Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada, por Rafael Azzi

 
 
por Rafael Azzi
 
em seu Facebook
 
Você se pergunta como um candidato com tão poucas qualidades e com tantos defeitos pode conseguir o apoio quase que incondicional de grande parte da população?
 
Você já tentou argumentar racionalmente com os eleitores deles, mas parece que eles estão absolutamente decididos e te tratam imediatamente como inimigo no mais leve aceno de contrariedade?
 
Até sua tia, que sempre gostou de você, agora ataca seus posts sobre política no facebook?
 
Pois bem, vou contar uma história.

 
O principal nome dessa história é um sujeito chamado Steve Bannon. Bannon tinha uma visão de extrema direita nacionalista. Ele tinha um site no qual expressava seus pontos de vista que flertavam com o machismo, com a homofobia, com a xenofobia, etc. Porém, o site tinha pouca visibilidade e seu sonho era que suas ideias se espalhassem com mais força no mundo.
 
Para isso, Bannon contratou uma empresa chamada Cambridge Analytica. Essa empresa conseguiu dados do facebook de milhões de contas de perfis por todo mundo. Todo tipo de dado acumulado pelo facebook: curtidas, comentários, mensagens privadas. De posse desses dados e utilizando algoritmos, essa empresa poderia traçar perfis psicológicos detalhados dos indivíduos.
 
Tais perfis seriam então utilizados para verificar quais indivíduos estariam mais predispostos a receber as mensagens: aqueles com disposição de acreditar em teorias conspiratórias sobre o governo, por exemplo, ou que apresentavam algum sentimento de contrariedade difuso ao cenário político atual.
 
A estratégia seria fazer com que esse indivíduo suscetível a essas mensagens mudasse seu comportamento, se radicalizasse. Como as pessoas passaram a receber as notícias e a perceber o mundo principalmente através das redes sociais, não é difícil manipular essas informações. Se você pode controlar as informações a que uma pessoa tem acesso, você pode controlar a maneira com que ela percebe o mundo e, com isso, pode influenciar a maneira como se comporta e age.
 
Posts no facebook podem te fazer mais feliz ou triste, com raiva ou com medo. E os algoritmos sabem identificar as mudanças no seu comportamento pela análise dos padrões das suas postagens, curtidas, comentários.
 
Assim, indivíduos com perfis de direita e seu tradicional discurso “não gosto de impostos” foram radicalizados para perfis paranóicos em relação ao governo e a determinados grupos sociais. A manipulação poderia ser feita, por exemplo, através do medo: “o governo quer tirar suas armas”. Esse tipo de mensagem estimula um sentimento de impotência e de não ser capaz de se defender. Estimula também um sentimento de “somos nós contra eles”, o que fecha a pessoa para argumentos racionais.
 
Sites e blogs foram fabricados com notícias falsas para bombardear diretamente as pessoas influenciáveis a esse tipo de mensagem. Além disso, foi explorado também um sentimento anti-establishment, anti-mídia tradicional e anti “tudo isso que está aí”. Quando as pessoas recebiam várias notícias de forma direta, e não viam essas notícias repercutirem na grande mídia, chegavam à conclusão de que a grande mídia mente e esconde a verdade que eles tem.
 
Se antes a mídia tradicional podia manipular a população, a manipulação teria que ser feita abertamente, aos olhos de todos. Agora, todos temos telas privadas que nos mandam mensagens diretamente. Ninguém sabe que tipo de informação a pessoa do lado está recebendo ou quais mensagens estão construindo sua percepção de realidade.
 
Com esse poder nas mãos, Bannon conseguiu popularizar a alt right (movimento de extrema direita americana) entre os jovens, que resultou nos protestos “unite de right” no ano passado em Charlottesville, Virgínia que tiveram a participação de supremacistas brancos. Bannon trabalhou na campanha presidencial de Donald Trump e foi estrategista de seu governo. A Cambridge Analytica trabalhou também no referendo do Brexit, que foi vencido principalmente por argumentos originados de fakenews.
 
Quando a manipulação veio à tona, Mark Zuckerberg foi chamado ao senado americano para depor. Pra quem entendeu o que houve, ficou claro que a democracia da nação mais importante do mundo havia sido hackeada. Mas os congressistas pouco entendimento tinham de mídia social; e quem estaria disposto a admitir que a democracia pode ser hackeada através da manipulação dos indivíduos?
 
