4 de junho de 2026

Cuba visita o Brasil atrás de investimentos

Projetos de investimentos são em 11 setores, alguns deles na região do Porto de Mariel
 
 
Jornal GGN – Em visita à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, o ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro de Cuba, Rodrigo Malmierca, apresentou na última quinta-feira (07) uma carteira com 246 projetos para atrair US$8,7 bilhões em investimentos para ilha. O objetivo do governo cubano é receber recursos capazes de manter um crescimento econômico acima de 4%.
 
Durante o encontro, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que a mensagem da organização hoje é “preste atenção em Cuba”. Malmierca apresentou projetos em 11 setores, alguns deles na região onde se encontra o Porto de Mariel. Dentre as propostas para atrair empresas e investimentos brasileiros está a criação de um regime tributário especial para estrangeiros, com oito anos de isenção de impostos. 

 

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Carteira de oportunidades de Cuba prevê investimento estrangeiro de US$8,7 bilhões

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Ministro cubano Rodrigo Malmierca apresentou as oportunidades para empresários brasileiros na sede da Fiesp

Para manter um crescimento econômico acima de 4%, Cuba precisa atrair investimentos estrangeiros de US$2 a US$2,5 bilhões por ano, informou o ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro da ilha, Rodrigo Malmierca.

Em um esforço de buscar garantias para esse ritmo de expansão, e para o sucesso do novo modelo econômico que é iniciado no país, o representante cubano apresentou nesta quinta-feira (7/5) a empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) uma carteira com 246 projetos que deve atrair US$8,7 bilhões em investimentos estrangeiros.

“Cuba desenvolve um processo de atualização de modelo econômico e a promoção de investimento estrangeiro é uma das ações de maior destaque nesse”, disse Malmierca durante o encontro.

Mais cedo, o ministro cubano participou de uma reunião fechada com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

“A mensagem da Fiesp é: ‘preste atenção em Cuba’. Há um potencial futuro bastante importante e perspectivas muito boas. As dificuldades da economia brasileira são passageiras, estamos hoje numa crise econômica e política, mas quando se fala em investimento tem de pensar nos anos seguintes, nas décadas seguintes. Passamos por uma fase de dificuldades, mas essa fase irá passar sem dúvida”, disse Skaf.

Na carteira apresentada por Malmierca, há projetos com oportunidades para 11 setores da atividade cubana e para a zona de Mariel, região que concentra o Porto de Mariel.

“A zona de Mariel está ao redor do porto e queremos, a partir de sistemas de incentivos especiais, atrair o capital estrangeiro em melhores condições ainda”, disse o ministro.

Ele apresentou ainda um regime tributário especial para investidores estrangeiros criado a partir de uma nova legislação aprovada em 2013 para investimentos dessa natureza.

“No caso do imposto sobre utilidade, por exemplo, a lei estabelece que primeiro são oito anos de isenção do imposto e, depois desse período, paga-se 15%. No caso da Zona Especial de Mariel são 10 anos de isenção e depois paga-se 12%. Isso é incentivo”, explicou Malmierca.

No final do encontro com empresários, Paulo Skaf sugeriu a organização de uma missão empresarial brasileira em Cuba.

Dualidade monetária

Em Cuba existem duas moedas em circulação e o ministro Malmierca reconheceu que “seria mais fácil” para o capital estrangeiro operar na ilha com apenas uma moeda. Segundo ele, há intenção de “eliminar a dualidade monetária”, mas trata-se de um “processo complicado”.

“O que posso dizer é que está na pauta o problema da dualidade monetária, e queremos minimizar os efeitos negativos [para investidores estrangeiros] no curto prazo”, afirmou.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

10 Comentários
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  1. alêminas

    9 de maio de 2015 2:32 pm

    VAI PRA CUBA FIESP!

    Antes que EUA, Reino Unido e China não deixem um terreninho vazio, sem uma fábrica!

    1. junior50

      9 de maio de 2015 11:32 pm

      Tem mais gente a frente

         Canadá , México, Espanha/França ( dominam turismo e hotéis ), Itália , Russia ( plantas de energia ), já em Mariel ( uma ZEE/ZPE ), a oportunidade de maior ganho foi perdida, a operação do porto ficou com Cingapura e os chineses.

      1. leonidas

        10 de maio de 2015 1:23 am

        Pô Junior deixa os caras

        Pô Junior deixa os caras viajar na maionese um pouco…

        kkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. jgomes

    9 de maio de 2015 2:46 pm

    É agora que os coxinhas pulam

    É agora que os coxinhas pulam da ponte… rsrsrs

  3. NICKNAME

    9 de maio de 2015 4:13 pm

    Viva Cuba e sua resistência!

    Viva Cuba e sua resistência!

