9 de julho de 2026

Uma proposta de governo de transição democrática: com Dilma

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NASSIF, 

há quase um ano, em 18/4/14, antes da convenção do PSB (foi em junho) publiquei aqui um artigo em que, na condição de membro do PSB, defendia dentro do partido o nome de MARINA SILVA para a cabeça de Chapa do PSB, com Eduardo Campos de Vice a fim de ser levada aos brasileiros uma campanha exclusiva de um governo de transição democrática.

A conjuntura desde 2013, ao ver de Eduardo Campos, apontava para uma verdadeira herança maldita para o futuro presidente a ser eleito, qualquer um que fosse.

Então, em 2014, para viabilizar um governo de ´Reformas e Transição Democrática´  MARINA se comprometeria a um mandato de três anos, sem postular reeleição e entregaria a EDUARDO toda a gestão política da transição.

Aqui o artigo do ano passado:https://jornalggn.com.br/fora-pauta/psb-por-um-governo-de-salvacao-nacional

Em março/15, neste momento de perplexidade à direita e à esquerda, ouso relembra-lo, pois, a despeito da tragédia com Eduardo (se tivesse me ouvido estaria vivo, articulando o governo de transição democrática), pois a pertinência política, continua cada dia mais evidente.

Não há como deixar de reconhecer: tal como em 2013 o ´povo está nas ruas´ e igualmente não dispõe de uma pauta. A única pauta é a das ´mudanças´, em abstrato, o que todos sabemos são necessárias e indispensáveis. Depois de 26 anos da Carta Cidadão de 1988, a nação exige reformas profundas.

Essas reformas somente poderão ser profundas e bem feitas por uma ´Assembléia de Reformas Constituinte´ . E precisa ser EXCLUSIVA. Enxuta. Bastam 100/120 constituintes reformadores. Possível ser convocada pelo Congresso em noventa dias. Eleita ainda em 2015, com os trabalhos em 2016, convocando eleições gerais para 2017. Por ser reformadora, não poderá emendar as cláusulas pétreas.

No quadro atual somente uma pessoa poderá fazer isso: DILMA ROUSSEF.

Mas para fazei-lo precisará convocar FHC, MARINA, AÉCIO, LULA, ERUNDINA, MARTA, JOAQUIM BARBOSA, PEDRO SIMON, CRISTÓVÃO BUARQUE enfim um primeiro time com o que há de melhor, mais contraditório, mais antagônico e mais expressivo no mundo político.

Porém, para isso precisará de um movimento radical e ousado: a desfiliação do PT e a convocação de um Gabinete de Transição que contará com petistas, tucanos, emedebistas, socialistas, democratas e aqueles que se somarem a uma ´convocação nacional´.

Todos sabemos que DILMA não é petista histórica. Que muitos petistas não a consideram companheira – assim como não são companheiros os que saem do partido e os aliados que queiram trilhar seu próprio caminho – por ela ter feito sua carreira política democrata através do PDT de Brizola e até feito campanhas contra o PT nos anos 1980/1990.

Portanto, a saída de DILMA do PT não seria nenhum fato traumático. Mas a libertaria e libertaria o próprio PT para a renúncia de parte do mandato. Se aceitar reduzir para 2017 estará em condições políticas de exigir dos governadores – com o apoio popular – o mesmo sacrifício em nome das reformas urgentes que a população exige.

Ou caminhamos para um governo de transição democrática ou veremos o governo do PT sangrar – e o país em convulsão – pelos próximos quatro anos. Os processos criminais da corrupção, caminham… Muita “gente boa” ainda será alcançada. Os demais setores da corrupção endêmica ainda serão expostos.

É tempo demais. A nação será sacrificada.

Nos discursos de Eduardo, após o ingresso de Marina no PSB, ele criticava a condução da política econômica do governo Dilma que já não era o mesmo governo de Lula e dizia: “Qualquer um que ganhar as eleições de 2014 não terá condições de governar. Por isso, precisamos levar à campanha uma proposta que não será um Programa de Governo, mas apenas a ênfase a um Programa de Reformas e de Transição.

As condições políticas se agravaram. DILMA com o PT perdeu as condições de governabilidade. As bases macroeconômicas se deterioram ainda mais. Os escândalos das corrupções estará destruindo a credibilidade da política.

Para o país, o pior dos mundos seria o total fracasso do governo DILMA. Ainda  pior e mais ruim o caminho do impeachment – politicamente possível embora sem fundamento jurídico – seria desastroso para a credibilidade do país, gerando insegurança política e jurídica diante dos agentes econômicos. Se vitoriosa a tese produzirá imensa convulsão social pois os mais pobres que a elegeram sentir-se-ão traídos pela elite política. Além disso, a emenda será ainda pior, com o governo e o poder central caindo no indesejável – e não eleito – colo do velho PMDB do prof. Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha et caterva.

Porém, a meu ver, a solução ainda é DILMA com a redução do mandato e unificação das eleições gerais para 2017. E essa solução seria boa para todos, inclusive para o PT, PSDB e demais partidos nacionais.

A proposta é ousada, porém possível: Assumindo um compromisso público de fazer um ´governo de transição´, e que não será candidata à reeleição continua tendo os pré requisitos essenciais: seriedade, determinação, lealdade e credibilidade para tal missão.

Nas eleições passadas, MARINA cometeu o erro de não guardar a lição de Eduardo: de forma apressada sua equipe formulou e apresentou um Programa de Governo, duramente criticado, em vez de apresentar um ´programa de reformas e transição´.

Todos erraram em 2014. O PT ao insistir com Dilma a qualquer custo, inclusive da ilusão marqueteira do terrorismo eleitoral. O PSDB que não teve a humildade de reconhecer sua fragilidade e insuficiência de quadros para enfrentamento do grave momento político que  ´o povo nas ruas de 2013´ denunciavam e, se desistisse da disputa eleitoral os tucanos podiam ter exigido de Marina um compromisso de transição democrática com a redução do mandato e fim de reeleições.

E Marina também errou, quando foi induzida a sonhar com a possibilidade de governar depois de um enfrentamento eleitoral com o PT/PMDB e com o PSDB. Essa possibilidade jamais existiu. Em 2014, ninguém tinha condições de ganhar a disputa eleitoral e governar, dizia Eduardo.

A possibilidade que nossa geração poderá edificar para as futuras, será o de transformar a atual conjuntura num movimento de transição democrática.

Afinal, com 26 da Constituição de 1988, precisamos restaurar algumas, reformas outras e destruir várias das instituições políticas para avançar numa sociedade mais justa, mais fraterna, mais desenvolvida e mais democrática.

E essa transição precisa do PT, do PSDB, do PSB, de parte do PMDB e outros setores políticos, capazes de formar uma maioria parlamentar comprometida e capaz de construir as reformas democráticas tão necessárias, a começar, pelo compromisso da Assembleia de Reformas Constituintes Exclusiva.

Aos caciques fisiológicos que sempre impediram os avanços sociais e democráticos, tais como os RENANS, COLLOR´S, SARNEYS, MALUFES, VALDEMARES, KASSABES, BARBALHOS etc, conforme dizia Eduardo Campos, restará a cadeia ou o ostracismo com o desprezo cívico de que são merecedores.

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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73 Comentários
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  1. Mário Mendonça

    17 de março de 2015 12:03 pm

    Prezado Militão
    Como

    Prezado Militão

    Como conseguir isto na atual conjuntura.

    Acho que nem o Lula convidando, conseguiria.

    Depois da entrevista do Cunha no Roda Viva de ontem, já estão se acertando.

    Prevejo uma enorme pizza de todo este barulho.

    Abração 

    1. DanielQuireza

      17 de março de 2015 2:01 pm

      Pizza para os outros né, que

      Pizza para os outros né, que estão se defendendo e muito bem, como mostrou ontem, Eduardo Cunha.

      Para o PT e o Govereno que se regozijam em apanhar calados tudo indica que irão haver grandes condenações, como na AP 470, talvez o PP vá junto para acompanhar.

      1. Mário Mendonça

        17 de março de 2015 7:59 pm

        Prezado Daniel
        Até 2018 ainda

        Prezado Daniel

        Até 2018 ainda tem muito tempo. Agora,  os Caciques serão poupados.

        Por enquanto,  a sanha por sangue tem que ser sanada por “bois de piranha”.

        Abração

  2. autonomo

    17 de março de 2015 12:08 pm

    Mais um “analista politico”

    Mais um “analista politico” .

    Sera que precisamos mesmo de tantas “analises” politicas para compreender o obvio?

    O Brasil é um dos paises mais desiguais do mundo. Levando em consideração o seu potencial economico é o campeão mundial de desigualdades.

    Para os que duvidam, basta um leve movimento de cabeça em direção ao alto ou para longe, onde as favelas crescem mais que o resto da cidade.

    As “manifestações do dia 15” estão nos mostrando que não é tão facil mudar esse tenebroso quadro de injustiças.

    Não basta um trabalhador com um dom insuperavel para a comunicação alcançar a presidencia.

    Não é tão simples assim.

    O poder não se concentra em apenas um palacio.

    Existe em  outros, no da justiça, no da defesa, no das redações dos informativos, nas sedes dos bancos,nas igrejas.

