
Jornal GGN – A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra 22 pessoas no rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), foi aceita pela Justiça Federal. Do total, 21 são acusadas de inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual, que é quando há a intenção ou se assume o risco de matar.
Também se tornaram rés a Samarco, responsável pela barragem, e também a Vale e a BHP Billiton, acionistas da mineradora. A empresa VogBR e o engenheiro Samuel Loures irão responder por emitir um laudo enganoso sobre a segurança da estrutura.
O rompimento da Barragem do Fundão completou um ano no último dia 5 e é considerada a maior tragédia ambiental do país. 19 pessoas morreram e a lama destruiu comunidades e poluiu a bacia do Rio Doce.
Diversos funcionários da Samarco, como Ricardo Vescovi, presidente afastado da companhia, estão entre os réus. Também são acusados onze integrantes do Conselho de Administração, que tem representantes da Vale e da BHP.
A Samarco afirmou que a denúncia do Ministério Público desconsidera depoimentos apresentados ao longo das investigações, que comprovariam o desconhecimento sobre o risco nas estruturas.
A Vale repudiou a denúncia dizendo que ela desprezou “inúmeras provas”, falando também na “inexistência de qualquer conhecimento prévio de riscos reais”. A BHP também criticou o MP e disse que vai dar suporte para a defesa de seus funcionários.
Protocolada no dia 19 de outubro, a ação penal do Ministério Público levanta um histórico dos problemas na barragem e também afirma que a ganância da Samarco provocou a tragédia. Os procuradores dizem que a empresa estava consciente dos riscos de rompimento da barragem e que, mesmo assim, decidiu priorizar os resultados econômicos em detrimento da segurança.
“A Samarco tinha uma gerência que atuava na gestão de riscos. Em vez de paralisar as operações da barragem, a empresa continuou mantendo sua operação de forma irresponsável”, disse o procurador Jorge Munhós.
anarquista sério
18 de novembro de 2016 5:30 pmOs réus de Mariana terão o
Os réus de Mariana terão o mesmo destino que os réus da boate kiss.
354 anos ppra virarem réus. Mais 784 anos pro julgamento. Mais 121 anos pra sair o verecdito( com 715 apelações por mais 1 021 anos )
Depois de tudo isso, com todos mortos (acusados e acusadores) um figurão do tribunal absolve todos.
Não foi isso que aconteceu com o MASSACRE do Carandiru ?
O único consolo é a justiça divina.
Como sou agnóstico….
bonobo de oliveira, severino
18 de novembro de 2016 5:36 pmUm procurador fora do eixo.
Uai!! Esse procurador Jorge Munhós não obedece as diretrizes das ma$$onaria$$$ que controlam o MPF?
ze sergio
18 de novembro de 2016 5:42 pm21…
Samarco, pede para o julgamento ser aqui em SP, que o Poder Judiciáreio paulista, chegará a conclusão que não houve nenhum responsável. Que a culpa é de “Deus”, do imponderável. “Deus” e o imponderável se uniram em SP, para construir o Metrô, no lugar das empreiteiras da Lava Jato e da Privataria Tucana de Geraldo Alckmin. Quem sabe não fizeram o mesmo com Barragem de Rejeitos?!
João de Paiva
18 de novembro de 2016 7:03 pmE se a mineradora fosse estatal?
Prezados,
Como as mineradoras que exploram as riquezas minerais do meu estado, e que são responsáveis pelas barragens que se romperam no ano passado e causaram essa tragédia e a morte de 19 pessoas, são privadas, o tratamento a elas dispendsado pelos veículos da mídia comercial foi muito camarada, respeitoso, cerimonioso até. Logo após a tragédia, longos anúnios publicitários foram veiculados em horário nobre das emissoras de rádio e televisão, além de ocuparem páginas de jornais revistas. A pergunta que fica é: se fosse uma empresa estatal, como agiria o PIG/PPV?
Tendo como referência outras tragédias, como a da cratera do metrô em São Paulo, outros rompimentos de barragem em MG e noutros estados, as ações transcorrerão em ritmo lento e muitas das famílias que perderam bens e entes, não serão indenizadas naquilo que merecem. O dano ambiental jamais será reparado. Prisão e linchamento de funcionários não é o que vai resolver, embora os responsáveis, sobretudo altos diretores, executivos e controladores, devam ser responsabilizados e punidos penalmente.
Thomas Morus
19 de novembro de 2016 1:57 amO papel do Brasil
Este é o papel do Brasil. Daqui sai o minério de ferro bruto, para recebermos de volta os aços.
Ficam aqui as tragédias anunciadas das Barrragens.
O mundo globalizado necessita de aço barato.
Os desatres ecológicos ocorrem em países periféricos.
Quantos produtos que compramos não tem uma consequencia igual?