivariano, a direita já teria dado um golpe semelhante ao brasileiro, logo que o preço do petróleo despencou no mercado internacional.

         

        • os Brasis: nós

          -> Não sei se a esquerda superestima o poder da Globo, ou se você é que o subestima.

          é inegável que a Rede Globo, como um grande corporação, possui enorme poder e exerce imensa influência, inclusive por atuar diretamente no setor de mídia, propaganda e marketing. não é isto o que questiono. e sim:

          – basta ter a informação correta para se fazer a opção correta?

          dito de outra forma: bastaria a Rede Globo divulgar a informação correta para as pessoas fazerem a opção correta?

          o exemplo do cigarro nos mostra que não. o próprio fabricante exibe nas embalagens a informação correta, ilustrada com fotos: fumar é prejudicial à saúde. mesmo assim as pessoas compram e consumem.

          elas tem a informação correta, mas fazem a opção errada.

          outro clássico exemplo são os relacionamentos afetivos. a pessoa sabe muito bem que determinada relação lhe está sendo prejudicial, as pessoas amigas corroboram, e mesmo assim não se faz a opção correta, e se mantém a relação.

          é isto que a Esquerda tradicional (em todas as suas correntes e matizes) não quer compreender. é mais profundo e mais complexo do que apenas se ter a informação correta:

          – por que se deseja algo contrário ao próprio interesse?

          não basta a Rede Globo, nem mesmo uma “vanguarda revolucionária”, levar ao povo a informação correta, ainda assim muitas vezes as pessoas vão fazer opções incorretas contrárias aos seus interesses.

          abraços

          .

           

          • Miséria, desespero, consciência e esperança de uma vida melhor

            “A popular insurrection, by its very nature, is instinctive, chaotic, and destructive, and always entails great personal sacrifice and an enormous loss of public and private property. The masses are always ready to sacrifice themselves; and this is what turns them into a brutal and savage horde, capable of performing heroic and apparently impossible exploits, and since they possess little or nothing, they are not demoralized by the responsibilities of property ownership. And in moments of crisis, for the sake of self-defense or victory, they will not hesitate to burn down their own houses and neighborhoods, and property being no deterrent, since it belongs to their oppressors, they develop a passion for destruction. This negative passion, it is true, is far from being sufficient to attain the heights of the revolutionary cause; but without it, revolution would be impossible. Revolution requires extensive and widespread destruction, a fecund and renovating destruction, since in this way and only this way are new worlds born…

            Not even the most terrible misery affecting millions of workers is in itself enough to spur them to revolution. Man is by nature endowed (or cursed) by marvelous patience, and only the devil knows how he can patiently endure unimaginable misery and even slow death by starvation; and even the impulse to give way to despair is smothered by a complete insensibility toward his own rights, and an imperturbable obedience…

            People in this condition are hopeless. They would rat her die than rebel. But when a man can be driven to desperation, he is then more likely to rebel. Despair is a bitter, passionate feeling capable of rousing men from their semiconscious resignation if they already have an idea of a more desirable situation, even without much hope of achieving it. But it is impossible to remain too long in a state of absolute despair: one must give in, die, or do something about it – fight for a cause, but what cause? Obviously, to free oneself, to fight for a better life…

            But poverty and desperation are still not sufficient to generate the Social Revolution. They may be able to call forth intermittent local rebellions, but not great and widespread mass uprisings. To do this it is indispensable that the people be inspired by a universal ideal, historically developed from the instinctual depths of popular sentiments, amplified and clarified by a series of significant events and severe and bitter experiences. It is necessary that the populace have a general idea of their rights and a deep, passionate, quasi-religious belief in the validity of these rights. When this idea and this popular faith are joined to the kind of misery that leads to desperation, then the Social Revolution is near and inevitable, and no force on earth will be able to resist it.

            This is exactly the situation of the Italian proletariat. The sufferings they are forced to endure are scarcely less terrible than the poverty and misery that overwhelm the Russian people. But the Italian proletariat is imbued with a greater degree of passionate revolutionary consciousness than are the Russian masses, a consciousness which daily becomes stronger and clearer, By nature intelligent and passionate, the Italian proletariat is at last beginning to understand what it wants and what must be done to achieve its complete emancipation. In this sense the propaganda of the International, energetically and widely diffused during the last two years, has been of great value. This profound sentiment, this universal ideal, without which (as we have already said) every mass insurrection, however great the sacrifices made, is absolutely impossible, has been stimulated by the International, which at the same time pointed out the road to emancipation and the means for the organization of the people’s power.” Balunin

          • Ainda não conseguimos converter a teoria em força material

            “As armas da crítica não podem, de fato, substituir a crítica das armas; a força material tem de ser deposta por força material, mas a teoria também se converte em força material uma vez que se apossa dos homens. A teoria é capaz de prender os homens desde que demonstre sua verdade face ao homem, desde que se torne radical. Ser radical é atacar o problema em suas raízes. Para o homem, porém, a raiz é o próprio homem.” – Karl Marx

      • Mas a consciência pode se reduzir ainda mais

        E se a “MENTIRA dos fatos” fosse propagada 24×7 aos 4 Ventos, isto naão reduziria ainda mais a consciência e a disposição de luta da população?

        • os Brasis: nós

          por favor, leia minha resposta abaixo, ao comentário da Dandara.

          não é tão simples. hoje a informação está disponível na web. então não se trata de não ter acesso à informação. por que as pessoas não procuram? por que foram Globotomizadas, apenas? mas mesmo assim Temer tem uma altíssima rejeição!

          não basta ter acesso à informação para se ter consciência e disposição para mudar a realidade. é preciso querer isto, antes de tudo.

          as massas não foram enganadas, as massas desejaram o fascismo. mas por quê?

          .

          • A consciência é necessária, mas não é suficiente

            No muro de uma cidade por onde passei estava escrito:

            “Consciência não é atitude.”

  8. A raiz das crises

    Caro Arkx

    A raiz das crises, tanto a econômica, como a ecológica, quanto a climática quantoa hídrica é o excesso de população. O capitalismo incentivou a explosão populacional a partir da revolução industrial, movidos por ganância, para abaixarem o preço da mão de obra, na lei da oferta e procura, mais quantidade de proletário significa menor valor do salário.