Zuckerberg estava apenas pensando em estabelecer um modelo de negócios lucrativo com a venda de anúncios direcionados. A coleta de dados e a avaliação de perfil psicológico das pessoas tinham a intenção “inocente” de fazer as pessoas clicarem em anúncios pagos. Era apenas um modelo de negócios. Mas esse mesmo instrumento pode ser usado com finalidade política.
 
Ele se deu conta disso e sabia que as eleições brasileiras podiam estar em risco também. Somos uma das maiores democracias do mundo. O facebook tomou medidas ativas para evitar que as campanhas de desinformação e manipulações ocorressem em sua rede social. Muitas contas fake e páginas que compartilhavam informações falsas foram retiradas do facebook no período que antecede as eleições.
 
Mas não contavam com a capilarização e a popularização dos grupos de whatsapp. Whatsapp é um aplicativo de mensagens diretas entre indivíduos; por isso, não pode ser monitorado externamente. Não há como regular as fakenews, portanto. Fazer um perfil fake no whatsapp também é bem mais fácil que em outras redes sociais e mais difícil de ser detectado.
 
Lembram do Steve Bannon, que sonhou com o retorno de uma extrema direita nacionalista forte mundialmente? Que tinha ideias que são classificadas como anti minorias, racistas e homofóbicas? E que usou um sentimento difuso anti “tudo que está aí”, e um medo de os homens se sentirem indefesos para conquistar adeptos?
 
Pois bem, ele se encontrou em agosto com Eduardo Bolsonaro. Bolsonaro disse que o Bannon apoiaria a campanha do seu pai com suporte e “dicas de internet”, essas coisas. Bannon é agora um “consultor eventual” da campanha. Era o candidato ideal pra ele, por compartilhava suas ideias, no cenário ideal: um país passando por uma grave crise econômica com a população desiludida com a sua classe política.
 
Logo depois de manifestações de mulheres nas ruas de todo o Brasil e do mundo contra Bolsonaro, o apoio do candidato subiu, entre o público feminino, de 18 para 24 por cento. Um aumento de 6 pontos depois de grande parte das mulheres se unir para demonstrar sua insatisfação com o candidato.
 
Isso acontece porque, de um lado, a grande mídia simplesmente ignorou as manifestações e, por outro, houve um ataque preciso às manifestações através dos grupos de whatsapp pró-Bolsonaro. Vídeos foram editados com cenas de outras manifestações, com mulheres mostrando os seios ou quebrando imagens sacras, mas utilizadas dessa vez para desmoralizar o movimento #elenão entre as mais conservadoras.
 
Além disso, Eduardo Bolsonaro veio a público logo após a manifestação e declarou: “As mulheres de direita são mais bonitas que as de esquerda. Elas não mostram os peitos e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene.” Essa declaração pode parece pueril ou simplesmente estúpida mas é feita sob medida para estimular um sentimento de repulsa para com o “outro lado”.
 
Isso não é nenhuma novidade. A máquina de propaganda do nazismo alemão associava os judeus a ratos. O discurso era que os judeus estavam infestando as cidades alemãs como os ratos. Esse é um discurso que associa o sentimento de repulsa e nojo a uma determinada população, o que faz com que o indivíduo queira se identificar com o lado “limpo” da história. Daí os 6 por cento das mulheres que passaram a se identificar com o Bolsonaro.
 
Agora é possível compreender porque é tão difícil usar argumentos racionais para dialogar com um eleitor do Bolsonaro? Agora você se dá conta do nível de manipulação emocional a que seus amigos e familiares estão expostos? Então a pergunta é: “o que fazer?”
 
Não adiante confrontá-los e acusá-los de massa de manobra. Isso só vai fazer com que eles se fechem e classifiquem você como um inimigo “do outro lado”. Ser chamado de manipulado pode ser interpretado como ser chamado de burro, o que só vai gerar uma troca de insultos improdutiva.
 
Tenha empatia. Essas pessoas não são tolas ou malvadas; elas estão tendo suas emoções manipuladas e estão submetidas a uma percepção da realidade bastante diferente da sua.
 
Tente trazê-las aos poucos para a razão. Não ofereça seus argumentos racionais logo de cara, eles não vão funcionar com essas pessoas. A única maneira de mudar seu pensamento é fazer com que tais pessoas percebam sozinhas que não há argumentos que fundamentem suas crenças e as notícias veiculadas de maneira falsa.
 
Isso só pode ser feito com uma grande dose de paciência e de escuta. Peça para que a pessoa defenda racionalmente suas decisões políticas. Esteja aberto para ouvi-la, mas continue sempre perguntando mais e mais, até ela perceber que chegou num ponto em que não tem argumentos para responder.
 
