4 de junho de 2026

Serra e FHC, uma relação delicada

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Publicado originalmente em 2 de agosto de 2010

No futuro, um dos enigmas políticos contemporâneos, que talvez se torne tese para algum candidato a doutorado de história, serão as relações políticas e pessoais entre Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Não apenas os amuos recíprocos, as críticas ferinas que sempre trocaram, mas a ligação quase simbiótica, a sujeição intelectual e política de Serra a FHC.

O que levou o tucano que parecia ter o maior potencial de liderança do partido, que assumiu o maior estado da União, no qual as melhores experiências administrativas poderiam ser colocadas em prática, a ficar sempre em segundo plano, ofuscado pela liderança daquele que caminha para ser o mais impopular ex-presidente da história?

Aqui alguns elementos para futuros historiadores que quiserem se habilitar a desvendar o enigma.

Eleito governador, José Serra parecia pronto para a escalada rumo à presidência da República. As eleições presidenciais foram encarniçadas. Sem cargos executivos, o ex-presidente FHC e senadores como Arhur Virgílio e Tasso Jereissatti, estimulavam o clima de guerra, o único no qual poderiam ganhar espaço junto ao PSDB.

   O pêndulo do partido se inclinaria inevitavelmente para os governadores. O jogo político passaria a ser praticado em outro nível porque todos – Lula e governadores – precisariam de um pacto de governabilidade. Os novos governadores seriam o caminho para o arejamento da oposição, buscando governar da melhor forma possível para se qualificar para a sucessão de Lula.

As esperanças maiores estavam em Aécio Neves, em Minas, e Serra, em São Paulo.

Terminada as eleições, com os ecos das baixarias ainda muito fortes, escrevi um artigo dizendo que tinha chegado a época dos negociadores. Serra tinha formação de centro-esquerda, não tinha acertos de conta com a biografia – como FHC com Lula -, seria o negociador, o governador com capacidade para conduzir uma interlocução de alto nível com o governo federal, enterrando a loucura que havia tomado conta da oposição e da mídia.

A partir dali, o país entraria na era do amadurecimento político, com oposição e situação disputando quem faria melhor governo, teria as melhores propostas, sem intenções golpistas, sem dossiês, sem o clima terrível inaugurado pelo pacto espúrio de 2005 com a mídia

No artigo, dizia que a única esperança de Serra se consolidar seria enterrar o fernandismo e inaugurar definitivamente o serrismo. Empresários que Serra costumava ouvir insistiram no mesmo ponto.

Até então, julgava que as constantes manifestações de Serra sobre temas relevantes indicassem uma visão mais abrangente da economia. Levei algum tempo para entender que, afora alguns temas de economia, Serra passara ao largo de todas as grandes discussões dos anos 90 – gestão, inovação, políticas sociais, integração continental, políticas industriais modernas etc.  Eram meramente táticas suas manifestações sobre alguns temas que ganhavam repercussão na mídia, visando ganhar a confiança de jornalistas ou de lideranças de alguns setores para fortalecer sua cruzada anti-Malan, na disputa pelas atenções de FHC.

Assim que recebeu o artigo pelo mailing, ele me ligou. Disse que, em geral, concordava com minhas posições, mas não a sugestão de romper com o fernandismo. «Ele é meu amigo, me apoia», me disse.

Estranhei a conversa. Não estavam em jogo amizade ou coisas do gênero, mas a afirmação de um novo conjunto de idéias, de uma nova liderança, o que só poderia ser feito se se enterrasse o modelo mercadista anterior, desenhado e conduzido por FHC. Como inaugurar uma nova era no PSDB sem consumar o enterro da anterior, que o partido carregava como uma bola de ferro amarrada aos pés?

Desligado o telefone, fiquei tentando entender a conversa. Aí caiu a primeira ficha.

Lembrei-me de uma cena ocorrida alguns anos antes que se fixara em algum lugar da memória e agora voltava à tona.

Foi no período em que ACM saiu atirando para todo lado. Deu entrevistas a duas ou três semanais, levantou o caso Ricardo Sérgio, atacou Serra, falou no caso do Fórum do TRT e do leque de escândalos que a mídia vinha agitando.