    A Terra, se tivesse um décimo da população atual de 7 bilhões de habitantes, já estaria de bom tamanho, não precisaria de mais que isto. Isto poderia ser alcançado, com controle de natalidade voluntário, mas o mercado boicotaria tal idéia, pois iria contra a sua ganância criminosa.

    Com um décimo da população humana na Terra o desempregoseria resolvido; a crise hídrica seria resolvida; acrise climática seria resolvida; o desmatamento seria resolvido; o inchaço das favelas seria resolvido; a poluição nos rios e mares seria resolvida; a especulação imobiliária seria resolvida; o preço do petróleo, abaixaria; o preço de matérias primas, madeira, materiais de contrução abaixaria; os engarrafamentos sumiriam..

    Com tantas vantagens, é de se admirar que tal idéia do controle de natalidade voluntário não tenha surgido a nenhum gênio, ou cientista; ou surgiu, e tais gênios foram eliminados pelo mercado.

    • Você não se suicidaria para contribuir com sua parte na solução?

      Em 1500 dC, a população era sensivelmente menor, mas a fome era muito maior. O problema, portanto, não é populacional.

      E exército de reserva de mão-de-obra não depende apenas das taxas de natalidade e mortalidade mas do avanço tecnológico sem a correspondente redução da jornada de trabalho.

      Quanto ao problema ecológico, ele também não decorre do tamanho da população. Os desequilibrios ecológicos se intensificaram após a primeira revolução industrial, quando a população era relativamente pequena comparada com a população atual. Grandes extensões de terra se desertificaram quando a população era ainda bem menor do que na revolução industrial.

      Malthus foi brilhantemente refutado por Marx. O problema não é a superpopulação, é a superprodução, a qual decorre da produção ser destinada não à satisfação das necessidades dos produtores mas à obtenção de lucro por meia dúzia de parasitas sociais burgueses.

      Qual’é, Amigo? Estou lhe estranhando.

      • Marx foi brilhante?

        Caro Sr. Ribeiro

        Marx foi brilhante? Aonde? A China comunista, teve uma população tão gigantesca, que hoje vigora o trabalho escravo naquele país. Marx previu isto?

        Países com população muito grande, ou se tornam miseráveis, ou se tornam ditaduras. Só uma ditadura consegue fornecer alimentos a um país do tamanho da China. E mesmo assim a poluição lá é um horror.

        Por fim, a China teve de esquecer o que Marx disse, adotar o controle de natalidade, com a lei do filho único. ” Brilhante este Marx “.

        —————–

        Em 1500 a fome era maior ? De onde tirou isto ? A fome era maior nos países europeus, que tinham a maior taxa de natalidade da época, incentivada pela máxima da igreja, ” crescei e multiplicai-vos ” que só servia para a época do gênese, óbvio.

        Aqui na América em 1500 haviam grandes civilizações, como os Incas, nas quais não havia nem fome nem miséria. Óbvio, que os Incas controlavam a sua taxa de natalidade, o Imério Inca era uma monarquia com Império severamente disciplinado.

        Marx foi tão brilhante que o muro de Berlim caiu em 1989, não por causa da fome, lógico, mas pela falta de liberdades. O socialismo é hoje uma ideologia desacreditada.

        ———–

        Os países com melhor qualidade de vida do planeta, tem população pequena e pequena densidade populacional, assim como taxa de natalidade baixíssima, Canadá e Austrália. Muitos brasileiros viajam pra lá para trabalhar, o Brasil poderia imitar o que estes países tem de bom.

        A qualidade de vida dos EUA nem se compara com a do Canadá e Austrália, A qualidade da água de torneira, por exemplo, os EUA com seu parque industrial e grande população  fornecem água com grau de pureza que tem odor e gosto estranho, em muitas cidades. Mesmo o tratamento da água não elimina certos gostos e odores.

        A China tem tanta poluição, que os chineses só tomam água fervida. Quase toda a água da China é contaminada. Lá os bebedouros tem um ebulidor junto, para ferver a água antes de beber. Tomar água sem ferver na China é muito arriscado.

        Poderia citar outras coisas terríveis da Índia e China, como  a poluição do ar mais alta do planeta, os rios terrívelmente poluídos, e muito mais.

        É para lá que queremos caminhar?

        ———–

        Oito ou oitenta.

        Não precisamos nem ser uma China, nem sumir do mapa. Um país do tamanho do Brasil, se tivesse uma população igual a da Austrália, de 20 milhões de habitantes, estaria ótimo. Garanto que o desemprego seria minúsculo hoje se o Brasil tivesse apenas 20 milhões de habitantes. E a crise econômica poderia ser resolvida com muito mais facilidade.

        Austrália e Canadá também tem cidades grandes, com milhões de habitantes, só que tem bem poucas, em comparação ao Brasil, que tem muitas.

        Não precisamos nos suicidar para alcançar metas, caro Sr Ribeiro, apenas ter paciência e fazermos a nossa parte.

         

        • Há nexo de causalidade entre tamanho de população e escravidão?

          Melhor: Qual a relação entre a população da China e o Marxismo?

          A Índia, que tem mais ou menos um terço do território da China, é quase tão populosa quanto esta. A culpa é do Marx?

          Não é o aumento da oferta de mão-de-obra que gera a superpopulação (relativa), é a redução da demanda de trabalhadores para a produção que dá a idéia de que há superpopulação (absoluta).

          • Pior que tem

            Caro Sr. Ribeiro

            MArx pode não ter culpa de Índia e China terem super população, mas na hora de resolver a fome na China, só o Marx não deu conta, eles precisaram chamar o Malthus e fazer uma lei do filho único, para controlar a natalidade. 

            Ou seja, quando a coisa aperta, o Marx não dá conta e pede arrego, aí eles chamam o Malthus para resolver.

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            Não tem relação entre o tamanho da população, mas tem relação quanto ao crescimento da população.

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            Caro Sr Ribeiro, não pretendo obrigar ninguém a pensar como eu, estou apenas fornecendo ferramentas para o povo sair da miséria. Caso tenham idéias diferentes, vivam conforme elas e sejam felizes. Sintam -se a vontade para super povoar o Brasil, tanto quanto a China, se isto vos agrada.

