Enviado por Almeida
Eleno no aumentativo, por Yan Paiva
Eleno é um velho deputado
Com 27 anos lá no parlamento
Com meros 2 projetos aprovados
Representando um punhado
De gente sem fundamento
Sua fama não vem de nenhum mandato
Não é por ter mudado o seu estado ou algo assim
Ninguém além de seus familiares
Foi deveras abastado por suas propostas e afins
E eu nem quero entrar no mérito ideológico
É óbvio que Eleno não me representa
Racista, macho alfa, homofóbico, exalta a ditadura
Até tortura o tal inventa defender
E agora Eleno quer ser candidato
A presidir uma nação continental
Porém, Eleno, como de costume
Sem projeto, se resume
A um agente do caos
Por isso e pra driblar os algoritmos
Eu me refiro ao tal Eleno no aumentativo
Elenão, ele não
Elenão, ele não.
Se liga no canal do Yan Paiva
Almeida
27 de setembro de 2018 4:56 amO menino Yan é craque: ele tem 1001 Inutilidades
[video:https://youtu.be/-yaGNhWTzg8%5D
Nossa, como sou inútil
É por isso que eu
Canto pra dizer que sou
E não há mal em não saber de tudo
Nossa, como soa fútil
Dizer isso que eu
Penso sobre mim a só
Mas não há mal, eu sei, a vida em si é fútil
Nossa, que pretensioso, ele
21 anos, mal viveu
Pensa que consegue
Dizer o que é a vida em uma frase
Eu não tenho nenhuma história
Ou memória épica
Eu não fui à guerra, eu não sou doutor
Nem astronauta, mas não menosprezo
As minhas 1001 inutilidades
Eu não tenho nenhuma
Uma história de amor real
Meus feitos, infeito, reinvento
Pra não ficar mal
Porque, apesar de tudo,
Eu tenho algo útil
Tenho a arte pra dizer
Das minhas mil e 1 inutilidades
Nossa, por que eu tô falando “nossa”?
Mas que coisa estranha
Cê já parou pra reparar
O quanto essa expressão é sem sentido
Pois é, eu tô tipo deadpool
Conversando com você
No meio da história
Cheio de metalinguagem
Pra encher linguiça
Mas licença, eu sou poeta.
Almeida
27 de setembro de 2018 5:17 amCigarro
Cigarro
[video:https://youtu.be/ILu5j6qjC3o%5D
O que você me traz
É fogo
Eu trago a minha paz
E jogo
As cinzas do estrago no verso
Por que você não faz
Esforço
Pra me deixar em paz
Um pouco?
Se sabes do meu vício
E tens todo controle disso
Não deixe-me encostar de novo no cigarro pífio desse breve amor
E eu queimo
Minha pele arde
Serve de cinzeiro
Aparando a dor
E eu queimo
O meu ego à parte
Com esse teu isqueiro
Acendendo um falso amor
O que você me traz é fogo.
Almeida
27 de setembro de 2018 6:24 amMemes
“O momento em que vivemos me inspirou a fazer essa música, afinal…
Com o que se combate o caos? Com arte.
Com o que se combate o golpe? Com luta.
Com o que se combate a estupidez, nos dias de hoje? Com memes”.
[video:https://youtu.be/Nsi6fgVpdYw%5D
Minha dor é ver-te assim:
Tão jovem e já há quem te dita
Dura pena, pena sem postura
Depenada: “sua puta”
És um demo que crescia
Olha o que os homens de bem diziam:
“Pelo bem da minha família”
E o quanto às outras?
“Que se virem”
E eu reviro os meus olhos
A cada novo voto
De hipocrisia
Com tom de castidade
E eu me refiro verdades
Contadas por impostores
Ver dados inverdadeiros
Sendo oficializados
E eu me refiro verdades
Impostas por impostores
Ver dados inverdadeiros
Sendo oficializados
É, meus senhores
Eu faço memes
Vocês vão ter que me temer
Porque eu temo Temer(2x)
Pobres dos historiadores
Não fazem memes
Vão ter que contar a piada
Explicando a graça
Explicando a graça
Ou melhor, a desgraça.