O leitor certamente já viu notícias afirmando que a nova doença se assemelha a uma gripe comum, não sendo mais letal que essa doença banal. Para cada notícia tranquilizadora, no entanto, o leitor viu outras dezenas pintando uma doença aterrorizante e mortal capaz de justificar a quarentena de cidades e até regiões inteiras, de fechar escolas, locais de trabalho, suspender jogos e espetáculos, além de uma série de medidas nunca antes vistas em tamanha extensão. Assim, o que chegou ao leitor, certamente, foram umas poucas notícias esclarecedoras revelando a banalidade da doença, contrastadas com uma profusão de outras sugerindo o contrário, que se trata de doença seriíssima, verdadeiramente letal!
Tranquilize-se, leitor, a doença é banal e a farsa pode ser evidenciada atentando-se para algumas das notícias veiculadas. Vejamos.
De acordo com o diretor geral da Organização Mundial de Saúde:
“Qualquer indivíduo, de qualquer idade, importa. Nos machuca saber que em alguns países eles querem ir para a mitigação porque o vírus só mata as pessoas mais velhas. Isso é perigoso. Se mata uma pessoa mais velha ou mais nova, qualquer país tem obrigação de salvar aquela pessoa”, disse Tedros.
“A taxa de letalidade desse surto é alta. Nós não deveríamos categorizar por novo ou velho. Temos que entender do ponto de vista da epidemiologia, mas todas as vidas importam”, disse o diretor-geral (da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus).
O argumento parece ter um apelo bondoso e humanitário, apesar da afirmação inquietante de que a letalidade do vírus seja alta, quando na Coreia do Sul é de 0,8%, valor reduzido a menos da metade entre as mulheres —consequência de o tabagismo ser hábito quase exclusivamente masculino no país —, aproximadamente o de um resfriado comum.
Mas o humanitarismo e bondade da afirmação não se relacionam a tal equívoco, mas à atenção aos idosos e à obrigação de tentar salvar qualquer pessoa, independentemente de qualquer fator.
Outra notícia, contudo, revela a hipocrisia do diretor da OMS, atentemos:
“Dos 18 casos descartados em Pernambuco, quatro não tiveram resultado laboratorial positivo para nenhum vírus respiratório. Cinco foram positivos para Influenza-B e outros cinco, para Influenza-A (H1N1) e dois para rinovírus.
Um caso foi positivo para beta coronavírus OC43 (resultado do Instituto Evandro Chagas, do Pará) e outro para o alpha coronavírus 229E. Esses são dois tipos de coronavírus antigos, mais comuns, em circulação desde antes do surgimento do novo coronavírus.”
A primeira estranheza que essa notícia nos revela é que a gripe suína, H1N1, permanece entre nós, nunca tendo sido debelada. A igualdade do número de casos (5) entre as duas variedades de gripe, a comum e a suína, mostra também que a gripe suína está tão comum quanto a antiga. Sabe-se que as duas são muitíssimo assemelhadas, inclusive quanto à baixa letalidade, muito próxima, aliás, da causada pelo coronavírus. (A pandemia mortal de gripe suína também foi uma farsa).
A notícia revela ainda que além de rinovírus e de agentes não identificados, causadores de resfriados, duas variedades antigas do coronavírus, pelo menos, estão circulando em Recife e, naturalmente, no resto do mundo.
Embora, surpreendentemente, tanto a China quanto a Coreia do Sul estejam conseguindo debelar a nova doença, o que me parece um feito espantoso, tudo indica que nem a Europa nem os EUA conseguirão repetir o feito, estando o vírus, provavelmente, já fora de controle nesses locais.
Países como o Irã, ou o Afeganistão, assolados por boicotes e guerras, de qualquer modo, nem sonharão em conter o surto, imersos em problemas muito maiores que esse.
Tudo isso somado garantirá a circulação do novo vírus por todo o planeta, e sua posterior permanência, retornando mais frequentemente em surtos sazonais, como todo o coquetel que hoje provoca os demais resfriados.
Nos próximos anos o Covid-19 se tornará tão natural para nós quanto a gripe suína hoje. Ambos continuarão a nos chatear com tosses e espirros, cobrando, eventualmente as vidas de pessoas previamente debilitadas. Assim como a gripe suína, o Covid-19 continuará a repetir seus ciclos sazonais, intensificando-se nas épocas frias. Sem alarde, no entanto, não haverá quarentenas, nem demais medidas que o alarde momentâneo nos fazem parecer natural.
Tudo indica que o coronavírus repetirá a farsa da gripe suína, acrescentando a ela uma dimensão inusitada com a fabricação de uma crise econômica completamente injustificada.
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A OMS estima a letalidade do coronavírus através da divisão do número de óbitos pelo de notificações da doença. Esse cálculo revela de fato, o que tecnicamente é chamado uma cota superior do número desejado, uma estimativa exagerada que não pode ser superada pelo valor real. Isso deveria ser esclarecido.
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O número de casos descartados, relativo ao de confirmações, nos dá uma boa estimativa da importância da nova doença em relação aos outros resfriados.
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