Tinha marcado um almoço com Serra no mesmo sábado no qual saíram as entrevistas com ACM. Ele ligou remarcando em lugar mais discreto. Almoçamos no restaurante do Hotel Cá Doro.

As entrevistas haviam sido violentas. Na revista Época, o Augusto Nunes – então diretor – forçara a barra até o limite da imprudência. Na abertura da entrevista dizia que ela teria a mesma importância da que Pedro Collor dera à Veja no início do processo de impeachment. Era evidente que a mídia procurava colocar uma outra marca na pistola, de derrubar mais um presidente.

No almoço, disse claramente a Serra que FHC era muito contemporizador, mas agora não tinha saída: ou destruía ACM ou seria destruído.

Serra ouvia e de vez em quando fazia comentários soltos, no estilo «faço e aconteço». «É por isso que não me querem na presidência porque sabem que em dois tempos acabo com eles», comentou. Na época tinha credibilidade para esse tipo de bazófia e acreditei piamente que ele acreditava no que dizia.

Segunda-feira tinha palestra em Brasília. Por volta do meio dia estava a caminho do aeroporto quando recebi telefonema do Serra. Perguntou se poderia almoçar com ele e FHC no Alvorada. Pedi para o taxista dar meia volta e fui para lá.

Durante algum tempo ficamos os três conversando na sala. Ali, pela primeira vez, pude entender melhor a relação entre ambos.

Até então tivera muitos encontros com FHC – desde os tempos de Senado – e com Serra, mas isoladamente. Em períodos de crise, FHC procurava seduzir interlocutores; em período de bonança, tornava-se arrogante. Na crise, tornava-se pró-ativo; na calmaria, acomodado.

Já Serra, desde que se tornara Ministro de FHC tinha por hábito criticar todas suas decisões, dizer-se melhor preparado para a presidência e contar prosa sobre como faria melhor isso ou aquilo. Jornalistas e amigos comuns sabiam disso e achavam engraçado.

Mesmo com muitas conversas em off, minha percepção, até então, era de um FHC frágil, pouco determinado. E era impressão generalizada. Lembro-me de um almoço com o embaixador norte-americano, no segundo semestre de 1994. Eu lhe dizia que não acreditava na disposição de FHC para conduzir reformas importantes ou enfrentar grandes desafios. Ele me disse que era a mesma percepção do Departamento de Estado. E nem me conhecia pessoalmente, mas apenas pelas colunas.

Surpreendi-me com sua rude franqueza, ainda mais sabendo-se que o estilo da mídia, desde aquela época, era de não respeitar off. Para sua sorte sua inconfidência foi feita a um jornalista que respeitava o combinado.

Mas o que via na minha frente, ali no Alvorada, era algo que não batia com minha percepção sobre os dois políticos. FHC estava à vontade, falava bastante. Serra estava inibido, sorumbático, monossilábico.

FHC comentou sobre os problemas no TRT de São Paulo. Disse que as acusações iriam quebrar a cara porque o contrato era juridicamente perfeito.

Antes de ir para a mesa, Serra pediu-me que repetisse o que havia lhe dito no almoço de sábado. Repeti, disse que ou FHC destruiria ACM, ou seria destruído por ele.

FHC não perdeu a bonomia. Como se tivesse tratando de um problema banal, disse:

– O Antônio Carlos está esperneando porque sabe que está perdido. Vai ser cassado por causa do vazamento do painel de votação do Senado.

O caso do vazamento ainda não ganhara os jornais. Não piscou, não perdeu a segurança. Era o Príncipe em estado puro, frio, senhor da situação, analista com controle absoluto sobre os desdobramentos da maior crise que enfrentara.

Olhei para o Serra, minha esperança de futuro grande estadista do país. E vi apenas um político assustado, inibido pela presença e pela análise de situação de FHC.

