Comentário no post “As leis da física e da economia, por Delfim Netto”
Creio que a lenta mudança na condução da Política Monetária está provocando a discussão em torno do limite da queda dos juros da Selic, com alguns setores apontando a taxa de juros neutra, parte dizendo que o limite é remuneração da caderneta de poupança.
Creio a taxa de juros neutra depende do nível do depósito compulsório, da relação crédito/PIB, do nível do superávit primário, ou seja é possível alterar o nível de taxas de juros neutra por meio de ajuste nas demais ferramentas da Política Monetária e fiscal.
Quanto a a Remuneração da Poupança, creio que só precisa ser alterada em caso redução da meta de inflação e/ou em caso de recessão na economia mundial que provoque uma deflação no Brasil.
Com a meta de inflação de 4,5%, juros da Selic ao redor de 7% nominais ao ano, combinada com IOF também de 7% para investimento em renda fixa de estrangeiro não residente e/ou de capital resultante de empréstimos externos, combinado com uma significativa redução do spread bancário, é mais do que suficiente para garantir um ritmo de crescimento do PIB acima dos 3% ao ano.
Creio que precisamos evitar a prática de juros negativos, mesmo que seja necessário diminuir o superávit primário e aumentar o gasto público.
Deixe um comentário