    1. leonidas

      10 de maio de 2015 1:22 am

      Resistencia?
      kkkkkkkkkkkkkkkk

      Resistencia?

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Ela apenas admite que não pode mais viver de trocados de alguma nação e tenta atraves do CAPITALISMO e não do socialismo sobreviver.

      Não confunda o fato dela se manter uma ditadura ( que para isso tanto pode ser de esquerda como direita ) com o fato dela se manter fiel ao socialismo.

      isso só defende imbecis que obviamente não moram lá…rs 

  4. hora

    9 de maio de 2015 4:21 pm

    ·        ESTOU CANSADO DE SER

    ·        ESTOU CANSADO DE SER AMERICANO NO BRASIL – ESTA CORJA TÊEM QUE IR PARA AMÉRICA E DEIXAR A GENTE SER BRASILEIRO NO BRASIL. A pretexto do investimento de Cuba no Brasil. Os americanos brasileiros acham que Lula faz errado quando investe em Cuba.

  5. Free Walker

    9 de maio de 2015 4:51 pm

    Interessante como os

    Interessante como os empadinhas comemoram o fim do admirado regime castrista. Com a abertura para empresas estrangeiras, o regime finalmente se rende, assume o fracasso do sistema socialista e toca tardiamente a bola pra frente. 

    Passou um boi passa uma boiada.

    Ou alguém acha que a população vai ficar indiferente, com a libreta e CUCs na mão, assistinho apenas uma elite de operários e dirigentes trabalhando em multinacionais e usufruindo das maravilhas do capitalismo? 

    Com a liberdade econômica, espero que também política, o futuro de Cuba será brilhante. Já vejo o Malecon lotado de carrões, turistas americanos, clubes, boates, neon, bares e restaurantes 24 horas por dia. Vai recuperar as glórias do passado, principalmente quando os cubanos-americanos de Miami e New Jersei, cheios de dinheiro para investir, cairem com enxame de abertas sobre a Ilha.

     

     

    1. DUDE

      9 de maio de 2015 10:08 pm

      Acredito no povo cubano!

      Free, eu tinha 19 anos quando Cuba desafiou o Tio Sam, em 1962.

      Quase houve uma guerra atômica.

      Dali para frente, para dar exemplo ao mundo, o papai Tio Sam promoveu o bloqueio econômico que começa agora a ser levantado. Até hoje não sei como o povo cubano conseguiu sobreviver, a não ser pelos ideais de vida, muito além do que você pode imaginar. Você não pode negar que lá a educação e a saúde foram extraordinariamente desenvolvidas, no sentido de atingir profundamente os sentimentos do povo. Por lá, minha filha visitou e viu que o povo é solidário e tem muita compaixão. Não há crianças nas ruas em horário escolar e nem ninguém jogado pelas sarjetas, passando fome. E, por lá, pela cultura, o povo cubano respeita e muito a natureza. As praias e a ruas são limpas, máxime porque o povo é educado.

      Os cubanos, que vivem na Ilha, são, na grande maioria,  socialistas. E, com este conceito de vida em sociedade, conseguiram viver mesmo com este bloqueio, mesmo diante de uma economia globalizada, onde interdependência entre as nações é essencial para a sobrevivência de qualquer País.

      Free, fique tranquilo: mesmo com o acesso do capital, para investimentos no País, os cubanos não quedarão. A questão é que por lá, houve o desenvolvimento de uma cultura, onde os valores humanos são muito, mas muito superiores ao materialismo que o capitalismo americano fez brotar no mundo.

      Aqui passamos pela ditadura e pelo neoliberalismo, onde o povo foi privado da liberdade e da educação, viveram milhares de brasileiros na miséria, mas prosperaram as multinacionais, esta que lucraram no lombo de nossos trabalhadores.

      Só agora que estamos acordando para um mundo melhor para o povo, com o governos progressistas de Lula e Dilma, e aí, incrível, nasceram os coxinhas, aqueles que tiveram grande acesso aos bens, que o regime ditatorial e o neoliberalismo lhes privou e acham que são tão bom como as cocadas. Eles não conheceram o Brasil de FHC e da Ditadura Militar. A ditadura deitou o povo, para que o americano aqui tivesse condição de explorar e só caiu quando não concordou com a venda de bens que representam nossa soberania, como, v. gratia, a Petrobrás e a Vale. Daí o nascimento do Neoliberalismo, com a queda do militar, que começou a completar o que o Tio Sam queria: ser dono de nossas riquezas.

      Lula interrompeu esta exploração, mas estamos muito longe dos valores que os cubanos possuem.

      Eles não se quedarão!

       

       

  6. Roberto Monteiro

    9 de maio de 2015 9:52 pm

    Essa fiesp…

    Alguns anos atrasada. Ou seriam alguns ânus?

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