    O povo pode ate ganhar uma batalha aqui, mas vai perder outras na frente.

    Essa é a logica desse sistema que mantem a desigualdade.

    Nunca ouvi tanto que “a Dilma precisa dialogar”.

    Sera que existiria mesmo um dialogo possivel entre ela e o Eduardo Cunha, o Joaquim Barbosa, os Marinhos, o Gilmar Mendes ou com um Bolsonario ?

    A classe dominante esta incomodada porque os pobres ocuparam um de seus palacios cativos.

    Não esta ameaçada porque conta com todos os demais poderes, mas nem isso esta disposta a ceder.

    Os tristes dias que vivemos estão nos mostrando a impossibilidade de vencermos o atraso, as desigualdades, as injustiças atraves das praticas politicas.

    Sonhamos que isso seria possivel.

    Tomara que ainda exista um pouco de luz entre nos, nos mostrando os caminhos da paz e nos impedindo de entrar numa guerra,que sera inevitavelmente sangrenta.

     

  3. Ugo

    17 de março de 2015 12:08 pm

    Então….. para dialogar com

    Então….. para dialogar com as outras religiões Papa Francisco deve sair do Pontificado e do Catolicismo.

    Marina deve tirar aquele ar de Maria Madalena largar Malafaia, frequentar botecos de duvidosa fama etc..

    Aécio, bem este pode continuar com aquilo que melhor sabe fazer…nada.

    Agora vi, o santo Eduardo foi precocemente ao paraiso…

    Opinião por opinião respeito aquela da senhora do sul, idosa que tomava chimarrão frio num prato razo e canudo de plástico.

  4. Flavio Martinho

    17 de março de 2015 12:12 pm

    Se também tivesse ouvido o

    Se também tivesse ouvido o Lula, ainda hoje estaria vivo. Enchendo o saco mas vivo. Frise-se que a sua dele prática política nada tinha de novidade. Era e é a prática corrente: unir-se à direitona, conseguir grana para as campanhas não interessa de onde e tentar governar para a casa-grande dando algumas migalhas para o povao. Essa prática corrente já esgotou-se.

  5. José C Lima

    17 de março de 2015 12:12 pm

    Bastante simbólica essa foto central

    Bastante simbólica essa foto central: Os pés descalço observam a marcha dos pés milionários

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=_n7N_cQHdbA%5D

     

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-tenisaco-golpista-por-nacho-lemus

  6. Mauricio de Moraes Rêgo Soares

    17 de março de 2015 12:13 pm

    Tudo bem essa ideia de

    Tudo bem essa ideia de aliança nacional. Esse esforço hercúleo de união de forças antagônicas é exatamente em nome de quê objetivamente? Essa constituinte exclusiva seria estrita a reforma política, ou mais alguma coisa? 

  7. Severino Januário

    17 de março de 2015 12:19 pm

    ´preciso bloquear a ação

    ´preciso bloquear a ação deste homem com todas as forças que ainda tivermos! Certamente ele traz a mensagem dos golpistas chefes, ou de um setor golpista ainda mais terrível, que pretende acabar com nosso bem maior, nossa Constituição cidadã (não cidadão) duramente conformada com todas as forças da Nação rediviva que emergia das trevas. Uma constituinte agora só teria, por constituintes eleitos, fisiológicos cleptocráticos, neoliberais e entreguistas, já que a esquerda está extrema fragilizada, chamada todo santo dia de ladra pela mídia ladra. Foi bom encontrar aqui este artigo, é mais um monstro lateral que os golpistas estão lançando nas ruas e no ar para tentarem tomar o poder, que ainda permance com o povo, por seu desejo e voto! Alerta! Eles só têm arranco, não aguentam o tranco!

  8. Cristiano Pacheco

    17 de março de 2015 12:26 pm

    A ideia é boa, mas…

    A ideia é boa, mas falta combinar com os russos (não o Putin viu anti-comunistas do século XXI, mas o time de futebol mesmo).

    Quem vai conseguir tirar de campo os caciques ideológicos? Muita utopia achar que pessoas de bem de todas as siglas vão se juntar em um grande projeto e rifar os fisiológicos, os quais são atores ativos a anos, com poder de chantagem e relações umbilicais em esquemas de todos os governos da federação.

    Curioso ainda em saber desde quando Joaquim Barbosa é aberto ao diálogo?

    Enfim, alguma saída deve ser tentada e não desconsidero os apontamentos levantados pelo autor, mas acho difícil achar um consenso tanto na montagem do time titular e principalmente amainar a insatisfação dos que ficarão de fora…

     

  9. emerson57

    17 de março de 2015 12:30 pm

    1001 noites

    Eduardo velha política, dono do jatinho fatal?

    Osmarina, fio de agua, pescadora de baleia com anzol e para raio de currupeio?

    Bom.

    Bom que falar bobagem ainda não paga imposto.

    Me poupe. afff. 

    1. ejcs

      17 de março de 2015 1:01 pm

      faltou contar

      Faltou contar que Campos estava atolado acima do pescoço num “probleminha” de uma certa Refinaria, e que se não estivesse morto… Se bem que já se tornara oposição, e todo mundo sabe que se é oposição é inimputável.

  10. Waldomiro Pereira

    17 de março de 2015 12:35 pm

    As colocações do autor me

    As colocações do autor me levam a pensar que DILMA não foi eleita DEMOCRATICAMENTE.

     

    Quantas serão as vezes que vão querer apear do poder os que VENCERAM as eleições de forma democrática?

     

    Se DILMA ´é a solução para esta mudança proposta, por que não o é para a conclusão do mandato?

     

    REFORMA POLITICA JÁ!!!!

     

    Esta sim é a solução, e com convocação da população para o referendum.

     

    O resto é golpe!

  11. Waldomiro Pereira

    17 de março de 2015 12:35 pm

    As colocações do autor me

    As colocações do autor me levam a pensar que DILMA não foi eleita DEMOCRATICAMENTE.

     

    Quantas serão as vezes que vão querer apear do poder os que VENCERAM as eleições de forma democrática?

     

    Se DILMA ´é a solução para esta mudança proposta, por que não o é para a conclusão do mandato?

     

    REFORMA POLITICA JÁ!!!!

     

    Esta sim é a solução, e com convocação da população para o referendum.

     

    O resto é golpe!

  12. Carlos ABS

    17 de março de 2015 12:39 pm

    Blá blá blá

    Interessante a proposta, só não acho que a Marina conseguiria fazer isso tendo Itaú, Natura e cia como aliados.

  13. Avelino de Oliveira

    17 de março de 2015 12:51 pm

    Caro Nassif e demais
    Da Dilma

    Caro Nassif e demais

    Da Dilma deixa como está, e também proponho uma transição em SP, redução do mandato do Alckmin, e que o Padilha assuma. Com reestruturação e liberdade da Polícia Civil. Só para pararmos aqui.

    Saudações

  14. gvalenca

    17 de março de 2015 12:58 pm

    Governo de transição

    Governo de transição democrática? Rapaz, estou precisando de tratamento. Devo estar com algum problema cognitivo.

     

  15. Lionel Rupaud

    17 de março de 2015 1:01 pm

    Que loucura é esta:

    “FHC, MARINA, AÉCIO, LULA, ERUNDINA, MARTA, JOAQUIM BARBOSA, PEDRO SIMON, CRISTÓVÃO BUARQUE”, o único são de mente é o Lula, e ele não vai ser idiota de entrar nesta história.

    Portanto o que podemos esperar deste grupo:

    “FHC, MARINA, AÉCIO, ERUNDINA, MARTA, JOAQUIM BARBOSA, PEDRO SIMON, CRISTÓVÃO BUARQUE”

    Talvez o desembarque dos “Marines” para salvar a civilização ocidental?

    Cada um a que aparece neste blog…

    1. Flavio Martinho

      17 de março de 2015 2:52 pm

      C O N C O R D O. 

      C O N C O R D O. 

    2. Flavio Martinho

      17 de março de 2015 3:24 pm

      C O N C O R D O. 

      C O N C O R D O. 

  16. Conde de Rochester

    17 de março de 2015 1:04 pm

    Pelo menos é uma proposta

    POREM…

     

     

    1. Maria de Lourdes dos Santos

      17 de março de 2015 1:56 pm

      Com o meu mais profundo respeito a quem tenha opinião a respeito

      .. a respeito de economia e política nos dias atuais. Esse comentário mais se parece com o fato de Vladimir Putin o lider russo não ter aderido/anexado a sua economia a economia da União Europeia o que teria sido, ao que parece, apenas para que os demais países ficassem muito bem na foto”.

  17. Carlos Lima

    17 de março de 2015 1:06 pm

    O TITULO JÁ INSPIRA GOLPE, SÓ ESQUECEU DO JATINHO E LAVA JATO.

    Alguns quadros do PSB, parecem no mundo da lua, viraram satélite do PSDB, e querem “TRASIÇÃO DEMOCRATICA” foi texto mais ridículo que já li, falar de futuro exponenciando “DEFUNTO” como o MENESTREL da “TRASINÇÃO”. Se as pessoas na rua não significar democracia, talvez o que o “PSB” quer não seja DEMOCRACIA e sim NOVAMENTE RUPTURA DEMOCRÁTICA. Nossa, Nassif esse texto é um podridão só em termos de fatos. 