Pergunte, por exemplo: “Por que você decidiu por esse candidato? Por que você acha que ele vai mudar as coisas? Você acha que ele está preparado? Você conhece as propostas dele? Conhece o histórico dele como político? Quais realizações ele fez antes que você aprova?”
 
Em muitos casos, a pessoa tentará mudar o discurso para falar mal de um outro partido ou do movimento feminista. Tal estratégia é esperada porque eles foram programados para achar que isso representa “o outro lado”, os inimigos a combater.
 
Nesse caso, o caminho continua o mesmo: tentar trazer a pessoa para sua própria razão: “Por que você acha que esse partido é tão ruim assim? Sua vida melhorou ou piorou quando esse partido estava no poder? Como você conhece o movimento feminista? Você já participou de alguma reunião feminista ou conhece alguém envolvido nessa luta?”
 
Se perceber que a pessoa não está pronta para debater, simplesmente retire-se da discussão. Não agrida ou nem ofenda, comportamento que radicalizaria o pensamento de “somos nós contra eles”. Tenha em mente que os discursos que essa pessoa acredita foram incutidos nela de maneira que houvesse uma verdadeira identificação emocional, se tornando uma espécie de segunda identidade. Não é de uma hora pra outra que se muda algo assim.
 
Duas das mais importantes democracias do mundo já foram hackeadas utilizando tais técnicas de manipulação. O alvo atual é o nosso país, com uma das mais importantes democracias do mundo. Não vamos deixar que essas forças nos joguem uns contra os outros, rasgando nosso tecido social de uma maneira irrecuperável.
 
P.S.: Por favor, pesquise extensamente sobre todo e qualquer assunto que expus aqui, e sobre o qual você esteja em dúvida. Não sou de nenhum partido. Sou filósofo e, como filósofo, me interesso pela verdade, pela ética e pelo verdadeiro debate de ideias.Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada.

31 comentários

  1. A mão chega a tremer em falar “manipulados”

    Cada vez mais forçar no mito do “bom coxinha” (semelhante ao mito do bom selvagem), de que eles são manipulados e que quando acordarem do transe vão se tornar aliados confiaves, é de uma falta de noção da realidade na conjuntura. Imagino que deva ser doloroso imaginar que um parente, um amigo, um cumpadres, aquela pessoa proxima seja isso mesmo, então se fantasia que são manipualdos, que não sabem o que fazem. A realidade é que eles são isso memso, tem plena consiencia do que estão fazendo. Tentar limpar a barra deles só vai fazer a historia se repetir eternamente num ciclo vicioso, é querer ficar teimando no erro. Eles tem que assumir as consequencias de seus atos, passar a mão na cabeça deles e dizer que não tem culpa alguma, é o tipico comportamento que gera crianças mimadas. 

    • Boa.
      Parte da culpa tambem é
      Boa.
      Parte da culpa tambem é da esquerda por falta de reaçao. Se Cristina Kirshner fosse presa vc veria milhares de argentinos lutando. Dando sangue na rua. Aqui o pessoal ta tomando tapa na cara e “denunciando” no twitter.
      Maldito republicanismo petista deu nessa esquerda lacradora de rede social. Ser manipulado pra comprar um tenis novo é uma coisa. Ser manipulado pra comemorar a execuçao de Marielli, prisao sem crime nem provas do melhor presidente que o pais teve nas ultimas decadas, (quiça da historia do país), comemorar morte da esposa de Lula…. tem que tem uma boa base de falta de humanidade pra emplacar a manipuçação.
      Fascismo se combate é com força. Educaçao é para os jovens

  2. Foi ao ponto. Tenho apenas alguns acréscimos

    Ótimo artigo. As redes sociais são realmente fundamentais para entender a onda fascista. E esta manipulação vem de longe, desde 2013. Tiveram muito tempo para aperfeiçoar os mecanismos de manipulação.

    Mas há outros 3 outras manipulações, que já vem de longe, que contrubuíram para consolidar esta perpectiva de extrema direita na populção:

    1. A dobradinha mídia-Lava-Jato de demonizar o PT e Lula em particular e a política em geral, que diz o tempo todo pro eleitor que o sistema político é corrupto;

    2. Outro aspecto de longo prazo é o comportamento da mídia diante da violência, que realmente é alta no país, mas é amplificada, da pior forma possível, de forma emocinal, a estimular o desejo de vingança da “pessoa de bem”, por repórteres policiais estilo Datena;

    3. Por fim, toda a expansão evangélica no Brasil foi feita em cima de um individualismo extremado e de uma fé mágico-milagreira, incentivando um ultracapitalismo competitivo (teologia da prosperidade). Não raro, esta fé é fanática, elegendo inimigos para serem demonizados: LGBTs, “macumbeiros”, feministas e “comunistas” (na verdade pessoas progressitas).