        • Porque o Sudeste tem mais pessoas empregadas do que o Norte?

          Se você garante que se o desemprego seria minúsculo hoje se o Brasil tivesse apenas 20 milhões de habitantes, porque você não garante que na região norte do Brasil, com uma densidade demográfica relativamente baixa, tenha desempregados?

          • Sudeste é bom?

            Caro Sr. Ribeiro

            Quem vos disse que a vida no sudeste é boa? Morei a vida toda em SP, a única coisa boa aqui é que se arruma ( arrumava ) é emprego mais fácil.

            Aqui no sudeste tudo é caro, terra é coisa de ricos, casamento é só para os ricos ( ou para os irresponsáveis ), o número de divórcios é imenso, a criminalidade é assustadora, a favelização, os engarrafamentos, o stresse, tudo isto faz o sudeste parecer um inferno.

            Conheço muita gente que conseguiu comprar  algumas casas de aluguel foi embora de SP para o interior, casou e passou a viver de renda com sossego, onde o custo de vida é mais barato, e se cria os filhos sem traficantes na porta de casa.

            A vida no norte não é ruim, dependendo de onde vc mora. Conheço muitos amigos que vieram do norte para trabalhar aqui em SP, mas mantém sua casinha lá no norte, quando o desemprego aperta, aqui, eles voltam pra lá.

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            O desemprego não tem a ver com Sudeste, Nordeste. O Sul do país, com baixa densidade populacional, tem a menor taxa de desemprego do país. Talvez porque a criminalidade no sul seja menor do que sudeste e nordeste.

            A menor densidade demográfica garante qualidade de vida, mas para gerar empregos precisa de mais algo que atraia a economia para o lugar.

          • Norte tem muitos filhos

            Eu te respondo com outra pergunta: Porque o Norte e Nordeste tem a maior taxa de natalidade do Brasil e o Sudeste, tem uma das menores taxas de natalidade do mundo?

            São Paulo tem uma das menores taxas de natalidade do ocidente,ganha até do Canadá que tem poucos filhos. São Paulo é quem puxa o Brasil para uma taxa de natalidade próxima a de países de primeiro mundo.

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            São Paulo só é populoso porque o povo do Norte e do Nordeste vem em peso para cá procurar emprego, senão, seríamos um estado de baixa densidade populacional.

            Aliás, esta fama do Sudeste ter muitos empregos a oferecer nem é mais verdadeira, pois com esta crise, São Paulo tem agora um dos maiores índices de desemprego do país. Graças claro a ser a cidade mais populosa do país com 12 milhões de habitantes, fica difícil arrumar emprego para tanta gente em uma economia capenga que vive em crise.

            A cada crise, as cidades populosas são as primeiras a sofrer com o desemprego.

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            Todos os países desenvolvidos tem taxas de natalidade baixas. O Brasil quer imitar os países desenvolvidos ou quer imitar a Índia, onde a explosão demográfica ficou fora de controle?

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            ” Cada comentário amargurado revela uma certa frustração na vida “

          • Afinal, é o numero de filhos ou a densidade demográfica…

            Uma hora você diz que a miséria decorre da elevada densidade demográfica. Quando mostro a você qie a densidade demográfica do Norte do Brasil é baixa e mesmo assim essa região é afligida pelos mesmos problemas que afligem regiões onde a densidade é elevada, você recorre à taxa de natalidade.

            Fica difícil argumentar com você, pois você usa dois pesos e duas medidas, tudo de acordo com seus interesses e conveniências.

            Afinal, é a quantidade de proles ou a densidade demográfica que decide se haverá desempregados, fome, etc?

            O Sudeste tem uma taxa de natalidade reduzida e uma elevada densidade demográfica e enfrenta problemas semelhantes aos enfrentados pelos Nortistas, cuja região tem uma baixa densidade demográfica e uma elevada taxa de natalidade.

            O que há em comum nas regiões Sudeste e Norte? O capitalismo. Mas você disse que a humanidade nada pode contra o capital. Então só nos resta esperar o fim.

          • São ambos

            Densidade populacional,  excesso de população, e alta taxa de natalidade estão ambos inter relacionados.

            Porque se vc tem uma população alta, mas estabilizada, vc tem um problema, mas se além de alta, esta população ainda cresce, vc tem de produzir mais empregos, mais moradias, mais saneamento, mais escolas, para acompanhar. E tudo isto depende de dinheiro, que será cortado com a PEC da morte por 20 anos. E não está em nossas mãos retirar estes políticos golpistas do poder, pelo menos não a curto e médio prazo.

             

            Os problemas do norte e do sudeste nem de longe são iguais. No norte, uma pessoa que passe fome, pelo menos no sertão tem condições de comprar sua ” tarefa de terra ” ( gleba de terra ) plantar e comer, pois a terra é muito barata no sertão. Aqui no sudeste isto é muito difícil, pois a terra é caríssima, a pessoa depende exclusivamente de emprego para viver, ou de montar algum negócio. 

            A alta densidade populacional  encarece tudo, encarece o custo de vida, e deixa o povo mais escravizado ainda. .

            Mas isto não adianta discutir, é perda de tempo.

            Quem vai ensinar isto ao povo será o Temer, e os governos reaças que o sucederão.

            Abs, Sr. Ribeiro.

            ———–

            ” Ainda que se possa fazer pouco contra a ganância do capital neoliberal, que se faça o pouco pelo menos. “

            Quem tem ouvidos de ouvir, que ouça. Quem não tem, a vida os ensinará.

        • A Europa está tendo que lembrar o que Marx disse

          Por fim, a Europa está tendo que lembrar o que Marx disse, incentivar os casais a terem filhos a fim de que a seguridade social não desmorone.