  18. DanielQuireza

    17 de março de 2015 1:11 pm

    Pelo menos é uma proposta.A

    Pelo menos é uma proposta.

    A única que vi até agora.

    Apesar de meio mirabolante.

    1. Severino Januário

      17 de março de 2015 2:19 pm

      Óbvio que não é uma proposta

      Óbvio que não é uma proposta inocente. O objetivo dessa linha golpista é fazer uma constituinte enquanto o povo está globotomizado. E acabar com a nossa Constituinte cidadã, a fonte de todos os males dos entreguistas e plutocratas.

      1. DanielQuireza

        17 de março de 2015 4:33 pm

        Concordo.
        Mas o lado do

        Concordo.

        Mas o lado do Governo não tem nenhuma proposta, pelo jeito, ai fica dificil.

        A proposta do Govenro é continuar sangrando, apanhando calado dia sim, dia não, até 2018 e torcer para a economia melhorar..

        Deixar a sede do PT de jundiai ser incendiada e nada fazer.

        Deixar um menino de 5 anos, influenciado pela mãe, dizer calúnias contra o Lula em um video no you tube e nada fazer.

        Deixar grupos golpistas, ao arrepio da lei,  se articulando e nada fazer.

        Nem no campo legal o Governo não reage. Nâo reage minimamente, no que é direito dele fazer.

         

    2. Lucinei

      17 de março de 2015 4:26 pm

      Mirabolante é pouco.

      Mirabolante é pouco. Nefelibática.

      A transição democrática terminou em 88. E esses caciques fisiológicos estão aí desde antes disso.

      A oposição contestou o resultado da eleição e só pensa em derrubar o governo. Não apresentou uma proposta sequer nem na campanha mas se considera capaz de “melhorar” o que foi feito… Sei…

      A candidatura de Eduardo Campos também, com o papo de governar “acima” dos partidos não passava de autopromoção pura e simples. A mesma coisa a Marina. Todos se acahavam melhores operadores políticos que Dilma. Pena, pra eles, que a população não achava. Por isso não decolaram. No caso de Marina, nem com toda a ajuda dos donos da comunicação: até afundou. E foi engulida na “reta final” pela campanha furiosa do PSDB – que está aí até hoje – aos berros de “todos contra  PT”, enquanto para a “base alienada” dizia: “suguem o que puderem depois venham pro nosso lado”. “Lindo!”

      O que Marina e Eduardo fariam se eleitos, passeariam “olimpicamente” pelo Congresso de mãos dadas com a imprensa convocando as “massas”? Sei… E na moringa, não vai água?

      É impressionante. Fazem de tudo pra enfraquecer o governo e reclamam que o governo é fraco.

  19. Bruno Castro

    17 de março de 2015 1:14 pm

    Sempre mais do
    Sempre mais do mesmo.

    Oposição: “nesse momento delicado precisamos de um governo de transição.”

    Situação: “nesse momento delicado qualquer mudança é golpe.”

    Discursos vazios recheados de ideologias que não respondem às novas demandas.

    Esse vazio político, muito bem colocado pelo Nassif, representa algo bem mais profundo.

    O avanço social não deve ser apenas pelo lado econômico. Ou o Estado começa a prestar um serviço público mais eficiente e mais barato (no caso de concessionárias), ou esse inferno não terá fim.

    O desrespeito da NET com o Nassif é sintomático. É o tipo de coisa que ninguém agüenta mais.

  20. Eliane Ribeiro

    17 de março de 2015 1:15 pm

    Creio na sua sinceridade.
    A

    Creio na sua sinceridade.

    A unica proposta mais plausivel e a extinção da reeleição.

    não se engane quanto mais destruido é melhor para essas raposas se manterem,limparam a ficha do FHC,sumiram com os registro da compra da sua reeleição e outros danos.

    se precisarem,limpão o Sarney,Collor…só querem sentar na cadeira pois o poder eles ja tem.

    2013, Militão só deram enfase quando perceberam que podiam manipula-la como se fosse um descontentamento unico a Dilma e o PT. Enquanto estáva apenas com pautas mais a esquerda como transporte publico,foram execrados,no JN,pelo jabor em todos outros meios,pois transporte em São Paulo engloba o Metro Tambem do Alckimin,e creio que não queriam desgasta-lo.

  21. Nilva de Souza

    17 de março de 2015 1:48 pm

    Claro! E a Dilma se

    Claro! E a Dilma se desfiliando do PT, assumiria que o problema do país são estes PTralhas bolivarianos.

    Tindi!

  22. Marcelo33

    17 de março de 2015 1:49 pm

    Isso aí é praticamente uma

    Isso aí é praticamente uma rendição.

    Quero ver sair financiamento público de campanha disso aí…

  23. Arthemísia

    17 de março de 2015 1:55 pm

    Então admite-se que Joaquim

    Então admite-se que Joaquim Barbosa é do mundo político? Finalmente.

     

  24. Nilva de Souza

    17 de março de 2015 1:55 pm

    E a oposição ao Brasil seria

    E a oposição ao Brasil seria a panaceia para o país.

    Militão conseguiu listar todos que são contra o PT, mesmo que recentes como a Marta, para resolver os problemas do país, ajudando a estigmatização do partido. A próxima proposta dessa turma será a cassação do registro do partido.

     

  25. Diogo Costa

    17 de março de 2015 2:02 pm

    Haja paciência

    O Brasil vive hoje o mais prolongado período de vida democrática da sua história. São 30 anos ininterruptos de liberdade civis e políticas que jamais existiram nesta monta em períodos anteriores. Temos uma Constituição que é das mais democráticas e garantistas da face da Terra. Temos eleições livres, periódicas e secretas (presidenciais já foram 07). 

     

    De onde é que alguém consegue tirar coragem para falar em ”Transição Democrática”? Isso é uma maluquice completa e absoluta. O Brasil por acaso está vivendo um neo Estado Novo? Por acaso estamos num golpista regime militar? 

     

    Não há absolutamente nada de errado com a democracia brasileira, muito antes pelo contrário. A questão é que uns preferem a paz e o silêncio das ditaduras, onde tudo corre aparentemente calmo enquanto a repressão e a censura massacram qualquer um que ouse discordar. 

     

    A radicalização que por ora se verifica não é outra coisa do que o ódio, o ressentimento, a mágoa, a dor de cotovelo e a dor lancinante que os tetra vices sentem por não conseguirem destruir o PT (com a providencial ajuda dos traíras do PSB). 

     

    Não há e nem haverá rigorosamente nada contra a presidenta Dilma Rousseff. O país está funcionando normalmente, as instituições estão funcionando normalmente e o que temos são dificuldades econômicas que permanecerão neste ano de 2015. 

     

    O que uns e outros por aí querem é engambelar as pessoas com propostas amalucadas e sem sentido algum, como essa de propor uma ”Transição Democrática” num país que vive a plenitude do mais democrático período da sua quase bicentenária história!

     

    Se o PT sangrar, não há problema algum. Que a oposição fracassada e tetra vice (com o apoio dos traíras do PSB) vença o PT, Dilma e Lula nas urnas, como se faz em qualquer país sério. O pleito de 2018 está logo ali adiante, passa bem rápido.

     

    E se golpistas mequetrefes, e quadrúpedes fascistas, insistirem em dar um golpe de estado, que se denuncie os mesmos, não que se proponha idiotices sem nexo. Se deve denunciar os meliantes, não se render aos arreganhos dos mesmos. 

    1. Lucinei

      17 de março de 2015 4:36 pm

      Concordo mais uma vez.

      Concordo mais uma vez. Comentei no mesmo sentido antes de ler o seu. É cada maluquice que aparece.

      Vamos ver se no futuro um pouco se Sociologia no ensino médio vai fazer diferença.

  26. Guilherme Campos

    17 de março de 2015 2:09 pm

    GOVERNO DE TRANSIÇÃO OU JOGAR A TOALHA

    Sei perfeitamente das dificuldades de se governar o país hoje. Mas conciliar com os aecistas é um prêmio à corrupção acobertada pela mídia. O Aécio, bem ao estilo do avô, sairia como um grande conciliador(ele não passa de um empulhador), por aceitar dialogar com a Dilma, depois de um sangramento. Na verdade seria o sonho da mídia esse governo de transição, onde as demandas sociais seriam apenas um detalhe. É mais uma vez reeditar a Proclamação da República, onde “o povo assistiu bestificado”.

  27. jc.pompeu

    17 de março de 2015 2:11 pm

    Regime de co-governo na travessia do Rubicão, Alea jacta est!

    Uma proposta de governo de transição democrática: com Dilma

    minha humilde singela proposta de governo de transição ou travessia democrática…

    Regime de co-governo:

    Dilma mais Lulalá

    Dilma no co-mando! dos Negócios Estrangeiros protoco/lares da diplomacia de salão nobre na arte de não-receber embaixadores e refugiados haitianos mais o cargo cumulativo de Ministra da Pesca em Águas Profundas.