    A crise financeira que chega pra valer em 2014, com desemprego, recessão e queda dos salários e rendimentos em geral, em 2014 vai catalizar estes três fatores manipulativos que tendem a emprurrar as pessoas para a extrema direita, turbinados pelo poder extraordinário  das redes sociais, usadas de forma massiva e consciente pelos profissionais de comunicação da extrema direita.

    O resultado é o que se vê nos EUA, Inglaterra, Argentina e, agora, Brasil. E não vai parar por aí.

    Mas acho que, por trás de tudo isto, está uma disponibilidade do homo economicus (a pessoa pós-moderna) em se inclinar para o fascismo e o fundamentalismo. Estas manipulações (conjunturais) só funcionam porque há uma pré-tendência (estrutural) da “alma” da pessoas no capitalismo em ir para direita. Uma hora escrevo sobre isto.

  3. Quem está financiando o Bolsonaro?

    Com certeza, dentro da lógica capitalista de direita,  a pergunta é quem vai lucrar com sua vitória. Quem?

    Seguir o dinheiro aqui é mais do que racional, é ir ao encontro dos que por trás urdiram estas técnicas descritas acima e foram utilizadas contra o Brasil.

    Sim, o Brasil tem adversários, muitos, disfarçados, sorrateiros, insidiosos.

    A campanha do Bolsonaro, para lhe dar legitimidade tem de dar transparência nos recebimentos e nos pagamentos, sob pena do primeiro mal feito se tornar uma bala de prata contra ela.

    Pensem nisto.  Ou melhor, não pensem nisto rsrsrsrsrs….

    • Quem financia?
      Pelamordedeus!!!! Porque a esquerda insiste na burrice de não aceitar o obvio!?!?! Qual o medo? O que era teoria de conspiração para alguns intelectuais até a pouco tempo está hoje escancarado!!! Por favor me respondam. Apontem onde meu raciocinio erra! Encarem a verdade!!! Nossos inimigos são os mesmos inimigos do Nazismo.

  4. Não, istro não funciona mesmo.

    A razão central não é a desinformação para a amioria das pessoas que conheço. E o ódio implantado lá atrás pela mídia golpista contra o PT. Este ódio está arraigado e é bem irracional. Se tentar pessoalmente, cara a cara com estas pessoas elas disconversam e mudam de assunto. Se for por aplicativo de comunicação, as perguntas sem respostas continuam sem respostas. E o ataque é sempre o mesmo, como se a conversa anterior não tivesse acontecido.e as perguntas difíceis de responder estivessem plenamente respondidas.

  5. Penso que as informações

    Penso que as informações trazidas pelo post estão corretas. Mas não acredito que poucas pessoas num universo de milhões de eleitores possam enfrentar essa máquina de manipulação nazi-fascista. Nesse caso, a melhor solução seria uma contra-ofensiva no mesmo formato, mas bombardeando com esclarecimentos, com fatos, com a verdade. Se não é viável extinguir as redes sociais, é urgente contra-atacar até o ponto de saturação. Enfim, se nada for feito, teremos milhões de bolsonaros-zumbis.

  6. Tirando essa bobagem de

    Tirando essa bobagem de “nação mais importante do mundo” , e o fato de que tanto sua tia quanto todos os que apoiam pretendentes a grandes líderes – e acatar a propaganda enganosa, o auto-entitulamento dos EUA como a nação mais importante do mundo é apoiar pretendentes a grande líder – estão sendo provavelmente manipulados, o texto parece bacaninha para a turma do 1o. ano colegial.

    Ah… e quem, afinal, é fascista sem que tenha sido maipulado para isso? Fascismo é justamente a criação artificial, independente dos artifícios, de propaganda para alçar alguém a “grande líder”. Propaganda é para manipular mesmo.

    • Provável uma ova!

      Estão enganando na cara dura, tapeação da boa e da melhor qualidade!

      Têm mais, como estão pagando isto e de onde vêm a grana têm de ser de caixa 2, vão descobrir ou inventar, ou os dois.

      Vivemos em tempos interessantes.

  7. Muito boa análise. Só

    Muito boa análise. Só acrescentaria.

    Acho que esse sujeito Bannon não inventou essa estratégia manipulativa, apenas profissionalizou e amplificou com a Cambridge Analytica.