Fiquei algum tempo sem entender direito. Porque Serra precisou de mim para transmitir um recado que, se ele tivesse o poder do qual se jactava, teria sugerido pessoalmente a FHC? Mais que isso: parecia desconhecer a determinação de FHC. Será que aquela inibição que testemunhei no almoço, quase um temor reverencial, era a regra nas relações pessoais entre ambos?

Saí do almoço intrigado. Depois o dia a dia soterrou por algum tempo as lembranças daquelas cenas. A memória trouxe de volta quando Serra desligou o telefone, depois de me dizer que não havia razão para romper com o fernandismo.

No fundo, jamais conseguiu se desvencilhar da influência massacrante de FHC. Não propriamente nas ideias, mas na capacidade de decidir, de se mover no cenário político, na frieza ao encarar os grandes perigos, na clareza de definir slogans mobilizadores de campanha, na segurança de saber o que queria.

E FHC conhecia Serra como a palma da mão. Daí a relutância permanente em abrir espaço para ele – que Serra interpretava como medo da sua competência. Daí as ressalvas permanentes, as dicas que passou no perfil que a revista Piauí traçou sobre Serra.

Durante os quatro anos como governador, comeu na mão de FHC. Através dele, montou o pacto com a mídia que lhe permitiu exercitar seu esporte predileto: fuzilar reputações de terceiros, pedir a cabeça de jornalistas, levando o paroxismo da mídia e níveis inéditos, uma guerra suja e sem quartel, mas sempre nos bastidores. Foi a FHC que recorreu em pânico, em janeiro, querendo se afastar do cálice da candidatura a presidente, conforme a reconstituição feita pelo Estadão.

Em toda sua vida política, afastou-se de FHC apenas nos dois últimos meses, pressionado pelos altíssimos índices de rejeição do seu guru. E aí tornou-se um trem desgovernado, sem maquinista.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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23 Comentários
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  1. Nonato Amorim

    12 de janeiro de 2015 7:24 pm

    LEVANTA, SERRA!!!

    Seu Nassif, nada mais emblemático da covardia do Serra perante FHC do que essa cena, ela resume todo o seu artigo…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=dtr9Mxf67sk%5D

  2. robertog

    12 de janeiro de 2015 7:45 pm

    OLha Nassif, o Serra tinha

    OLha Nassif, o Serra tinha algum perfil próprio, inclusive administrativo, no governo Montoro. O problema geral é que o PT no poder empurrou todos eles para a direita. O FHC já tinha feito sua biografia, não fazia mais sentido disputar cargo público, não se queimou tanto na virada à direita. Já o Serra teve de disputar seus principais cargos nos últimos 12 anos, qdo só tinha espaço para a direita. Sejamos magnânimos: nenhum deles tinha esse DNA de direita histriônica brasileira, lacerdista e debochada. Mas o Serra enfrentou uma situação muito mais difícil que o FHC, essa de ter de assumir um figurino que não era o dele. Daí se atrapalhou mais do que o FHC. Claro que as circunstâncias não desculpam ninguém. Ele poderia simplesmente desistir da política quando percebesse falta de espaço. Mas boa parte do drama é que foi pego na contramão da história.   

  3. dirval

    12 de janeiro de 2015 7:50 pm

    O video postado por Renato

    O video postado por Renato Amorim realmente diz tudo.

  4. Julião

    12 de janeiro de 2015 8:02 pm

    O Nassif confirma a história

    Os dois, finados politicos, sem projeções futuras ou referencias importantes do passado. Não são e não foram nada de relevantes.

    Enfim dois politicos ridículos, que só foram em frente em suas carreiras devido ao apoio sem par dado a a mbos, do partido que sempre mandou : O PIG! 

  5. Orlando Soares Varêda

    12 de janeiro de 2015 8:08 pm

     
    Engraçado, FHC manda Serra

     

    Engraçado, FHC manda Serra levantar. Desconta no lombo do coiso as humilhações que sofre do Cilntom. São uns cafajestes. Quanto ao Malvadeza, na verdade, o professor Cardoso se pelava de medo do merda do ACM. Sabia muito bem que o tiranete baiano, emérito chantagista, não teria nenhum escrúpulo para abrir o bico e revelar todas as bandalheiras do professor fraudulento.

