5 de junho de 2026

China realiza cerimônia memorial pelas vítimas do Massacre de Nanjing

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Agencia Xinhua  Português

Nanjing, 13 dez (Xinhua) — A China realizou nesta quinta-feira uma cerimônia memorial nacional em memória às 300 mil vítimas do Massacre de Nanjing cometido pelos invasores japoneses após a queda da então capital chinesa, Nanjing, em 1937.

A cerimônia foi realizada pelo Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) e pelo Conselho de Estado no Salão Memorial das Vítimas do Massacre de Nanjing por Invasores Japoneses, na cidade de Nanjing, Província de Jiangsu.

Wang Chen, membro do Birô Político do Comitê Central do PCC e vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional da China, compareceu e discursou no evento, acompanhado por mais de 8 mil pessoas de todas as classes sociais com flores brancas nas roupas.

Quando a cerimônia começou às 10h00 da manhã, eles cantaram o hino nacional e depois prestaram tributo silencioso às vítimas. Os motoristas estacionavam seus carros e buzinaram para responder à sirene da cidade. Os pedestres pararam e lamentaram em silêncio os falecidos.

Oito grandes coroas de flores foram depositadas no altar memorial pela guarda de honra.

Wang disse que a comemoração tem como objetivo proclamar a firme postura do povo chinês em lembrar a história e apreciar a paz, ao mesmo tempo em que olha para o futuro, e a sua nobre aspiração em aderir ao caminho do desenvolvimento pacífico.

Ele disse que o povo chinês irá se unir mais estreitamente ao redor do Comitê Central do PCC tendo o camarada Xi Jinping como núcleo, ter como guia o Pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas na Nova Época, e lutar incansavelmente por uma vitória decisiva na construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos e a realização do sonho chinês de revitalização da nação.

Após o discurso, 81 adolescentes leram a declaração da paz. Seis representantes dos cidadãos tocaram o Sino da Paz. Um total de 3 mil pombas brancas foram soltas para sobrevoar a praça do memorial.

Em 13 de dezembro de 1937, as tropas japonesas invadiram Nanjing, então capital da China, e iniciaram mais de 40 dias de massacre. Cerca de 300 mil civis e soldados chineses desarmados foram brutalmente assassinados e 20 mil mulheres, estupradas.

A data, 13 de dezembro, foi designada em fevereiro de 2014 como “Dia Memorial Nacional das Vítimas do Massacre de Nanjing”.

http://portuguese.xinhuanet.com/2018-12/13/c_137671967.htm

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Novo diário revela mais detalhes sobre Massacre de Nanjing

portuguese.people.cn

Shenyang, 13 dez (Xinhua) — Um novo diário divulgado num seminário na quarta-feira na Província de Liaoning, nordeste da China, oferece mais detalhes do famigerado Massacre de Nanjing por tropas japonesas, que levou a 300 mil mortes em 1937.

O diário de 198 páginas, escrito por um soldado japonês de 1937 a 1939, tem mais de 30 mil palavras e detalha dezenas de batalhas e lutas de que ele participou durante dois anos, incluindo o Massacre de Nanjing.

Especialistas verificaram a autenticidade do diário e traduziram as partes relacionadas ao massacre em chinês, disse Mao Wei, colecionador do diário, no seminário realizado um dia antes do Dia Memorial Nacional para Vítimas do Massacre de Nanjing.

“Nanjing foi coberta por uma fumaça preta desde o dia 12 (de dezembro), e fogos podem ser vistos em todo lugar”, diz o diário. “Muitos corpos dos inimigos estão no lado de fora do portão da cidade. A batalha foi tão maciça, que a cidade inteira foi queimada.”

Wang Jianxue, vice-diretor da Associação de Historiadores Estudando Materiais Históricos Chineses Modernos da China, disse que o diário registrou uma série de fatos sobre o Massacre de Nanjing na perspectiva de um agressor e tem grande valor histórico.