    Prova disso são as primaveras árabes e os movimentos tipos Mbls que surgiram aqui, dentro dessa mesma estratégia manipulativa antes da ação de Bannon.

  8. Minha tia é fascista

    Minha tia é fascista, a única coisa que ela ainda não sabia é que o seu modo natural de pensar e de ser tinha esse nome. 

    Estamos numa guerra hibrida. A primeira vítima das guerras é a verdade. Não deveria ser feita uma campanha de contra-propaganda? 

  9. Mais ou menos isso.
    Tem o
    Mais ou menos isso.

    Tem o fator fake de um lado, porem, cafa um acredita no que quer e se ha condicoes externas para isso. No caso ha e muitas, a midia toda contra, judiciario idem e crise econômica e diminuição de renda. Todos esses fatores juntos é que explicam a grande votacao no 1 turno.

    O PR tem que contra atacar. Fazer lives. Criar material de zap. Haddad precisa ser mais contundente. Tem que chamar o adversário de mentiroso. Pontuar as coisas, dizer que é irresponsável, despreparado e esta vendendo terrenos na lua para a população.

    Essa entrevista de hj ao jn ja foi bem fraca. Comecou muito devagar. Falando muito dificil estilo Dilma. Precisa melhorar muiyo se quiser tentar ganhar.

    Senao vai perder e feio.

  10. Manipulados unidos jamais serao vencidos!!!

    O melhor eh deixa-los mergulhar em seu oceano delirante!!! Deixem que ululem, que votem e que elejam o Mito…

    Quamdo seus pes de barro (os dele) se derreterem sobrarah muita bosta primeiro para aqueles que estao mais perto…Povo ruim so aprende sofrendo…Nada de peninha deles!!!

  11. Manipulados unidos jamais serao vencidos!!!

    O melhor eh deixa-los mergulhar em seu oceano delirante!!! Deixem que ululem, que votem e que elejam o Mito…

    Quamdo seus pes de barro (os dele) se derreterem sobrarah muita bosta primeiro para aqueles que estao mais perto…Povo ruim so aprende sofrendo…Nada de peninha deles!!!

  12. mas isso aí já passou e não há como reverter, nem tempo…

    já caminhamos para  a pior das fases do fascismo:

    a quebra do controle emocioanal com a euforia

     

    chegamos nela quando o manipulado ou vítima passa a acreditar que já encontrou uma resposta certa e única

    é por isso que iniciam o bombardeamento, mas não do cérebro, do coração, com informações negativas

     

    o perigo é muito maior, porque é com a euforia que eles perdem os sentimentos, pensou diferente eles matam

    • e uma vez atingida a euforia…

      perder ou ganhar não faz a menor diferença, continuam agredindo ou matando

      já virou caso de segurança pública e nossas autoridades nem aí, talvez por saberem que é o dinheiro que garante a salvação da classe

  13. As relações de Bolsonaro com a extrema-direita internacional

    A liderança do candidato Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas de intenção de voto para presidente em 2018 virou objeto de interesse de alguns dos principais pesquisadores dedicados a entender a ascensão da “extrema direita populista” no mundo. A questão, para eles, é saber se Bolsonaro é um fenômeno completamente autóctone ou se ele é a expressão mais recente de uma corrente bem articulada internacionalmente. O Nexo conversou com cinco cientistas políticos de cinco países — alguns deles autores de livros influentes sobre o assunto — para saber como esses estudiosos veem Bolsonaro e as conexões entre o candidato brasileiro e o movimento de extrema direita populista na Europa e nos EUA. 

     

    Segue link para artigo na íntegra

     

     

    https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/10/03/A-rela%C3%A7%C3%A3o-de-Bolsonaro-com-a-extrema-direita-internacional

     

  14. Faltou a lógica afetiva

    O texto compreende a lógica dos ataques que foram feitos mas não aborda a lógica afetiva das pessoas que são envolvidas pelo discurso fascista, afinal o que leva sua tia a ser fascista? E o que fazer para ela abandonar os argumentos por conta própria? O que acontece quando ela muda de opinião “sozinha”? A resposta para isso é emocional.

    Concordo plenamente com o que foi dito sobre o nojo entre as pessoas como fundamental para fortalecer o fascismo, esta separação entre nós e eles é fundamental para despersonalizar a pessoa e objetificar o outro como algo sem valor, e ao fazer isto, não é algo que acontece desprovido de emoções e afetos, o descaso é uma forma de vínculo. Atualmente temos um líder que trata as minorias com descaso e é indiferente ao sofrimento que suas ações podem causar a estas minorias, na lógica perversa deste líder, se eles sofrem por algo que ele diz ou faz, é porque merecem. Como compreender isso?