    Serra coitado, é outro porqueira de vida mais suja que pau de galinheiro. Esse, só atua na calada das noites de lua cheia.

    Orlando

     

  6. Maria Luisa

    12 de janeiro de 2015 8:19 pm

    Ao mestre com carinho…

    Mas não é apenas FHC quem tem acertos com sua biografia. Hoje sabemos que José Serra também. E quanta coisa ainda esta nebulosa na biografia da figura, sem falar na filha, genro, comprade etc. Na Privataria Tucana ele esta envolvido até o pescoço e nada, sabemos, foi investigado até aqui. 

    De 2010 pra ca, tanto Serra quanto FHC perderam prestigio politico. Apesar de desdenharem o livro de Amaury Junior, eles cairam na opinião publica. FHC se mostrou pouco vidente e Serra, completamente dependente da ajuda que a imprensa possa dar para sua carreira politica. No fundo são muito parecidos, apesar de JS se mostrar atento a seu padrinho-politico, ele sempre teve as mesmas pavonices e pretensões de FHC e a mesma falta de vontade de fazer pra valer na hora H.

  7. altamiro souza

    12 de janeiro de 2015 8:26 pm

    viveram, viem e viverão  dos

    viveram, viem e viverão  dos seus interesses e desses conluios com a grande mídia….

    mútuas manipulações….

  8. Sergio Saraiva

    12 de janeiro de 2015 8:29 pm

    Serra e FHC, uma relação por falta de opção.

    O PSDB é um partido dividido, desde o início. Nasceu da impossibilidade de Franco Montoro conviver com Orestes Quercia dentro do PMDB. 

    Ulisses Guimarães ficou no partido porque tratava o PMDB – que ele chamou de MDB até o fim, como se trataria um filho. Foi traído por Quercia que o deixou na chuva nas eleições de 1989. 

    As melhores cabeças do PMDB migraram para o PSDB sob a liderança suave de Montoro. E lá estavam dois outros líderes irreconciliáveis, Covas e FHC.

    Covas sempre foi o companheiro de Montoro, o homem de partido. FHC era o intelectual ruim de voto mas que lustrava o partido. Serra era um “menino de calças curtas”, mas era considerado um quadro técnico importante. Jamais um líder.

    Com o natural e paulatino afastamento de Montoro e até FHC tornar-se presidente cavalgando o sucesso do Plano Real do governo Itamar Franco, quem liderou o partido foi Covas. Foi o nome do PSDB na constituinte, habilmente não apoiou Lula no 2º turno contra Collor e  impediu, posteriormente, que FHC assumisse um cargo nesse governo. 

    Com FHC presidente, o partido racha entre ele e Covas. São agora dois partidos convivendo em um só a base de facadas nas costas. Basta recordar um gráfico onde Covas demostrava que cada ponto percentual a menos no índice de desemprego correspondia a um ponto a menos no índice de criminalidade. Quem cuidava da criminalidade era o governador Covas, quem cuidava do desemprego era o presidente FHC.

    Com o partido dividido, cada integrante teve de escolher seu lado. Covas escolheu Alckmim como seu herdeiro político – dizem que Dona Lila Covas tinha por Alckimim um carinho maternal. FHC não tem a generosidade necessária para deixar herdeiros políticos. Serra, não econtrando espaço junto a Covas, caiu por gravidade no grupo de FHC.

    Mas FHC jamais o considerou como um dos seus. Ciro Gomes conta que, na ausência de Serra, FHC zombava dele em público. 

    Serra é um carreirista. Sabia que, com o espaço ocupado por Alckmim, só lhe sobrava a alternativa de FHC. Ocorre que Serra é um “lua preta” – não brilha. Logo, necessitava ficar rodeando o poder e esperar seu momento. Quando ele chegou, na sucessão de FHC, partiu com seus dossiês para as jungulares de Paulo Renato e Tasso Jereissati. E FHC deixou a carnificina correr frouxa, era seu jogo. Serra ganhou a vaga para concorrer contra Lula, mas perdeu o partido. Ninguém sentiu a derrota de Serra, muito menos FHC.