    Lula, com o que resta do governo…

  28. Luiz Gonzaga da Silva

    17 de março de 2015 2:15 pm

    “…com Eduardo Campos de

    “…com Eduardo Campos de Vice… ao ver de Eduardo Campos… e entregaria a EDUARDO,… a despeito da tragédia com Eduardo…Nos discursos de Eduardo…a lição de Eduardo… dizia Eduardo…conforme dizia Eduardo Campos…”

      Parafraseando o filósofo, Assim falou Eduardo.  Pelo artigo, Eduardo era uma espécie de  Zaratrusta da política nacional.

    Para começar, se Eduardo não tivesse morrido, Dilma seria reeleita no primeiro turno. Tudo indicava nesta direção. Começaria seu segundo mandato com muito mais moral. O desastre no jatinho fantasma colocou a campanha eleitoral de ponta cabeça. A presença da desorientada Marina embaralhou o jogo.

    Um dos epicentros do escândalo da Petrobrás é a refinaria Abreu e Lima e, ao que consta, Eduardo seria um dos ex-governadores investigados. Na falta de Eduardo sobrou para o “herdeiro” Fernando Bezerra. Estranhamente, o também pernambucano, presidente do PSDB nacional, Sérgio Guerra não deixou “herdeiro” para responder sobre os dez milhões para melar uma das inúmeras CPI’s da Petrobrás. Talvez, o mais provável é que não tenha havido interesse dos infurecidos procuradores em encontrar os benefiados pela fortuna.

    Que tal  esquecer Eduardo e pensarmos o que fazer com o “outro”.

  29. Vladimir

    17 de março de 2015 2:16 pm

    Transição do quê ? Houve

    Transição do quê ? Houve eleição há  menos de 4 meses e o povo escolheu quem irá. comandar o pais. até. dezembro de 2018.

    Foi isso que foi decidido no sistema democrático que tanto lutamos para conseguir.

    Querer mudar as regras do jogo com o jogo em andamento é. GOLPE.

    Agora,tem gente,e a midia. porca deste país. está cheia deles,que não quer regra nenhuma.

    Aí, a coisa muda de nome: É GUERRA.

    É por isso que as analises  precisam começar a ir nesta direção  de tomada de posição e retirada de cena daqueles que agem desta forma. Um fora Dilma de sinal trocado.

    1. Athos

      17 de março de 2015 2:36 pm

      O artigo de fato parece

      O artigo de fato parece manco.

      Mas me arrisco a dizer que seria transição de nossa constituição para a realidade.

      A Constituição federal, como um todo, é um entrave ao nosso desenvolvimento social, tecnológico ou seja o que for….

  30. Flavio Martinho

    17 de março de 2015 2:49 pm

    Esse negócio de unificação de

    Esse negócio de unificação de eleições tem lá seus problemas. Hoje o eleitor só se preocupa em saber, em conhecer o candidato a Presidente da República. Então, candidatos a deputado federal e a senador passam totalmente desapercebidos e se vota em cada figura que dá dó. Então , UNIFICAR NUNCA. O que pode fazer é separar: candidatos aos executivos: federal, estadual e municipal uma data só. Para os legislativos: federal, estaduais e municipais, juntos em outra data.

  31. Juliano Santos

    17 de março de 2015 2:57 pm

    Neo-Golpismo marineiro e militante

    Caramba, esse golpe aí do Militão não é paraguaio, é de outro tipo. Vejam que primor de frase:  

    “libertaria o próprio PT para a renúncia de parte do mandato.”

    Meu Deus, esse Militão é marineiro mesmo. Marineiro e tucano. Pois o FHC na crise do mensalão propôs “uma transição democrática” em que Lula seria poupado do impeachament mais não disputaria a reeleição, o que levaria o princípe de volta ao Planalto. Que gracinha né?

    Nassif, dá um tempo, vamos chamar pelo nome certo o que propõe o golpista do tipo marineiro. Golpe. Ou então, ruptura democrática. Ou ainda cassação do voto vitorioso na eleição recém ocorrida

  32. Luiz Fernando Mendes de Santana

    17 de março de 2015 2:57 pm

    O ódio é contra o PT.

    Cada uma que aparece!

    Quer dizer que o PT reelegeu Dilma e errou! Qual o objetivo da eleição? Perder?

    Hilário.

    Transição Democrática? Onde está a Ditadura? Só se for a da urna!

    Este é o velho PSB! Se diz de esquerda mas ama estilos de governo de Coronel.

    Está explicado. O ódio é contra o PT. 

     

    1. Lucinei

      17 de março de 2015 4:45 pm

      Pois é, é hilário. Não foram

      Pois é, é hilário. Não foram somente as candidaturas da oposição que fracassaram, foi a visão deles da realidade; principalmente do PSB.

  33. RSF

    17 de março de 2015 3:08 pm

    Legitimidade.

    Como já falei anteriormente, considero que a eleição de Dilma Rousseff foi ILEGITIMA. A eleição foi ganha com base em MENTIRAS e OCULTAÇÕES. Não usarei, jamais, os eufemismos governistas.

    O governo poderia ser, pelo menos, tão sincero como um de seus mais contumazes LAMBE-BOTAS, Marcos Coimbra, que na Carta caPiTal saiu-se com esta pérola: “Ninguém imagina que o discurso de um presidente em campanha seja de franqueza total, nem na identificação dos problemas do País nem na formulação de promessas factíveis”.

    O pior é que um idiota destes acha que os tempos não mudaram. Esquece, tolamente, que, hoje, tudo que se faz e fala é registrado e está plenamente acessível a qualquer um a qualquer hora. POBRE DIABO.

    Bom, é verdade que o próprio Mino Carta, DONO DA REVISTA, saiu-se, estes dias, com esta: “Resta ver por que pobre grita “Fora Dilma”, rico a gente já sabe. Muitos aderem por imitação, por modismo, por servilismo. Por espírito festeiro, por parte de quem não se dá conta do possível desfecho disso tudo.” Queria ver se FHC tivesse dito estas pérolas.

    ZERA TUDO. NOVAS ELEIÇÕES…URGENTE!!!!!!

     

    1. Lionel Rupaud

      17 de março de 2015 3:31 pm

      O comentário é tão grosseiro que eu

      não sabia qual adjetivo usar para “defini-lo”.

      Mas como o autor usou “idiota” então acho que sou liberado para escrever:

      Comentário idiota que não tem seu lugar aqui. Pode voltar para a veja.

       

      1. RSF

        17 de março de 2015 3:45 pm

        Democracia.

        Caro, como este é um ambiente democratico: Voce fica com sua opinião, eu com a minha e sejamos todos felizes. Cuidado com seu figado e tenha mais respeito. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs…

    2. Lucinei

      17 de março de 2015 4:59 pm

      “A eleição foi ganha com base

      “A eleição foi ganha com base em MENTIRAS e OCULTAÇÕES.”

      Mais um comentário golpista da série “acusar no outro o que o acusador faz”

      Abaixo, na integra, o artigo do Marcos Coimbra, editado pelo comentarista – da mesma forma que faz a imprensa pela qual ele se teleguia. Só basta ser alfabetizado para entender que se trata de uma comparação entre duas coisas comensuráveis, o segundo mandato de Dilma e o segundo de FHC.

       

      Sobre popularidade

      O tempo é aliado de Dilma Rousseff, caso ela não repita os muitos erros de FHCpor Marcos Coimbra — publicado 09/03/2015 04:04, última modificação 10/03/2015 10:36   inShare1 Roberto Stuckert Filho/ PR Dilma

      Para a vasta maioria dos eleitores de Dilma Rousseff em outubro passado, a ideia de continuidade com mudança foi decisiva

      Leia também 47 meses Dois janeiros Dilma, um e dois A Petrobras e a opinião pública  

      Analisar a evolução da popularidade de Fernando Henrique Cardoso ao longo de seu segundo mandato contribui para a discussão das perspectivas da relação entre Dilma Rousseff e a opinião pública até o fim de 2018. A razão é simples: apesar das grandes diferenças entre os presidentes e seus governos, há semelhanças entre eles.

      O elemento comum fundamental, do ponto de vista da opinião pública, é que os dois iniciaram o segundo governo frustrando expectativas da sociedade. Cada um a seu modo, FHC e Dilma prometeram algo que não conseguiram entregar.

      O compromisso do tucano em sua campanha estava expresso em aforismo enxuto: “O homem que derrotou a inflação vai derrotar o desemprego”. A frase era boa e soou verdadeira, pois os eleitores acreditavam que a inflação fora vencida com o Plano Real. Quando veio a crise cambial em janeiro de 1999 e a inflação foi multiplicada por dez, ficaram perplexos com o tamanho da mentira engolida. De quebra, perceberam que o compromisso com o fim próximo do desemprego era outra balela.

      Para a vasta maioria dos eleitores de Dilma em outubro passado, a ideia de continuidade com mudança foi decisiva. A petista, acreditou a maioria do eleitorado, era a garantia de que não haveria retrocesso nos avanços sociais iniciados por Lula em 2003 e que o edifício de políticas públicas favoráveis aos mais pobres seria mantido. E aceitaram sua promessa de estar disposta a responder às novas demandas de participação e transparência.

      Ninguém imagina que o discurso de um presidente em campanha seja de franqueza total, nem na identificação dos problemas do País nem na formulação de promessas factíveis. O cidadão comum nem sequer presta atenção nos números que embalam os diagnósticos ou no porte das obras prometidas. Mas há algumas (poucas) expectativas fundamentais cujo descumprimento é pecado grave.

