8 de junho de 2026

MPF denuncia coronel Ustra por tortura e morte de dirigente comunista

Enviado por Mara L. Baraúna

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MPF denuncia coronel Ustra por tortura e morte de dirigente comunista

Além do militar, outros dois policiais foram denunciados por procurador

Por Lúcia Rodrigues

O coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra foi denunciado pela sexta vez pelo Ministério Público Federal (MPF), por crimes cometidos durante a ditadura, quando comandou o DOI-Codi, em São Paulo, o principal centro de repressão do regime.

Desta vez, o militar é acusado pela tortura e morte do dirigente do Partido Comunista do Brasil (PC do B), Carlos Nicolau Danielli, assassinado nas dependências do DOI-Codi, em dezembro de 1972, após ter sido sequestrado e brutalmente torturado, segundo relatos de ex-presos políticos.

Além de Ustra, o procurador da República Anderson Vagner Gois dos Santos, autor da ação, também denunciou o delegado Dirceu Gravina e o delegado aposentado Aparecido Laertes Calandra. Os dois eram subordinados ao coronel do Exército no DOI-Codi.

Os três devem responder por homicídio triplamente qualificado, aquele cuja morte é causada por motivo torpe, com requintes de crueldade e sem dar à vítima o direito de defesa. Ustra também é denunciado por abuso de autoridade, uma vez que, o então major, ordenou e executou a prisão sem comunicá-la a um juiz.

Punição

De acordo com o procurador, os crimes cometidos pelo coronel e os policiais são imprescritíveis e não são passíveis de anistia, por serem considerados crimes contra a humanidade.

O MPF informa que Danielli é uma das 37 vítimas que morreram no DOI-Codi durante o período em que Ustra esteve à frente do órgão de repressão.

Danielli foi enterrado como indigente no cemitério de Perus, região noroeste da capital paulista. Apesar de ter sido assassinado sob tortura, o laudo assinado pelos médicos legistas Isaac Abramovitch e Paulo de Queiroz Rocha informa que o operário e dirigente político morreu ao ser alvejado em uma troca de tiros com a polícia. A versão fraudulenta foi forjada por Ustra com os legistas.

 

 

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5 Comentários
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  1. Celso Carvalho

    31 de agosto de 2015 8:21 pm

    Como sempre, não vai dar em

    Como sempre, não vai dar em nada a sexta tentativa de MP de levar Ustra para a cadeia. Espero que o MP logo logo não tente  a sétima. Seria passar o recibo de conta de mentiroso.

  2. Neusa Maria Barbosa

    31 de agosto de 2015 8:23 pm

    processo contra Ustra

    Até quando assistiremos à impunidade destes torturadores e assassinos?

    1. GalileoGalilei

      1 de setembro de 2015 2:16 am

      Assino em baixo

      Assino em baixo, Neusa.

  3. Sérgio Lamarca

    1 de setembro de 2015 1:21 am

    MPF está fazendo a parte

    MPF está fazendo a parte dele, a problema são os juízes.

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