2 de julho de 2026

Vírus & Verme – Parte 2, por Rui Daher

Estranha equipe, esta do BRD. Convoca reunião de pauta para a madrugada, 11 horas, de um domingo ensolarado.
Foto: Reprodução

Vírus & Verme – Parte 2, por Rui Daher

 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Estranha equipe, esta do BRD. Convoca reunião de pauta para a madrugada, 11 horas, de um domingo ensolarado, eu confuso com as regras do rodízio paulistano, ligo para um amigo para perguntar se domingo é par ou ímpar.

– Depende se o sábado é par ou ímpar. Um vem depois do outro, não? Bebeu?

– Uma cidra que Pestana esqueceu na Redação.

– Congestão, claro. E por que não foi andando para casa? Não fica longe.

– Não encontrava a máscara. Quis improvisar uma com o lenço, mas na Redação toda não fui capaz de encontrar elásticos. Tentei furador, grampeador, clips, mas nada funcionou. Preferi dormir.

– Vou aí te levar uma máscara.

– Deixa. Não posso sair. Reunião de pauta antes do almoço. Todos aqui. Obrigado: “Amigo é pra essas coisas”.  

– Uiiii. Doeu. Lembrou-me do Sinval Silva Jr., e do Aldir Blanc.

Desligamos. 12:30 e ninguém. Fome e sede começam a chegar, menos eles. Nem uma porra de um saquinho de amendoim. Além de mim, por instruções do GGN, somente confio a chave ao segurança Everaldo. Campainha não usamos. Ninguém pode saber de onde saem nossas matérias. Arrisco-me até a porta, e pelas frestas diviso Nestor e Pestana. Ausente apenas o armário Everaldo. Abro.

– Porra!

– Não filosofa! Estamos aqui há uma hora e desde então o Everaldo liga que tá chegando e não aparece. Dificuldade com o tamanho da máscara. As do Mandrake e do Fantasma parece não terem sido aprovadas pelas autoridades.

– Convenhamos que, realmente, não atendem às recomendações ante tosses, espirros e perdigotos. E você, Nestor, acabou aceitando a do Batman?

– Não percebeu que estou usando óculos de sol e cortei os dois chifrinhos?

– É pode servir de tema para o enredo da Vai-Vai, no próximo Carnaval, “Robin parou de chifrar o Batman que o trocou pelo Coringa”.

A porta se abre, desta vez por ação de uma, sim, odalisca. Everaldo resolveu tamanho e proteção. Da cabeça aos joelhos, um pano de cetim grená descia por seus 143 quilos. Na verdade, 128, havia que se descontar que não chegava aos seus pés.

Pestana, máscara convencional, porém com o desenho de um militar em posição de continência (sempre precavido), foi logo dizendo:

– Não temam. Trouxe os víveres. O tempo que durar nossa quarentena estaremos comidos e liquidificados.

Todos aplaudimos e seguimos para a sala principal da Redação. A outra é um pequeno banheiro.

– Nestor, a convocação foi sua? Quais pauta e furo?

– Uma ligação do Harmônica que não quis revelar sua localização, mas como o assunto é meio indigesto, seria melhor comermos uns torresminhos e abrir aquela salineira, para depois digerir melhor o baque.

Todos concordaram.

https://www.youtube.com/watch?v=9MpLHys69Bo

 

Leia Também
Vírus & Verme – Parte 1, por Rui Daher

Rui Daher

Rui Daher – administrador, consultor em desenvolvimento agrícola e escritor

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Comentários fechados.

Recomendados para você

Recomendados