    FHC é muito arrogante, jogou para que Lula ganhasse. Acreditava que Lula seria um fracasso e que ele voltaria nos “braços do povo”.

    O resto é história.

    1. Antonio Fernandes

      12 de janeiro de 2015 10:56 pm

      Quem liderou o partido foi

      Quem liderou o partido foi Covas. Foi o nome do PSDB na constituinte, habilmente não apoiou Lula no 2º turno contra Collor.

      Primeiro quero te dizer que te respeito demais, o mais completo, mais fantastico texto escrito sobre os acontecimentos de 2014, apesar de uma ou outra coisa fora da ordem é seu, o chamado a revolta Cashmere.

      Mais infelizmente depois desta de dizer que Covas nao apoiou o Lula no segundo turno das eleições de 1989, eu sou obrigado a postar aqui para quem quiser ver o link aonde acontece justamente o contrario do que voce falou hoje em seu texto.

       

      https://www.youtube.com/watch?v=K3iIbU5Y99I

      1. Sergio Saraiva

        13 de janeiro de 2015 10:51 pm

        Escrevo de memória…

        … e recordo de Covas apresentando uma lista de divergências programaticas, 13, se não me falha a memória, para o PSDB não apoiar o PT e se posicionar como neutro na disputa, inclusive liberando a militância para apoiar quem julgasse melhor.

        Como disse, tiro de memória.

    2. Antonio Fernandes

      12 de janeiro de 2015 11:31 pm

      Fui censurado aqui…. credo.

      Fui censurado aqui…. credo.

    3. Antonio Fernandes

      12 de janeiro de 2015 11:31 pm

      Fui censurado aqui…. credo.

      Fui censurado aqui…. credo.

  9. Zanchetta

    12 de janeiro de 2015 10:15 pm

    “…aquele que caminha para

    “…aquele que caminha para ser o ex-presidente mais impopular da história…”

    Menas, Nassif, menas… bater o Collor ou o Sarney vai ser difícil…

  10. hc.coelho

    12 de janeiro de 2015 10:19 pm

    Foi o pig

    Ambos tinham tudo para dar certo. O apoio nada critico do pig e a arma que o pig lhes ofereceu da bandidagem  e a possiblidade de destruir os inimigos tomou conta deles. Viraram o que viraram. O psdb foi destruido. Hoje o psdb consegue dar alguns passos com a bengala viciosa que o pig generosamente lhe oferece. O pig hoje lhes oferece outros “poderes”, supremos poderes, e torna o psdb ainda mais cativo e dominado. Agora o próprio pig os despresa e neles põe a culpa dos seus incríveis fracassos. Estes  personagens não existem mais, são manifestações ocasionais do pig.

    Ninguem se traiu tanto como estes dois.

  11. W K

    12 de janeiro de 2015 10:43 pm

    Juntando essa análise do Nassif,

    com as demissões de jornalistas no grupo GAFE (Grobo, Abriu – fechando, Foia, Estadão & Estadinho da Andréia) não demora muito e vem uma continha para o PSDB pagar com a seguinte observação: 

    “Ajudamos vocês no que podíamos e no que não deviamos, e quebramos a cara. Como ficamos?” 

  12. Sérgio T.

    12 de janeiro de 2015 11:44 pm

    Bota delicada nisso…

    Serra e FHC são iguais no conteúdo e diferentes na sua exteriorização política. São o mesmo lado de duas moedas diferentes, FHC equivale a um Tetradracma enferrujado e descaracterizado, já Serra fica mais com jeito de uma moeda que virou duplicata no Serasa.

    Um abraço.

  13. Jorge Vieira

    13 de janeiro de 2015 1:34 am

    Perda de tempo.

    Que perda de tempo com esses dois volumes mortos.

    Um é o voluma morto I e o outro é o volume morto II do Cantareira, ambos já consumidos pelo governador Geraldo Alckmin. que será, sem dúvida, o próximo Presidente da República, caso: 1) o segundo governo Dilma fracasse totalmente; 2) São Pedro o proteja.