       

      Para a maioria que reelegeu FHC e Dilma (aliás, de tamanho quase idêntico, pois ele teve 53% dos votos e ela 52% e é irrelevante se no primeiro ou no segundo turno), a frustração terá sido grande. O efeito é o mesmo para quem não votou neles, mas saiu da eleição sem mágoas, como costumam sair os cidadãos comuns.

      No gráfico abaixo podemos ver a oscilação da desaprovação a FHC até o fim de seu governo. Ela começa com dados de dezembro de 1998. A campanha havia sido benéfica para o tucano. Ela elevou sua avaliação positiva em quase 20 pontos porcentuais entre maio e novembro , índice semelhante ao obtido por Dilma depois do início da propaganda eleitoral no ano passado.

      Ou seja: o governante vai para a televisão com amplo tempo de exposição, consegue lustrar sua imagem, convence o eleitorado e vence a eleição. Fica, no entanto, mais exposto à crítica caso surjam problemas no início do segundo mandato.

      A avaliação negativa de FHC teve uma forte elevação durante 1999, ultrapassou 65% na soma de “ruim” e “péssimo” em setembro, mas arrefeceu em 2000. Em setembro daquele ano, no período da eleição municipal, retrocedeu a 39%, nível acima, mas não muito, do que havia sido típico do primeiro mandato, ainda sob influência do lançamento do real.

      Em abril de 2001,  FHC parecia haver resolvido seus problemas de imagem. Com 28% de avaliação negativa (e 33% de positiva), não era impossível que viesse a terminar bem, depois dos tropeços do começo. Mas aí aconteceu o apagão elétrico, que funcionou como um atestado de radical incompetência para um governo cuja imagem ainda estava em recuperação. Com o racionamento, o tucano tornou-se o que é.

      À medida que os eleitores se desinteressaram de FHC e o desejo de mudança aumentava, a eleição de 2002 ficou cada dia mais distante do PSDB.

      Começar com problemas de popularidade é ruim, mas não fatal para Dilma e seu governo. O tempo é seu aliado, aceita a premissa de que ela não vai repetir os muitos erros que o tucano cometeu.

       

    3. José Luis Pereira

      17 de março de 2015 6:52 pm

      Ops…
      Esse aí errou de blog.

      Ops…

      Esse aí errou de blog. Ia pro Tio Rei e acabou no Nassif.

      Ignorem.

  34. Maria Luisa

    17 de março de 2015 3:13 pm

    Terão meu sangue so no fim

    Espera ai. Dilma se desfilia do PT (e trai o partido que a levou ao Planalto), se une com o que de “melhor” ha em nossa brava republica e entrega sua carne (e o povo) às hienas que falam em nome da classe média?! Estão atropelando tudo.

    [video:https://youtu.be/APaoeuwbc2Q%5D

  35. Moraes

    17 de março de 2015 3:20 pm

    Bom, quando alguem diz essa

    Bom, quando alguem diz essa bobagem, o resto fica irremediavelmente comprometido: “para faze-lo precisará convocar FHC, MARINA, AÉCIO, LULA, ERUNDINA, MARTA, JOAQUIM BARBOSA, PEDRO SIMON, CRISTÓVÃO BUARQUE enfim um primeiro time com o que há de melhor, mais contraditório, mais antagônico e mais expressivo no mundo político.”

    Se isso é primeiro time e é o que há de melhor, então… francamente! A única coisa certa na frase é que é o “mais contraditório”. Receita para o nada. A doença da Marina está se propagando. 

  36. Gilson AS

    17 de março de 2015 3:30 pm

    O bom da democracia é ver,

    O bom da democracia é ver, ouvir e ler cada coisa que vou te contar !

    Viva la Democracia !

    //////

    Que tal fazer uma transição democratica no estado de SP, mas sem Alkimin e PSDB.

    Putz ! é cada uma !

     

    1. oneide

      17 de março de 2015 11:49 pm

      Convoca o protesto, e coloca

      Convoca o protesto, e coloca 1 milhão na paulista.

      Deve te custar 50 milhões de reais coisa pouca só pedir pro Vaccari Neto ou pro Renato Duque.

  37. Rogério Costa Guiraud

    17 de março de 2015 3:34 pm

    sinceramente…

    Para salvar a Democracia, acaba-se a Democracia!

    Para acabar uma ditadura, reimplanta-se outra ditadura!

    Os militares de Burkina Fasso propuseram isso, há uns dois ou três meses atrás. Deem uma olhada só no que deu.

    Basta procurar na Intenet , para aqueles que ainda não sabem.

    A manifestação despolitizada de domingo refletiu bem este amontoado de propostas do marineiro meritocrático…

    É a oposição rota apontando o amassado do governo.

    A direita está querendo assar todas as pizzas desde Banestado até o HSBC, só falta convencer o governo que, cada vez mais, achará uma boa ideia.

    e a Democracia? Democracia , oras meuzovo!

  38. Marcos Coimbraa

    17 de março de 2015 3:39 pm

    Eduardo Campos virou santo após a morte?

    Cada um que aparece e recebe espaço. Dilma foi eleita em 2014 com quase 54 milhões de votos. Os perdedores agora querem mudar a regra do jogo. Em 2018, apresente essa proposta, e tente ganhar a eleição. Assim, o PSB pode governar como ele ache que deva governar

    Obs: Eduardo Campos está envolvido até o pescoço com as empreiteiras da petrobrás (20 milhões para financiamento de sua releição). Porém, está sendo beatificado pelo escritor do texto. Menos menos…

  39. Márcio Carioca

    17 de março de 2015 3:42 pm

    Herança maldita?

    Todo mundo sabia que seria um ano de contenção fiscal, o que por si só é um fator de tensão para qualquer governo. Mas essa história de transição, de ingovernável, é um sintoma do infantilismo político do marinismo, como se toda crise econômica fosse motivo para uma ruptura institucional. Parece até que nada foi feito de relevante. A verdadeira herança maldita do governo do PT é que, a partir de agora, qualquer um que entrar vai ter um patamar muito mais alto de comparação. Por exemplo:

    1- desemprego nos níveis mais baixos da história.

    2- renda dos mais pobres aumentando TODOS os anos.

    3- Nordeste crescendo como nunca se viu.

    4- aumento de 10 vezes de estudantes atendidos pelo FIES, sim, esse que só descobriram que existe agora que deu problema.

    5- produção de petróleo e gás batendo recorde a cada mês.

    6- 1 trilhão em obras de infraestrutura.

    7- desmatamento: a metade do que foi no melhor ano de Marina como ministra, e um terço do período FHC.

    8- manutenção dos programas sociais mesmo com crise.

    Ah, e pra completar, parece que NÃO vai ter apagão, mesmo após 3 anos de seca. No governo FHC, bastou um ano. Aliás, se dependesse de Marina e seus bagres, Jirau e Santo Antônio não estariam funcionando e o apagão seria praticamente certo.

    1. oneide

      17 de março de 2015 5:52 pm

      Este e o problema da esquerda

      Este e o problema da esquerda continuar agarado a propagando e mentiras do governo.

      Não adianta continuar mentindo compulsóriamente .

      Sobre especificamente o “desemprego”, deve ser um fenômemo BR, com recessão e solicitação de seguro desemprego em alta  como explicar a taxa de desemprego atual baixa, fraude.

      A real taxa de desemprego no Brasil 

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=Fdluldegui0%5D

      1. Gui Oliveira

        17 de março de 2015 9:59 pm

        Dúvida
        O que exatamente o prezado quer dizer com “mentindo compulsoriamente”?

        1. oneide

          17 de março de 2015 11:27 pm

          E obrigado a mentir para

          E obrigado a mentir para manter cargo ou benefico do estado. partido, ou devido ao seu sectarismo um tipo de auto engano.

          1. Gui Oliveira

            17 de março de 2015 11:45 pm

            Valeu
            Obrigado. Vou corrigir à mão mesmo aqui no meu dicionário. A lápis, claro: vai que o dinamismo do idioma me pega outra peça….

  40. Luís Henrique Donadio

    17 de março de 2015 4:17 pm

    Já foi combinado com os

    Já foi combinado com os russos?

    …………………….. se bem que neste caso seria necessário combinar com os russos, os ucranianos, os afegãos, os albaneses, os argelinos, os argentinos……….. os zambianos e os zimbabweanos. De A a Z.

    Mas acho que dá pra vender a ideia para o Danilo Gentili com proveito; pelo menos o programa dele ficaria um pouco mais engraçado.

  41. Marco Antonio L.

    17 de março de 2015 6:12 pm

    Que horror !!!  Ninguém quer

    Que horror !!!  Ninguém quer ganhar do PT nos votos ? Realmente estão demonstrando isso, todos os dias, que não conseguem ganhar do PT só nos votos ?  Dilma foi reeleita por muito e muitos milhões de votos. Se não houvesse tantas tentativas de impedimento para que ela governasse com um mínimo de respeito e tranquilidade. O povo escolheu a DIlma Presidente foi em outubro passado, isso tem 6 meses. São uns derrotados, fracassados. 

  42. Gui Oliveira

    17 de março de 2015 6:45 pm

    Perguntinha
    Bebeu além da conta?