    Ser fascista é mais simples do que parece, não é uma manifestação política, é uma forma de estar presente no mundo. Existem pessoas que são incapazes de perceber o sofrimento que causam. Elas entendem dor, e se você machucar o joelho, vão entender a sua dor, mas estas mesmas pessoas, podem ver que você sofre por algo que elas te dizem e rir na sua cara. Num nível simples e possivelmente inocente, é aquele primo chato que fica te chamando de apelidos e quanto mais você se incomoda, mas ele te diz que é bom pra você, que assim você vai aprender a não ligar tanto para as opiniões dos outros. Num nível doente são mães que não sentem remorso de fazer os filhos chorarem e pais que são capazes de mentir e ignorar quando confrontados com o sofrimento que causam aos seus filhos. Não conhece alguém assim? Sorte a sua, elas existem e muitas. Dialogar com estas pessoas é possível apesar de tudo, e para elas deixarem de serem assim, precisam aprender na prática.

    Então o texto vai na direção correta ao dizer que não devemos insistir com o fascista, porque ele é incapaz de argumentar racionalmente, mas porque devemos desistir afinal? Para ganhar depois por milagre? Não, a resposta é mais simples: para dar o respeito que eles não dão, para mostrar que quando se percebe alguém incomodado com o que a gente diz, nós paramos. A verdade não é absoluta, mas talvez o respeito possa ser, para dissolver o coração fascista é preciso respeitar o sofrimento deste coração. Afinal, é isto que pode permitir o nosso desenvolvimento enquanto sociedade, a capacidade de perceber e parar quando causamos sofrimento em alguém. Todos nós já fomos fascistas em algum momento infelizmente e causamos mais ou menos sofrimento a outras pessoas a partir dos nossos atos, mas o que todos podemos fazer independente disso, é começar a respeitar tudo que conseguirmos, inclusive estes fascistas que nos xingam, para que eles possam aprender respeito na prática, e passarem a se importar com as consequências de suas palavras e seus atos.

  15. Sobre as fake news que estão alimentando a candidatura de Bolson

    Sobre as fake news que estão alimentando a candidatura de Bolsonaro

     

    Ontem uma amiga, que tem curso superior inclusive, veio me mostrar, assustada, um video que lhe chegou mediante grupo de whatsApp,  em que o apresentador informa que o Haddad é autor de  um projeto de confisco de imóveis e ativos, e que o cidadão, ao acordar, estará com um membro do MST em sua casa para ocupar uma vaguinha ali…..kkkk

     

    Indaguei a ela se nestes quase 15 anos de governos do PT aconteceu isso e se ela havia perdido algum direito neste período.

     

    Ela: a gasolina está a 5 reais

     

    Eu: depois do golpe o preço da gasolina subiu

     

    Ela:  o PT roubou muito.

     

    Eu: houve uma implacável perseguição politica contra membros do PT e a Globo, como parte deste conluio midiático-penal repetiu, à exaustão, que o PT roubou:  e você acreditou. Na verdade, se você procurar saber por conta própria, vera que, quem roubou no atacado, na casa do bilhão de reais, está solto. Faça uma busca no Google e pesquisa sobre a evolução do PIB sob o PT, a evolução da Petrobrás, o aumento do preço da gasolina…..faça suas análises baseada em número e dados reais não em fake news….

     

    Criei uma página para colecionar artigos sobre fake news

     

     

    https://spinfake.blogspot.com

  16. A pergunta que ficou sem

    A pergunta que ficou sem resposta é:

    de onde saiu o dinheiro para contratarem o Bannon?

     

    Porque, de graça, ele não iria colaborar. Nem eventualmente.

  17. Será?
    Uma argumentação que procura utilizar de lógica nem sempre precisa utilizar argumentos verdadeiros. Sei que não vou convencer ninguém aqui – mesma lógica de tentar convencer a tal da tia. Mas pensar que há uma mega conspiração envolvendo megacomputadores e superprocessamento de dados pra depois fazer um vídeo segurando um celular com a mão e tremendo parece realmente algo feito por um super gênio em marketing eleitoral. Desses que alguns partidos pagaram centenas de milhões nas últimas eleições. Não seria possível que algum daqueles políticos preso e que devolveu milhões após trabalhar em estatais do governo petista possa realmente ter roubado do povo? O povo não pode estar indignado com isso? A mídia- que também fala mal dos adversários do PT (só pra disfarçar) inventou a corrupção? Não, só é mentira sobre o PT. O facismo é poderoso mesmo.

