5 de junho de 2026

Até quando o discurso velho?

Ano que vem haverá eleições no Brasil. Beleza.

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Vamos ficar vendo dezenas de nossos amigos compartilhando centenas de propagandas das mesmas coisas de sempre.

O PSDB patrocinou o Plano Real e a estabilização econômica. Plano esse que completará 20 anos.

O PT patrocinou o Bolsa-Família e a inclusão social. Programa esse que completará 11 anos.

O PMDB apoiou ambos. E, ao que saibamos, PSB não se opõe a nenhum.

O PT diz que não abre mão da estabilidade, o PSDB propõe que programas sociais sejam política de Estado.

Beleza. Acreditamos nisso.

Podemos, então, dar isso como garantido? Ou não?

Será mesmo que precisamos ficar sempre em cima do mesmo? Ou de demonizações dos antagonistas?

Eu quero ouvir falar sobre outros assuntos agora.

Quero saber o que os pré-candidatos (e os partidos também, já que há deputados pra eleger) falam sobre algumas coisas.

Como garantir ecossustentabilidade e direitos de Povos Indígenas?

Como será feito o combate à homofobia? Por lei incluindo no texto da 7716/89? Por medidas administrativas nos ministérios da Educação e Saúde?

Qual o modelo e plano de desenvolvimento do país?

O que se poderia fazer para reduzir o Estado Penal?

Não seria tempo de convocar plebiscito para descriminalização de aborto e maconha?

Avisem-me se alguém tiver algo interessante a dizer. 

Caso contrário é melhor falar de decoração, gastronomia e cinema.

 

 

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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2 Comentários
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  1. Raí

    31 de outubro de 2013 12:13 pm

    A discussão está na mesa.

    Gunter, é por causa da despolitização do brasileiro, ou da pouca importancia que a maioria dá às eleições, preferindo debater sobre temas como decoração, gastronomia e cinema, que entra eleição, sai eleição, e os programas partidários são sempre os mesmos: Lembrar aos incáutos e despolitizados eleitores, que seu partido,  patrocinou tal avanço, que partido b, apoiou este ou aquele passo à frente, e nada de novo ou revolucionário, apresentam, ou propôem, para tirar a campanha deste lugar comum, e falarem a lingua do povo, ou busquem a solução dos problemas citados, ou a adequação da nação a estas necessidades de mudança.

    Que bom seria, se os marqueteiros dos candidatos a cargos majoritários, captassem as verdadeiras aspirações dos eleitores, e deixassem que a vóz das ruas(ora manifestadas de forma errada) fosse ouvida, e ditasse as compromissos programáticos de seus contratantes.

    1. Gunter Zibell - SP

      31 de outubro de 2013 10:39 pm

      Acho que é por aí, Raí.

      Mas no momento a discussão está de um jeito que eu acho que não me pertence…

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