4 de junho de 2026

O Debate de Sampa ontem. Meus pitacos e observações.

Ontem acompanhei o Debate dos candidatos a prefeitura de São Paulo pelo youtube. Ao final, levei um “pedala tagarela” do twitter e tive que ir dormir sem poder dizer mais nada. Hoje, me vingo. Postei 9 comentários, que reproduzo abaixo:

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1) Sonsinha não falou lê com crê. Viaja na maionese all the time. Falou mais de Çerra do que de propostas. Que, aliás, não sei se as tem.

2) Çerra teve chance de perguntar diretamente a Haddad e preferiu “Levy Fidelix”. Medroso, covarde, mentiroso, pego na mentira mais uma vez

3) Levy Fidelix. Caricato, rídiculo. Obtuso, talvez seja a melhor definição. Deve ser rico, pois não faz a menor idéia do que seja pobre

4) Giannazi. Seboso, enrolado, rebelde, sem solução. Isso, porque em 140 só deu para comentar sobre o cabelo dele

5) Chalita. Prometeu gov. “sensível”. Perdeu votos falando que o Rio está melhor que SP, mas fez campanha pro Paes. Tucano enrustido.

6) ManoRuço dizem que a tinta no cabelo deu reações colaterais. Tava lerdão, trocando as bolas e os nomes. Dorgas, não? (vejam a imagem em —> bit.ly/QWGsZe) 

7) Paulinho da Forca. Pode se pendurar nela que ninguém vai notar. Zero a esquerda.

8) Haddad. Apresentou propostas, soluções. Teve bom “timing”, embora no início parecia nervoso, piscando demais. Ou seria para alguma fã?

9) Em resumo: “A semana foi de sangue, com uma ponta de loucura e outra de patifaria” Machado de Assis. E ainda é manhã de terça. Vixe…

No geral, me pareceu que tanto Haddad quanto Çerra, evitaram bater de frente com ManoRuço. Não sei se é porque ele aparentava estar meio grogue, ou se ambos esperam poder fazer isso no segundo turno. No caso do Çerra, esta hipótese é cada vez menos provável.

Algumas das propostas que ManoRuço citou como a lei (da época da ditadura) que permite integrar os vigias noturnos às forças políciais e a criação do “inspetor de quarteirão” ou do “guarda-Belo-amigo”, não me pareciam que ele estava falando sério. Se estava, era para o eleitor que mora na periferia, em casas, onde os vizinhos ainda se conhecem. Quero ver o “inspetor de quarteirão” ou “guarda amigo” em bairros verticais, com milhares de moradores. Talvez se ainda estivessemos nos anos 50, do Século passado, pudesse fazer algum sentido.

Çerra arrancou gargalhadas ao se dizer o candidato que “representa novas propostas”. Ok, ele tem todo o direito de prometer o que bem entender. Aliás, a alta taxa de rejeição que ele apresenta (48%) é em boa parte pelo não cumprimento de suas promessas e de mandatos.

Haddad teve um ponto alto ao lembrar para Çerra que ele representa um governo com 80% de aprovação (Lula e Dilma), enquanto Çerra um governo com 80% de reprovação (Kassab). Exemplificou que “o Brasil mudou para melhor e São Paulo não”, quando disse que as pessoas percebem que da porta de casa para dentro suas vidas melhoraram. Da porta para rua, não houve melhoras, em grande parte pelos governos tucanos não buscarem parcerias com o Governo Federal que poderia trazer benefícios ao transporte, a saúde, saneamento, a moradia e a educação.

Os incêndios em favelas foram citados rapidamente no debate. Giannazi e Haddad passaram rapidamente pelo tema. Não esquentou, portanto. Paulinho da Forca, ao se despedir, reconheceu o esforço do telespectador de ficar acordado assistindo os candidatos. Até porque, o sono que ManoRuço demonstrava era contagiante.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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