    • os Brasis: nós

      sempre foram os “proprietários da humanidade”(Masters of Mankind) os maiores defensores de que a raiz do problemas mundiais advém, principalmente, do excesso populacional.

      várias de suas várias estratégias de redução populacional (ERP), já estão sendo implementadas nas últimas décadas por todo o planeta. privatizações selvagens, expropriação dos recursos minerais (inclusive água), epidemias provocadas (inclusive AIDS), guerras sem fim, engenharia social da fome, eliminação dos “inúteis e defeituosos”, etc…

      a verdade é que nunca a desigualdade e a injustiça foram tão grande quanto agora. os 1% super-ricos detém mesma riqueza dos demais 99%. e os 8 maiores hiper-bilionários têm juntos mais dinheiro que a metade mais pobre da população mundial.

      pois então, a raiz dos problemas mundiais pode ser expressa numa única expressão: Capitalismo Global.

      abraços

       

      • Quanto menos somos, melhor passamos

        Diz-se que um Presidente Ianque dizia: “Quanto menos somos, melhor passamos”.

        O Paraíso seria o Zé Guimarães sozinho no mundo.

        • 7 bilhões

          Caro Sr. Ribeiro

          A Terra hoje, com 7 bilhões de habitantes, e a cada 13 anos aumenta 1 bilhão a mais. Tudo tem um limite, ou acha que poderá haver crescimento infinito num planeta finito?

          Não é necessário diminuir até sumir, a Terra com 500 milhões de habitantes, população de 500 anos atrás estaria de bom tamanho.

          Quando os portugueses aqui chegaram no Brasil, disseram que parecia o Paraíso, com 10 milhões de índios apenas. Hoje parece o inferno, com 200 milhões.

          Se continuar a crescer indefinidamente, e parece que vai continuar, vão derrubar a última floresta que sobraram. Já desmataram 70 % das florestas da Terra, e o restante está sob forte lobby. Sem florestas, sem fotossíntese, sem fotossíntese, aumenta o gás carbônico.

          Sem as florestas, com os ocenos totalmente poluidos e vazios, trasformados em zonas mortas, é só uma questão de tempo até o gás carbônico se acumular até a asfixia. Poucos milênios talvez.

          Já hoje, o CO² aumenta na taxa gigantesca de 3 ppm por ano, taxa nunca vista na história do planeta. Estamos em 410 ppm, e aumentando rapidamente. Quando a atmosfera chegar a 20 mil ppm de gás carbônico, as pessoas ( e animais ) começarão a morrer. Morrer aos bilhões. Daqui a uns 6 ou 7  mil anos mais ou menos. Será a extinção da humanidade por asfixia respiratória. Uma das extinções mais terríveis e dolorosas que se possa imaginar.

          Naturalmenteque a maioria não vai ligar para este fato, que vai ocorrer daqui a 7 mil anos. Mas seria etico  sacrificar a existência  das futuras gerações egoísticamente e criticarmos hoje  a nossa elite por seu egoísmo?

          Por isto que digo que o egoísmo do povo é semelhante ao egoísmo da elite, e cada povo tem o governo que merece e que se lhe assemelha.

      • Revolução Industrial

        Caro Arkx

        As privatizações, fome, etc, não são para reduzir a população, mas para deixála de joelhos. Se fosse assim, a África, um dos continentes mais populosos do mundo, e que mais cresce a população, também é um dos mais famintos, estaria a se estinguir.

        Privatizações, expropriações retiradas de direitos, epidêmias, fome e guerras nunca diminuiram a população mundial, a menos que a natalidade caia.

        A explosão demográfica começou na Revolução Industrial. Durante 3 milhões de anos a humanidade raramente ultrapassou alguns milhões de habitantes no mundo todo. Em 1500 a população mundial era de cerca de 500 milhões de habitantes. Após a Revolução Industrial explodiu o crescimento demográfico ao extremo, e até hoje não para de crescer.

        A desigualdade não pode ser impedida, pois eles tem armamento e poder, e o povo só tem a força bruta. Na visão dos esquerdistas, o povo ” tomaria o poder a força”, com paus e pedras e estilingues, e a elite tremeria de medo do povo. Uma ingenuidade pueril, e infantil, francamente.

        Pelo controle de natalidade do povo mais pobre, vão diminuindo a classe pobre ao redor de séculos,até só sobrarem os ricos, que no caso não iriam rteduzir a sua taxa de natalidade.

        A baixa natalidade explica também em parte a concentração de renda. Um rico tem apenas um filho. Este se casa com outra moça de classe alta também filha única, e o patrimônio de ambos vai se ajuntando, acumulando; Os netos, filhos únicos se casam com outros filhos únicos ricos e novamente os patrimônios se somam.

        Com os pobres é o oposto, cada pobre tem dez, doze filhos. Os pais já não tinha quase nada para passar de herança para os filhos e estes, cada um se casa tendo mais dez filhos, assim a miséria vai se multiplicandoinchando as favelas, por falta de planejamento.

        Sei que existem outras causas da concentração de renda, mas esta é uma delas.

          • comparação despropositada

            Caro Sr. Ribeiro

            Comparar as pestes da idade média com os dias de hoje é sem sentido. Naqueles tempos as pestes matavam dezenas de milhões de pessoas, pois não haviam antibióticos que foram criados séculos mais tarde.

            Justamente por isto ocorreu a explosão demográfica, a taxa de mortalidade caiu, após a invenção dos antibióticos, e a natalidade continuou elevada.

            Hoje em dia as pestes não matam mais tanta gente quanto naquela época, pois a medician é mais avançada hoje em dia.

            ————–

            Nem tampouco faz sentido comparar as fomes dos séculos passados com as fomes de hoje. Exceto na África em países onde só há desertos e a população tem explosão demográfica descontrolada, raros são os países hoje onde populações inteiras morrem de fome.

            A vitória sobre a fome foi conseguida no século XX com a revolução tecnológica – uma colheitadeira produz por cem trabalhadores rurais.

            A única coisa que o neoliberalismo intenta conseguir, é deixar os trabalhadores de joelhos em situação de semi escravidão. Não pretendem matar populações inteiras, senão não teriam criado antibióticos, para salvar a vida de milhões, nem colheitadeiras, para sustentar outros bilhões.

        • Famílias são ricas porque tem poucos filhos?

          Famílias são ricas porque tem poucos filhos ou tem poucos filhos porque são ricas?

          Conheço famílias estéreis que são paupérrimas. Salomão, por sua vez, teve n filhos e tanto ele quanto seus filhos eram ricos.

          • Conheço casais que não tem nenhum filho e são paupérrimos.