    Falar em São Pedro. alguém já se aventurou a desenhar o cenário que ocorrerá em São Paulo e no país a partir do momento que o Cantareira e o Alto Tietê secarem, por volta de meados deste ano  ?

    É um belo roteiro para o primeiro filme de catástrofe nacional. 

    E aí, Nassif ? Estimula algum especialista a escrever sobre o assunto.

     

  14. Ze Guimarães

    13 de janeiro de 2015 1:55 am

    FHC esqueçam o que eu disse

    FHC o presidente com maior indice de rejeição de toda a história, um dos poucos que ousou ficar inimigo do povo e depois vir lhe pedir votos.

    Após xingar aposentado de vagabundos, e esculhambar os 12 milhões de desempregados, e de humilhar os 40 milhões de pessoas abaixo da linha da miséria, tenta voltar para a cena política, sem entender o porque o psdb nunca miais ganhou.

    E o mais inacreditável da falta de noção foi quando Armínio Fraga num acesso extremoi de falta de noção,  tentou ressucitar a politica FHCista, propondo achatar o salário minimo ( em si já baixíssimo), e propor “aumentar o desemprego” ( só rindo para não chorar). Que candidato no mundo ganharia uma eleição propondo algo assim? Nenhum, que eu saiba.

     

    A dica para a oposição é a seguinte: fechem a legenda do psdb, escondam o fhc dos palanques, esqueçam não só o que ele disse ( conforme ele mesmo pediu), mas esqueçam o também o que ele fez, e que ele existiu, enterrando o capitulo vergonhoso do neoliberalismo e dando a oportunidade para surgir uma oposição realmente útil e digna para o nosso país.

     

  15. Andre Luiz RRR

    13 de janeiro de 2015 1:57 am

    Nassif, Por que ressussitar

    Nassif, Por que ressussitar esse texto?

  16. Maria Silva

    13 de janeiro de 2015 11:17 am

    Texto delicioso.

    Só confirma a sabedoria do eleitor ao derrotar Serra 2 vezes, Alckimim 1, Aécio 1 e a midia 4 vezes.  Depois de todas essas derroas, o PSDB se rendeu  a direita radical, se perdeu, se contaminou com o que existe de pior na politica brasileira … 

  17. Roberto Monteiro

    13 de janeiro de 2015 1:20 pm

    Sr. Dermeval,

    não tenho procuração para responder pelo Nassif, mas acredito que seja a questão de não estar cadastrado no blog, assim como eu não estou. Como os não cadastrados precisam passar pela moderação, às vezes demora bastante a ser publicado o comentário. Não sei de casos de censura aqui no Blog, existe é moderação aos mais exaltados, pois afinal, não queremos transformar isso aqui num blog de esgoto como outros que existem por aí.

  18. Gislaine Perpetua

    13 de janeiro de 2015 7:59 pm

    Oi Nassif, gosto dos seus

    Oi Nassif, gosto dos seus textos, mesmo não concordando com eles. Não entendi muito bem porque o pessoal em seus comentários transforma isso em palanque de PSDB contra PT. Bastante interessante seu ponto de vista sobre a relação de FHC e Serra, entretanto, não acha um exagero acreditar que FHC se tornará o mais impopular dos ex? Quem acreditaria que um dia a China seria uma das maiores potencias econômicas do mundo? E muito menos que curso de mandarim seria  um dos mais procurados? Ou que um presidente negro assumiria o cargo nos EUA? E pior o ressurgimento de grupos nazistas na Europa com apoio da população e lidres de Estado? Enfim, meu querido você é um ótimo jornalista na minha humilde opnião, mas será que é taõ bom medium assim? kkk Abraços querido!!!

  19. carlos a. balista

    13 de janeiro de 2015 9:58 pm

    serra e fhc: uma relação delicada

    caro,

    ótimo texto, não perdeu a atualidade.

    mas eu também não entendi por que republicar neste momento

    espero que um dia você conte.

    abraço,

    carlos a. balista

     

     

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