  18. “No comentário desta

    “No comentário desta segunda-feira, no Jornal da Gazeta, Bob Fernandes descreve o inferno que o aplicativo se tornou, porta de entrada do universo paralelo de Jair Bolsonaro, onde os males do  país são versões falsas,  mamadeiras eróticas, montagens pornográficas e o que mais a imaginação de sua vasta fauna de robôs seja capaz de  propagar:

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=-z1zjUf77VU%5D

  19. bom post

    Concordo com tudo o que voce escreveu.

    Porem, a realidade é bem pior.

    Vejamos o caso da familia de minha mulher. 

    Resolveram votar no Bolsonaro. Boa porte é pobre, trabalhou duro e pouco conseguiu.

    Não há argumento racional que os faça mudar de ideia. As respostas que dão me deixam desesperado pelo absurdo.

    Minha tese: uns por  por medo, preconceito etc , outros por ignorancia, manipulação etc,viraram alvo fácil da extrema direita. 

    Não os consideram coitadinhos. Devem assumir as suas responsabilidades!

    Depois que “caldo entornar” como dizia minha mãe, não adianta dizer que todos os politicos não prestam.

    Émuito fácil  assim.

     

  20. Não, minha tia é fascista.

    Não, minha tia é fascista. Inclusive, pensando melhor, ela sempre foi racista, classista e alienada. Eu que não queria acreditar nisso… Mas ela é fascista sim, assim como o resto.

    Esse é o resultado da Anistia, nossa maior vergonha. Agora todos pagaremos o preço… vamos sacrificar uma geração inteira por causa desse momento de fraqueza. Azar, agora é tarde. Só nos resta encarar o carrasco com a cabeça erguida.

  21. Há uma condição para que as fake news causem estragos

    A condição para que as fake news causem estragos irreversíveis na democracia foram abordadas pelo Einstein num artigo publicado no The New Yor Times em abril de 1939, intitulado o Perigo Fascista e o Dsemprego, cujo trecho transcrevemos a seguir:

    “Quase toda a gente neste país considera o regime e o modo de vida fascistas um mal contra o qual nos devemos defender por todos os meios disponíveis. É reconfortante ver os espíritos concordarem nesse ponto. Mas uma tal unanimidade não existe nem acerca da natureza desse perigo nem sobre os meios a mobilizar para o afastar. Exprimirei o meu ponto de vista sobre este.

    Eu tive oportunidade de observar a propagação da epidemia na Alemanha. Não é sem dificuldades nem reticências que o homem renuncia às suas liberdades e aos seus direitos. Mas basta que um povo se veja, em grande parte, confrontado com uma situação insuportável para que se torne incapaz de um julgamento são e se deixe abusar voluntariamente por falsos profetas. “Desemprego” é a palavra terrível que designa essa situação. Também o recear do desemprego é igualmente lancinante.

    A ausência constante de segurança económica engendra uma tensão que as pessoas são incapazes de suportar a longo termo. Essa situação será ali pior do que aqui porque, num país fortemente povoado e dispondo de recursos naturais extremamente limitados, as flutuações económicas fazem-se sentir com ainda maior dureza.

    Existe também aqui uma situação semelhante; o progresso tecnológico e a centralização da produção provocaram um desemprego crónico e uma parte muito considerável da população em idade de trabalhar luta em vão para se integrar no processo económico. Sobreveio desde então que tanto aqui como lá os demagogos encontraram algum sucesso provisório mas, graças à existência neste país de uma mais forte e mais avançada tradição política, eles não duraram muito tempo.

    Estou convencido de que só medidas eficazes contra o desemprego e a insegurança económica do indivíduo poderão realmente afastar o perigo fascista. Por certo é necessário contrariar a propaganda fascista levada a cabo do exterior. Mas é preciso abandonar a ideia errónea e perigosa de que alcançaremos o fim do perigo fascista através de medidas puramente políticas. Tudo se passa, pelo contrário, como quando existe uma ameaça de contágio pela tuberculose. É certamente bom que existam medidas de higiene impeditivas logo que entremos em contacto com os germes da doença, mas uma boa alimentação é ainda mais importante, dado que ela reforça as defesas naturais do indivíduo contra a infecção.

    Todos os que se interessam pela salvaguarda dos direitos cívicos neste pais devem, por conseguinte, estar disponíveis também a procurar de forma sincera uma solução para o problema do desemprego, tal como devem prestar-se aos sacrifícios necessários para a alcançar. É preciso então perguntar se não é justificado sacrificar uma parte da liberdade económica se isso permitir em contrapartida garantir a segurança do indivíduo e da comunidade política. Não é preciso considerar estas questões de um ponto de vista sectário, pois trata-se de nos defendermos contra um perigo que a todos diz respeito(1).

