Reabertura da Sala Cecília Meirelles, no Rio, por Carlos Motta

Inicialmente sem a presença de público, os concertos serão veiculados no canal no YouTube da instituição, assim como divulgados em todas as suas mídias sociais

Duo Santoro

Reabertura da Sala Cecília Meirelles, no Rio, por Carlos Motta

Uma das mais tradicionais salas de concertos de país, reconhecida por sua acústica impecável, a Sala Cecília Meireles, no Rio, retoma sua consagrada agenda de concertos, tão aguardada desde a interrupção das atividades por conta do novo coronavírus, estreando a programação #saladigital.

Inicialmente sem a presença de público, os concertos serão veiculados no canal no YouTube da instituição, assim como divulgados em todas as suas mídias sociais (Facebook, Instagram e Twitter). Para garantir a segurança dos músicos, técnicos e funcionários, a Sala Cecília Meireles seguirá o Protocolo de Segurança Sanitária da Funarj.

Abrindo a Série Concertos Petrobras Para Todas as Famílias / Blim Blem Blom, no sábado, dia 1º de agosto, às 12 horas, o prestigiado Duo Santoro fará a estreia também com transmissão ao vivo pela Rádio MEC FM (93,3) – por meio do programa Blim-Blem-Blom, com apresentação de Tim Rescala e Betina Fonseca. A apresentação poderá ser assistida no site https://radios.ebc.com.br/mecfmrio.

Os irmãos Paulo e Ricardo Santoro subirão ao palco, inicialmente, para executar obras escritas exclusivamente para o duo: “Sandrino no Choro” (Adriano Giffoni), “A bênção Sandrino” (Leandro Braga), e “Cantiga Pedro e Marcela” (Dimitri Cervo). Em seguida, Paulo Santoro e Marcela, sua filha de seis anos, ao violino, apresentam “Andantino”, de S. Suzuki. Pedro, de sete anos, filho de Ricardo Santoro e também violinista, sobe ao palco junto com pai para tocar “Bourrée”, de G. F. Handel.

A reunião familiar se estende em consagração com a participação do patriarca, contrabaixista Sandrino Santoro, que, ao lado dos violoncelistas Paulo e Ricardo, apresenta “Sarabanda da Sexta Suíte para violoncelo”, de Bach.

A percussionista Ana Letícia Barros, mãe de Marcela e esposa de Paulo Santoro, se junta aos gêmeos na última parte do concerto e, reunidos, promovem uma releitura de inesquecíveis obras populares: “Tico-tico no fubá” (Zequinha de Abreu), “O Trenzinho do Caipira” (Heitor Villa-Lobos) e “Brasileirinho” (Waldir Azevedo).

Ao longo de toda a programação #saladigital, serão arrecadadas doações para o Sindicato de Artistas e Técnicos em Espetáculos do Rio de Janeiro, que auxilia profissionais de teatro e música duramente atingidos pela interrupção de concertos, óperas e peças teatrais durante a pandemia.

Duo Santoro

Considerado “um dos maiores sucessos da música erudita brasileira” pelo Jornal O Globo, o Duo Santoro é um dos conjuntos mais elogiados pela crítica especializada. Único duo de violoncelos em atividade permanente no Brasil, o Duo Santoro estreou em 1990 e já se apresentou nas principais salas de concerto de todo o país e também no Carnegie Hall de Nova York, na Argentina e na República Dominicana.

Seus recitais incluem um leque eclético de estilos, que vai do erudito ao popular. Uma das principais metas do Duo Santoro é a divulgação da música brasileira. Para isso, contam com a colaboração de vários compositores, que dedicaram algumas de suas principais obras ao Duo, tais como Edino Krieger, Ronaldo Miranda, João Guilherme Ripper, Ricardo Tacuchian, Dimitri Cervo, Villani-Côrtes, Tim Rescala, André Mehmari, entre outros.

Em 2013, lançaram seu primeiro CD, “Bem Brasileiro”, e em 2017, lançaram o segundo CD, “Paisagens Cariocas”, sendo eleito um dos “10 álbuns imperdíveis de música erudita” pela Revista Bravo! de São Paulo. Em 2018, gravaram o CD “Retratos de Brasil en Córdoba”, como solistas da Orquesta Académica del Teatro del Libertador.

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