    1. Fernando

      17 de março de 2015 8:08 pm

      Perguntinha 2 a missão.

      Combinou com os Russos???

  43. Fernando

    17 de março de 2015 8:20 pm

    Coisa de Minas

    Nassif,

    Vc como bom mineiro sabe que nós, mineiros, temos uma certa matutice que supera em muito as ciências conhecidas ( e as ocultas também).

    Um bom causo pra ilustrar :

    Um padre viajava pelo interior em companhia de um estudante, e os dois contrataram um matuto para seguir com eles por alguns lugarejos, carregando a bagagem.

    Em visita a uma casa na roça, o padre e seus companheiros de viagem ganharam de presente um queijo de cabra. Mas o queijo era muito pequeno para ser dividido. Então o padre decidiu que, na manhã seguinte, o queijo seria daquele que tivesse o sonho mais bonito durante a noite. É claro que o padre, com sua prática de oratória, achou que ganharia com facilidade. E também o estudante confiava em ganhar, pois tinha talento para lidar com as palavras.

    Os três foram dormir. Mas o matuto acordou à noite com a barriga roncando e sentindo uma vontade irresistível de comer o queijo.

    De manhã, os três se reuniram antes do café para que cada um contasse o seu sonho. O padre contou um sonho maravilhoso: tinha visto uma escada de ouro que subia até o céu, e estava subindo os degraus, já vendo anjinhos nas nuvens, quando acordou. O estudante aproveitou a deixa e foi além: contou ter sonhado que se viu no céu, rodeado de anjos e extasiado por uma música divina, enquanto via, lá de cima, o padre subir.

    O matuto resolveu seguir na mesma história e falou:

    – Pois é, eu sonhei que estava olhando seu padre subir a escada e que o dotorzinho já estava lá em cima, rodeado de anjinhos. Aí comecei a gritar bem alto para vosmecês escutarem: “Seu padre, seu moço, o queijo! Vosmecês esqueceram o queijo!” Então, ouvi vosmecês respondendo: “Pode comer o queijo, matuto. Não vê que nós estamos no céu e não precisamos mais desse queijo?”

    Com um sorriso maroto, o matuto concluiu:

    – Foi um sonho tão vivo que parecia verdade mesmo, então me levantei sem fazer barulho pra não atrapalhar o sonho bonito de vosmecês, e comi o queijo…

     

    Pois bem, tenho comigo uma certeza: Este post tem muito de história de padre e  Dilma tem muito de Matuto …

     

     

    1. J.Roberto Militão

      18 de março de 2015 2:09 am

      ´A transição Democrática´ seria o queijo da Dilma?

      Fernando,

      a tua inteligente e bem humorada (além da sutileza irônica) estória da sabedoria matuta… em vez da irracionalidade militante, tem o mérito de fazer a reflexão crítica: se temos uma questão a ser decidida sempre há uma saída menos dolorosa e mais inteligente.

      Porém, no caso do ´meu sonho´ menos divino que a do padre e mais terreno/humano diz respeito à abreviação da crise que afetará profundamente a todos e que está apenas começando. O apetitoso ´queijo´ fica a disposição da Dilma. Ele é tão imenso, capaz de partilhar com 200 milhões de brasileiros e saciar o apetite de mudanças que nosso povo merece.

      A ingovernabilidade que afeta Dilma – e se aprofundará – não é culpa dela ou do PT atual. Trata-se do esgotamento da ´Nova República´ conforme anotou o Nassif. E era perceptível desde que os meninos do MPL detonaram em junho de 2013 – “não era por vinte centavos” – foi o slogan que dizia tudo.

      Ninguém terá governabilidade num sistema político que se exauriu. Que já não tem credibilidade perante a nação. O PT não reconhece isso. Os tucanos também não enxergam essa realidade. A Marina sabia mas acabou influenciada pelo efeito ´emocional´ da subida nas pesquisas e sua equipe despreparada.

      Por isso, acredito: somente a Presidente DILMA, decidindo muito solitariamente, mas procurando agir coordenada com as grandes lideranças nacionais que continuarão responsáveis pela disputa e exercício do poder em um novo ambiente institucional, desde Lula, Zé Dirceu, Fernando Henrique, Serra, Marina, Ciro e os governadores, tem hoje a chave dessa solução.

      O fato é que a ´nova República´ foi edificada desde Sarney, passando por FHC, Lula e Dilma, com base no que o prof. Luiz Flávio Gomes, denominou em artigo de hoje: “CLEPTOCRACIA MATOU A NOVA REPÚBLICA” – trata-se da alta corrupção, aquela praticada ou autorizada por quem tem o poder de comandar o orçamento público. E o povo, graças à velocidade da informação, já não suporta mais, pois tem sido isso, em todos os níveis: federal, estadual, municipal.

      O jurista designa como ladroagem, aquilo que muitos pensam ´ser os meios que justificam os fins´. Se nós precisamos dos votos do PP do Maluf, simples: damos uma diretoria da Petrobrás e deixamos ele e o Jatene fazerem o que tem que ser feito. Diz o professor:  “Todos os governos da Nova República (governos de Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma) ostentam a imagem de cleptocratas, ou seja, de ladrões (uns mais, outros menos, mas todos os governos receberam essa pecha ou pelo menos todos foram assim percebidos pela população).

      Praticamente todos os grandes partidos políticos estão envolvidos com essa mais nefasta corrupção, que é praticada por quem tem o domínio da nação (econômico, financeiro, político e administrativo). luizflaviogomes.com

      Portanto, parece senso comum: se a Nova República exauriu-se, faliu, nós que a construimos, precisamos preparar algo novo e isso somente será possível com esse meu ´imenso queijo´: um governo de Transição Democrática.

      E para isso serão necessários renúncias, sem rompimento institucional. O que somente DILMA poderá fazei-lo.

       

      1. Fernando

        19 de março de 2015 12:02 am

        encurtando…

        Na verdade ela já o está fazendo. A matutice as vezes não é  compreendida…

        Vc diz que ela precisa compor com o PT, PSDB, PSB e parte do PMDB.

        Não sei porque vc usou parte só para o PMDB, na verdade seria parte de todos os partidos citados, ou vc acha que não ha divergencia nos outros partidos?

        Agora uma coisa que todos sabemos, separar partes de um partido é como separar parte de um átomo:, sobra radiação pra todos os lados .Por isso é mais fácil Dilma conseguir uma fusão nuclear a frio do que formar o bloco que vc sugere.

        Comprometidos com o país ? que nada, todos querem o queijo e Dilma sabe disso.

         

  44. Athos

    17 de março de 2015 8:57 pm

    O pessoal do blog está

    O pessoal do blog está insandecido!!

    Eles concordam que o país é ingovernável com nossa constituição, concordam com Dilma quando propõe a reforma.

    Mas quando vem alguem pragmático reconhece que o PT jamais fará qualquer reforma constitucional sozinho, chamam a realidade de golpe.

    Ou é do jeito proposto ou ficamos governando o ingovernável.

    1. Gui Oliveira

      17 de março de 2015 10:43 pm

      Antes só…

      Devo estar “insandecido” mesmo. Tento, tento e não consigo ver que tipo de reforma política ou Institucional que preste pode sair de um saco de gatos como este proposto no “post”. A proposta do Eduardo Cunha? Ora pipocas!

    2. altamirano

      17 de março de 2015 11:45 pm

      insano ou ensandecido

      insano ou ensandecido

  45. Calvin

    18 de março de 2015 1:39 pm

    Constituinte só com ruptura

    Não há ruptura das instituições, o processo democrático está funcionando sem quebra da ordem institucional, portanto constituinte além de não aplicável, seria perigosa por não haver garantia de que tipo de mudança poderia ser implementada, havendo inclusive retrocessos.

  46. Clever Mendes de Oliveira

    18 de março de 2015 9:12 pm

    Trata-se de proposta arcaica, ingênua e não democrática

     

    José Roberto Militão,

    Não frequento o fora de pauta e não li nem cheguei a ver na época o texto seu que você indica aqui neste post “Uma proposta de governo de transição democrática: com Dilma” de terça-feira, 17/03/2015 às 08:46. Não sei se o seu texto virou post na época. Vejo que o texto indicado e que apresenta como o título “PSB – MARINA PRESIDENTE: por um governo de salvação nacional” é de domingo, 20/04/2014 às 10:46 e há uma atualização para 21/04/2014 às 21:18. E não há comentários nele.

    Pode até ser que sem tempo, caso eu tivesse visto o post e caso ele tenha sido transformado em post, eu não o tenha comentado, pois em geral eu sempre gosto de contrapor, aos que são de esquerda, o que eu avalio como fundamentos equivocados em que se embasa a ideologia de quem prega a conciliação nacional ou propostas semelhantes quando feita pela esquerda. Não perco muito tempo em analisar essas propostas quando partem de pessoas de direita e nas quais eu vejo o ranço antidemocrático.

    Recentemente eu tive oportunidade de me manifestar fazendo crítica a propostas como a sua ao elogiar Luis Nassif pelo post “Dilma e a síndrome do pacto social” de sexta-feira, 06/03/2015 às 17:46. O elogio decorria de finalmente Luis Nassif aproximar da mesma avaliação que eu tinha do pacto social.