            A pobreza não tem relação com quantidade de filhos, mas com a expropriação dos trabalhadores. A riqueza na sociedade burguesa não deriva do fato de os ricos terem poucos filhos, nem do fato dos ricos trabalharem, pois há ricos que não trabalham em absoluto; nem do fato de eles pouparem, pois em regra os ricos são superconsumistas; nem do fato dos ricos administrarem seu patrimônio, pois, segundo Adam Smith, o lucro dos capitalistas difere do salário dos trabalhadores, pois os lucros são inteiramente regulados pelo valor dos recursos empregados, embora o trabalho de vistoria e de direção possa ser idêntico para diferentes quantias de capital. Além disso, afirma o Economista Clássico, nas grandes unidades produtivas, todo  trabalho é creditado a algum empregado principal, cuja remuneração não está relacionada ao capital cuja gestão gerencia. Apesar do trabalho do proprietário ficar, nesse caso, reduzido a quase nada, ele ainda exige lucros proporcionais ao seu capital. De acordo com Paul Lafargue, a existência de sociedades anônimas refuta os argumentos segundo os quais a riqueza dos capitalistas decorre do fato de eles administrarem seu patrimônio, pois os capitalistas que têm ações dessas sociedades não têm o mínimo contato com a produção, muitos deles não sabendo sequer onde a produção é feita, nem sua natureza. Eles recebem seus dividendos e é apenas isso que lhes importa. As sociedades anônimas, conforme esse ultimo autor, rompe os últimos laços que uniam o capitalista às suas propriedades, pois elas despersonalizaram a propriedade. Enfim, a riqueza deriva do fato dos burgueses expropriarem os trabalhadores.

          • E vc pode mudar isto?

            Sim, a exploração de trabalhadores produz muita miserria. Mas vc pode mudar isto? Como seria, iria enfrentar o Temer com paus e pedras?

            A verdade é a seguinte, não podemos mudar o sistema capitalista de exploração. e mesmo que se mude algo, eles vem e e retornam tudo de novo ao que era antes, com mais cortes de direitos ainda. Ver o que podemos mudar isto sim seria  uma atitude útil e que resolve.

             

          • Nada é impossível de mudar

            Nada é impossível de mudar

            (Brecht)

            Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
            E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
            Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.

          • Comparação ingênua

            Comparação ingênua. Comparar o tempo de Salomão, de Abraão, de Isaque e de Jacó com os nossos dias, é sem sentido.

            Naquela época, criava-se filhos mais fácil, enriquecia-se mais fácil, justamente porque a densidade demográfica era baixa.

            Quer um exemplo? Abraão, saiu com a familia para as bandas do oriente e ” encontrou ” vastas pastagens, as quais utilizou para criar gado e assim enriqueceu, teve dezenas de filhos, de esposas.

            Ou seja, se hoje em dia Abraão  vivesse jamais faria isto, pois tem tanta gente no mundo que não se acha fácil terra sem dono. Abraão teria de comprar terra a peso de ouro, e não poderia ter mais que poucos filhos se fosse vivo hoje

            Mesmo há 50 anos atrás era mais fácil enriquecer do que hoje, pois se comprava terra a troco de banana, podia-se iniciar um comércio, uma fazenda com pouco investimento; hoje toda terra tem dono e é cara, pois o povo acotovela-se e disputa a terra.

            ———-

            Logicamente que existem outras variáveis na equação da riqueza e da pobreza, mas esta é uma das variáveis que o povo pode controlar.

            Não podemos controlar os juros, não podemos controlar o quanto tempo Temer ficará no poder, não podemos controlar a mídia fazendo campanha contra o povo, mas podemos controlar a natalidade.

            Ou fazer como a maioria dos esquerdistas faz, ficar reclamando da crise, do Temer e não fazer nada realmente útil.

          • Porque você não delimitou o período de atuação de sua lei?

            Sr. Zé Guimarães, porque você não delimitou o período de atuação da sua lei, segundo a qual famílias que têm poucos filhos são ricas e famílias que tem muitos filhos são pobres?

            Você enunciou sua lei como se ela atuasse em todos os períodos da história. Mas agora vejo que ela só vale para uma determinada época história. Tudo bem.

            Estou esperando a resposta à seguinte pergunta: As famílias que são ricas, o são porque tem poucos filhos ou tem poucos filhos porque são ricas?

        • os Brasis: nós

          acabar com a miséria acabando com os miseráveis, via redução populacional, é a fórmula predileta da plutocracia mundial para resolver os problemas que ela mesma criou, imputando-os aos miseráveis.

          exemplo:

          consideremos uma população de 100 pessoas, com 10 empresários e os demais empregados e familiares. com os empresários apropriando-se de 90% da riqueza produzida, considerada neste exemplo como de $100, cabem $90 aos 10 empresários e $10 as demais 90 pessoas ($ 0,111 per capita).

          façamos uma drástica redução populacional, para 10 pessoas, mantendo a relação de 1 empresário e 9 empregados e familiares. com o empresário se apropriando de 90% da riqueza produzida, a estrutura continua tão injusta quanto antes, em nada tendo influenciado a redução do número de habitantes.

          só que na prática acontece ainda pior.

          para reduzir a quantidade de empregados, a empresa adotou uma maciça automatização da linha de produção. agora o empresário, como retorno de seu investimento e para saldar suas  dívidas com a compra de máquinas, se apropria de 98% da riqueza. o que torna a relação estrutural na distribuição da riqueza ainda mais perversa.

          mas do ponto de vista absoluto, ocorre uma distorção. ainda considerando a riqueza produzida como de $100, com o único empresário se apropriando de $98, cabem as demais 9 pessoas $2. ou seja: $0,222 per capita.

          daí o empresário argumenta, para sustentar sua tese, que com a redução populacional houve um aumento de 100% da renda per capita dos não empresários!

          é assim que o Capitalismo produz e mantém a miséria, e ao mesmo tempo também gera e mantém a ilusão de que a riqueza e a miséria surgem delas mesmas. enquanto na verdade são produzidas pelo Capitalismo através de relações sociais injustas.

          abraços

          .

          • bom comentário, porém

            Caro Arkx

            Seu comentário foi bom, porém há um outro lado.