    O desempregado não sofre somente por estar privado de bens de primeira necessidade. Ele sente-se ainda excluído da comunidade humana. Ele vê recusada a possibilidade de colaborar no bem-estar geral; não goza de nenhuma consideração, sendo mesmo percebido como um fardo. É absolutamente natural que ele tenha o sentimento de que nós procedemos incorrectamente perante ele e que, procurando desembaraçar-se por si mesmo, tenha pouco a pouco recorrido a meios ilegais, a actos criminosos.

    Mas, se um dentre eles consegue mesmo assim encontrar um emprego, após um período mais ou menos longo de desemprego, ele não é mesmo assim um homem livre, porque é inevitável que receie encontrar-se, em breve, de novo no desemprego. Esse estado de tensão bem real dos que têm um emprego, junto ao desemprego bem real daqueles que perderam o seu, torna as pessoas amargas. Na busca de uma saída, eles concedem sem discernimento a sua confiança ao primeiro que chegue a prometer-lhes uma melhoria da sua situação. É aí que reside o perigo político do desemprego. O perigo de ver o desemprego ameaçar a democracia é particularmente elevado quando são jovens aqueles que devem suportar essas amargas decepções; eles preferem não importa que combate à resignação e a sua falta de experiência torna-os cegos aos perigos e aos riscos que comporta uma acção irreflectida.

    É interessante constatar a que grau a atitude dos homens face ao trabalho se modificou ao longo do tempo. Quando Adão foi punido, escutou: “Ganharás o teu pão com o suor do teu rosto”(2). O trabalho foi-lhe imposto como castigo e foi por isso considerado como uma maldição. O castigo do Adão moderno é o de ser desocupado e privado do seu trabalho. Aquele que tem um trabalho suscita a inveja. Se considerarmos o progresso económico da humanidade deste ponto de vista lá se acaba essa bela altivez tanto dá a impressão de termos, ao longo dos séculos, evoluído.

    O desemprego é particularmente cruel em período de crise económica. Muitas pessoas têm por isso tendência a crer que uma vez ultrapassadas as crises, o desemprego tenderá também a desaparecer. Isto parece-me, no entanto, incorrecto. Mesmo em períodos de prosperity(3), o desemprego é significativo. É por isso que penso que podemos, sem riscos de errarmos, abstrair-nos do fenómeno das flutuações quando reflectimos nas causas do desemprego….” Einstein

    https://www.marxists.org/portugues/einstein/1939/04/30.htm

     

    Nada obstante, ninguém fala em algo que se pode abrir novos postos de trabalho, pode, pelo menos, acabar com a extinção de postos de trabalho, que a redução da jornada de trabalho. Aliás, a tendência dos capitalistas é aumentar a jornada de trabalho, como fizeram agora na reforma trabalhista, que o vice do Bolsonaro afirmou que vai aprofundar.

  22. Encarar a realidade é o primeiro passo para mudá-la.

     Lembram daquele candidato do BBB que tinha uma suastica tatuada? pois é ele venceu com a maioria dos votos. Todo mundo hoje sabe que a suástica é associada ao nazismo – não é uma novidade é um fato histórico. E vamos olhar para a história do Brasil – não somos o pais cordial, somos um dos paises mais conservadores e violentos do mundo, nossa história é uma história de massacres e autoritarismos. Quem esteve sempre nas margens – negros, LGBT, pobres das periferias, sabe muito bem disso porque vive isso cotidianamente mesmo durante o periodo democratico. A quantidade de militantes de base de esquerda que são assassinados impunimente no Brasil, principalmente no campo, é absurda. A situação aqui não é comparavel nem mesmo com os EUA, é pior do que na Alemanha da década de 1930 em que Hitler chegou legalmente ao poder, mas não contou com o voto da maioria dos eleitores; aqui podemos ter um fascista eleito com a voto da maioria. Isso diz algo sobre o Brasil; não é só conjuntural, é estrutural é resultado de uma história. Vamos encarar a realidade, é o primeiro passo para mudá-la.

  23. A minha é !!! É daquelas

    A minha é !!! É daquelas eleitoras do Bolsonaro desde a década de 90, sempre votou na direita, sempre foi paranóica anticomunista, smpre foi a favor da tortura e do regime militar, mesmo na época em que esse tipo de comportamento não era socialmente aceito.

     

     

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