“O diário também oferece nova prova dos crimes que os invasores japoneses cometeram na China”, afirmou Wang.

http://portuguese.people.com.cn/n3/2018/1213/c309810-9528244-2.html

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https://www.youtube.com/watch?v=IpwY42NsWqc align:center

                                                 O Massacre de Nanquim, de Lu Chuan

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Hoje na História: 1937 – Japão dá início ao Massacre de Nanquim

Por Max Altman, Opera Mundi

Em 13 de dezembro de 1937, poucos meses após o início da guerra sino-japonesa, tropas do imperador Hiroito entram na cidade de Nanquim, sede do governo nacionalista chinês. O militar Chiang-Kai-Shek e sua família tinham deixado o local dias antes. O exército japonês dá início então a um dos massacres mais terríveis da Segunda Guerra Mundial. Cerca de 20 mil estupros são cometidos contra mulheres de todas as idades, enquanto de 150 a 300 mil pessoas são mortas ou mutiladas no espaço de seis semanas.

Desde o fim da guerra, os chineses reclamam que os japoneses não manifestaram as devidas desculpas pela invasão de 1937. Queixam-se ainda que o governo nipônico, ao editar os manuais escolares para os seus estudantes, procura esconder ou minimizar a responsabilidade do seu exército nas inúmeras atrocidades cometidas, em particular sobre o Massacre de Nanquim.

Um conflito entre soldados japoneses e chineses, ocorrido na cidade de Tsientsin, no verão de 1937, serviu como pretexto para que o Japão desencadeasse uma guerra de agressão à China, na época sob a ditadura de Chiang Kai-Shek, líder do Kuomintang (Partido Nacionalista).

Bem antes do ataque de 1937, o Japão já exercia sua soberania sobre extensas áreas do sudeste e do nordeste da China. Um tanto antes, em julho de 1931, a pretexto de um conflito ferroviário – o Incidente de Mukden – os nipônicos transformaram toda a Manchúria num estado títere: o Manchuquo. Pode se dizer que a invasão de 1937 foi o resultado lógico de uma política crescentemente expansionista que mobilizava o governo de Tóquio desde os finais do século 19. Para os estrategistas do estado-maior nipônico, a guerra contra a China tinha de ser rápida. As enormes extensões do país e sua imensa população só poderiam ser submetidas por meio de uma manobra relâmpago que sufocasse instantaneamente qualquer possível resistência.

Dominando o eixo Xangai – Nanquim, numa só grande operação militar, o Japão submeteria o principal porto da China – Xangai – como também sua sede política. Controlando a embocadura do Yangtzé toda a economia do interior da China capitularia frente aos invasores. Com a posse do coração (Nanquim) supunham que a cabeça (Pequim) e os pés da China (Cantão) seriam reduzidos à inércia.

 

Derrota

O enorme exército chinês, calculado em 300 mil homens mal treinados e muito mal comandados, opuseram pouca resistência à tomada de Nanquim. Os comandantes chineses optaram pela capitulação. Mal sabiam que estavam assinando a sentença de morte da massa dos soldados capturados. Os militares nipônicos, educados na cultura do ‘bushidô’, a ética do guerreiro que os obrigava a lutar até a morte, se perguntavam por que os chineses não lutavam e sangravam até o fim.

A decisão sobre o que fazer deles, reduzidos então a uma manada passiva que perdera totalmente a capacidade de reagir, não tardou: os prisioneiros chineses deviam ser mortos. A ordem que partiu do quartel-general do príncipe Asaka, comandante das tropas japonesas, no dia 13 de dezembro de 1937, determinou ao comando do 66º batalhão: “Todos os prisioneiros de guerra devem ser executados pelo seguinte método: dividam os prisioneiros em grupos de dúzias e fuzilem-nos separadamente. As execuções devem começar às 5h00 e encerradas às 7h30m”

Teriam também entrado em ação, como elemento psicológico que contribuiu para a fúria homicida que se seguiu, antigas desavenças e rancores culturais que opuseram por séculos os dois povos asiáticos. Estes fatores colaboraram para que os generais invasores planejassem uma humilhação completa. 

 

https://operamundi.uol.com.br/historia/8200/hoje-na-historia-1937-japao-da-inicio-ao-massacre-de-nanquim

 

 

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