    Aqui a sua proposta de pacto social vem com outro nome e você chama de “proposta de governo de transição democrática: com Dilma”. É mais um pacto político. E você rememora o artigo do ano passado para defender seu argumento. Só que no artigo do ano passado você defende “um governo de salvação nacional”. Enfim é um nome diferente para o mesmo substrato: pacto social, pacto político, pacto nacional, governo de salvação nacional, governo de conciliação nacional, ou como chamava Marina Silva, governo dos homens (E mulheres) de bem.

    Eu considero estas propostas uma grande falha da esquerda. Vou reproduzir aqui um trecho do meu comentário que eu enviei sexta-feira, 06/03/2015 às 19:51, para Luis Nassif lá no post “Dilma e a síndrome do pacto social”. Trecho que lá em meu comentário já se constituía em uma transcrição de comentário que eu enviei quinta-feira, 14/04/2011 às 01:54, para junto do comentário de Jotavê enviado sexta-feira, 08/04/2011 às 11:21, para o post “Comentando o discurso de Aécio – 5” de sexta-feira, 08/04/2011 às 12:04, aqui no blog de Luis Nassif. No trecho em questão eu afirmei o seguinte:

    “Há 11 comentários para o post “Comentando o discurso de Aécio – 4”, sendo interessante observar os comentários de Chico Pedro, um ardoroso defensor do governo Aécio Neves. No caso ele tenta mais defender os interesses de Minas Gerais. Parece um pouco o texto de jornalista, com um estilo agradável, mas com pouco conteúdo. Além da defesa de Minas Gerais (Eu a faço também, mas não em relação aos estados mais pobres da federação) faz a defesa da atividade política (Faço-a também sem a mesma arte de Chico Pedro) e procura dar uma especificidade de uma divisão histórica no Brasil que não ocorreria nos outros países (Aqui me pareceu que ele construiu mais uma ficção sem apoio na realidade). No final, Chico Pedro faz uma espécie de chamamento a união. Nunca dei validade a esse discurso de união. Creio que há um resquício de fascismo nesse discurso que me desestimula a querer que esse discurso prospere. Reconheço que foram governos de esquerda (na Inglaterra de James Callaghan, com Bruno Kreisky na Áustria e através do Pacto de Moncloa com Felipe González Márquez (Na verdade o Pacto de Moncloa foi implementado por Adolfo Suárez González) na Espanha) que trabalharam muito essa idéia de pacto. Ocorre que o pacto é um chamamento a nação para que ela se una. Ora, essa idéia de união significa que as pessoas tem que abrir mão dos seus interesses. Abrir mão em prol de qual interesse? Do interesse maior da nação, respondem a maioria prontamente. Bom é uma idéia boa como marketing, mas o processo democrático não funciona assim, pois não há uma forma de que o interesse maior da nação seja determinado. Então eu considero que a idéia de união só tem validade como marketing político, mas ao ser implementado corre-se o risco de se aflorar o fascismo que tenta transformar o interesse do Estado como o interesse maior a que todos devem ficar submetidos”.

    Penso então que a esquerda se equivoca em falar em governo de transição ainda mais quando o nome é utilizado para não expressar exatamente em que consistirá o chamado governo de transição. Governo de transição na verdade seria só um pacto político para sair de um lugar para outro. De um lugar para outro em que sentido? Pergunto porque quero saber em que consistiria a demanda que se pretende atender. Trata-se de uma demanda de cunho econômica ou seria somente de conserto da representação, ou seria relativamente ao funcionamento da estrutura estatal. Com o governo de transição então o país sairia de um patamar econômico e iria para outro patamar, ou sairia de um patamar do sistema político de representação e iria para outro, ou sairia de um patamar do sistema de funcionamento da estrutura estatal e iria para outro?

    Se não for nada disso, a proposta de governo de transição ou esconde algo ou é fruto da pura ingenuidade, podendo correr o risco de ser aproveitada para a entrada do fascismo. E se for uma proposta para levar o país para um dos patamares relacionados acima ou para todos eles, seria bom exemplificar com um país que se encontra no patamar para onde o governo de transição levaria. Quando a esquerda apresenta propostas sem que as bem fundamente há sempre o risco de descermos a escada.

    E no fim do seu texto você faz a seguinte acusação:

    “Aos caciques fisiológicos que sempre impediram os avanços sociais e democráticos, tais como os RENANS, COLLOR´S, SARNEYS, MALUFES, VALDEMARES, KASSABES, BARBALHOS etc, conforme dizia Eduardo Campos, restará a cadeia ou o ostracismo com o desprezo cívico de que são merecedores”.

    No que não tem de ruim, esta frase lembra-me a campanha de Marina Silva prometendo governar com os homens (e mulheres) de bem. Essa afirmação de Marina Silva, eu sempre atribuía à ingenuidade. Se você colocar no Google “Luis Nassif, Marina Silva, homens de bem e Clever Mendes”, vai aparecer muito textos meus em que eu referia a ingenuidade de quem pensa a política nesses termos. Provavelmente o texto fica mais fácil de ser encontrado na internet via Goolge se houver também a expressão “Estado Islâmico”, pois quando eu comentava com críticas a expressão “homens de bem” de Marina Silva, eu observava que os dirigentes do Estado Islâmico só admitiam na fileira dele “homens de bem”.

    Além de comprometer Eduardo Campos, o pior de sua frase, ainda mais vindo de um advogado, é que ela é um desrespeito à Constituição de 88 que dispõe no inciso LVII do art. 5º que: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

    É, portanto, em meu entendimento, um atraso um texto como o seu. Além das afirmações confrontando a Constituição de 88, no que ela tem de melhor, é atraso no sentido que propõe um modelo antigo que vigora mais em períodos de guerra ou pós guerra ou, nos exemplos que eu dei no trecho transcrito acima, foram adotados sem esta denominação de governo de transição. E a forma como você encerra o seu texto apenas o desmerece e revela uma visão elitista da política que não é, portanto, democrática.

    E cabe também criticar a sua crença na incapacidade da economia brasileira não se recuperar ainda durante o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Eu considero esta sua crença como equivocada e ela é a causa da esquerda ter abraçado políticas econômicas equivocadas desde o fim da ditadura militar. Para lembrar, a esquerda abraçou o Plano Cruzado em 1986, destruindo a recuperação econômica nascida com a desvalorização de 1983. A esquerda não abraçou a política econômica de Marcílio Marques Moreira que mantivera a desvalorização da moeda na época (Cruzeiro) ao mesmo tempo que trazia uma redução da inflação, e fomos abraçar o Plano Real com o aumento da dívida e a valorização da nossa moeda que nos fez cair em um estrangulamento do Balanço do Pagamento do qual só saímos em 1999, saída que foi efêmera com o problema do apagão. A esquerda não abraçou a desvalorização de 2003, permitindo que o real se valorizasse até 2008, o que só não nos trouxe problemas por que a desvalorização de 2003 fora monstruosa. A esquerda não abraçou a desvalorização do final de 2008, para poder ganhar a eleição de 2010. E agora você quer que a esquerda opte por uma política de governo de transição, sem especificar que política é esta, podendo significar não abraçar a política econômica que está em marcha e que conta com a desvalorização do real para assegurar a recuperação da economia. Não sou economista, mas nesse ponto acho a sua proposta ruim para o Brasil.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 18/03/2014

    1. Clever Mendes de Oliveira

      20 de março de 2015 12:08 am

      Seguem os links que faltaram no post anterior

       

      José Roberto Militão,

      Primeiro lembro que o meu comentário acima postado às 18:12 de quarta-feira, 18/03/2015, até às 13 horas da quinta feira, 19/03/2015 não havia aparecido. E tento por em prática a seguir a minha intenção de deixar os links para os posts mencionados acima. Aproveito ainda para indicar outros posts pertinentes.

      Antes lembro que o cerne da minha avaliação sobre o seu post é a minha discordância ideológica contra todas as idéias políticas que foram apresentadas neles. Sou leigo em economia, mas creio que vale a pena expor também a minha divergência com sua opinião no que diz respeito à avaliação da política econômica do governo da presidenta Dilma Rousseff.

      Para mim, a política econômica adotada pela presidenta Dilma Rousseff no primeiro mandato dela era a política adequada para aquele momento. É claro que posso discordar de uma, duas ou até mais medidas que ela tomou durante o primeiro mandato, mas avalio que a direção da política econômica estava correta.

      No segundo mandato, ela mudou de direção. E eu avalio que ela mudou de direção no momento correto e na direção correta. Então eu defendo a atual política econômica posta em prática pela presidenta Dilma Rousseff e avalio sem fundamentação as críticas que são feitas a atual mudança de direção da política econômica. Não só porque foi promessa de campanha como também porque considero necessária a mudança e vejo que a mudança está sendo feita como eu gostaria que fosse feita.

      Não pretendo, entretanto, entrar em detalhe sobre política econômica. Vou mais me restringir a deixar links para posts que creio possam subsidiar o comentário anterior que eu enviei para você. Então deixo os seguintes links;

      1) Primeiro deixo o link para o post “Uma defesa da política econômica de Dilma” de segunda-feira, 15/12/2014 às 12:06, aqui no blog de Luis Nassif e com texto de autoria de Laurez Cerqueira, Gustavo Antônio Galvão dos Santos e Luis Carlos Garcia de Magalhães. Este post pode ser visto no seguinte endereço:

      https://jornalggn.com.br/noticia/uma-defesa-da-politica-economica-de-dilma

      Ali há a defesa da política econômica aplicada no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff.

