21 de maio de 2026

Para compreender o fenômeno político do bolsonarismo, por Feres & Paula

Conclusão é que bolsonarismo é uma força política organizada com uma agenda autoritária e antidemocrática.
por Evandro Éboli - Metrópoles

1. Crítica às abordagens existentes: Autores questionam análises limitadas do bolsonarismo, destacando falhas em explicar suas causas.

2. Abordagem política necessária: Bolsonarismo visto como fenômeno político e ideológico autoritário, integrando direita clássica, dimensão institucional e ideológica.

3. Bolsonarismo como força política organizada: Agenda antidemocrática e autoritária, exige análise integrada das dimensões sociológicas, culturais, políticas e ideológicas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Artigo de João Feres Júnior e Carolina de Paula, intitulado “O Que É o Bolsonarismo? Muito Além da Abordagem Sociológica”, propõe uma crítica e um avanço nas abordagens existentes sobre o fenômeno político do bolsonarismo, argumentando que as perspectivas majoritariamente sociológicas e culturais são insuficientes para compreendê-lo em sua totalidade.

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Aqui estão os pontos centrais do argumento:

1. Crítica às Abordagens Dominantes

Os autores argumentam que a maior parte da literatura sobre o bolsonarismo se concentra em quatro grandes eixos de análise, que eles consideram limitados:

  • Abordagem Psicossocial: Foca na raiva, ressentimento, “cidadão de bem” e o desejo por ordem e punição.
  • Abordagem Cultural/Moral: Enfatiza a guerra cultural, a defesa da família tradicional e o conservadorismo moral.
  • Abordagem de Performance: Analisa a espetacularização e a comunicação digital (redes sociais) do movimento.
  • Abordagem Sócio-Estrutural: Tenta correlacionar o apoio a Bolsonaro com classes sociais, regiões, escolaridade e fatores econômicos.

Os autores criticam essas abordagens por frequentemente não conseguirem explicar as causas do fenômeno, limitando-se a descrever seus sintomas ou características de seus apoiadores.

2. A Necessidade de uma Abordagem Política

A tese central do artigo é que o bolsonarismo precisa ser compreendido prioritariamente como um fenômeno político e ideológico de natureza autoritária, e não apenas como um reflexo de crises econômicas ou ressentimentos sociais.

Os autores defendem a inclusão de três dimensões políticas essenciais:

  • A Relação do Bolsonarismo com a Direita Clássica: O bolsonarismo é visto como um movimento que consegue mobilizar e articular diferentes grupos de direita que historicamente não se uniam no Brasil (direita liberal, conservadores e autoritários).
  • A Dimensão Institucional/Partido: É crucial analisar como o bolsonarismo se articula com as instituições políticas (partidos, Congresso, Executivo) e como ele busca modificar o jogo político por dentro.
  • A Dimensão Ideológica: O bolsonarismo é fundamentado em uma ideologia antidemocrática que se manifesta por meio de um discurso de anti-establishment, nacionalismo autoritário e a promoção de uma visão de mundo maniqueísta (o “nós” contra o “eles”, onde o “eles” é a esquerda, a corrupção e a “velha política”).

3. Conclusão Principal

O bolsonarismo é mais do que um conjunto de eleitores insatisfeitos ou um sintoma de crise social; é uma força política organizada com uma agenda autoritária e antidemocrática. Somente ao integrarmos as dimensões sociológicas, culturais e, crucialmente, as políticas e ideológicas, é possível ter uma visão completa de sua natureza, sua durabilidade e seus riscos para a democracia brasileira.

Este resumo foi feito com auxílio de IA Gemini e editado posteriormente.

Leia o artigo a seguir:

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1 Comentário
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  1. Carlos

    26 de novembro de 2025 5:21 pm

    Olha, com todo respeito a abordagem estruturada, na minha opinião está aberração se sustenta em:
    > religião. Principalmente as seitas evangélicas (de onde vem os votos)
    > polícias
    > milicos com veia golpista
    > “mercado ” tipo Banco Master

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