            Realmente, se tivermos patrões egoístas e exploradores, qualquer configuração social será utilizada por eles para explorar.

            Mas mesmo assim, com pouca população há vantagens, veja os exemplos:

            Exemplo 1: Com pouca população, os empregadores ficam reféns dos empregados. Pois se os 10 empregados que vc citou quisessem pedir a conta e ir morar em algum lugar distante do país, algum quilombo, aldeamento, no interior, os patrões ficariam obrigados a fazer uma oferta maior de salário para eles ficarem.

            Isto acontece no Nordeste, tenho um amigo que foi diretor de empresas e engeiro numa indústria no nordeste, ele me disse que lá os empregados trabalham uns 2 anos, depois pedem a conta e vão comprar um pedaço de terras para trabalharem para si mesmos no sossego.

            Se fosse como são Paulo não aconteceria, pois não tem terra sobrando, a terra é cara, devido à alta densidade populacional.

            ————

            Exemplo 2 : É mais fácil que 10 funcionarios peçam a conta e se mudem para qualquer lugar do mundo do que 200 milhões de pessoas se mudarem. Se os dez funcionários que vc citou por exemplo pedissem a conta e fossem para o exterior, arrumariam emprego, mas conseguir emprego no exterior para 20o milhões isto é quase impossível. 

            ———

            Exemplo 1: Um povo de baixa densidade populacional não passará fome tão fácil quanto um de densidade populacional alta, pois poderá pescar em riachos limpos, coletar vegetais em florestas, se precisar de remédios poderá coletar ervas e chás nas matas. Poderá conseguir madeira para construir e reformar, de graça.

            Os habitantes do norte do país tem peixe de graça no rio que passa no fundo do quintal, tem madeira de graça, ervas e chás de graça. Só o desmatamento pela ganância tem acabado  com isto

             

          • os Brasis: nós

            vamos separar o joio do trigo.

            – não há correlação em nossa sociedade entre redução populacional e melhora de qualidade de vida. se a população diminuir e se manter os mesmo tipo de relações sociais injustas, o problema estrutural da miséria e da degradação do meio ambiente persistirá;

            – ainda assim, devemos diferenciar quantidade absoluta da população com densidade populacional. a grande concentração de habitantes nas megalópoles contemporâneas está rapidamente atingido o ponto do colapso. e São Paulo é no Brasil o mais gritantes exemplo.

            pode haver uma população alta com uma baixa densidade, por estar melhor distribuída e não concentrada nas megalópoles.

            São Paulo, e a maior parte das cidades com mais de 200 mil habitantes, são inviáveis. mais cedo ou mais tarde, por bem ou por mal, terão que ser evacuadas.

            o modelo como um todo está errado, e agora é cada vez mais difícil negar que ele não tem funcionado. as cidades para serem sustentáveis devem se orientar para a auto-suficiência na produção de energia, água e alimentação.

            um novo modelo de desenvolvimento será inevitavelmente alavancado por um novo ciclo de desenvolvimento rural. uma volta ao campo, para as cidades menores, dentro de uma outra concepção de qualidade de vida.

            a periferia se torna o centro. e o interior a capital.

            abraços

            .

          • concordo em parte, porém…

            Caro Arkx

            Concordo em parte que a densidade populacional alta diminui a qualidade de vida, em cidades como SP.

            Mas discordo que isto irá mudar, é proprio do capitalismo concentrar riquezas – e com isto população. Discordo também que algo vá mudar no cenário do Brasil, ou no mundo com dominação neoliberal, este é um dos delírios da esquerda.

            sim, é preciso diferenciar país com grande população, de país com grande densidade populacional, e de país com grande crescimento populacional. Todas as três coisas são desnecessárias, como atestam países como Canadá e Austrália, qvivem muito bem sem isto. E o que é desnecessário só atrapalha.

            A miséria é sim causada pela exploração neoliberal, que diga-se de passagem veio para ficar, mas a concentração populacional desordenada em grandes cidades piora mais ainda este quadro, gerando violência, criminalidade, desemprego e outros males.

            ———-

            Percebo que a situação é pior do que se possa imaginar, a esquerda está iludida achando que este golpe é passageiro, mas as coisas irão piorar.

            Por isto acho sem sentido discutir idéias para melhorar a vida da população hoje, pois o golpe está apenas começando. Daqui há 10, 20 anos, quando a população estiver saturada de tanto sofrer, talvez seja mais oportuno falar sobre alguma idéia que ajude a população a se libertar da miséria. Só o sofrimento, leva as pessoas a acordarem e a tomar ousadia em ações pacifistas e a  tentar o que nunca tentaram antes, como o controle de natalidade voluntário por exemplo.

            Hoje, a maioria das pessoas ainda está de barriga cheia, com as sobras de 13 anos de governo de bonança. Qualquer coisa que se sugira para uma pessoa de barriga cheia parecerá errada.

            Daqui há algumas décadas porém, estas idéias pacifistas talvez ressurjam, quando o clamor do povo implorar por mudanças. Bem provável é que não diminuam o desemprego, antes o aumentem, mas o tempo dirá se isto acontecerá ou não.

            ————-

            Não pretendo obrigar ninguém a pensar como eu, só estou dando ferramentas pacifistas para que o povo possa dentro de suas limitações impostas pela elite, melhorar sua situação. Quem discorda, que viva tranquilamente sua vida, procrie  descontroladamente, e transforme se quiser o Brasil numa Índia, é um direito de cada um pensar como quiser.

            ————

            Abraços

             

          • os Brasis: nós

            -> como atestam países como Canadá e Austrália, qvivem muito bem sem isto.

            situação do Canadá e da Austrália não é tão boa quanto parece. a Austrália tem graves problemas ambientais e o Canadá é ainda mais dependente da economia dos EUA do que o México. mas não vamos sair por esta tangente, no momento.

            ->Mas discordo que isto irá mudar, é proprio do capitalismo concentrar riquezas – e com isto população. Discordo também que algo vá mudar no cenário do Brasil, ou no mundo com dominação neoliberal, este é um dos delírios da esquerda.

