4 de junho de 2026

Desabafo de uma dona de casa no site do Professor Hariovaldo

Do site do Professor Hariovaldo

O desabafo de uma dona de casa aflita

31 de março de 2013

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Neste grave momento de ataque à Classe Média Cristã Brasileira, o depoimento de uma pobre dona de casa aflita que assina com o singelo pseudônimo de DoLar nos chamou a atenção. É verdadeiramente uma desgraça essa lei maldita que nos foi imposta guela abaixo por este governo bolchevista que aí está. Leiam e sintam a dor dessa mãe de família para que nunca se esqueçam dos anos malditos que passamos sob o domínio da ditadura comunista no Brasil.

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“Sempre fui criada como madame e fiz questão de ensinar minhas filhas do mesmo modo. No meu tempo bastava o curso normal. Lá aprendíamos tricô, crochê e algumas receitas para agradar o patrão. Também aprendíamos a falar ‘Oi’ e ‘tchau’ em francês. Era bonito conhecer Paris, naquela época. Mas agora está na moda agumas madames (ou candidatas) fazerem curso superior, visitarem ‘o Orlando’ e subirem naqueles brinquedos. É, os pais das amigas de minha filha fizeram isto. Deve ser bom para o rebento (?). Principalmente se fizerem fotos para mostrar que lá estiveram. É o melhor momento. É por isso que as mandamos.
Depois e também para arrumar um bom cafice, dinheiramente ou politicamente falando.

Enfim, paguei faculdade para as meninas mas nunca as deixei esquecer os verdadeiros princípios de uma madame. As faculdades já não ensinam coisa úteis para elas, que vão ser madames. Uma das filhas chegou a se rebelar e trazer coisas que ela estava aprendendo para nossos encontros. Aliás, cursos superiores e estes encontros entre jovens está ficando altamente pernicicioso. Princípios científicos, leituras atuais. Elas chegam a querer trazer coisas deste tipo para dentro de casa. Mas basta uma dura e as coisas voltam ao normal.

Mas elas me ajudam a me atualizar. Agora não é só no salão e nas reuniões com as outras madames que ‘rola um lero’. Viram como tô moderninha. Já aprendi ‘oi’ em inglês. Faço academia e yoga. Também vou num ecoterapueta que minhas comadres indicaram. Só fiquei desconfiada quando ele pôs a mão dentro de minha calcinha depois de dez sessões. Será que ele é bicha?

Mas o assunto não é este né, caras amigas? hahahahaha.
O fim da escravidão dentro de minha casa vai me causar sérios transtornos. Já em lágrimas, não consigo nem escrever direito. snif, snif, snif… Pagar hora extra? Me poupem. Só meu marido faz horas extras e diz que recebe. E muitas; inclusive nos fins de semana.

Reconhecer estes direitos é muito difícil. Pergunto a você, nobre defensor de tudo que tem mais valor no mundo: porque nós somos iguais? snif, snif, snif…”

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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