      É minha intenção terminar de redigir um elogio a Guido Mantega e que pretendo levar para o post “As discussões sobre a taxa Selic” de quinta-feira, 05/12/2013 às 07:00, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e assim, desde já deixo a indicação do endereço onde o post pode ser visto:

      https://jornalggn.com.br/noticia/as-discussoes-sobre-a-taxa-selic

      2) A defesa da política econômica que vai ser aplicada no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff foi intuída pelo economista Fernando Nogueira da Costa e exposta em artigo que aqui no blog de Luis Nassif virou o post “Tática fiscalista e estratégia social-desenvolvimentista, por Fernando N. da Costa” de quarta-feira, 03/12/2014 às 16:04 e que pode ser visto no seguinte endereço:

      https://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/tatica-fiscalista-e-estrategia-social-desenvolvimentista-por-fernando-n-da-costa

      E aqui faço menção a um post e a um artigo recentes que servem para entender a correção da atual política econômica post em prática pela presidenta Dilma Rousseff. Eu me refiro ao post “Austeridade fiscal, restrição monetária e as lições de Keynes” de quinta-feira, 19/03/2015 às 11:03, publicado aqui no blog de Luis Nassif e consistindo de artigo de autoria de Everton Sotto Tibiriçá Rosa e Leonardo Flauzino de Souza e que pode ser visto no seguinte endereço:

      https://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/austeridade-fiscal-restricao-monetaria-e-as-licoes-de-keynes

      Os autores do texto são economista e fazem crítica à política econômica contracionista deste segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff. Como disse sou leigo, mas em comentário que enviei hoje, quinta-feira, 19/03/2015 às 14:21, eu ousei contestá-los. Creio que é preciso observar as circunstâncias para avaliar a oportunidade de uma política econômica.

      E o artigo a ser mencionado foi escrito por Mário Mesquita e publicado hoje, quinta-feira, 19/09/2015, na página A13 do jornal Valor Econômico, com o título “Balanço de perdas e ganhos”, podendo ser visto no seguinte endereço:

      http://www.valor.com.br/opiniao/3963552/balanco-de-perdas-e-ganhos

      Como os links para textos no site do jornal Valor Econômico só aparecem na íntegra para assinantes do jornal, deixo também o link a seguir que muito provavelmente tem o inconveniente de não ser permanente:

      http://www.cliptvnews.com.br/mma/amplia.php?id_noticia=114498

      Segundo Mário Mesquita havia o ceticismo da escolha do ministro, o ceticismo de o ministro escolhido ter autonomia e de no caso de ajuste havia o ceticismo da concordância da presidenta em bancar o ajuste. Ela fez tudo isso com competência e assim ele vê o ceticismo como infundado.

      3) Mencionei o post “Dilma e a síndrome do pacto social” de sexta-feira, 06/03/2015 às 17:46, de autoria de Luis Nassif e postado aqui no blog dele, porque no post Luis Nassif faz a crítica do pacto social. Pacto Social e governo de transição são, em minha avaliação, idéias políticas com características bem semelhantes. O endereço do post “Dilma e a síndrome do pacto social” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/dilma-e-a-sindrome-do-pacto-social

      Infelizmente Luis Nassif não se tem mantido firme nas posições dele. Assim na mesma data deste seu post “Uma proposta de governo de transição democrática: com Dilma” de terça-feira, 17/03/2015 às 08:46, portanto, após as manifestações de 15 de março, ele publicou o post “Dilma e o paradoxo da radicalização” de terça-feira, 17/03/2015 às 13:19, em que ele diz algo semelhante a uma proposta de conciliação. É o que se observa no parágrafo a seguir retirado do post “Dilma e o paradoxo da radicalização”:

      “Dilma não entra em dividida ideológica – e isto não é ruim. Foge de qualquer forma de radicalização – e isto é bom. Poderia pairar acima das paixões e ser o fator de conciliação do governo com o país. Mas nada faz”.

      O endereço do post “Dilma e o paradoxo da radicalização” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/dilma-e-o-paradoxo-da-radicalizacao

      Não se trata propriamente de uma proposta de conciliação nacional, mas também não deixa de ser.

      4) o endereço do post “Comentando o discurso de Aécio – 5” de sexta-feira, 08/04/2011 às 12:04, aqui no blog de Luis Nassif, contendo texto com comentário de Renato Janine Ribeiro que ele havia feito no post anterior da mesma série é:

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/comentando-o-discurso-de-aecio-5

      E o post anterior da mesma série e intitulado “Comentando o discurso de Aécio – 4” de quinta-feira, 07/04/2011 às 23:24, aqui no blog de Luis Nassif mas oriundo de comentário de Renata Buccini pode ser visto no seguinte endereço:

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/comentando-o-discurso-de-aecio-4

      Não fiz comentário junto ao post “Comentando o discurso de Aécio – 4”, tendo apenas me referido ao comentário de Chico Pedro entre outros 10 que lá existiam.

      E para finalizar deixo um link para post “Marina come do fruto da demonização da política, por Francy Lisboa” de terça-feira, 26/08/2014 às 08:26, aqui no blog de Luis Nassif consistindo da reprodução de comentário de Francy Lisboa. O post pode ser visto no seguinte endereço:

      https://jornalggn.com.br/blog/francy-lisboa/marina-come-do-fruto-da-demonizacao-da-politica-por-francy-lisboa

      Faço essa referência a comentários meus em posts sobre Marina Silva porque tinha a expectativa de encontrar trecho meu com crítica a expressão governo de homens de bem feito por Marina Silva. Há um comentário meu para Francy Lisboa enviado terça-feira, 26/08/2015 às 14:17, em que eu concordo com a crítica que Francy Lisboa faz a Marina Silva, mas eu defendo que o político tem o direito de fazer o discurso que angariar mais votos, cabendo ao eleitor ter a competência de ver a hipocrisia do discurso ou no caso da Marina Silva de perceber a imaturidade do discurso dela no sentido que ela realmente acredita no que ela diz.

      E depois eu há outro comentário meu que enviei terça-feira, 26/08/2015 às 22:39, para junto do comentário de Tagutti enviado terça-feira, 26/08/2014 às 11:39, em que centro minha crítica na visão tacanha da política em Marina Silva. Transcrevo os três parágrafos seguintes do meu comentário para Tagutti:

      “Junto ao post “É preferível um Aécio na mão que duas Marinas voando” de sexta-feira, 22/08/2014 às 06:54, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele, na terceira página do post há um comentário seu enviado sexta-feira, 22/08/2014 às 11:02, para o qual eu enviei um comentário sexta-feira, 22/08/2014 às 14:29. Nele eu dizia concordar com sua equiparação do PT de antigamente com a Marina Silva de sempre e como as reivindicações dos manifestantes das manifestações de junho de 2013. No entanto eu recriminava você não revelar sua posição em relação ao que era o PT de antigamente, o que era a Marina Silva de sempre e o que eram as reivindicações dos manifestantes das manifestações de junho de 2013.

      Você me respondeu sexta-feira, 22/08/2014 às 19:44, dizendo que o PT deveria ter agido mais de acordo com o que o PT acreditava e que você era crítico do modelo que o PT resolveu adotar para governar o Brasil. Não foi uma resposta direta, mas ficava subentendido de que o que eu acreditava representar o atraso, ou seja a atuação do PT de antigamente, a de Marina Silva de sempre e as reivindicações das manifestações de junho de 2013, eram para você o correto e, portanto, o avanço. Em suma temos ideologias distintas.

      Depois ainda no post “É preferível um Aécio na mão que duas Marinas voando”, eu aproveitei um comentário seu que ainda se encontra na primeira página e enviado sábado, 23/08/2014 às 08:27, para repetir esta avaliação que eu faço do comportamento político do PT de antigamente, da Marina Silva de sempre e das manifestações de junho de 2013. E mais ainda, fiz referência ao que eu considero um erro de avaliação de dizer que a Marina Silva seria um simulacro do que foi o PT. Em meu entendimento, a Marina Silva é relativamente verdadeira no posicionamento dela. Como creio que era verdadeiro o posicionamento do PT antigamente. Em minha avaliação assim como era sincero o PT, mas era o atraso, também a Marina Silva é o atraso, mas é sincera”.

      O endereço do post “É preferível um Aécio na mão que duas Marinas voando” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/e-preferivel-um-aecio-na-mao-que-duas-marinas-voando

      Foi uma pena não ter encontrado um comentário com críticas minhas à idéia de governo de homens de bem. Devo ter afirmado algo em algum e-mail enviado para algum amigo. O importante, entretanto, era apenas mostrar que no seu comentário depreciativo a alguns políticos está implícito a aceitação da idéia que se crer diferente em propor um governo de homens de bem. Todos os governantes, em princípio, chamam para governar homens de bem. Apresentar-se como diferente afirmado que se comporta como tal enquanto os outros não ou é oportunismo político ou uma visão tacanha e precária da política e da arte de governar ou apenas de ingenuidade impregnada de soberba.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 19/03/2015

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