Sai o ministro que deu tchau, querida, e entra o ministro que quer dar tchau aos idosos, por Francisco Celso Calmon

Sem economia há vida, o que não há sem a vida é a economia. Com a vida tudo pode ser reconstruído e alterado; com uma economia que despreza a vida de muitos é que nenhuma economia se sustenta por muito tempo.

Sai o ministro que deu tchau, querida, e entra o ministro que quer dar tchau aos idosos

por Francisco Celso Calmon

O sociopata do planalto arranjou um ministro para implantar, com convicção, a política genocida nazifascista do bolsonarismo. 

A vida é importante, mas sem economia não há vida; a ajuda emergencial não pode durar a vida toda – é a síntese do sofisma do presidente.

Sem economia há vida, o que não há sem a vida é a economia. Com a vida tudo pode ser reconstruído e alterado; com uma economia que despreza a vida de muitos é que nenhuma economia se sustenta por muito tempo.

A ajuda emergencial pode delongar o tempo que a pandemia durar e como não vai durar a vida toda, a migalha emergencial de 600 reais pode, sim, persistir enquanto for necessário. 

O Estado tem recursos de sobra e muito mais se instituir a contribuição de guerra sobre as fortunas a partir de 10 milhões, começando com 1% e chegando a 30% sobre as fortunas de bilhões.

As fortunas não caíram do céu, existem para uns poucos porque muitos não têm quase nada e outros nem mesmo para a subsistência. 

O ministro, convictamente genocida, propõe em resumo: 1. parem a guerra até que ele monte um banco de dados para saber o que fazer; 2. enquanto isso tem que fazer escolhas; 3. uma economia rica é melhor para a proteção da saúde. 

O ponto 1 ele tem que combinar com o novo coronavírus, ou, o que seria mais crível e rápido, entrar em contato com o ex-presidente dos EUA, Obama, e saber dele como conseguiu prever há cinco anos atrás que haveria um novo vírus que ocasionaria uma epidemia pior que a do H1N1, com base em que dados e informações? 

Afinal, a ciência ainda não sabe qual a origem do COVID-19, metamorfoses naturais, pesquisas de laboratórios, ensaios de guerra química?

O 3 é falso, está aí o país mais rico do mundo, EUA, com números de contagiados e de óbitos acima de muitos países bem menos ricos. 

O ponto 2 é o mais sincero e viável para o novo ministro, porque depende da política de saúde do governo. 

Como deixou evidente em alguns pronunciamentos, o ministro deve começar a escolha pelos idosos, os quais, pela sua ótica, já deram a sua contribuição para a economia e agora aposentados são descartáveis pelo forno do COVID-19; depois, talvez, os negros, pois constituem maioria da população, 54.5%, em seguida as mulheres, pelo mesmo critério, são maioria com 52.5% da população, ou, aplicando a eugenia nazista, os LGBTs ou os recém-nascidos com deficiências.

O sociopata do Planalto livrou-se do Mandetta não pelas questões menores de vaidade, embora para a personalidade do presidente, todos são inimigos em potencial e não admite ninguém aparecendo mais do que ele, porque isso afeta seu complexo de inferioridade, mas o exonerou porque necessitava de um Josef Mengele (o médico nazista apelidado de anjo da morte e também de açougueiro ) ao seu lado.

Insurgência civil ou interdição, já. Pela Vida, Fora Bolsonaro! 

Francisco Celso Calmon é Advogado, Administrador, Coordenador do Fórum Memória, Verdade e Justiça do ES; autor do livro Combates pela Democracia (2012) e autor de artigos nos livros A Resistência ao Golpe de 2016 (2016) e Comentários a uma Sentença Anunciada: O Processo Lula (2017).

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4 comentários

  1. O fã número um do misto de torturador e matador Brilhante Ustra finalmente acertou, ao encontrar um canalha como ele para servir de marionete no ministério da Saúde.
    Como disse alguém, Mandetta se balizava pela vida, enquanto o miliciano assassino se baliza pela morte, daí a insistência do cafajeste pela produção de cadáveres.
    Lá na frente, quando da contagem dos mortos agora preferencialmente idosos,o pilantra dirá que a “culpa” foi do Congresso, ou do PT ou das estrelas e pronto, não é possível identificar a quantidade de óbitos produzidos pelo energúmeno que passou a fazer um intenso sucesso na mídia internacional.
    Nos três últimos dias o WPost, Financial Times e o alemão DW, todos certamente adeptos de ‘fake news” rsrsrs, desancam o carrasco dos trópicos, além de esclarecer o que significa o bolsonarismo praticado por loucos e descompromissados da pior espécie.
    E que ninguém se diga surpreso diante deste país que está sendo completamente destruído por aqueles que nunca fizeram nada de útil por ele, a não ser saqueá-lo de todas as maneiras possíveis, afinal, quem poderá negar a dimensão da criatividade de um juiz pedir e receber auxílio-moradia, que ainda por cima teve efeito-cascata? E o genocida obedece a este grupo, aos generais, à banca, sem conseguir sequer olhar para os que mais precisam.

  2. On he turning away
    (Pink Floyd)

    On the turning away
    From the pale and downtrodden
    And the words they say
    Which we won’t understand

    “Don’t accept that what’s happening
    Is just a case of others’ suffering
    Or you’ll find that you’re joining in
    The turning away”

    It’s a sin that somehow
    Light is changing to shadow
    And casting it’s shroud
    Over all we have known

    Unaware how the ranks have grown
    Driven on by a heart of stone
    We could find that we’re all alone
    In the dream of the proud

    On the wings of the night
    As the daytime is stirring
    Where the speechless unite
    In a silent accord

    Using words you will find are strange
    And mesmerized as they light the flame
    Feel the new wind of change
    On the wings of the night

    No more turning away
    From the weak and the weary
    No more turning away
    From the coldness inside

    Just a world that we all must share
    It’s not enough just to stand and stare
    Is it only a dream that there’ll be
    No more turning away?

  3. A questão é mesmo de vida ou morte. Embora medíocre, meramente reativo, o ministro que saiu (tchau, querido!) ainda tinha algum traço de humanidade e de positividade em meio ao miasma fascista que o circundava. O que chega, cujo nome o chefe nem se preocupou em gravar (mencionou em sua fala por 2 vezes errado: chamou-o de Rubens), vem para cumprir a um só tempo o papel de afastar quem vinha ofuscando e prestar vassalagem da ciência em prol das crendices fanáticas de um protofascista

  4. calmon ndos deixa ovbvio as intenções do governo e seu novo ministro a vontade de fazer uma limpeza etnica economica e acabar com a terceira idade os pobres , uma forma de resistir ao tirano é ficar em casa não obedecendo o presidente capitão … uma luta do dia a dia as questões que calmon nos expoem é uma necessario reflexão para fazermos uma analise de conjuntura e saber que modelo de estado e economia é capaz de garantir odireito a vida a todos neste pais , ja é hora de se dar um passo adiante na luta pelo fora bolsonaro

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