            -> Percebo que a situação é pior do que se possa imaginar, a esquerda está iludida achando que este golpe é passageiro, mas as coisas irão piorar.

            as mudanças são inevitáveis, pela própria lógica do sistema. mas também aqui não vamos nos ater a polêmicas. deixe-me apenas expor meu ponto de vista.

            a magnitude da Crise de 2008, ainda em curso, só pode ser comparada ao Crash de 1929. apesar de Roosevelt e o New Deal, a crise de 1929 só foi de fato superada com a II Guerra. antes do final do conflito, em 1944 em Breton Woods, se estabeleceram os fundamentos para uma “era dourada”do Capitalismo, que durou até o fim da conversibilidade Dólar/Ouro, em 1971.

            como hoje superar esta grande crise mundial que persiste? com a guerra? impossível. pois inevitavelmente levaria a utilização de armas de destruição em massa. acarretando tamanha destruição de forças produtivas, inclusive população, que seria inviável uma retomada pós-conflito dentro dos paradigmas atuais.

            portanto, a única saída é um redesenho mundial, dentro do modelo de um mundo multipolar, com relações ganha-ganha, num jogo de soma zero onde todos de alguma forma saem vencedores. um novo Breton Woods, mas desta vez adotando exatamente as medidas quem em 1944 foram rejeitadas, no entanto imprescindíveis para conferir um mínimo de estabilidade ao capitalismo.

            estamos numa das mais perigosas encruzilhadas da História da Humanidade.

            também no Brasil, os golpistas não conseguirão, como já está acontecendo, estabilizar o golpe. nem politicamente e muito menos economicamente. rearranjos serão inevitáveis. o Brasil é um país complexo demais para ser reduzido a um México ou uma Síria.

            tanto no mundo quanto no Brasil, este período que agora entra, do Carnaval até a Semana Santa, se anuncia como de muitas mudanças.

            abraços

            vídeo: Yanis Varoufakis: ‘Western Democracies need a New Deal’ 

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=7O0OJ_VZJok%5D

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          • ” Não é tão boa … “

            Caro Arkx

            ” A situação do Canadá e da Austrália não é tão boa quanto parece”

            Esta parece ser uma opinião bem subjetiva sobre Canadá e Austrália. Se a gente procurar defeitos, todos os países tem.

            Canadá e Austrália com IDH dos maiores do planeta, com salário mínimo maior do que os EUA ( 10 dolares a hora nos EUA e 15 dólares a hora no Canadá e Austrália  ). São países com analfabetismo zero, criminalidade baixa, sem favelas, sem desemprego, 100% de saneamento , sitema de saúde gratuíto ( nem os EUA tem isto ) … E você me diz que a coisa não é tão boa como parece… Francamente

            Austrália tem poluição… A maioria dos países tem poluição, EUA, Europa, China, tem poluição, se vier aqui em SP tem poluição também, até chuva ácida. E a mesma indústria que gera emprego gera poluição também. Só que  a poluição na Austrália seria bem maior se a população não fosse pequena.

            Canadá é dependente dos EUA… Sim, mas isto não significa algo ruim, pois os canadenses são convidados de hon ra nos EUA, podem entrar e sair sempre que quiserem, os EUA não vão construir um muro com o Canadá como estão fazendo com o México. Além do mais o nível de vida dos Canadenses é tão alto quanto o dos EUA e Europa. Então não vejo nada de ruim em eles serem dependentes economicamente dos EUA então. Se um país não for Império, como os EUA, e destes países Imperio tem poucos, então será um país dependente, país satélite, nada de errado nisto ao meu ver.

            Por que o Canadá tem entrada livre nos EUA? Por causa de sua educação esmerada, baixa criminalidade, nível de renda alto ? Também. Mas a principal causa no meu ver é que o Canadá sendo um país de pequena população e com baixa taxa de natalidade, não invade os EUA em densos bandos, como faz o México e outros países latinos. O Canadá não tem  3 milhões de canadenses morando nos EUA, o Brasil tem.

            O Cnadá tem a menor taxa de natalidade das Américas, em segundo lugar Cuba em terceiro Brasil.

            No meu entender, a situação de Canadá e Austrália estão entre os melhores países do mundo.

             

            Aqui alguns vídeos feitos por brasileiros sobre Austrália e Canadá :

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=VweRNpMrb6I align:center]

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=glK3euibFCc align:center]

            Talvez estes vídeos  te dêem  uma outra imagem sobre estes dois países.

            Se Canadá e Austrália fossem tão ruins assim, então porque tantos brasileiros saem daqui do Brasil para irem trabalhar lá ? O oposto é raro, um canadense ou um australiano vindo trabalhar no Brasil.

          • os Brasis: nós

            é por isto que eu escrevi: “a Austrália tem graves problemas ambientais e o Canadá é ainda mais dependente da economia dos EUA do que o México. mas não vamos sair por esta tangente, no momento.”

            pois aí lá vamos nós entrar na polêmica sobre o Canadá, a Austrália e… os EUA!

            -> Esta parece ser uma opinião bem subjetiva sobre Canadá e Austrália. Se a gente procurar defeitos, todos os países tem.

            -> E você me diz que a coisa não é tão boa como parece… Francamente

            -> Austrália tem poluição…

            -> Canadá é dependente dos EUA…

            -> Além do mais o nível de vida dos Canadenses é tão alto quanto o dos EUA e Europa.

            minha opinião não é subjetiva é baseada em dados, fatos e numa visão de conjunto. e principalmente num foco: o que podemos aprender com a experiência dos demais países.

            muito embora a qualidade de vida de grande parte da população da cidade do Rio de Janeiro seja infernal, para quem vive no bairro do Leblon é um paraíso. do mesmo modo, para um estrangeiro que considere apenas as informações divulgadas pela Mídia-Empresa brasileira, o governo Temer é sensacional.

            não se trata tb de “procurar defeitos”. e sim de analisar caso a caso, para aprender com as experiências de outros países o que devemos ou não adotar aqui no Brasil. e nisto, nem Canadá ou Austrália, tampouco os EUA, são exemplos para o Brasil.

            melhor faremos se aprendermos com os países escandinavos, principalmente em como a Noruega estruturou sua cadeia de petróleo e gás, fazendo dela a grande espinha dorsal do desenvolvimento e qualidade de vida existentes naquele país.

            vejamos, a começar pelos EUA.

            a desigualdade nos EUA se tronou brutal. a quase totalidade da indústria foi terceirizada para o exterior. os empregos foram “exportados”. a infra-estrutura (inclusive nuclear) está à beira do colapso. a renda dos que estão no topo da pirâmide social só tem aumentado, enquanto na base decresce. o food stamps atende um de cada sete norte-americanos. cerca de 25% de todos os encarcerados do mundo estão nos EUA (com apenas 5% da população mundial). os problemas ambientais nos EUA são irreversíveis a médio prazo: destruição das florestas, genocídio dos povos nativos, contaminação das nascentes (inclusive atualmente via o fracionamento hidráulico). já não existe aquela nação da middle class, e sim o país dos “deplorables”. esta decadência generalizada explica, em grande parte, a eleição de Trump.

            Canadá e México tem a mesma dependência dos EUA em seu comércio exterior (em torno de 75%). e isto é péssimo, pois os dois países ficam muito vulneráveis frente as oscilações da economia matriz. daí a necessidade para um país de diversificar seu comércio exterior (tanto em destino quanto em produtos).

            se o México é o enteado feio, cabe ao Canadá o papel do enteado bonito. mas os dois continuam como apêndices da economia dos EUA. uma possível revisão do Nafta (proposta por Trump) terá efeitos negativos imensos para ambos.

            no Canadá os maiores produtos de exportação (74% delas com destino aos EUA), e também de importação, são petróleo (o cru atinge 19,4% das exportações) e carros e peças automotivas. ou seja, parte considerável dos empregos a serem repatriados para os EUA estão no Canadá.

            os problemas ambientais na Austrália são gravíssimos, tendo como um dos principais motivos sua economia baseada em exportação de commodities (minério de ferro, carvão) para a China (34% do total). há uma crescente escassez de água na Austrália, e o país sofre com intensos períodos de seca. o povo nativo, os aborígenes, com uma das mais complexas culturas existentes no mundo, foi massacrado pelos colonizadores britânicos (eram caçados como esporte) e até 1967 não eram nem considerados “seres humanos” (não tinham direito à cidadania). as devidas reparações até hoje não foram feitas.

            recentemente a Austrália anunciou um plano para erradicar uma superpopulação de carpas (espécie exótica, introduzida com a colonização) em seus rios, contaminando suas águas com o vírus da herpes…

            vídeo: Barnaby Joyce – Deputy Prime Minister for Australia – bizzarre Carp rant in Parliament

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=upyF5HV-B-0%5D

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          • Redução a zero

            ” consideremos uma população de 100 pessoas, com 10 empresários e os demais empregados e familiares. com os empresários apropriando-se de 90% da riqueza produzida, considerada neste exemplo como de $100, cabem $90 aos 10 empresários e $10 as demais 90 pessoas ($ 0,111 per capita).

            façamos uma drástica redução populacional, para 10 pessoas, mantendo a relação de 1 empresário e 9 empregados e familiares. com o empresário se apropriando de 90% da riqueza produzida, a estrutura continua tão injusta quanto antes, em nada tendo influenciado a redução do número de habitantes.”

            Continuando, se reduzissemos a população de dez para um, e depois de um para zero, chegaria a um fim a exploração, pois sem povo não pode haver exploração alguma. A guerra estaria ganha. 

            ” Se um povo não puder viver em liberdade, deve desejar morrer lutando por ela.

            Mahatma Ghandi 

            Provavelmente antes de chegar a um fim, a elite tentaria importar mão de obra, como fizeram no século XX com os imigrantes italianos. Só que estes eram aguerridos e fizeram diversas greves gerais em 1917. Por fim, ajudaram a integrar a coluna Prestes. A importação de mão de obra traria guerra para a elite, ou a não importação traria a lenta extinção do povo brasileiro, e por caonseguinte a extinção da eleite também. 

            Ou seja a redução populacional só traria vitórias e benefícios. O país sem população alguma por fim seria devolvido aos índios, ou alguma potência estrangeira se apossaria dele, provavelmente os EUA. Mas o povo não estaria aqui para ser explorado mais. 

             

             

             

             

    • Não são os proles que causam a miséria mas da má distribuição

      A miséria social não é consequencia da quantidade de proles das famílias, mas da má distribuição da riqueza. As forças produtivas existentes são suficientes para erradicar a miséria. O problema é político, não econômico.

      Culpar os famintos pela fome é o cúmulo do absurdo.

      • Sem culpas

        O objetivo meu não é culpar ninguyém nem exigir que ninguém pense de determinada maneira.

        O objetivo deste meu comentário é fornecer ferramentas para que as pessoas saiam da miséria apenas isto.

        Quem discordar, sem problemas, continue com seu modo de vida, não se sinta culpado por super povoar o mundo se é isto que acredita mesmo.

        ———–

        Não podemos controlar os juros, não podemos controlar o quanto tempo Temer ficará no poder, não podemos controlar a mídia fazendo campanha contra o povo, mas podemos controlar a natalidade.

        Ou fazer como a maioria dos esquerdistas faz, ficar reclamando da crise, do Temer e não fazer nada realmente útil.

        • Eu não quero superpovoar nem subpovoar o mundo

          Caro Sr. Zé Guimarães, eu não quero superpovoar nem subpovoar o planeta. O que tenho tentado fazer você entender é que a miséria social é fruto da expropriação dos trabalhadores, não da sua quantidade de filhos.

          Eu não me oponho a que as famílias controlem a natalidade. Só que isso não vai resolver o problema da miséria, do desemprego, da fome, etc., pois estes probemas são efeitos da expropriação dos trabalhadores.

          Eu discordo de você quando você diz que nada podemos contra os poderosos, que não podemos lutar por um mundo justo apenas porque só temos paus ou pedras, nem que não podemos controlar a taxa de juros, etc. Nós podemos, sim, mudar tudo o que aí está desde que não sejamos servos voluntariamente, como parece ser o seu caso.

          “I do not ask that you place hands upon the tyrant to topple him over, but simply that you support him no longer; then you will behold him, like a great Colossus whose pedestal has been pulled away, fall of his own weight and break in pieces.” Étienne de la Boétie

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